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Rektor, den ansvarlige for det pedagogiske utviklingsarbeidet

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De acordo com Dolz et al (2004), as atividades dos módulos serão elaboradas partindo do princípio do que deve ser trabalhado nessas atividades são os problemas que surgiram na produção inicial. Após o professor ter apresentado a proposta de trabalho aos alunos, de ter envolvido esses alunos no processo de construção do mesmo, de tê-los conscientizado sobre a necessidade da participação efetiva deles no processo de aprendizagem, como também lhes ter mostrado a importância do diagnóstico, e assim percebido claramente as principais dificuldades da turma, são elaborados módulos no decorrer dos quais serão propostas atividades que servirão de instrumentos para os alunos superarem as dificuldades apresentadas na produção inicial.

Em cada módulo, é muito importante propor atividades as mais diversificadas possível, dando assim, a cada aluno, a possibilidade de ter acesso, por diferentes vias, às noções e aos instrumentos, aumentando, desse modo, suas chances de sucesso (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004, p.105).

Dessa maneira, a atividade de produzir um texto escrito ou oral é, de alguma forma, dividida, para, separadamente, seus elementos serem discutidos com o intuito de serem melhorados. Dolz (2010, p. 66) ressalta a importância do trabalho com módulos, pois esse caráter modular permite alternar “atividades referentes às situações de comunicação e atividades específicas para o exercício de novos mecanismos de textualização ou de mecanismos que ainda não são dominados pelos alunos, mas todas elas estando situadas no quadro de um projeto comunicativo”. Nessa perspectiva de melhorar os problemas comunicativos e as dificuldades relativas ao objeto de aprendizagem, os autores apontam que

O movimento geral da sequência didática vai, portanto, do complexo para o simples: da produção inicial aos módulos, cada um trabalhando uma ou outra capacidade necessária ao domínio do gênero. No fim, o movimento leva novamente ao complexo: a produção final (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY, 2004, p. 103). Em torno disso, os estudiosos supracitados oferecem três encaminhamentos importantes para a elaboração das atividades dos módulos: primeiro, trabalhar problemas de níveis diferentes; o segundo, variar as atividades e exercícios; e o terceiro, capitalizar as aquisições. No primeiro encaminhamento, a fim de preparar os alunos para resolverem problemas específicos de cada gênero, Dolz et al (2004), inspirados nas abordagens da psicologia da linguagem, distinguem

quatro níveis principais na produção de textos, a saber: representação da situação de comunicação, momento em que o aluno deverá, de forma precisa, compreender o possível destinatário do texto que será produzido, a finalidade visada, ter clareza de sua posição como autor ou locutor, como também do gênero que estará em foco; elaboração dos conteúdos, quando será necessário o aluno buscar informações relacionadas ao ensino de outras matérias, discussões, debates e tomadas de notas a fim de que ele seja preparado para conhecer as técnicas necessárias para buscar, elaborar ou criar conteúdos, sempre em função do gênero que será trabalhado; planejamento do texto, estando claro ao aluno que, para fazer uma estruturação adequada do texto que irá produzir, o plano de estruturação deve partir da finalidade que se deseja atingir ou do destinatário visado, pois cada gênero é caracterizado por uma estrutura mais ou menos convencional; e realização do texto, na qual os meios de linguagem devem ser elencados para que o aluno seja capaz de “utilizar um vocabulário apropriado a uma dada situação, variar os tempos verbais em função do tipo e do plano do texto, servir-se de organizadores textuais para estruturar o texto ou introduzir argumentos” (DOLZ et al, 2004, p. 104).

No segundo encaminhamento, em função da heterogeneidade da turma, Dolz et al (2004) apontam a necessidade de variar os modos de trabalho, pois, em cada módulo, é muito importante diversificar as atividades, dando oportunidade aos alunos, dentro dessa heterogeneidade da turma, de terem acesso, por diferentes vias, a noções e a instrumentos que possam conduzi-los ao sucesso. Nesse sentido, há três grandes categorias de atividades e de exercícios que podem ser distinguidas: as atividades de observação e de análise de textos orais ou escritos, que coloquem em destaque certos aspectos do funcionamento textual; as tarefas simplificadas de produção de textos para possibilitarem aos alunos que gerenciem a produção de seu texto, reorganizando o conteúdo do mesmo, inserindo parte que falta num dado texto, revisando um texto em função de critérios definidos previamente; a elaboração de uma linguagem comum, sendo este trabalho feito ao longo de toda a sequência, permitindo aos alunos, no momento da elaboração dos critérios para a produção de um texto oral ou escrito, falarem dos textos, comentá-los, criticá-los, melhorá-los individual ou coletivamente.

No terceiro encaminhamento, em função de uma linguagem técnica adquirida no decorrer da sequência, da construção progressiva dos conhecimentos sobre o gênero, da linguagem que passa a ser utilizada comumente e que favorece uma atitude reflexiva, os alunos têm a

oportunidade de registrem, numa lista, tudo o que foi adquirido durante os módulos na forma sintética de “lista de constatações ou de lembrete ou glossário”. Desse modo, terão subsídios para produzirem, satisfatoriamente, um gênero oral e/ ou escrito, em situações escolares e extraescolares.

Diante dessas considerações, entende-se que o trabalho com os módulos “se inscreve numa perspectiva construtivista, interacionista e social que supõe a realização de atividades intencionais, estruturadas e intensivas que devem adaptar-se às necessidades particulares dos diferentes grupos de aprendizes” (DOLZ et al, 2004, p. 110). Pela referida circunstância, esse trabalho deverá levar em conta a heterogeneidade dos alunos, apresentando, necessariamente, grande variedade de atividades que devem ser escolhidas de acordo com as dificuldades apresentadas pelos alunos na produção inicial e minuciosamente analisadas pelo professor. O professor, portanto, deverá fazer adaptações e transformações pedagógicas em função das necessidades desses alunos. Assim, as adaptações necessárias às demandas dos alunos irão exigir do professor

analisar as produções dos alunos em função dos objetivos da sequência didática e das características do gênero;

escolher as atividades indispensáveis para a realização da continuidade da sequência;

prever e elaborar, para os casos de insucesso, um trabalho mais profundo e intervenções diferenciadas no que diz respeito às dimensões mais problemáticas (DOLZ et al, 2004, p. 111)

Dessa forma, o trabalho utilizando os módulos poderá permitir ao aluno regular a sua aprendizagem ao se apropriar dos critérios de análise; poderá ajudá-lo a controlar seu próprio comportamento ao rever a sua produção textual, reescrevendo-a quantas vezes forem necessárias; e em relação ao professor, poderá permitir a escolha e realização do tipo de intervenção necessária para cada dificuldade apresentada pelos alunos na produção inicial, planejar a continuação do trabalho, sempre levando em conta os objetivos almejados e a real necessidade dos alunos, com a consciência de que é necessário ser flexível nesse planejamento e, principalmente, na execução dos módulos, pois, muitas vezes, na sala de aula, os aspectos deficitários podem indicar outros caminhos a serem trilhados.

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