O conhecimento profundo e actualizado sobre a problemática do território do Namibe é fundamental para a elaboração de um diagnóstico completo e realista, indispensável para definir formas de actuação adequadas e facilitar a sua implementação. Abaixo apresentamos as matrizes SWOT da província, do município do Namibe e do município do Tômbwa.
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Matriz SWOT da província
STRENGHTS – PONTOS FORTES WEAKNESS – PONTOS FRACOS Sistema de transportes
diversificado (aéreo, ferroviário, portuários e terrestres);
Diversidade paisagística (lagoa do arco, montanhas, serra da leba, deserto, praias, etc.)
Qualidade do património e sitios, apresentam-se como vantagens competitivas (Welwitshia Mirabilis, fortes de Kapangombe e São Fernando, e pinturas rupestres, etc);
Vasta dimensão territorial; Enquadramento geográfico privilegiado face ao sul do país e à região da SADC;
Diversidade e abundância de recursos piscatórios (Namibe e Tômbwa) na extensa zona marítima;
População maioritariamente jovem e em crescimento;
Existência de aquífero com grande armazenamento de água (recursos hídricos subterrâneos) (Bero, Curoca e Giraul) disponível para satisfazer necessidades actuais;
Empenho institucional para promover o desenvolvimento da província (elaboração do plano de desenvolvimento económico e social médio prazo 2013-2017);
Disponibilidade de mão-de-obra.
Existência de graves carência habitacionais;
Infra-estruturas básicas degradadas e com reduzida cobertura territorial (rede de água, energia e esgoto);
Sistema urbano pouco estruturado (cidades de Namibe e Tômbwa);
Surgimento de pequenos núcleos peri-urbanos sem condições de acessibilidade, mobilidade e infra- estruturas colectivas;
Forte concentração da população urbana na zona litorânea (Namibe e Tômbwa);
Inexistência de acessibilidade nos territórios fronteiriços terrestres (Cunene e Namíbia), excepto a província da Huíla;
Intensa migração populacional, geradora de problemas de segregação socio-territorial;
Solos com baixo potencial agrícola;
Degradação dos solos por efeitos de desflorestação (exploração de carvão – Bibala) e a pastorícia;
Fragilidade dos ecossistemas ambientais;
Desaproveitamento do potencial turístico;
Dificuldade de atrair o investimento nos vários sectores devido à falta de infraestruturas;
Ausência de PPOT e de PDM. Limitações e escassez de informações sobre os PU existentes, bem como ausência da sua monitorização.
OPPORTUNITIES – OPORTUNIDADES THREATS – AMEAÇAS
Integração dos modos de transportes existentes;
Infra-estruturas ainda com potencial de recuperação;
Aumento de projectos habitacionais e de serviços e comércio (Estatal e privados);
Possibilidade de expansão e modernização do aeroporto e do caminho- de-ferro;
Aposta na cooperação estratégica nacional (Huíla e Cunene) e internacional (Namíbia) para o turismo e comércio;
Possibilidades de potenciar as
Generalizado défice de infra- estruturas básicas nas zonas urbanas; Falta de integração e coesão territorial, acentuando as assimetrias territoriais;
Existência de situações de riscos reais decorrentes de construções precárias nas zonas marítimas;
Intensificação dos movimentos migratórios;
Pressão e aumento da procura por solos urbanos;
Permanência de zonas degradadas no interior das cidades;
107 Elaboração própria
Matriz SWOT do município do Namibe
STRENGHTS – PONTOS FORTES WEAKNESS – PONTOS FRACOS Maior centro urbano da província
com possibilidade de atrair maior investimento;
Diversidade dos sistemas de transportes (aéreo, ferroviário, portuários e terrestres);
Aparecimento de novas áreas urbanas (bairro social da juventude, bairro da Praia Amelia e o Projecto de 4 mil residências);
Boa acessibilidade com as restantes sedes municipais;
Bom potencial turístico (clima, praias, paisagens, infra-estruturas e sítios);
Grande diversidade de recursos piscatórios (Namibe e Lucira) na extensa zona marítima;
População maioritariamente jovem.
Caudal dos rios muito dependente das precipitações.
Infra-estruturas básicas degradadas e com cobertura reduzida (rede de água, energia e saneamento básico);
Imobiliário urbano sem requalificação adequada;
Áreas degradadas no centro da cidade (bairro da Tinguita);
Fraca modernização do espaço público (largos e praças);
Ausência de um PDM dificulta a gestão do território;
Debilidade do sector ligado ao ordenamento do território;
Quadros técnicos capacitados insuficientes (em todas as áreas);
Deficientes serviços administrativos;
Ausência de dados estatísticos socio-económicos actualizados.
OPPORTUNITIES – OPORTUNIDADES THREATS – AMEAÇAS
Integração entre os modos de Pressão e aumento da procura de especificidades de cada município para
desenvolverem sistemas urbanos/cidades no interior (reforço de sinergias e redução de assimetrias);
Surgimento de novas instituições de ensino superior;
Apoio ao comércio tradicional (facilitando o escoamento dos campos para a cidade);
Potencial para a diversificação da economia;
Possibilidade de exploração de energias limpas (eólica).
Más condições de acesso as certas comunas e povoados (vias secundárias e terciárias em más condições);
Tendências de surgimentos de bairros espontâneos peri-urbanos;
Redes de esgoto, energia e água obsoletas
Vias de acesso inter-comunas e povoações em péssimas condições;
Degradação de locais arqueológicos e de património histórico;
Falta de um regulamento para ocupação das infra-estruturas urbanas pelo comércio e serviços;
Ausência de planeamento em zonas rurais;
Ocorrência de catástrofes naturais (cheias e seca);
Ausência de políticas para o aproveitamento eficaz dos recursos hídricos;
Fraco aproveitamento dos recursos naturais para o turismo;
Dificuldades de fixação e atracção de quadros qualificados (proximidade à província da Huíla é uma ameaça).
108 transportes existentes;
Possibilidade de diversificação da economia;
Surgimentos de projectos habitacionais, comercio e serviços;
Exploração do potencial turístico;
Intensão de requalificar a marginal do Namibe;
Possibilidade de expansão do aeroporto, portos e caminho-de-ferro para servir a zona sul do país e da SADC;
Aumento dos níveis de escolaridade;
Existência de força de trabalho.
solos e edificados urbanos com o surgimento de algum comércio e serviços;
Persistência de assentamentos em zona de risco (bairros da Nação Praia e Tinguita);
Ocorrência de catástrofes naturais (cheias e seca)
Cheias dos rios Bero e Giraul (causado poluição das águas subterrâneas para o consumo e destruição de fazendas nas suas margens);
Intensificação dos movimentos migratórios;
Aumento de bairros informais; Fraco aproveitamento dos recursos naturais e turísticos.
Elaboração própria
Matriz SWOT do município do Tômbwa
STRENGHTS – PONTOS FORTES WEAKNESS – PONTOS FRACOS Infra-estruturas do centro urbano
ainda recuperáveis;
Recursos turísticos diversificados (praias, deserto, dunas e parque do Yona);
Existência de ventos com capacidade de exploração de energias limpas (eólica);
População maioritariamente jovem e com anseio a formação;
Maior centro piscatório da província e do país.
Falta de um plano de transportes (estradas degradadas sem sinalização, inexistência de parque de estacionamento);
Ausência de equipamentos de lazer (cinema, espaços verdes, praças e acentos públicos);
Deficiente exploração do potencial do rio Cunene;
Ausência de uma escola do ensino superior;
Baixos níveis de escolaridade; Forte dependência do sector das pescas;
Incapacidade para incentivo ao investimento local;
Ausência de um PDM.
OPPORTUNITIES – OPORTUNIDADES THREATS - AMEAÇAS
Aparecimento gradual de infra- estruturas administrativas comunais (Tômbwa e Baía dos Tigres);
Projecto de construção de casas socias (na zona norte do município);
Infra-estruturas piscatórias e do centro urbano ainda em condições de recuperação;
Exploração do potencial turístico do deserto e do parque do Yona;
Incremento da exploração pesqueira;
Possibilidades de exploração de energia hidráulica (rio Cunene);
Possibilidade de abertura fronteiriça com República da Namíbia.
Aumento de construções de residência nas zonas de protecção às dunas (na zona sul do município);
Estado de degradação avançado das redes de água, energia e saneamento;
Aumento de casebres na zona marítima (actividade ligada a pesca);
Ocorrência de catástrofes naturais (desertificação e seca);
Insucesso no combate à desertificação;
Abandono da indústria pesqueira;
Ausência de estratégia para diversificar a economia e serviços locais;
Agravamento da vulnerabilidade epidemiológica (cólera, diarreia) devido
109 ao mau saneamento e às limitações nos serviços de saúde.
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