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Relationship and joint programs between state and NGOs

5.1 Definition of poverty

5.2.5 Relationship and joint programs between state and NGOs

A validade das intervenções deriva, de acordo com o nosso modelo de análise, da opinião dos clientes e, por outro lado, da visão dos prórios profissionais. Por outro lado, nesta categoria, importa considerar quais as ―medidas e critérios‖ utilizados para avaliar a eficácia das intervenções. Trata-se de sermos capazes de avaliar ou medir o que mudou ou alterou, em função da intervenção implementada, ou seja, de que forma é que podemos verificar que determinada intervenção é eficaz. Quer isto dizer:

que evidências existem de que a intervenção produz o resultado que pretende alcançar?

Assim, dos artigos analisados, 24 artigos fazem referência ao resultado que pretendem atingir com as intervenções apresentadas e referem formas de verificar as mudanças verificadas (Quadro 10) (Jeffs et al., 2016; Elias

et al., 2015; Husebø et al., 2015; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al.,

2014; Haley-Emery et al., 2014; Weaver et al., 2014; Cho et al., 2013; Platt et al., 2013; Spoelstra et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Obeidat et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Ryhänen et al., 2012;

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Sisman et al., 2012; Spoelstra et al., 2013; Tsuchiya et al., 2012; Chung et

al., 2011; Dickerson et al., 2011; Dine et al., 2011; Kimman et al., 2011;

Lee et al., 2011; Sherman et al., 2011).

QUADRO 10 – Intervenções identificadas e critérios de resultado

Intervenção Critério de Resultado Artigo(s)

Informar sobre tratamento

Descreve o tratamento proposto e o seu objetivo;

Diminuição dos níveis de ansiedade e stress.

Jeffs et al., 2016; Runowicz et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Haley-Emery et al., 2014; Weaver et al., 2014; Cho et al., 2013; Obeidat et al., 2013; Platt et al., 2013; Spoelstra et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Ryhänen et al., 2012; Sisman et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Kimman et al., 2011; Lee et al., 2011; Nizamli et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011; Sherman et al., 2011

Informar sobre doença

Identifica a doença;

Diminuição dos níveis de ansiedade e stress.

Jeffs et al., 2016; Runowicz et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Haley-Emery et al., 2014; Cho et al., 2013; Obeidat et al., 2013; Platt et al., 2013; Ussher et al., 2013; Dastan et al., 2012; Ryhänen et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Kimman et al., 2011; Lee et al., 2011; Nizamli et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011; Sherman et al., 2011

Informar sobre efeitos secundários (dos tratamentos)

Identifica os efeitos secundários do tratamento;

Melhora a capacidade de autogestão dos efeitos secundários;

Diminuição dos níveis de ansiedade e stress;

Aumento da perceção de auto-eficácia para gerir os efeitos secundários.

Jeffs et al., 2016; Runowicz et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Weaver et al., 2014; Spoelstra et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Dine et al., 2011; Kimman et al., 2011; Lee et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011

Informar sobre complicações (dos tratamentos)

Identifica e descreve as possíveis complicações do tratamento;

Sabe como prevenir as complicações; Diminuição dos níveis de ansiedade e stress;

Aumento da perceção de auto-eficácia para prevenir e / ou controlar as complicações.

Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Cho et al., 2013; Platt et al., 2013; Dastan et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Sisman et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Dine et al., 2011; Haj, 2011.

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QUADRO 10 – Intervenções identificadas e critérios de resultado (cont)

Intervenção Critério de Resultado Artigo(s)

Informar sobre linfedema

Identifica e descreve aspetos relacionados com linfedema (etiologia, fatores de risco, comportamentos de risco, formas de prevenção);

Melhora a capacidade de autogestão dos efeitos secundários e/ou complicações do linfedema (real / potencial).

Jeffs et al., 2016; Dastan et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Sisman et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Dine et al., 2011; Haj, 2011; Sherman et al., 2011

Informar sobre gestão do regime terapêutico

Melhora a capacidade de autogestão do regime terapêutico associado à doença e tratamento (medicamentoso e não medicamentoso).

Jeffs et al., 2016; Haley-Emery et al., 2014; Weaver et al., 2014; Spoelstra et al., 2013; Aranda et al., 2012; Haj, 2011

Instruir sobre exercícios de reabilitação do braço

Melhora a capacidade funcional do braço;

Sabe executar exercícios de reabilitação do braço;

Aumento da perceção de auto-eficácia para prevenir complicações do braço.

Kuijpers et al., 2015; Cho et al., 2013; Ridner et al., 2012a; Sisman et al., 2012

Informar sobre atividades diárias

Identifica e sabe as atividades diárias que / não pode realizar;

Aumento da perceção de auto-eficácia; Diminuição dos níveis de ansiedade e stress.

Børøsund et al., 2014; Cho et al., 2013

Informar sobre apoio (familiar / social)

Refere que pode contar com o apoio de elementos da família ou outros significativos.

Sente / refere envolvimento da família / outros significativos.

Runowicz et al., 2016; Dastan et al., 2012

Instruir sobre estratégias de medição e/ ou drenagem do linfedema

Melhora a capacidade de autogestão do linfedema;

Demonstra a realização de técnicas de drenagem do linfedema;

Aumento da perceção de auto-eficácia.

Dine et al., 2011; Haj, 2011

Como verificado no quadro anterior, a forma mais ―usual‖ descrita nos artigos para verificar / validar o resultado de uma intervenção passa por verificar que o objetivo previsto com a intervenção foi atingido. Ou seja, se a intervenção ―informar sobre efeitos secundários do tratamento‖ pretendia que as mulheres adquirissem esse conhecimento, a forma de validar se essa informação foi, efectivamente, assimilada, é através da

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integração desse conhecimento e verbalização das mulheres sobre esses mesmos efeitos secundários. Frequentemente, o resultado pretendido não é, na sua totalidade, observável numa primeira avaliação, carecendo de momentos de ―reforço‖ e, eventualmente, de alguma adequação na intervenção, por forma a que o resultado seja, na pessoa, o pretendido face às necessidades identificadas. Surgem referências nestas mulheres à melhoria da sensação de bem-estar, de auto-eficácia, de auto-gestão e, consequentemente, a uma diminuição nos níveis de ansiedade e stress, o que vem sublinhar a importância das mulheres estarem devidamente informadas e capacitadas para gerirem a doença e o tratamento.

A opinião dos enfermeiros que implementam as intervenções na prática, mas, também, dos beneficiários das mesmas, é, neste ponto, igualmente crucial, na medida em que permite uma adequação das intervenções para que possam, como já referido anteriormente, ir de encontra às necessidades identificadas. Sobre este ponto, as referências analisadas não apresentam, explicitamente, uma opinião ou informação especificamente relacionada com uma intervenção em concreto. Existe um ou outro apontamento que nos pode levar a inferir que as temáticas abordadas em cada estudo podem ajudar a contribuir para melhorar aspetos relacionados com a autogestão da doença e dos tratamentos, como por exemplo, no artigo de Børøsund e colaboradores (2014) onde as mulheres referem ―que o facto de poderem enviar mensagens a enfermeiros especialistas nesta área e receberem a resposta em menos de 24 horas é muito satisfatório‖ e, consequentemente, apresentarem menores níveis de ansiedade e stress e melhor perceção de auto-eficácia. Cho e colaboradores (2013) referem que as mulheres alvo do estudo referem que ―conseguiram adequar muito mais facilmente as suas atividades de autocuidado em resultado da educação que receberam‖. No estudo desenvolvido por Dastan e colaboradores (2012) existem igualmente referências a aspetos que podem traduzir a opinião das mulheres sobre as ―intervenções‖ abordadas: as mulheres do grupo experimental referiram que ―o seu nível de conhecimento sobre a doença aumentou após o programa educativo e que encararam os seus problemas de uma forma mais calma, que falavam sobre si próprias e dos seus

99 problemas de uma forma mais confortável e que apresentaram menores níveis de isolamento e culpa, referindo uma sensação de pertencer ao grupo de pares em que participou‖.

Sobre esta temática, existiram artigos que, não apresentando ―intervenções‖ descritas, apresentam alguns contributos que podem ser úteis e relevantes para a prática assistencial dos enfermeiros nesta área de cuidados. Dickerson e colaboradores (2011) dizem-nos que as mulheres que integraram o seu estudo referiam que ―gostariam de ter acesso a informação sobre a sua condição e possiveis tratamentos para os compreender‖.

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