8. Mechanism of insulin resistance in obesity
8.2. Relation with hormones
Neste ponto, apresentam-se os dados, tendo em conta as percentagens
17encontradas em
cada categoria/subcategoria de análise. No final, discutem-se os dados, procurando
compará-los por tipologia de interação/criança em estudo, em dias diferentes.
Todos os gráficos que a seguir são elencados representam as percentagens das frequências
de cada subcategoria de interação, realizada por cada criança, por dia de observação.
A recolha de dados começou no dia 24 de novembro de 2014, dia em que identifiquei
dezassete episódios de interação
18, oito destes ocorrendo com a L.B., levando-me a
selecioná-la como participante no estudo.
Ao organizar os dados por tipologia de interação, foi elaborado o gráfico 1, que compila
as frequências e as percentagens de cada tipo de interação definido e realizado pela e com
a criança L.B., no dia 24 de novembro de 2014 (página seguinte):
17
De referir que todas as percentagens foram arredondadas a zero casas decimais.
18Ver anexo 16
34
Gráfico 1 - Percentagem das interações realizadas por L.B. no dia 24.11.2014
Os dados do gráfico 1 revelam que, neste dia, a L.B. interagiu de seis formas diferentes,
evidenciando o total de 15 evidências diferentes
19. Destas evidências de interação, 33%
foram realizadas através da interação através do olhar, 20% através do toque, 20% através
de vocalizações, 13% através da proximidade física, 7% através disputa de objetos e,
ainda, 7% através dos gestos. Somando as percentagens, a L.B. interagiu,
fundamentalmente, através de interação não-verbal (80%).
Neste dia não se verificaram evidências da interação através do olhar, da imitação, da
observação de ações e da expressão facial.
No dia 25 de novembro, foram identificados nove episódios de interação
20entre as
crianças, sendo que o K. foi quem mais vezes esteve presente nestas interações (cinco
presenças em episódios de interações), critério para o incluir na amostra em estudo.
Analisando os dados do gráfico 2, à luz de cada subcategoria, a frequência total mostrou
34 evidências diferentes
21do K.. Deste total, 23% foram interações realizadas através do
olhar, 20% pertencem às interações através da expressão facial, 18% foram realizadas
através de vocalizações, 9% através da disputa de objetos. Com 9%, temos a interação
através da observação de ações e através da proximidade física e, por fim, com 6%, o K.
realizou interações através da imitação e do toque (6% para cada subcategoria). É de notar
que o K. interagiu, a maior parte das vezes através de interação não-verbal, perfazendo o
19
Ver anexo 17
20Ver anexo 18
21Ver anexo 19
Gráfico 2 - Percentagem das interações realizadas por K. no dia 25.11.2014
23% 6% 9% 18% 9% 20% 6% 9%
Interação através do olhar Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através do Expressão facial Interação através da imitação
Interação através da observação de ações
33% 20% 13% 20% 7% 7%
Interação através do olhar Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através dos gestos
total de 82%, contra os 18% através da interação verbal. Neste dia, não se verificaram
evidências de interação através dos gestos.
Gráfico 3 - Percentagem das interações realizadas por M. no dia 26.11.2014
No dia 26 de novembro, foram evidentes treze episódios de interação
22entre crianças
distintas, sendo a M. quem obteve o maior número de participação nas mesmas (seis
presenças).
Neste dia (gráfico 3), as evidências da frequência total de cada subcategoria de interação
23revelam que a M. interagiu vinte e três vezes. Destas interações, 39% foram realizadas
através do toque, 26% através do olhar, 13% através de vocalizações, 9% corresponde à
interação através da proximidade física, 4% através de disputa de objetos, 4% através de
gestos e 4%, relativos à interação através da observação de ações. As interações não-
verbais correspondem a 86% das interações, no total deste dia. As interações através da
imitação e da expressão facial não surgiram, neste dia.
Os dados dos gráficos 1, 2 e 3 revelam que L.B., K. e M. interagiram, predominantemente,
através do olhar (33%, 23% e 26%, respetivamente), dado que é corroborado por
Mesquita (1997), Miranda e Senra (2012) e Silva, Brasil, Guimarães, Savanitti e Silva
(2000), quando defendem que esta interação é uma das primeiras que a criança realiza. A
criança pequena, para interagir estabelece contacto visual, sem necessitar de utilizar
comunicação oral.
A interação através do toque oscila entre 6% (gráfico 2), 20% (gráfico 1) e 39% (gráfico
3), o que revela que as crianças comunicam entre si através do toque no par, seja através
de agressão (interações realizadas pela L.B. e pela M.), ou através de carícias (interação
de M. com K.) (Alexandre & Vieira, 2004; Carvalho, et al., 1999; Piccinini, et al., 2001).
Outro tipo de interação evidenciado por estas três crianças é a interação através da
proximidade física, o que revela que as crianças, para interagirem com outras, tiveram de
22
Ver anexo 20
23Ver anexo 21
26% 39% 9% 13% 4% 4%4% Interação através do olhar
Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através dos gestos
36
se deslocar (Anjos, Amorim, Vasconcelos, & Ferreira, 2004). Através dos dados relativos
à disputa de objetos, é de notar que esta é favorecida através da disponibilidade e
quantidade de objetos existentes na sala de atividades, naqueles dias (Sager, Sperb,
Roazzi, & Martins, 2003).
Apesar de ser considerado que as interações verbais são as que menos ocorrem, nestes
três dias estas três crianças interagiram utilizando as vocalizações - L.B. com 20%
(gráfico 1); K. com 18% (gráfico 2) e M. com 13% (gráfico 3) - o que vai contra o
defendido por Alexandre e Vieira (2004).
O facto de apenas a criança K. apresentar ocorrência de interação através da expressão
facial (20% - gráfico 2), mostra que a criança L.B. e a M. não se socorreram das suas
expressões para manifestar as suas emoções. Também apenas a M. (6% - gráfico 3)
interagiu através da imitação de ações, não deixando transparecer o nível de
desenvolvimento global das crianças (Júnior, Sprovieiri, Kuczynski & Farinha, 1999;
Mendes & Moura, 2009; Papalia, Olds & Feldman (2009).
No dia 1 de dezembro, dos treze episódios de interação
24observados, a criança A.2 foi a
que interagiu mais vezes (cinco episódios).
Os dados do gráfico 4 remetem-nos para as 18 interações
25realizadas pelo A.2. destas
interações, 44% foram feitas através do olhar, 22% através da observação de ações,17%
através da proximidade física, 6% através do toque, 6% através de vocalizações, 6%
através de gestos. As restantes subcategorias de interação (interação através da disputa de
objetos, da expressão facial e de imitação) não se verificaram neste dia. No total, as
24
Ver anexo 22
25Ver anexo 23
44% 6% 17% 6% 6% 22%Interação através do olhar Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através dos gestos
Interação através da observação de ações
interações não-verbais correspondem a 95%, contra os 5% das interações verbais (nota-
se que as % foram arredondadas a zero casas decimais).
No dia 2 de dezembro de 2014, ocorreram oito episódios de interação
26, destacando-se
duas crianças, cada uma com a participação em quatro episódios de interação: M. e K..
A criança M. (gráfico 5) interagiu um total de vinte e uma vezes
27. Destas interações, 24%
correspondem a interações através do olhar, 24% correspondem a vocalizações, 19%
ajustam-se às interações através da observação de ações, 14% através da proximidade
física, 9% através da disputa de objetos e, por fim, 5% através da imitação e 5% através
da interação através de gestos. No total, as interações verbais correspondem 24% e as
não-verbais 76%. As restantes subcategorias definidas (interação através do toque e da
expressão facial) não se verificaram.
Os dados do gráfico 4 e 5 revelam que as percentagens de interações realizadas por A.2
e M. diferem nas subcategorias de interação utilizadas, uma vez que o A.2 se socorre com
mais frequência da interação através do olhar (estabelecendo contacto ocular com os seus
pares, o que não significa que a criança observe as ações do outro). A M. interage através
da observação com a percentagem mais elevada (19%), podendo-se inferir que a mesma
se mostra interessada nas ações do outro (Alexandre & Vieira, 2004; França-Freitas &
Gil, 2012; Moura, et al., 2004; Papalia, Olds, & Feldman, 2009; Vasconcelos, Amorim,
Anjos & Ferreira, 2003).
Ambas as crianças se socorrem da interação através das vocalizações, apesar de ser com
percentagens diferentes: A.2 (14 meses) com 6% (gráfico 4) e M. (23 meses) com 24%
(gráfico 5), demonstrando que estas não se encontram no mesmo patamar de
26
Ver anexo 24
27Ver anexo 25
24% 14% 24% 9% 5% 5%19% Interação através do olhar
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através da imitação
Interação através dos gestos
Interação através da observação de ações
38
desenvolvimento linguístico, o que se pode justificar pelas idades das crianças (Antunes
& Rocha, 2009).
Para que estas interações acontecessem, foi necessária uma aproximação por parte das
crianças (A.2 com 17% e M. com 14%), que se deslocaram até aos seus pares, facilitando
as suas interações (Bee & Boyd, 2011a). A interação através dos gestos (6% para o A.2 –
gráfico 4 e 5% para a M. – gráfico 5) não coincide com os dados defendidos por Basei
(2008), que defende que as crianças interagem mais através dos gestos.
Gráfico 6 -Percentagem das interações realizadas por K. no dia 2.12.2014
Das trinta e seis evidências registadas
28(frequência total), registadas por K. no dia 2 de
dezembro de 2014, 19% são realizadas através de gestos, 19% através da disputa de
objetos, 14% através do toque, 11% através do olhar, 11% através da observação de ações,
8% através da proximidade física e, 6% através de imitação, da expressão facial e das
vocalizações. Estes dados revelam que o K., neste dia, utilizou os tipos todos de interação,
pré-definidos para este estudo. Relativamente à interação verbal, esta corresponde a 6%,
enquanto a interação não-verbal corresponde a 94% (gráfico 6).
Através dos dados do gráfico 6, verifico que a criança, ao imitar revelará o seu
desenvolvimento motor (Papalia, Olds & Feldman, 2009). A criança não se socorreu, de
forma significativa, da expressão facial de forma a demosntrar as suas emoções (Júnior,
Sprovieiri, Kuczynski & Farinha,1999; Mendes & Moura, 2009), mas através da
proximidade física, encurtou a distância física que tinha com as outras crianças,
envolvendo-se em interações que fomentam os laços emocionais entre pares (Alexandre
& Vieira, 2004; Bee & Boyd, 2011b).
Relativamente à interação através do olhar e através da observação de ações, o K.
estabeleceu contacto ocular com os seus pares (Alexandre & Vieira, 2004) e interagiu
28
Ver anexo 26
11% 14% 8% 6% 19% 6% 6% 19% 11%Interação através do olhar Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através do Expressão facial Interação através da imitação Interação através dos gestos
através do toque (de forma carinhosa ou agressiva) (Carvalho & colaboradores, 1999;
Garcia, Almeida & Gil, 2013; Piccinini & colaboradores, 2001).
A interação através de gestos e através da disputa de objetos é a subcategoria que revela
mais evidências (19%), o que vai ao encontro do defendido por Garcia e colaboradores
(2013), Sager e colaboradores (2003) ou Papalia e colaboradores (2009). Basei (2008)
defende, inclusivamente, que a interação através dos gestos é a mais utilizada pelas
crianças quando estas ainda não têm o vocabulário desenvolvido.
Os dados do dia 3 de dezembro, 9 e 10 de dezembro, apesar de não serem na mesma
semana, serão apresentados de seguida.
Gráfico 7 - Percentagem das interações realizadas por M. no dia 3.12.2014
No dia 3 de dezembro, diante dos oito episódios de interação
29entre crianças distintas, a
M. foi a criança que mais se destacou, com quatro episódios.
Quanto às interações realizadas e relacionando com as diferentes subcategorias de análise,
a M. registou uma frequência total de 16 evidências
30, das quais 38% foram realizadas
através do toque, 25% através de gestos, 13% através da proximidade física, 6% através
da observação de ações, 6% através do olhar, 6% através de vocalizações, e, ainda, 6%
através da imitação. As interações através da disputa de objetos e da expressão facial, não
se verificaram. Relativamente à interação não-verbal, a M. registou o total de 94%, contra
6% das interações verbais (gráfico 7).
29
Ver anexo 27
30Ver anexo 28
6% 38% 13% 6% 6% 25%6% Interação através do olhar
Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através da imitação Interação através dos gestos
40
No dia 9 de dezembro, a criança que esteve envolvida em mais episódios de interação,
entre crianças distintas, foi o I., perfazendo o total de 5 presenças, em 11 episódios de
interação
31.
Os dados do gráfico 8 revelam as percentagens das frequências de cada subcategoria de
interação
32, realizada por I.. Para uma frequência total de nove interações, 45% das
interações foram realizadas através da observação de ações, 33% através do toque, 11%
dessas interações foram realizadas através do olhar e outros 11% remetem para a interação
através da imitação. As restantes subcategorias de interação não surgiram. No total, a
criança utilizou 100% a interação não-verbal para comunicar com os seus pares.
No dia 10 de dezembro, dos dezassete episódios de interação
33, a criança M. foi a que
interagiu mais vezes (sete episódios).
Os dados do gráfico 9 remetem para as percentagens da frequência de cada subcategoria
34,
realizada pela M.. Das 58 interações registadas, 17% foram realizadas através de
vocalizações, 17% através da observação de ações, 15% através do toque, 14% através
da proximidade física, 14% através da disputa de objetos, 12% através do olhar, 8%
através da expressão facial e 3% através de gestos. À interação não-verbal correspondem
83% do total das interações, enquanto à interação verbal correspondem 17% (gráfico 9).
31
Ver anexo 29
32Ver anexo 30
33Ver anexo 31
34Ver anexo 32
11% 33% 11% 45%Interação através do olhar Interação através do toque Interação através da imitação
Interação através da observação de ações
12% 15% 14% 17% 14% 8% 3% 17%
Interação através do olhar Interação através do toque
Interação através da proximidade física Interação através de vocalizações Interação através de disputa de objetos Interação através do Expressão facial Interação através dos gestos
Interação através da observação de ações
Gráfico 9 - Percentagem das interações realizadas por M. no dia 10.12.2014 Gráfico 8 - Percentagem das interações realizadas por I. no dia 9.12.2014