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Toda a construção da nossa realidade, pensamentos, sentimentos são realizados através de modelos mentais. O grupo de trabalho BSC é na realidade um conjunto de pessoas que pensa e age através de modelos mentais. Esse é um movimento natural da psicologia humana. Talvez isso nos diferencie dos outros animais que têm como base somente um conjunto de modelos instintivos.

E o entendimento da realidade nos faz referenciar a complexidade de todos os acontecimentos e a nossa limitação em apreender o concreto. Pensando nos modelos mentais, referenciamos a teoria da complexidade de Morin22.

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LIVRO: Sombras do Homem de Neandertal - Autor: David Hutchens - Sinopse: Uma metáfora instigante sobre nossos modelos mentais e a maneira como eles limitam nossas organizações. David Hutchens conta uma fábula cheia de humor (e deliciosamente ilustrada) para discorrer sobre os obstáculos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano e organizacional. Retomando o famoso Mito da Caverna, de Platão, ele relata a história de um grupo de homens pré-históricos que vive numa gruta; as sombras que chegam à caverna são as únicas imagens que eles possuem da realidade exterior. Um dia, um dos homens arrisca-se a sair da toca, e encontra um universo amplo e diversificado. Um velho conta-lhe a história de seus antepassados, revelando como o povo isolou-se em cavernas. Como fazer agora para que seus companheiros acreditem nele e ousem sair à luz? Na apaixonante análise que se segue à fábula, Hutchens mostra que é muito fácil que as empresas se enredem na armadilha da "caverna", tomando imagens e informações parciais ou distorcidas como verdades absolutas. Mais que isso: as organizações tendem a apegar-se ferozmente a tais falsas verdades, marginalizando ou excluindo quem ousa duvidar delas. Esse questionamento, porém, é a base da mudança e só ele pode conduzir à competência e à sobrevivência organizacional. Exercícios, questões para auto-análise e indicações bibliográficas completam este volume de leitura obrigatória para profissionais das áreas de administração. Fonte: (http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-28--39-20060926) 22

Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, nasceu em Paris em 8 de julho de 1921, é um sociólogo e filósofo

francês de origem Judaico-Espanhola. Pesquisador emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. É considerado um dos principais pensadores sobre a complexidade. Autor de mais de trinta livros, entre eles: O método (6 volumes),

Considerando a visão do mundo sob essa ótica, um novo lugar pode nos ser reservado para apreciar as situações de maneira diferenciada. LORIERI citando Morin, em seu livro Ciência com Consciência (1998), propõe que sejam superados dois mal-entendidos sobre a Complexidade. O primeiro é o de concebê-la “... como receita, como resposta, ao invés de considerá-la como desafio e como motivação para pensar” (p. 176); o segundo é “... confundir a complexidade com completude: não é, diz ele; é antes o problema da incompletude do conhecimento humano” (p. 176). Ele vai, além disso, mostrando que complexidade é também “o pensamento capaz de reunir (complexus: aquilo que é tecido conjuntamente), de contextualizar, de globalizar, mas ao mesmo tempo, capaz de reconhecer o singular, o individual, o concreto.” (Morin e Moigne, 2000, p.207). Provavelmente não conseguiremos entender esse sentido da complexidade se não buscarmos entender “...as diferentes avenidas que conduzem ao “desafio da complexidade”.

E o grupo BSC tem em todo o seu conjunto essa complexidade e esta dissertação não pretende desenhar uma teoria que explica tudo ou qualquer coisa que ocorra no BSC, mas sim, criar uma atitude, dentro do leitor, criando desafios quando observamos qualquer fenômeno. E observando a realidade desse jeito, nada é simples: tudo é complexo. Essas são as conclusões de Morin e que compartilho nesse primeiro princípio dos modelos mentais, que afirma que todos temos modelos mentais.

Uma vez delimitado nosso objeto de estudo, pretendemos compartilhar experiências onde a maneira de ver o mundo sob os olhos da complexidade faz a diferença. Percorrer as diferentes estradas que levam a um entendimento do que, sabemos, está sempre incompleto. Os modelos mentais, diante de tanta complexidade, são uma forma que o nosso cérebro encontrou para criar ordem na complexidade do mundo.

O fato de todas as pessoas do grupo terem seus modelos mentais não apresenta, num primeiro momento, nenhum problema. Começamos a ter problemas quando cada um dos elementos força tudo ao seu redor a se

futuro. Durante a Segunda Guerra Mundial, participou da Resistência Francesa. É considerado um dos pensadores

encaixar nos pressupostos do seu modelo mental, que podem já ter sido verdadeiros um dia, mas que podem ter perdido seu significado na atualidade.

Ocorre a nível pessoal o mesmo que ocorre com a ciência, que possui paradigmas, que podem também ser diretamente relacionados com modelos mentais, falando do humano.

Cada uma das pessoas do grupo BSC tem seus modelos mentais. Uma analogia com mapas poderia ser feita. Os mapas representam um território mas não o são, tal qual os modelos mentais. O grande objetivo do agente que implanta o BSC é de, constatada a existência de tais modelos, apesar de ser impossível pensar sem eles, gerar um movimento de reflexão sobre quais os modelos mentais presentes no grupo.

Quando se detectam os modelos mentais do grupo, podemos entender como são gerados os pensamentos, ou, em outras palavras, quais os modelos que escolhemos para guiar nosso pensamento. Quando se provoca esse movimento no grupo, descobertas podem ocorrer. Muitos pensamentos podem vir da nossa história, porque nossos pais acreditaram, e nessa reflexão, pode- se descobrir que aquilo em que nossos pais acreditam não necessita ser exatamente o que acreditamos. O mesmo ocorre com a sociedade. O que é valorizado e endeusado por todos, não necessita necessariamente da mesma visão individual.

Entendendo a presença dos modelos mentais no nosso grupo de trabalho, surge a possibilidade de que cada um escolha os modelos mentais que prefere para que nos responsabilizemos pelos resultados obtidos.

Princípio 2 – Os modelos mentais determinam como e o que