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Region Nord-Norge – satsingsområde for fisk, petroleum og turisme

5. Regionale behov og utfordringer

5.1 Region Nord-Norge – satsingsområde for fisk, petroleum og turisme

Alma está relacionada com sabedoria nos fragmentos 101 e talvez nos 97 e 76. Mas em nenhum está com o bem pensar ou inteligência enquanto capacidades ou processos. Parece que é nela que se constrói o saber, mas não por meio dela enquanto atividade. Como a alma pode estabelecer uma condição que proporciona bom funcionamento aos sentidos com relação ao conhecimento se é por meio deles que se faz possível o aumento do logos na alma? O que torna o homem apto a bem utilizar as suas faculdades cognitivas para assim aumentar seu logos na alma? Parece que Heráclito apenas observou esse fato entre os homens, descrevendo dessa maneira o que ocorria na relação do homem consigo mesmo e com o conhecimento. A sabedoria antes era apenas divina, homens mortais não poderiam ter acesso ao saber, ou pelo menos só o tinham se por intermédio de uma permissão, que inspirava o homem a conhecer aquilo que os deuses deixavam. Colocar a possibilidade de conhecimento para o homem é uma inauguração no pensamento ático e como todo início, é rodeado de erros e desconjunturas, bem como insuficiências.

Uma alma seca é mais sábia e melhor, e o que faz dela sábia é a amplitude nela do logos. Mas o logos é aumentado por meio dos sentidos que são bem utilizados por ter o homem a alma não bárbara/ignorante. Não dá pra definir o que Heráclito queria dizer com essa relação entre alma sábia, logos, sentidos e escuta do logos. Talvez Platão tenha realmente visto essa confusão e emergência de possibilidades, tendo desenvolvido tais ideias em suas obras.

De acordo com alguns intérpretes de Heráclito, eles sugerem que o efésio propôs uma sutil separação entre uma atividade perceptiva e uma atividade cognitiva, assimilando conhecimento à alma, necessariamente também atribuindo a ela certa racionalidade. Mas essa é uma interpretação bastante ousada, dado que além de obscuro, o pensamento de Heráclito é fragmentado e composto por aforismos. É muito semelhante a Platão a interpretação de que Heráclito separa sensação e inteligência, admitindo conhecimento apenas naquilo que é de acordo com o logos, e isso se dá por meio da capacidade intelectiva. Mas o ateniense vai além, mostrando o erro, na medida em que a unidade dos opostos não pode ser considerada enquanto passível de ser conhecida. Que a phýsis sendo múltipla, nada diz. Ou melhor, diz tanta coisa que não é, de fato, algo. Para Heráclito, o logos mostra a phýsis, como ela se comporta. Para Platão, a phýsis é movimento e o conhecimento não está nela. Parece que Platão reconheceu o racionalismo elementar que permeia o pensamento de Heráclito, assim como a possibilidade de capacidades cognitivas diferentes necessárias para a obtenção do conhecimento e também o fato de, além de ser conhecimento possível para os homens, este deve ser universal. Tendo captado essas ideias que aparecem de maneira muito embrionária em Heráclito, Platão as desenvolve e reconhece que, apesar dele ter tentado colocar no conhecimento características universais, o fez de modo equivocado, dado que a possibilidade do conhecimento está na clareza sobre a unidade dos opostos, que tem por natureza o movimento.

Platão acentua que no pensamento do efésio, que enquadra na possibilidade de conhecimento os sentidos, a phýsis, e o movimento enquanto alteração dos opostos, intrínseco a cada coisa existente, não pode haver o que ele concebe como sendo conhecimento. Independente de ter sido dito por Heráclito e reformulado por Empédocles, o pensamento fundamental de Heráclito foi reconhecido e exposto no Teeteto e devidamente reestruturado, até mesmo criticado, dado que conhecimento não pode estar em algo que muda, que carrega em si opostos que estão num perpétuo intercâmbio para harmonizar-se. Na Doutrina Secreta se fala de qualidades que nunca são as mesmas e estão sempre mudando e nisso há possibilidade de se pensar numa unidade de opostos, dado que a qualidade quando muda,

torna-se seu oposto: vento quente ou vento frio. Mas tal como diz Heráclito, que essa é a maneira da phýsis se manifestar e sua escuta conduz ao saber, isso não é possível, segundo Platão. O homem não pode obter conhecimento sobre algo que não possui um ser determinado ou que está sempre se tornando. Algumas críticas aparecem no Teeteto, tratando exatamente dessa questão de como os fluxistas concebem o mundo (por exemplo, 179e, 180 a – e). Para Teodoro, no Teeteto, não é possível se chegar a nenhuma conclusão com eles, pois fazem o possível para serem enigmáticos e não se deixam ser apanhados no discurso, de forma que mostre que nada está parado. Os fluxistas incorporam em seus discursos o extremo fluxo, bem como a unidade dos opostos, fazendo com que nada nunca seja determinado. E essa é uma característica que exclui totalmente a possibilidade de saber para Platão.

Sobre este ponto também concorda Aristóteles, quando no livro A da Metafísica descreve Platão como tendo se demorado mais sobre as definições, julgou que conhecimento não poderia estar nos sensíveis, dado que todas as coisas daí estão sempre em movimento: “(...) por tal razão julgou que isso se daria a respeito de outras coisas, mas não a respeito das sensíveis, dado que seria impossível haver definição comum de qualquer coisa sensível, na medida em que elas estão sempre em mudança” (ARISTÓTELES, Metafísica A, 987a29).

Voltaremos a falar sobre a relação de Heráclito com a teoria sensista de Platão na conclusão deste capítulo, após termos analisado também os fragmentos de Protágoras. Passaremos agora para os fragmentos do abderita, tendo como autor principal Edward Schiappa, a partir da qual todas as citações dos fragmentos originais serão tirados.

2.3 Protágoras de Abdera

No livro em questão é discutida a mudança entre oralidade e discurso escrito, sendo observadas as tentativas dos filósofos pré-socráticos até Platão em ressignificar termos comumente utilizados, como virtude, justiça, discurso, etc. Houve uma mudança no que concerne não somente à mitologia em direção a um saber racional, como também da oralidade para a escrita, bem como o sentido e amplificação de termos introduzidos nos discursos. Os discursos precisavam ainda carregar uma atrativa maneira de ser escutada. Poemas, aforismos, diálogos. Somente Aristóteles incorporou o verdadeiro discurso analítico.

A palavra rhetorike teve o significado que abrange oratória, arte e persuasão e foi assim utilizado para o emprego da técnica sofistica aparentemente com Platão. Alguns estudiosos acreditam, por intermédio dos dizeres de Aristóteles, que o termo apareceu

anteriormente com Empédocles e com a história de Tísias e Corax54. Iremos analisar o pensamento de Protágoras por meio dos fragmentos a ele referidos por pensadores no decorrer da história da filosofia, principalmente aos mais próximos ao seu tempo, e usaremos como base para essa análise o livro de Edward Schiappa intitulado Protagoras and Logos a partir da qual ele elabora possibilidades de interpretar Protágoras sob a luz de sua época. É importante observar que Platão pode ter dado a Protágoras uma interpretação não muito fiel, mas o ateniense não pode deixar de ser considerado enquanto fonte de conhecimento do pensamento do sofista. De acordo com Schiappa, muito do que sabemos sobre Protágoras advém dos diálogos platônicos Teeteto e Protágoras. Porém, alguns pensadores da literatura platônica acreditam que o ateniense pode ter deliberadamente distorcido o pensamento de Protágoras para que se tornasse mais fácil sua refutação. Dentre outras acusações de má interpretação de Protágoras por Platão, algumas afirmam que ele pode realmente não ter compreendido a teoria do abderita, mas tentou reproduzi-la da melhor maneira possível. Ainda há quem afirme que Teeteto não é fiel ao pensamento de Protágoras, enquanto Protágoras é. No caso do primeiro, a crítica se afigura muito pesada, enquanto que no segundo aparece uma descrição um tanto lisonjeira. A análise feita por Schiappa não se fixa em determinado intérprete, mas procura um meio termo a partir da qual o abderita pode ser reconhecido em seu tempo e articulado com os estudos feitos sobre ele.