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Kenyan policy and frame conditions for NGOs

Atendendo à natureza das intervenções que estão descritas nos artigos reunidos, esta categoria de análise ajuda-nos a responder à questão: Como

devem ser educadas e apoiadas estas clientes, de forma a promover o seu autocuidado?

Em primeiro lugar importa realçar que os diferentes autores referem estratégias educacionais do tipo ―presencial‖ e estratégias ―à distância‖.

QUADRO 8 – Estratégias presenciais / ―à distância‖ de implementação das intervenções

Estratégias presenciais E r égi “à di ânci ”

Jeffs et al., 2016; Runowicz et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Haley-Emery et al., 2014; Weaver et al., 2014; Cho et al., 2013; Obeidat et al., 2013; Platt et al., 2013; Spoelstra et al., 2013; Ussher et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Ryhänen et al., 2012; Sisman et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Dine et al., 2011; Haj, 2011; Kimman et al., 2011; Lee et al., 2011; Nizamli et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011; Sherman et al., 2011.

Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Platt et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Ryhänen et al., 2012; Kimman et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011.

As estratégias à distância, de acordo com as evidências reunidas, são muito adequadas para promover o envolvimento das mulheres no plano de cuidados e ainda, para desenvolver competências de gestão do regime terapêutico, em particular medicamentoso. A possibilidade de estabelecer contacto direto com enfermeiros que integram a equipa assistencial, mostra-se uma estratégia muito valiosa. O recurso a contactos telefónicos ou, por exemplo, através de sites dedicados, são estratégias que visam esclarecer dúvidas, reportar sinais ou sintomas experienciados ou para reforço de algum conteúdo da ―intervenção‖. Acresce que as estratégias ―à distância‖ também são referidas como adequadas para, por exemplo, através de vídeos, as mulheres poderem ter acesso a conteúdos sobre, por exemplo, exercícios de prevenção / controlo do linfedema.

85 A obtenção de uma resposta ou de um ―conselho‖ no preciso momento em que a ligação é estabelecida é promotor da auto-eficácia e segurança percebida pelas doentes, sendo, igualmente, indutor de uma diminuição dos níveis de ansiedade e stress (Børøsund et al., 2014). Este tipo de benefícios das estratégias ―à distância‖ é reforçado e expandido por Kimman e colaboradores (2011), que acrescentam que os programas ―à distância‖, como é o caso do telenursing, ajudam a reduzir o número de visitas ao hospital, o que foi visto com grande satisfação pelas mulheres.

Todavia, Kuijpers e colaboradores (2015) alertam para a necessidade de considerar a motivação, utilidade percebida e intenção de uso de dispositivos ―à distância‖, quer por parte dos profissionais de saúde, quer das doentes. Destacam mesmo que, deve existir uma grande motivação, em particular das doentes, para se envolverem em programas de intervenção com recurso a estas estratégias. Quer isto dizer que o recurso a estratégias ―à distância‖ temque ser bem ponderado.

Ainda no que se reporta às estratégias de implementação das intervenções, nos artigos reunidos, percebe-se a existência de estratégias educacionais do tipo ―individual‖ e outras baseadas em ―grupos‖. Nas abordagens em grupo podem ser incluídos os grupos de ―ajuda‖ entre pares (mulheres com cancro da mama) (Jeffs et al., 2016; Platt et al., 2013; Dastan et al., 2012; Rosenzweig et al., 2011).

QUADRO 9 – Estratégias individuais / em grupo de implementação das intervenções

Estratégias Individuais Estratégias em Grupo

Jeffs et al., 2016; Runowicz et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Haley-Emery et al., 2014; Weaver et al., 2014; Obeidat et al., 2013; Spoelstra et al., 2013; Ussher et al., 2013; Aranda et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Sisman et al., 2012; Dine et al.,2011; Haj, 2011; Tsuchiya et al., 2012; Kimman et al., 2011; Nizamli et al., 2011; Sherman et al., 2011;

Jeffs et al., 2016; Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Haley-Emery et al., 2014; Cho et al., 2013; Platt et al., 2013; Spoelstra et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Ridner et al., 2012a; Ryhänen et al., 2012; Sisman et al., 2012; Tsuchiya et al., 2012; Haj, 2011; Lee et al., 2011; Kimman et al., 2011; Rosenzweig et al., 2011.

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O recurso a estratégias de ―grupo‖, no universo dos estudos reunidos são mais frequentes em intervenções do tipo ―ensinar sobre tratamentos (efeitos secundários e possíveis complicações)‖ e sobre estratégias de ―gestão do regime terapêutico‖. Também há referências ao recurso a estratégias de grupo para a implementação de intervenções orientadas para técnicas de reabilitação do braço (após mastectomia) e para prevenção do linfedema. Alguns autores referem-se à importância do envolvimento de elementos da família ou outros significativos, em abordagens de grupo, com a intenção de promover a adesão das mulheres ao regime terapêutico (Haley-Emery et al., 2014; Spoelstra et al., 2013; Ussher et al., 2013; Kimman et al., 2011).

O recurso a estratégias baseadas nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) é reportado por vários autores (Kuijpers et al., 2015; Børøsund et al., 2014; Platt et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Ryhänen et al., 2012; Rosenzweig et al., 2011). Analisando o teor dos artigos percebe-se que as TIC estão muito associadas a intervenções do tipo informar / ensinar sobre a doença (sinais, sintomas, fatores de risco, estratégias de rastreio,…); os tratamentos disponíveis; os efeitos secundários (dos tratamentos); as possíveis complicações (dos tratamentos); as estratégias de reabilitação do braço homolateral ao tratamento cirúrgico (manutenção/aumento da amplitude articular e capacidade funcional); as estratégias de prevenção e controlo do linfedema; e as estratégias de gestão do regime medicamentoso (registo da dose administrada e efeitos secundários experienciados). O recurso a estratégias tecnológicas mais recentes desperta na nossa comunidade uma área que merece investimento, para que possamos promover o acompanhamento a estas clientes, com recurso às ferramentas tecnológicas de que dispomos e que tão vulgarmente são utilizadas na sociedade atual.

Quando o objetivo das intervenções passa por desenvolver competências instrumentais, é frequente a referência a estratégias que implicam a ―demonstração‖, por parte dos enfermeiros. Esta estratégia é frequentemente utilizada para promover as habilidades das mulheres para

87 prevenirem e controlarem o linfedema (Kuijpers et al., 2015; Haley-Emery

et al., 2014; Cho et al., 2013; Ridner et al., 2012a; Sisman et al., 2012;

Dine et al., 2011; Haj, 2011; Sherman et al., 2011; Lee et al., 2011).

No universo dos artigos reunidos, oito (8) referem a utilidade de combinar a informação oral com com um suporte escrito de cariz complementar (Børøsund et al., 2014; Cho et al,. 2013; Platt et al., 2013; Ussher et al., 2013; Aranda et al., 2012; Dastan et al., 2012; Sisman et al., 2012; Sherman et al., 2011). De ressalvar que um artigo (Ussher et al., 2013) refere mesmo que as mulheres preferem informação em suporte escrito quando se trata de assuntos mais constrangedores de abordar pessoalmente, como é o caso de informação relacionada com o bem-estar sexual. A combinação da informação verbal com suporte escrito vem reforçar a informação que se pretende disponibilizar, para que após, possa ser útil às mulheres. É sabido que grande parte da informação transmitida verbalmente não é assimilada pelo destinatário, daí a importância de a complementarmos, sempre que se julgue adequado, com um suporte escrito (pré-definido ou customizado à singularidade da cliente).

O envolvimento da família ou elementos significativos nas sessões educativas surge como relevante e adequado para alguns autores, em particular quando se pretende promover a adesão das mulheres às propostas terapêuticas (Haley-Emery et al., 2014; Spoelstra et al., 2013; Ussher et al., 2013; Kimman et al., 2011). Aqui, admite-se que a intenção possa capitalizar o apoio da família nas tomadas de decisão das mulheres.

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