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Regnskap

In document Årsmelding 2002 (sider 140-155)

11. Administrasjon og økonomi

11.5 Regnskap

O Método JT foi proposto por Jacobson e Truax (1991) para as pesquisas que visam investigar a confiabilidade das mudanças pré e pós-intervenção e a significância clínica dessas mudanças (VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012). Esse método representa uma alternativa para as pesquisas de intervenções com grupos pequenos e ainda não se têm um delineamento com grupo controle (VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012).

Para a análise da confiabilidade das mudanças calculou-se o Índice de Mudança Confiável (IMC) e o ponto de corte para significância clínica, como encontrado na literatura (AGUIAR, et al., 2010; DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2008; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012). Desta forma, o IMC foi obtido com base nos escores pré e pós-intervenção de cada indivíduo e no valor do erro padrão da diferença, conforme representado na fórmula:

em que; EPdif = erro padrão da diferença, obtido pela fórmula;

EF dif = em que;

DP1 = desvio padrão pré-intervenção (do grupo ou do indivíduo);

r = índice de confiabilidade do instrumento de medida (geralmente de Conbrach)

Mudanças (pós-pré) superiores a 1,96 x EPdif foram consideradas positivas confiáveis e mudanças (pós-pré) inferiores a - 1,96 x EPdif, negativas confiáveis, de acordo com os criadores do Método JT (AGUIAR, et al., 2010; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012).

No cálculo do ponto de corte de significância clínica, Jacobson e Truax (1991) consideram três critérios (A, B e C), nos quais um ponto de corte é obtido a partir de equações que consideram a média e o desvio da população disfuncional (Critério A); ou da população funcional (Critério B), ou as duas populações funcional e

disfuncional simultaneamente (Critério C), sendo que, utiliza-se uma determinada fórmula.

Neste estudo foi empregado o Critério A, sendo o este calculado por; Critério A; médiadisf + 2DPdisf

em que;

Médiadisf = Média da população normativa disfuncional; DPdisf = Desvio Padrão da população normativa disfuncional;

Para delimitar o intervalo de confiança para significância clínica, utilizou-se a fórmula para o cálculo do erro padrão de medida, conforme representado abaixo;

em que:

PC = Ponto de Corte calculado com base em um dos critérios (A, B ou C); DP = Desvio Padrão pré-intervenção da população clínica;

n = número de participantes.

De acordo com Jacobson e Truax (1991), a significância clínica das mudanças representa a recuperação ou retorno à população não clínica. Na Figura 1 é possível compreender como é realizada a interpretação do gráfico baseado no Método JT. A Figura 1, foi retirada do site nomeado PSICOINFO, é um software web, idealizado pelas pesquisadoras Villa, Aguiar e Del Prette, com patrocínio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O software elabora automaticamente os cálculos de Significância Clínica (SC) e do Índice de Mudança Confiável (IMC) proposto pelo Método JT. O PSICOINFO é de acesso livre e gratuito e pode ser acessado em <http://www.psicoinfo.ufscar.br>.

Figura1. Interpretação gráfica do Método JT

Fonte: Retirado do site <http://www.psicoinfo.ufscar.br>.

Para interpretar a SC é necessário observar o traçado horizontal central, o qual indica o Ponto de Corte para a SC, como também, o traçado horizontal acima e abaixo, estes são responsáveis por delimitar a faixa de incerteza acima e abaixo do Ponto de Corte, dentro desta demarcação pode haver erros de medida (PSICOINFO, 2013; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012). Desta forma, os dados mais confiáveis são aqueles que se encontram fora desta margem.

Além dos traçados horizontais deve observar o traçado vertical central, esta reta separa escores iniciais muito altos de escores iniciais muito baixos, sendo os pontos à direita desta linha indicam escores iniciais altos, mesmo antes da intervenção (PSICOINFO, 2013; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012). Os traçados verticais à direita e à esquerda delimitam a faixa de incerteza, a qual pode haver erros de medida (PSICOINFO, 2013; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012).

Na interpretação gráfica do IMC, é fundamental observar o traçado diagonal, chamado de bissetriz, este indica que os pontos acima do traçado obtiveram melhora devida a intervenção e os pontos abaixo tiveram piora Os traçados diagonais acima e abaixo da bissetriz delimitam a faixa de incerteza, não se pode afirmar nada sobre os pontos localizados nesta faixa, indicam alterações pequenas e podem ser

resultantes de erros de medida (PSICOINFO, 2013; VILLA; AGUIAR; DEL PRETTE, 2012).

Para a obtenção dos resultados do efeito do programa de Educação Física nas HS de crianças e adolescentes com DI, utilizou-se a média das notas dos professores para as “classes das HS” e para as “HS globais”. Os valores pré-intervenção foram considerados como 100%, deste modo, os alunos que obtiveram valores de nota pós- intervenção maiores que os de pré-intervenção obterão um valor superior a 100%, conforme o exemplo abaixo:

HS globais iniciais = 45,67 HS globais finais = 49,67

45,67 – 100% X = 108,75% 49,67 – X

Assim considera-se que neste caso o indivíduo obteve um aumento em suas HS de 8,75%, pois:

X = 108,75% - 100% = +8,75%

O mesmo raciocínio é utilizado quando os valores pré-intervenção são maiores do que os valores de pós-intervenção:

HS globais iniciais = 10 HS globais finais = 9,67

10 – 100% X = 96,70% 9,67 – X

Assim considera-se que neste caso o indivíduo obteve uma diminuição em suas HS de 3,33%, pois:

A Tabela 1 representa um dado fictício de uma suposta avaliação, de três professores, das HS por meio do SSRS-BR.

Tabela 1. Exemplo de tabulação e análise da avaliação dos professores PARTICIPANTE Habilidades Professores Regente/Sala Educação Física Expressão

Corporal Média Variação (%) Pré Pós Pré Pós Pré Pós Pré Pós Responsabilidade 18 20 21 21 17 20 18,67 20,33 8,89% Asserção positiva 13 10 08 10 09 09 10 9,67 -3,33% Autocontrole 08 12 11 12 15 16 11,33 13,33 17,65% Autodefesa 01 01 01 01 01 02 01 1,33 33% Cooperação 05 04 06 07 03 04 4,67 05 7,06% Global 45 47 47 51 45 51 45,67 49,67 8,75%

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com dados fictícios.

A Tabela 1 mostra que a maior variação positiva ocorreu na autodefesa com 33%, apesar da diferença em termos de número absoluto (0,33) ser a menor entre todas as classes. Em números absolutos a diferença maior entre pré e pós-intervenção é a classe autocontrole, entretanto essa unidade não transmite o efeito do programa, uma vez que, apresenta a diferença e não a variação. O fato de a autodefesa ter alcançado essa variação alta é devido um valor inicial baixo, assim, um aumento mínimo gera proporções altas, assim, para que o autocontrole tivesse uma variação maior era necessário atingir uma pontuação mais alta na avaliação pós-intervenção.

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