• No results found

Del I Basismateriale

1 Bakgrunn og meldinger

1.3 Relevante rapporter om eiendomsforvaltning i offentlig regi

Em resposta à questão anterior, é notório que as disciplinas inseridas no grupo de Jornalismo estão presentes na segunda metade dos mesmos103. No primeiro grupo, as Ciências

Sociais e Humanas, há uma distribuição com apenas seis casos de diferença entre os dois primeiros anos e os restantes do curso, com vantagem para a primeira metade. Nas Ciências da Comunicação as disciplinas predominam em maior número nos primeiros dois anos do curso. O grupo restante, Estudos sobre os

Media

, mantém uma manifesta presença após esses dois anos das licenciaturas104.

Olhando a perspectiva dos entrevistados, temos a percepção de não haver uma distorção entre realidade e sugestões. Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006) afirma que algum contacto com a prática poderia estar presente a partir do segundo ano lectivo das licenciaturas de Jornalismo e Comunicação, defendendo que o modelo que existe actualmente com «a parte teórica toda [no início] e no final ter um estágio profissional, é o mais recomendável». O jornalista apenas acrescenta que deviam ocorrer Seminários ao longo de três anos da licenciatura, para incentivar a discussão da «substância que é a actividade profissional», e que Carvalho reconhece que já existem em alguns cursos, como foi referido anteriormente. Vieira (Entrevista: 17 de Outubro de 2006) antecipa esta prática para o primeiro ano, inclusive no ensino secundário quando os alunos escolhem a área a seguir no 10º ano, quando devia haver uma maior proximidade à realidade jornalística e das redacções.

Também Marcelino (9 de Outubro de 2006) afirma que a prática jornalística não a colocaria mais cedo, mas mais intensivamente, a partir da metade das licenciaturas ou do segundo terço. Esta implicaria um contacto antecipado com as empresas, entendendo o jornalista que estes profissionais mais jovens são mais baratos e mais entusiastas. Um primeiro ano das licenciaturas seria composto por disciplinas genéricas, «ir afunilando em direcção à

103 Sendo que nove casos estão presentes no segundo ano e três no primeiro, contra 77 presenças nos restantes anos. 104 Em 45 casos (1º e 2º anos), contra 28 (3º, 4º e 5º anos), nas Ciências da Comunicação.

prática e o terceiro ano já deve estar muito virado para a produção noticiosa». Nesse ano, «os alunos já deviam estar divididos por zonas de interesse», tendo uma «relação com a comunidade e com o mundo real já (…) bem aliada». Esta escolha não é permitida, de acordo com o jornalista, pois os cursos são de tal maneira genéricos que não a possibilitam, havendo uma formação deficiente que não delega nos alunos «convicções sólidas». No entanto, este planeamento está em concordância com a realidade das licenciaturas apresentada.

Sobre a organização dos cursos, Carlos Daniel assume ter «havido uma adequação ultimamente lenta dos cursos na lógica das redacções», sendo «algo tardia a entrada do aluno na lógica de produção de conteúdos jornalísticos. Continua a haver uma aprendizagem muito separada de conteúdos teóricos e da aplicação prática desses conteúdos» (Entrevista: 6 de Novembro de 2006). Por isso defende uma «motivação mais precoce do estudante para a actividade jornalística propriamente dita», e não «a partir do terceiro ano, como normalmente acontecia na maior parte dos cursos», de modo a não ser «um estudante igual ao de outro curso qualquer durante dois anos e a partir de determinado momento dedicar-se aos conteúdos específicos da sua paixão, da sua vontade profissional», apresentando essa distinção clara à chegada das redacções no que toca ao conhecimento da matéria noticiosa a nível de política, economia, cultura e desporto, tanto nacional como internacional. Quanto à análise, inserida no grupo temático de Estudos dos

Media

, deverá estar inserida em anos mais prematuros, ao passo que, na realidade, está presente na segunda metade do curso. A teoria e a prática deverão andar em paralelo, e deve-se procurar na matéria noticiosa de todos os dias, uma ligação à matemática, à estatística, à história: à demografia, à antropologia, às sociologias, ao inglês, etc., ou seja, «conseguir avançar para uma série de temáticas a partir daquilo que é a realidade construída pelos

Media

» desde início. Aqui temos uma distância ligeira da opinião dos dois profissionais anteriores e que já não se coaduna tão fielmente com a realidade analisada.

Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006) menciona ainda a Matemática e a Estatística como disciplinas essenciais no primeiro ano de um curso ideal de Jornalismo ou Comunicação105.

Ainda nos primeiros tempos da licenciatura, o jornalista refere as Relações Públicas e a Gestão, que também não se inserem no nosso estudo mas que fazem parte de vários planos de

105 Apesar de não inserido na classificação usada, a disciplina existe em três licenciaturas (ESTA, ESES e ESTGM) precisamente no primeiro ano. A Estatística, também mencionada em iguais condições, está presente em quatro planos (ESEP, ESCS, ESEV e ESTGM), as duas primeiras no primeiro ano.

estudo106. Esta opinião contradiz a de alguns dos entrevistados, como Vilas-Boas (Entrevista: 14

de Setembro de 2006) e Carlos Daniel (Entrevista: 6 de Novembro de 2006) que acusam uma convivência negativa entre o jornalismo e as várias áreas da publicidade e relações públicas. A prática jornalística deveria constar do segundo ano para, como já afirmaram anteriormente Carlos Daniel e Carvalho, se poder fazer uma escolha da área desejada, mais cedo. O ensino das várias vertentes do jornalismo seria leccionado no terceiro ano, de acordo com o Vilas-Boas, e aprofundado em doutoramentos que «haveriam de seguir as especificidades do jornalismo» ou seja, a informação radiofónica, a escrita, etc.

Esta estrutura em que as disciplinas afectas ao ensino do Jornalismo estão na segunda metade das licenciaturas (Gomes et al., 2003: 111)107 ou sobre a imprescindibilidade das

matérias de Ciências da comunicação é sustentada no Capítulo I por vários profissionais (Santos, Bastos, Campos, Vieira, Wemans, Bessa

in

Gomes et al., 2003: 111-19) e não é de todo posta de parte pela generalidade dos entrevistados.