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Relasjon til medarbeidere

4. Analyse

4.2 Delanalyse 2 – Ledelse og endring sett fra ledernes perspektiv

4.2.2 Relasjon til medarbeidere

A Comunhão Eclesial, de fato, se manifesta de modos diversos. Essencialmente, a graça divina comunicada através dos sacramentos realiza comunhão eclesial. No entanto, a Igreja se concretiza na história através da associação de fiéis; logo, a unidade do Corpo Místico de Cristo, enquanto Povo de Deus reunido em nome da Trindade, a caminho da

376 Cf. Ibid., p. 381 – o excerto citado figura em Baraúna; correspondente em língua italiana, cf. DE LUBAC, Henri. Meditazione sulla Chiesa. Milano: Paoline, 1965, p. 292-293.

377 Cf. MÜLLER, Gerhard Ludwig. La comprensión trinitaria de la Iglesia en la Constitución “Lumen Gentium”. In: RODRÍGUEZ, Pedro (Dir.). Eclesiología 30 años después de “Lumen Gentium”. Pueblo de Dios – Cuerpo de Cristo – Templo del Espíritu Santo – Sacramento – Comunión. Madrid: Rialp, 1994, p. 27-38.

378 São indispensáveis as distinções metodológicas recordadas por Ladaria, da parte da Comissão Teológica Internacional, cf. LADARIA, Luis F. A Trindade: mistério de comunhão. SP: Loyola, 2009, p. 11-65, a respeito das reflexões teológico-trinitárias de Rahner, sobre a Revelação do mistério trinitário – cf. RAHNER, Karl. The Trinity. New York: Herder & Herder, 2010, p. 21-24. E também, cf. CANTALAMESSA, Raniero. Contemplando a Trindade. 2.ed. SP: Paulus, 2005, p. 79-90.

379 Cf. SCHÖNBORN, Christoph. Amar a la Iglesia. Ejercicios espirituales dados en el Vaticano en presencia de S. S. Juan Pablo II. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1997, p. 23-31. Acrescente-se “finis omnium Ecclesia” – cf. Ibid., p. 25.30. E também, cf. Cat., 760.

380 Cf. Ibid., p. 25. Acrescente-se: “Allí, en él corazón del Padre, no sólo reposa el Hijo; de allí procede el decreto de la creación, el plan de la comunión que se llama y es la Iglesia” – cf. Ibid., p. 15.

381 Cf. Cat., 846-848. E também, cf. Lumen Gentium, 14. E ainda, cf. ESCRIVÁ, Josemaría. Amar a Igreja. Lisboa: Prumo, Rei dos Livros, 1990, 53-57.

consumação da santidade que carrega como semente de salvação, também assim se perfaz. Deste modo, o testemunho histórico da comunhão é inseparável da graça que realiza este dom no crente. Mais, justamente a graça da comunhão com Deus tem o potencial salvífico de instauração da comunhão entre os fiéis; na direção desta capacitação espiritual precisam mover-se os corações daqueles que buscam a santidade na vida eclesial, pois a Comunhão Eclesial é – substancialmente e necessariamente382– Comunhão dos Santos.383

Como reflete a Constituição sobre a Igreja:

Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta e deve manifestar-se nos frutos de graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de muitas maneiras em todos aqueles que, em harmonia com seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, edificando uns aos outros, mas de modo particular, evidencia-se na prática dos conselhos que ordinariamente se chamam de evangélicos.384

E parafraseando o Catecismo da Igreja Católica, que recorda, por sua vez e atualiza a ininterrupta tradição eclesial: a Comunhão dos Santos se perfaz justamente destes dois horizontes indispensáveis e articulados entre si: a comunhão das coisas santas, portanto a graça sacramental, como também a comunhão entre as pessoas santas; alimentando-se na fonte da unidade com o Pai, em Cristo, pela emanação do Espírito, é que a Igreja cresce e se fortalece para viver a comunhão e comunicá-la ao mundo em missão.385

Schönborn acrescentaria:

A comunhão dos santos é a comunhão de todos os que, como Cristo e com Ele, se declaram solidários uns com os outros. Por isso, a Igreja como comunhão dos santos não é um grupo particular entre outros grupos, mas é como que o centro da humanidade, “o coração do mundo”.386

382 Cf. 1Jo 4,20.

383 Cf. Ef 1,1. E também, cf. At 9,13; Rm 1,7. 384 Cf. Lumen Gentium, 39.

385 Cf. Cat., 948. E também, cf. RODRÍGUEZ, Pedro. La Iglesia: misterio y misión. Diez lecciones sobre La eclesiología del Concilio Vaticano II. Madrid: Cristiandad, 2007, p. 106-114.

386 Acrescente-se: “La communio sanctorum es la comunión de todos los que, como Cristo y con El, se declaran solidarios unos de otros. Por eso, la Iglesia como communio sanctorum no es un grupo particular entre otros grupos, sino que es el centro de la humanidad, „el corazón del mundo” – cf. SCHÖNBORN, Christoph. Op. cit., p. 190. E ainda: “Y así, communio sanctorum significa también que todos nosotros somos responsables los unos pelos otros” – cf. Ibid., p. 191.

E assim, seria de desejar que toda a humanidade histórica viesse ao encontro da sua identidade e vocação eclesial, para formarem um só povo no Senhor naquela comunidade de fiéis, a Igreja Católica, que o Senhor Jesus Cristo escolheu para manifestar seu amor esponsal.387 A existência daqueles que ignoram ou rejeitam a Comunhão Eclesial Católica como lugar histórico de encontro como o amor divino, não descura, porém, a identidade da eclesialidade. A Igreja, no seu mistério e, enquanto comunidade constituída historicamente, continua sendo o que é, mesmo sem adesão da humanidade como um todo, uma vez que sua identidade manifesta-se desde a comunhão trinitária. Mais, justamente por ser um sinal e sacramento da íntima união com Deus, a Igreja é chamada à missão, desde a comunidade cristã primitiva e apostólica a ser testemunha e missionária, comunicadora da comunhão em suas atitudes e vida eclesial, para quantos desejem conhecer as razões da sua esperança.388

Assim, assentar-se sobre o modelo eclesial de Comunhão, ou sobre a Igreja entendida como Comunhão, corresponde a reconhecer neste principio de agregação, que para alguns teólogos floresceu como a “inovação conciliar de maior transcendência”389, as raízes

trinitárias da sua vida e missão.390

Em síntese do exposto acima, desde a reflexão de Blasquez, entrevemos na eclesiologia de comunhão que deriva da reflexão conciliar perspectivas diferentes de um mesmo mistério.391 A saber, a Igreja Católica concretiza-se historicamente em:

i. Comunhão dos fiéis em Cristo, por meio da qual, a seu modo, todos os fiéis são partícipes, pois compartilham como povo a mesma missão e o mesmo objetivo de vida. Nesta perspectiva, a Eucaristia revela-se como inseparável da sua concretização, pois oferece na liturgia, o que significa no sacramento;392

ii. Comunhão entre as Igrejas, por meio da qual, na Igreja Católica, as Igrejas particulares manifestam-se como verdadeiras Igrejas de Cristo, como a Igreja universal que as reúne na raiz de um mesmo mistério;393

387 Do exposto, manifesta-se a consciência explicitada na Constituição sobre a Igreja de que a verdadeira Igreja de Cristo realiza-se historicamente na Igreja Católica, mesmo debaixo dos pecados e limitações daqueles que dela fazem parte enquanto instituição visível; a saber: “Esta Igreja como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos santificação e verdade, que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica” – cf. Lumen Gentium, 8. 388 Cf. 1Pe 3,15. E também, cf. Mt 16,15; 28,16-20. E ainda, cf. Lumen Gentium, 8.13-17.

389 Cf. BLAZQUEZ, Ricardo. La Iglesia del Concilio Vaticano II. 2.ed. Salamanca: Sigueme, 1991, p. 56-60. 390 Cf. Ibid., p. 60-63.

391 É também apropriada uma aproximação do das Declarações da Congregação para Doutrina da Fé sobre o tema da comunhão eclesial, cf. CONGREGACIÓN PARA LA DOCTRINA DE LA FE. El misterio de la Iglesia y la Iglesia como comunión. Madrid: Palabra, 1995.

392 Cf. BLAZQUEZ, Ricardo. Op. cit., p. 64-68. E também, cf. Ecclesia de Eucharistia, p. 34-46. 393 Cf. BLAZQUEZ, Ricardo. Op. cit., p. 68-71. E também, cf. Lumen Gentium, 23; Ad gentes, 19.

iii. Comunhão hierárquica, por meio da qual o corpo investido com o sacerdócio ministerial – papa e episcopado; bispo e seu presbitério – simboliza e realiza na colegialidade que os integra o serviço do corpo místico eclesial.394

Estas perspectivas assinaladas desde o interior da eclesialidade católica não fecham a comunhão à Igreja em si mesma, antes a projetam para fora, para o mundo, justamente porque isto também corresponde à sua natureza: ela deve ser como que uma “seta” que indica o caminho da comunhão em todas as suas estruturas e em todos os fiéis, individualmente, e comunitariamente organizados.395