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4.4 O RGANISERING , POSISJONER OG POSISJONERINGER I HJEMMESYKEPLEIEGRUPPEN

4.4.3 Refleksjoner rundt daglige rutiner på hjemmesykepleiegruppens kontor, sett i lys av

A trajetória de uma pesquisa transcende o texto final produzido. Constitui-se, sobretudo, no percurso pessoal que direciona o pesquisador a este empreendimento. Este projeto de pesquisa sustenta -se em minha trajetória profissional e acadêmica, os quais me permitiram perceber quão importante é o investimento no aprimoramento de conhecimentos e principalmente manter o desejo de saber. Neste capítulo, compartilho deste percurso.

No ano de 2005, passei a integrar o quadro da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), como Terapeuta Ocupacional da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Pa rasitárias Especiais (UREDIPE), unidade esta responsável pelo diagnóstico e tratamento de indivíduos com HIV/ Aids. Em 2006, fui contratada pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), a fim de desenvolver minhas atividades, também como Terap euta Ocupacional, na Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP), que é referência regional no tratamento de pacientes HIV/ Aids. Anteriormente, já havia desenvolvido atividades nestes serviços como estagiária de Terapia Ocupacional da Universidade do Estado do Pará (UEPA), instituição de minha formação profissional.

A experiência como profissional de saúde realizando atendimentos com indivíduos em tratamento clínico em serviços, tanto ambulatorial quanto hospitalar,

de Doenças Infecciosas e Parasitá rias (DIP), levou-me a ter contato com diversas questões relacionadas ao cotidian o de indivíduos com Aids. A partir do contato com tais questões e de minha vivência cotidiana profissional, formulei uma questão direcionada ao tema da Terapia Anti-retroviral, visto que este tem sido um dos aspectos de maior dificuldade na assistência, no sentido de que realizar este tratamento é fundamental para o desenvolvimento do cotidiano dos indivíduos como trabalho, lazer, relações sociofamiliares, entre outros ; a fim de que tenham condições de estar inseridos e participantes em tais contextos. Porém, este tratamento é permeado por questões de abandonos, interrupções e as mais diversas situações, sendo justificadas pelos usuários do serviço, como barreiras à adesão.

Então, formulei a minha interrogação e formatei como projeto, seguido de uma investida em referências bibliográficas relacionadas à temática, que poderiam indicar os suportes teóricos do trabalho. A busca de referências bibliográficas foi incessante e sempre no intuito de manter o diálogo com outras áreas de conhecimento. O procedimento metodológico inicial foi o de mapear quais materiais deveriam ser priorizados em função do objetivo geral a ser alcançado. O percurso inicial foi o de investigar os principais trabalhos já escritos sobre o tema e dialogar com a realidade vivida em Belém do Pará, onde funcionam os serviços envolvidos como cenários desta pesquisa.

Para delinear o estudo, realizei levantamento bibliográfico inicial para identificar possíveis publicações sobre o assunto e constatei que nas bibliotecas Central e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, localizadas na UFPA, e na Biblioteca Central da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e da Universidade da Amazônia (UNAMA), não existiam publicaçõ es sobre Representações Sociais e T erapia Anti- Retroviral no tratamento da Aids em nosso Estado. Configurava-se, assim, uma possibilidade de desenvolvimento deste estudo , no intuito de contribuir com as ações presentes em nosso estado no acompanhamento e t ratamento das Pessoas Vivendo com HIV/Aids.

Por me encontrar imersa no universo dos serviços que serviram de cenário a esta pesquisa, foi com facilidade que pude transitar para ter acesso aos cadastros informatizados, prontuários e informações como endereç o e telefone, a fim de contatar e começar a reunir sujeitos para a pesquisa. Houve extensa colaboração dos colegas neste sentido, além de incentivo e curiosidade sobre as diversas etapas da pesquisa.

Inicialmente realizei consulta nas fichas de notificação de Sida (ANEXO A), onde constam informações como: escolaridade, telefone, endereço, número de prontuário, etc. Há um trabalho que vem sendo desenvolvido por toda a equipe multiprofissional da Unidade de Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (UREDIPE), para que haja maior compromisso no preenchimento de todos os campos da referida ficha, pois a notificação é importante para mostrar o número real de pessoas infectadas em nosso Estado.

Em seguida realizei consulta em prontuário, a fim de confirmar o tempo em que os sujeitos estavam realizando Terapia Anti-Retroviral (TARV), mais um critério de pesquisa. Foi feito contato telefônico com estes sujeitos, onde me identificava, bem como apresentava o estudo resumidamente e solicitava participaç ão. Nesta etapa não houve dificuldades, os sujeitos foram extremamente receptivos e não fizeram objeções em participar. Pelo contrário, sentiram -se lisonjeados pelo convite.

Como já existia uma identificação e aproximação com os sujeitos da pesquisa em virtude de minha atuação profissional nestes contextos, bem como a definição dos critérios a serem seguidos na pesquisa, o maior desafio era encontrar estes sujeitos, visto que o universo em que estão inseridos é de um número considerável, a fim de que não se perdesse dos objetivos da pesquisa.

Na Unidade de Referência, a tarefa foi trabalhosa, porém mais frutífera no sentido de que existem os dados tanto de prontuários quanto dos sistemas da farmácia e das fichas de notificação. Já no H hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), houve uma dificuldade em selecionar a amostra, visto que o intuito era localizar pacientes que são acompanhados na UREDIPE, dentro também dos critérios da pesquisa, mas que encontra vam-se em um momento de internação hospitalar, a fim de ouvi-los e comparar com a fala dos sujeitos que não estão na condição de hospitalizados, porém que fazem acompanhamento ambulatorial.

O perfil que é atendido no hospital, apresenta em sua maioria sujeitos com nível de escolaridade abaixo do estipulado nos critérios da pesquisa, ou quando tinham nível compatível com os critérios, ainda não haviam iniciado TARV, pois o diagnóstico era recente ou mesmo faziam acompanhamento em outro local que não a UREDIPE.

Espera-se que esta pesquisa possa se c onstituir como um instrumento que propicie uma análise e reflexão da situação vivenciada pelos sujeitos em tratamento da Aids em nosso Estado, a fim de que nos aproximemos cada vez mais de suas

angústias e dificuldades, bem como de suas necessidades, para que consigamos romper paradigmas.