• No results found

REGNSKAPSPRINSIPPER

In document Årsmelding og rekneskap 2011 (sider 43-49)

regnskapsstandarder (International Financial Reporting Standards – IFRS)

4. REGNSKAPSPRINSIPPER

A validação é um procedimento indispensável sempre que pretendemos verificar um instrumento de recolha de dados. De Ketele e Roegiers (1999: 220) definem este processo da seguinte forma:

“A validação da recolha de informações é o processo pelo qual o investigador ou o avaliador se assegura que aquilo que quer recolher como informações, as informações que recolhe realmente e o modo como as recolhe servem adequadamente o objectivo da investigação”

Como se pode depreender desta afirmação, o papel da validação dos instrumentos de recolha de dados é de extrema importância, uma vez que se torna imprescindível para garantir que tais instrumentos permitam recolher a informação necessária para concretizar os objectivos da investigação. Por outras palavras, a validação de um instrumento é um “processo que nos permite determinar se esse instrumento mede o que pretende medir”(Morgado,2000: 123).

É consensual a asserção de que validade e fidelidade ou fiabilidade são duas das características que um instrumento deve ter para assegurar a qualidade do dados. Na opinião de Coutinho (2004), tratam-se de conceitos distintos porém intimamente relacionados, a validade representa a qualidade dos resultados da investigação, na medida em que os possamos aceitar como factos indiscutíveis, ao passo que um instrumento é fiável se aplicado duas vezes ao mesmo fenómeno/situação fornece os mesmos resultados, independentemente das circunstâncias da aplicação, do instrumento ou do investigador.

CAPÍTULO V – Metodologia da Investigação No nosso caso, o processo de validação dos instrumentos de recolha de dados efectuou-se em dois momentos, a priori1 e a posteriori.

Assim, começámos por elaborar guiões escritos quer para o questionário, quer para a entrevista. Esses guiões continham os objectivos que pretendíamos alcançar com a investigação e aos quais fizemos corresponder um número considerável de questões, redigidas a partir da consulta bibliográfica efectuada.

Como formas de validação a priori, e para verificar a fidelidade de ambos os instrumentos, ao considerarmos que o processo de elaboração dos guiões tinha chegado a um patamar relativamente definitivo e consistente, levamos a cabo um processo de consulta a alguns especialistas na área de desenvolvimento curricular, com o intuito a obter o acordo entre os juizes relativamente à pertinência e adequação das questões aos objectivos a avaliar.

Seguidamente, no caso do questionário, elaborámos uma primeira versão que foi testado por um grupo de professores com características idênticas aos da amostra2. O pré-teste do questionário teve como finalidade verificar se havia falhas na redacção das questões, bem como aferir a validade do mesmo, verificando se as questões estavam adequadas aos objectivos definidos e à temática do estudo.

Como forma de validação a posteriori, apesar de também serem variados os métodos que existem para calcular o coeficiente de fidelidade, no caso dos questionário, dado o número reduzido de itens em análise, optámos por calcular o coeficiente Alpha de Cronbach por dimensão e por ser o mais aconselhado para a consistência interna de instrumentos de tipo escala de Likert. Aliás, “em caso de recurso à estatística, a fidelidade tem um sentido bem preciso”, na medida em que se trata de “saber se o instrumento de medida utilizado permite realmente obter todas as informações numa base comparável e de uma maneira constante” (Deshaies, 1997: 371). Os resultados obtidos através do cálculo do coeficiente Alpha de Cronbach são os apresentados no Quadro 7.

1 Para De Ketele e Roegieus (1999:229) “quando um dispositivo se baseia na utilização de um utensílio

determinado, é necessário validar esse utensílio antes de o utilizar. Esta validação é uma validação a

priori.”

CAPÍTULO V – Metodologia da Investigação

110

Dimensões Coeficiente Alpha de Cronbach N.º de itens da dimensão

Dimensão 1 0,707 5

Dimensão 2 0,599 10

Dimensão 3 0,578 8

Quadro 7 – Alphas obtidos de acordo com as dimensões do questionário

Partindo do pressuposto que 0,50 é um valor aceitável, a observação do quadro anterior permite-nos constatar que todas as dimensões apresentam um valor de alpha de Cronbach superior, o que evidencia alguma consistência interna do instrumento de recolha de dados.

No caso das entrevistas, como forma de validação à posteriori, após ter sido efectuada a transcrição, esta foi fornecida aos entrevistados juntamente com um Cd Rom contendo a respectiva gravação áudio, que os mesmos leram e efectuaram as alterações e/ou correcções que acharam pertinentes, procuramos por este processo aferir a validade das entrevistas.

3. POPULAÇÃO E AMOSTRA 3.1. Inquérito por questionário

Para a recolha de dados quantitativos, através de questionário, procurámos delimitar uma amostra representativa3 da população em estudo. Começámos por definir um campo específico de estudo, que englobou os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico que, no ano lectivo 2005/2006, exerceram funções em Escolas públicas do 1º Ciclo do Ensino Básico, no Concelho de Barcelos, num total de 396 professores.

No quadro 8 apresenta-se a distribuição dos 396 professores pelos 11 agrupamentos de escolas que constituem a população abrangida por este estudo. O levantamento desta informação foi efectuado quer telefonicamente, quer pessoalmente, junto da secretaria e/ou do concelho executivo de cada agrupamento de escolas, do concelho de Barcelos.

3 Bryman & Cramer (1993: 122) afirmam que uma amostra só se considera representativa quando pode ser tratada como se fosse a própria população.

CAPÍTULO V – Metodologia da Investigação

Agrupamentos de Escolas N.º de Professores

Agrupamento Vertical de Escolas Abel Varzim 38

Agrupamento Vertical de Escolas Gonçalo Nunes 38

Agrupamento Vertical de Escolas Vale do Tamel 38

Agrupamento Vertical de Escolas de Manhente 33

Agrupamento Vertical de Escolas Vale D’Este 35

Agrupamento Vertical de Escolas Cavado Sul 66

Agrupamento Vertical de Escolas de Fragoso 25

Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Cova 17

Agrupamento Horizontal de Escolas Monte Lousado 35

Agrupamento Horizontal de Escolas Gonçalo Pereira 60 Agrupamento Horizontal de Escolas Horizontes do Este4 11

Total 396 Quadro 8– N.º de professores do 1º ciclo por agrupamento - Concelho de Barcelos - Ano lectivo 2005/2006

Uma vez que pretendíamos constituir uma amostra representativa da população em estudo, evitando assim a constituição de uma amostra demasiado grande ou excessivamente pequena, utilizámos a fórmula proposta por Bernstein (1965: 188) para o cálculo de amostras em populações finitas.

Fórmula

Cálculo da Amostra:

4 Trata-se de um agrupamento pluri-municipal, abrangendo escolas de 3 concelhos (Barcelos, Braga e

CAPÍTULO V – Metodologia da Investigação

112 A amostra representativa da população em estudo foi constituída por 195 professores.

3.2. Inquérito por entrevista

No que diz respeito à recolha de dados qualitativos, através das entrevistas, foi definida uma amostragem de conveniência5, pois, como só dispúnhamos de tempo para entrevistar um número restrito de pessoas, decidimos entrevistar professores que desempenhavam diversos cargos no Conselho Executivo e um no Conselho Pedagógico. Como refere Moreira (1994: 78), este tipo de amostras são “ ideais quando se preparam guias de entrevista”, tratando-se do tipo de amostragem mais utilizado em estudos exploratórios ou qualitativos.

Contudo, trata-se de um método pouco rigoroso e sem rigor estatístico, uma vez que o entrevistador selecciona os inquiridos a que tem acesso, partindo do princípio de que estes, de alguma forma, representam a população.

No quadro 9 apresenta-se a distribuição dos oito entrevistados em função do cargo que ocupam quer no Conselho Executivo, quer no Conselho Pedagógico (caso dos Coordenadores do Conselho de Docentes) do agrupamento a que pertencem.

Entrevistados Cargo que desempenham E1 Assessor do Conselho Executivo E2 Assessor do Conselho Executivo E3 Presidente do Conselho Executivo

E4 Coordenador do Conselho de Docentes do 1º Ciclo E5 Vice-presidente do Conselho Executivo

E6 Coordenador do Conselho de Docentes do 1º Ciclo E7 Presidente do Conselho Executivo

E8 Vice-presidente do Conselho Executivo

Quadro 9 – N.º de professores entrevistados e os cargos que desempenham

CAPÍTULO V – Metodologia da Investigação

In document Årsmelding og rekneskap 2011 (sider 43-49)