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2 Rationale and Research Questions

2.1 Reliability .1 Scale reliability

Para auxiliar os gestores de serviços e projetistas na construção do diagrama que expressa a narrativa de serviços em mídia cruzada, a equipe do Grupo de Estudos em

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nteração da Escola Politécnica desenvolveu uma ferramenta, o X-Builder. Ela provê uma interface gráfica, que permite que esses usuários possam desenhar o serviço usando elementos básicos como tarefas, transições e elementos de mídia. Esta ferramenta se origina da ideia exposta por Filgueiras e Correa (2008) para automatizar a descrição da narrativa do serviço, feita em um diagrama com a notação BPMN adaptada. O intuito da ferramenta é tornar

... a utilização do framework mais agradável, versátil, sem possíveis complicações inerentes a falta de experiência em programação por parte do usuário, bastando que este conhecesse bem o serviço de governo, e soubesse identificar, visualmente, as tarefas representadas pelos elementos gráficos disponibilizados pela ferramenta. (DINIZ, OLIVEIRA, DOMINGUES, FILGUEIRAS, 2009, p. 3)

O X-Builder foi construído sob a plataforma Graphical Modeling Framework, baseado na tecnologia Java, por fornecer suporte à criação de aplicações visuais baseadas em metamodelos.

Por meio dessa interface gráfica, o projetista pode criar um elemento ―Service‖, ao qual se associa um novo diagrama, e nele montar o fluxo de informações do serviço usando os seguintes elementos: ―Task‖, ―TaskTransition‖ e ―MediaTransition‖.

As Tasks, na ferramenta, representam uma tarefa a ser executada pelo cidadão, no uso do e-gov. Ela pode ser uma tarefa qualquer, mas o framework X-Gov disponibiliza um conjunto de tarefas-padrão, típicas de aplicações de Governo Eletrônico, às quais são associados a componentes reutilizáveis. Aos componentes, associam-se às mídias nas quais as tarefas deverão se dar. Na implementação atual, foram disponibilizadas apenas três: web, mobile, e TV interativa.

No X-Builder, o elemento ―MediaTransition‖ representa uma transição em mídia cruzada. São cinco os diferentes tipos de MediaTransitions implementadas no framework que podem ser escolhidas pelo gestor para transportar a interação de uma plataforma para outra.

Segue um exemplo de diagrama de serviço desenhado com o X-Builder, com todos os elementos acima incluídos.

Figura 28 - Exemplo de serviço fictício modelado com o X-Builder (extraído de DINIZ et al, 2009).

Como resultado da ferramenta, além do diagrama representativo do serviço, a ferramenta gera como saída uma descrição do serviço em um documento XML e uma instância executável do framework de x-gov para o serviço modelado.

O X-Builder, contribui para o processo de planejamento com uma interface gráfica de fácil manipulação e com a conversão do diagrama, que representa o serviço projetado em uma linguagem de alto nível, para um formato que pode ser interpretado e gerar uma saída executável. No entanto, no processo acima descrito a decisão de quais mídias são adequadas para cada uma das Tasks criadas fica a cargo do usuário da ferramenta. O gestor seleciona arbitrariamente em que mídias cada componente será executado no momento da escolha dos Components que irão fazer parte da Task.

Esta etapa de escolha das mídias para os componentes pode ser integrada à saída gerada pelo X-Planner, para que o gestor selecione as mesmas em função das características das Tasks já cadastradas, e do serviço como um todo. A ideia consiste de, na mesma interface, o gestor solicitar à ferramenta as sugestões de mídia para aquele ciclo do serviço. A ferramenta então acionaria o X-Planner, que faria uma sequência de questões sobre aquele ciclo e sobre o serviço como um todo, e retornaria com o ranking das mídias melhor pontuadas para aquele ciclo. Não foi desenvolvida uma interface de comunicação entre o X-Planner e a ferramenta gráfica de modelagem, X-Builder. Nesta integração, o X-Builder receberia os valores das pontuações das mídias (ranking) e disponibilizaria uma interface de escolha das mesmas no diagrama do serviço, já divididas entre essenciais,

alternativas e de divulgação para o gestor atribuir às transições. No entanto, foram

desenhados exemplos de como poderia ser a interface do X-Planner para inserção dos valores de entrada, que podem ser ilustrados conforme as figuras (Figura 29 até a Figura 31) a seguir.

Figura 29 - Tela de boas vindas - X-Planner

Por meio da tela indicada na Figura 29, o gestor inicia o planejamento do serviço atribuindo um nome ao mesmo, em seguida indica a quantidade de ciclos que o mesmo possui e inicia o processo de escolha de mídias pelo botão ―Iniciar‖.

Figura 30 - Tela de coleta de dados "Demanda" - X-Planner

Figura 31 - Tela de coleta de dados "Periodicidade" - X-Planner

Os passos representados pela Figura 30 e pela Figura 31 representa a coleta de informações do serviço pelas suas características gerais (Demanda e Periodicidade de Acesso, respectivamente). Após fornecer estas informações, o gestor deve fornecer as informações específicas das demais variáveis para cada ciclo do serviço.

As ilustrações acima servem como exemplo para a construção de uma interface de diálogo entre o gestor do serviço e o X-Planner, que após a coleta de informações, processa os valores fornecidos e retorna a classificação das mídias para o X-Builder. No capítulo seguinte é detalhado um ensaio feito com o X-Planner usando a ferramenta Xfuzzy como a interface de entrada de dados para escolha das mídias e a comparação dos resultados obtidos com experiência em trabalho precursor.

6 ENSAIO DE APLICAÇÃO DO X-PLANNER

Neste capítulo é realizado um ensaio da ferramenta X-Planner e a comparação de resultados entre as diferentes abordagens do algoritmo de seleção de mídias, a antiga (trabalho precursor – e-poupatempo) e a nova (usando o X-Planner, apresentado no Capítulo 5). O serviço escolhido para o ensaio é o mesmo abordado no trabalho de FILGUEIRAS e CORREA (2008), da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, que versa sobre o parcelamento de débitos, que hoje é oferecido via Internet25. O objetivo de se usar o mesmo serviço nesta análise é permitir uma comparação entre as propostas.