6.5 IKT- og telesektoren
6.6.4 Regionale og distriktspolitiske
Segundo o Decreto-Lei n.º 20/2013, de 14 de fevereiro do estatuto do medicamento: “Estão sujeitos a receita médica os medicamentos que preencham uma das seguintes condições:
a) Possam constituir um risco para a saúde do doente, direta ou indiretamente, mesmo quando usados para o fim a que se destinam, caso sejam utilizados sem vigilância médica; b) Possam constituir um risco, direto ou indireto, para a saúde, quando sejam utilizados com frequência em quantidades consideráveis para fins diferentes daquele a que se destinam; c) Contenham substâncias, ou preparações à base dessas substâncias, cuja atividade ou reações adversas seja indispensável aprofundar;
d) Se destinem a ser administrados por via parentérica.
Desta forma, estes medicamentos só poderão ser dispensados mediante apresentação de uma receita médica, salvo determinadas exceções. Dessas exceções fazem parte, por exemplo, a medicação crónica (ex.: anti hipertensores, antiepiléticos, pílulas contracetivas, entre outros) ou determinadas situações que o farmacêutico analisa e verifica se existe ou não problema em fazer a dispensa sem receita médica.
Receitas manuais;
Receitas eletrónicas materializadas; Receitas eletrónicas desmaterializadas.
A receita manual é passada à mão e “só poderá ser feita excecionalmente e nos casos previstos no artigo 8.º da Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho”. (5) “A receita sem papel e a
receita materializada ou por via manual destinam-se à prescrição em ambulatório e dispensa em farmácia comunitária dos medicamentos e produtos de saúde (…)”. (6)
Sempre que um utente se dirige à farmácia com uma receita, é necessário validá-la, inserindo os dados que dela constam no Sifarma 2000. Desses dados fazem parte:
Número da receita;
A identificação do médico prescritor e do local de prescrição; Dados do utente:
- Nome e número de utente do SNS,
- Número de beneficiário da entidade financeira responsável,
- Regime especial de comparticipação de medicamentos, sempre que aplicável, representado pelas letras “R” (utentes pensionistas abrangidos por este regime) e “O” (abrangidos por outro regime especial de comparticipação identificado por menção ao respetivo diploma legal).
Identificação da entidade financeira responsável;
Identificação do medicamento. Esta pode ser feita por DCI, estando indicado a Denominação Comum Internacional ou nome da substância ativa; a forma farmacêutica; dosagem; apresentação; Código Nacional para a Prescrição Eletrónica de Medicamentos (CNPEM); posologia e número de embalagens; ou pode ser feita pela marca. Neste caso, a prescrição só pode incluir o nome comercial do medicamento em casos excecionais:
a) “Prescrição de medicamento com substância ativa para a qual não exista medicamento genérico similar comparticipado ou para o qual só exista original de marca e licenças; b) Medicamentos que, por razões de propriedade industrial, apenas podem ser prescritos para determinadas indicações terapêuticas;
c) Justificação técnica do prescritor quanto à insusceptibilidade de substituição do medicamento prescrito”.
Identificação da posologia e duração de tratamento;
Identificação de um despacho, se aplicável, junto ao nome do medicamento, que estabeleça um regime especial de comparticipação de medicamentos para determinadas patologias ou grupos de doentes (exemplo: Psoríase, Alzheimer, entre outros);
Número de embalagens:
- Receita materializada ou manual: até 4 medicamentos diferentes num máximo de 2 embalagens de cada e 4 embalagens no total, excetuando nas embalagens unitárias,
podendo nesta situação ser prescritas até 4 embalagens do mesmo medicamento por receita;
- Receita desmaterializada: até 6 embalagens de medicamento em cada linha de prescrição, excetuando nas embalagens unitárias, podendo nesta situação ser prescritas até 4 embalagens do mesmo medicamento por linha de receita;
Data da prescrição e validade da mesma:
- Receita normal: válida pelo prazo de 30 dias seguidos, contados a partir da data da sua emissão.
- Receita renovável ou linha de receita contendo medicamentos de tratamento prolongado - cada via/linha tem uma validade de seis meses, contada a partir da data de emissão.
Caso a prescrição seja manual é ainda necessário verificar a vinheta, data e assinatura do médico prescritor; vinheta do local de prescrição e se, no canto superior direito da receita, está assinalada a exceção legal, que pode ser uma das seguintes:
Falência informática, Inadaptação do prescritor,
Prescrição no domicílio ou até 40 receitas/mês.
Estas receitas não podem conter rasuras, caligrafias diferentes e não podem ser prescritas com canetas diferentes ou a lápis, sendo motivos para a não comparticipação das receitas e para o facto de só poder existir uma via das mesmas, não sendo assim renovável.
É ainda preciso verificar se o médico utilizou alguma das 3 justificações técnicas possíveis: a) Referente a margem terapêutica estreita;
b) A reação adversa prévia;
c) A continuidade do tratamento superior a 28 dias. (6)
No caso da exceção a) ou b), apenas se pode dispensar o medicamento que vem especificado na receita. No caso da exceção c), pode dispensar-se um medicamento do mesmo grupo homogéneo, mas com um PVP inferior ao indicado na receita. 6
Após verificar todas estas informações, o farmacêutico introduz os dados no Sifarma 2000. Caso o utente tenha algum plano de comparticipação que não o do SNS, essa informação é também introduzida no programa (SAMS, CTT, seguros, entre outros), sendo automaticamente feita a comparticipação por esse mesmo subsistema.
Antes de efetuar a dispensa do medicamento, o farmacêutico deve informar o utente da existência de medicamentos similares ao prescrito pelo médico e de preço inferior, dando ao utente o direito de escolha. Para isso, a farmácia deve ter em stock, no mínimo, três medicamentos com a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem, de entre os que correspondam aos cinco preços mais baixos de cada grupo homogéneo. (6)
No momento da dispensa, é dever do farmacêutico dar ao utente todas as informações necessárias e relevantes sobre o medicamento: posologia, efeitos secundários e toda ou qualquer outra informação que considere importante. Deve também assegurar-se de que o utente fica com todas as suas dúvidas esclarecidas. Caso o utente pretenda, o farmacêutico pode ainda escrever a posologia nas embalagens dos medicamentos.
Nas receitas materializadas e/ou manuais é impresso no verso o documento da faturação que é assinado pelo utente. No final de todo este procedimento, as receitas sofrem a primeira conferência por parte de um profissional, como já referido anteriormente.