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5. Other economic effects of historic rehabilitation

5.4 Raw material for entertainment industry

Uma nova forma de ver, sentir e cuidar da juventude. (Objetivo do ICE3 e das EEEP).

A pesquisa de campo foi iniciada formalmente no segundo semestre de 2008 com as primeiras conversas e entrevistas já norteadas pela delimitação do objeto da investigação: as marcas da identidade docente. Entretanto a pesquisa exploratória que facilitou a delimitação deste objeto foi iniciada no início de 2007 quando este palco marcador tinha a denominação de Liceu de Sobral Dom Walfrido Teixeira Vieira. Se tivesse continuado com sua identidade de Liceu de Sobral, a referida escola de ensino médio iria completar no ano de 2010, oito anos de funcionamento apenas.

No início de 2008, esta escola passou por uma traumática mudança pelo menos para os alunos e professores que ali constituíam a comunidade escolar Liceu de Sobral. Tal escola foi transformada em Escola Estadual de Educação Profissional Dom Walfrido Teixeira Vieira justamente para atender uma nova política educacional de implantação de escolas estaduais médias profissionalizantes no estado do Ceará engendrada por seu novo governador eleito Cid Gomes. Não foi somente uma mudança de denominação, mas de filosofia e prática educacionais como também de identidade: a nova escola então criada num prédio que possuía uma memória e uma identidade perante a comunidade escolar passaria então a tentar construir uma nova identidade a partir da articulação de elementos já existentes e legitimados para se impor no mesmo cenário social e escolar.

Criado em 19 de agosto de 2002, o Liceu de Sobral foi inaugurado cidade da região noroeste do estado com a imagem de ser uma excelente escola de ensino médio, predicado construído historicamente no estado desde a implantação desta configuração de escola – Liceu – em 1844 na cidade de Fortaleza. Além disso, encheu os corações dos educadores de esperança no tocante a melhoria deste nível de ensino na cidade haja vista o reconhecimento que o mesmo possui no que se refere a um ensino de qualidade, como também de suas próprias características que o identificam, tais como para exemplificar: bons professores,

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Instituto de Co-responsabilidade pela Educação, uma entidade privada sem fins lucrativos criada para ser, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, um dos pólos de governança do Procentro.

comprometimento dos profissionais e estrutura física diferenciada- quadras esportivas e laboratórios de prática de ensino: matemática, física, biologia, química e informática.

Durante sua existência- seis anos- comprometeu-se com ensino de qualidade e de busca por resultados, nenhuma surpresa para o contexto histórico que se inserem as escolas brasileiras e globais – o neoliberalismo educacional – a filosofia e práticas mercantis a serviço da educação ou o contrário. Mas, se é para falar de produção, o Liceu durante sua vida esteve sempre aprovando alguns de seus alunos nos vestibulares da UVA e nos respectivos exames estaduais e nacionais: SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica, SPAECE – Sistema de Permanente de Avaliação do Estado do Ceará e ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio. Sua imagem era legitimada pela sociedade tanto pelo passado institucional que carregava quanto por estes resultados que alcançava os quais confirmava as suspeitas de excelência do referido colégio.

Um aspecto bastante interessante observado durante a pesquisa exploratória foi uma relativa autonomia docente frente a todo o processo de ensino-aprendizagem e também uma respeitável abertura da gestão escolar aos alunos com relação a todos os processos desenrolados no entre muros e fora da escola. Ou seja, os professores tinham o poder de decidir sobre os conteúdos a serem lecionados, metodologia e resultados de avaliação de seus alunos. Entretanto, havia certas interferências no final do ano letivo quando o número de reprovados era excessivo. Mas, o que ocorria no Liceu não se compara com a política de aprovação automática disfarçada atrás da máscara da inclusão promovida pela educação brasileira para arrecadar investimentos junto aos organismos nacionais e internacionais vinculados às políticas neoliberais, praticadas exageradamente pelas escolas públicas brasileiras.

Outro ponto destacável era uma prática dos docentes e gestores de ouvir as queixas, sugestões e inquietações dos alunos. Em verdade algumas sugestões eram acatadas e certas queixas eram ouvidas e não julgadas coletivamente levando até a emergência de conflitos entre gestão e professores que, em dois momentos, resultaram na retirada de professores. Talvez se este aspecto fosse desenvolvido e amadurecido na escola, poderíamos ter constatado um exemplo de escola e gestão democrática na cidade de Sobral com possibilidade de ser tomado como referência neste sentido.

Contudo, além deste protótipo ambiente democrático, o aspecto observado mais relevante observado foi um clima de mobilização e participação política dos docentes efetivos do Liceu. Ora se os professores são valorizados na escola e na 6ª CREDE, pois muitos deles eram chamados a promoverem oficinas e formações aos professores das outras escolas, eles se

auto-valorizavam no sentido de lutar por melhores condições de trabalho, mais reconhecimento e direitos renegados historicamente- salários dignos, horas para planejar, planos de saúde, mais autonomia e outros. Geralmente eles iniciavam as mobilizações e clamavam: “já que damos resultados para eles, podemos cobrar agora melhores condições”- frase enunciada durante um dos planejamentos num sábado anterior a uma mobilização que seria na segunda. Curioso que a gestão se posicionava contra nos momentos de greve, mas diante da alegação acima tentava muito cuidadosamente estabelecer um acordo de retorno dos professores às suas respectivas salas de aula.

“Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim”, palavras de uma professora aposentada da referida escola, o lado ruim desse clima de valorização da 6ª CREDE dos professores do Liceu foi a instauração de outro clima, sumariamente capitalista – a concorrência e a competição desleal e invejosa. Os professores foram tomados pela inveja e disputa por reconhecimentos ao ponto de plantarem a semente das atitudes de bajulação, intrigas, egoísmos e individualismos que foram naturalmente burlando certo sentimento de coletividade e de classe que existia entre os docentes. E estrategicamente, aproveitando o clima competitivo instaurado entre os professores, a 6ª CREDE convida três professores para compor o quadro de seu órgão recém-criado – a Superintendência – justamente os que lideravam as discussões e as mobilizações. Cartada final. Cheque mate. Desta forma estava aniquilado todo e qualquer rebuliço entre os muros da escola.

Após esta breve consideração sobre aspectos identitários dos “tempos de Liceu”, é necessário retomar a passagem traumática de Liceu para Escola Profissionalizante. Inicialmente tal fenômeno ocorreu no meio do primeiro semestre de 2008. Num sábado de março do corrente ano os professores foram comunicados categoricamente sobre a transformação que iria ocorrer nos próximos três meses. Uma nova política de implantação de cem novas escolas profissionalizantes de ensino médio iniciaria ainda no segundo semestre de 2008. Quais seriam as medidas mais inevitáveis? Primeiro a transferência de todos os segundos anos do colégio para outras escolas da cidade – foram transferidos num total de cinco salas, média de duzentos alunos. Os professores da nova escola seriam selecionados através de uma seleção aberta a fim de realmente saber quais os professores que estavam aptos a lecionarem norteados por uma nova filosofia educacional – a TESE – Tecnologia Empresarial SócioEducacional: uma filosofia de gestão – e por novas exigências e normas, como por exemplo, trabalhar em tempo integral – das sete da manhã até as cinco da tarde – e se comprometerem com o sucesso desta nova medida estatal.

O adjetivo ‘traumática’ para tal transformação se deu a partir das inúmeras lamentações, manifestações- inclusive com a presença da mídia local e focos de revoltas por parte dos alunos dos segundos anos que, nos últimos momentos, já estavam exigindo apenas que continuassem no colégio até o final do ano letivo. Esta exigência não foi atendida e um dos responsáveis da Seduc-Ce – Secretaria de Educação do Estado do Ceará – pela transição de certa forma encerra o assunto com a seguinte declaração: “se é pra mudar para melhor que seja logo, não devemos deixar pra fazer amanhã o que podemos fazer já”. Esta frase foi proferida numa das últimas reuniões feitas no auditório da escola com os representantes tanto dos professores insatisfeitos com a transição quanto com os alunos chorosos e inconformados com a transferência.

Por fim, os alunos foram transferidos- ainda continuaram a vir reclamar com os professores sobre as novas escolas que estavam freqüentando e até alguns pediam para serem reprovados no primeiro ano para continuar na escola, porque a escola iria contemplar alunos do primeiro ano através de pura adesão dos mesmos em suas primeiras turmas. Poucos professores continuaram por causa da não concordância com os princípios da TESE e do horário integral e assim alegavam: “como ficar numa empresa escola que vai se preocupar em formar profissionais respeitáveis e dignos se ela mesma não vai valorizar os seus”. Os professores que fossem continuar e os novatos não ganhariam nenhum centavo a mais pelo aumento das horas-aulas. Em suma, sabendo do risco claro e eminente de desvalorização e aumento da pressão por altos índices de aprovação- que já é onerosa nas escolas regulares brasileiras, muitos deles abandonaram o barco Liceu o qual afundou e ficaram as lembranças por algum tempo na memória de certos professores que lutavam por uma educação diferente e mais personalizada.

Segundo alguns professores deste Liceu somente restaram o núcleo gestor, porém com outra mentalidade e objetivo, que não foi dispensado por uma simples razão, não se constrói uma imagem e uma identidade de uma escola com auxílio de concretos, portas e janelas e sim com vivências, relações humanas, enfim com passado, memória. Esta nova escola deveria nascer com a credibilidade social do Liceu de Sobral, senão de início o seu sucesso estaria comprometido. Foi por este detalhe que o núcleo gestor foi mantido e alguns professores também, principalmente os mais populares com os alunos e as famílias dos mesmos.

Todavia algo mais sério estava por acontecer. Com a vivência dos princípios da TESE, os professores da escola se tornaram sumariamente executores de normas e sua reflexividade e criticidade foram jogadas em algum lugar muito distante de suas práticas enquanto docentes, porque todas as resistências e conflitos iniciados por eles foram e são combatidos com a

seguinte estratégia: “Você só está aqui porque aderiu ao projeto da escola e estas são as normas ou você ajuda a escola a atingir os objetivos ou então você é convidado a se retirar, principalmente que no momento da entrevista é explicado direitinho como é o projeto” (enunciação do núcleo gestor).

Além disso, os professores selecionados a cada ano para fazer parte da escola são temporários. Somente existem dois professores apenas na escola que são efetivos e isto complica muito a resistência ou embate com as normas da escola, pois eles têm o medo natural de perderem o emprego e comprometerem suas sobrevivências concretas, visto que “professor temporário é pior que cão sem dono, as escolas faz [sic] o que quer, joga pro lado joga pro outro, sem um lugar seguro pra trabalhar” (depoimento de um dos professores da escola).

A identidade da nova escola está em processo de construção onde a principal marca é a racionalidade empresarial resumida nos princípios de sua filosofia intitulada por TESE. Neste capítulo não serão analisadas as marcas desta filosofia na identidade docente e sim na identidade em construção da nova escola. Antes de iniciar a caracterização da TESE é importante elucidar as marcas da identidade da antiga escola cujos atores em sua mínima parcela ainda continuam vivenciando em suas memórias ou nos momentos de liberdade nos novos espaços de sociabilidade. A escola era preocupada com a aprendizagem discente mesmo que transparecesse a busca pelo aumento dos índices. Autônoma, democrática relativamente, humana, mobilizadora, politizada, comprometida e respeitabilidade eram predicados que constituíam a sua identidade e que eram interiorizados pelos professores e alunos no processo de constituição das suas identidades.

3.1- PROCENTRO

Antes de discutir os princípios que norteiam a TESE, algumas considerações de caráter estrutural e pedagógico sobre os Centros e o PROCENTRO serão necessárias a fim de oferecer uma melhor contextualização da EEEP – Dom Walfrido Teixeira Vieira, a qual surgiu conforme as padronizações adotadas por eles. Vale ressaltar que informações relacionadas ao processo de surgimento e consolidação dos Centros não serão abordadas aqui, por não se vincularem diretamente ao objetivo desta discussão: informar sobre as bases de constituição da escola onde foi realizada a pesquisa.

Em 2002 teve início no estado de Pernambuco, um programa educacional com o objetivo de combater os desafios do Ensino Médio e que se tornou modelo a ser implantado no estado do Ceará a partir de 2008: PROCENTRO (Programa de Desenvolvimento dos

Centros de Ensino Experimental). Em 2004, este novo modelo de educação foi implantado no Ginásio Pernambucano, na cidade de Recife. A TESE foi introduzida neste experimento educacional caracterizada da seguinte maneira: “uma filosofia de gestão humanística que utiliza a Pedagogia da Presença e a Educação pelo Trabalho como ferramentas na formação de líderes” (LIMA, 2007, p. 4). Em 2008 já existiam 33 centros atendendo 19.000 alunos.

O PROCENTRO é resultado da parceria do setor público e o setor privado através do ICE – Instituto de Co-responsabilidade pela Educação – uma entidade privada sem fins lucrativos criada para ser, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, um dos pólos de governança do programa. Objetiva melhorar a educação pública média de Pernambuco e do Brasil, focalizando inovações na metodologia e gestão do ensino, adotando um slogan que se tornou emblemático nos PROCENTROS e nas EEEPS – Escolas de Estaduais de Ensino Profissionalizantes – implantadas no estado do Ceará: “uma nova forma de ver, sentir e cuidar da juventude” (MAGALHÃES, 2008, p.18).

O PROCENTRO e os Centros que ele dirige adotam princípios gerenciais empresariais padronizados e constituem escolas de educação de tempo integral – 7h30 às 17h – e que do ponto de vista pedagógico traz as seguintes inovações conforme Marcos Magalhães- presidente do ICE: a) educação para valores – iniciativa, liberdade e compromisso para exercer a autonomia; b) protagonismo juvenil – atuação dos jovens na resolução de problemas da comunidade; c) cultura da trabalhabilidade – desenvolver competências para o mundo do trabalho; d) empreendedorismo juvenil – capacidade de “autogestão, co-gestão e heterogestão de seu potencial”; e) associativismo juvenil – “proporcionar o surgimento de múltiplas e variadas formas de auto-organização entre os jovens com finalidades sociais, esportivas, ambientais, etc”; f) presença educativa – “qualificação das relações entre adultos e jovens na comunidade educativa e fora dela”; g) educação geral e certificação profissional – competências, aprendizagens, orientações para o mundo do trabalho; h) avaliação sistemática – “como estratégia para adequar a prática pedagógica às reais necessidades do aluno; e i) práticas e vivências visando “desenvolver valores e competências pessoais e sociais necessárias à integração do projeto individual ao projeto da sociedade em que atua” (MAGALHÃES, 2008, p.21-2).

No momento de observação participante no campo – ‘Procentro de Sobral’ – não foram visualizadas as inovações, protagonismo juvenil e presença educativa. As inovações que mais se destacavam e eram focos de problemas e marcação da identidade docente eram a educação para valores, práticas e vivências e principalmente a avaliação sistemática. Em ‘todas’ as reuniões de planejamentos por áreas ou em planejamentos gerais da escola, a

elevação dos índices tanto nas avaliações discentes internas quanto externas era exigida, mesmo se não houvesse nenhuma avaliação próxima ou exercida. Além disso, o que mais marcava os docentes era a direta e precisa ligação sentida por eles entre o baixo rendimento escolar com a capacidade docente de incentivar, motivar, promover boas aulas e de ‘liderar suas salas de aula’. Convém destacar aqui que a seleção como também a remoção dos professores para a EEEP Dom Walfrido tem critérios próprios, tal qual seu modelo de Pernambuco. Os docentes passam por uma análise de currículo, entrevistas de conscientização, entendimento e aceitação da TESE. Não há exigência por professores efetivos e sim uma velada preferência por professores substitutos no quadro de funcionários da escola. A primeira seleção foi intitulada de ‘adesão’ justamente por estar selecionando professores do antigo Liceu de Sobral para esta nova realidade que estava se desenhando aos poucos.

No início de 2009, a principal modificação curricular nesta escola foi a inclusão de duas disciplinas que justamente atendiam quatro inovações bastante relevantes no tocante a uma real melhoria da educação pública: educação para valores, educação geral- em parte, cultura da trabalhabilidade e práticas e vivências. As disciplinas foram a TESE e a TPV – temática, prática e vivência. A primeira objetivava a construção do projeto de vida de cada aluno. Com carga horária de uma hora/aula, cada professor ficava responsável por quinze alunos. O programa da TESE era baseado no modelo de Pernambuco e estava distribuído basicamente da seguinte forma: 1º ano – os quatro pilares da educação – Jacques Delors; novo modo de enxergar a educação; autoconhecimento; ações do empresário; liderança e introdução ao projeto de vida. No 2º ano – descentralização, delegação planejada, tarefa empresarial, responsabilidade social, educação e comunicação e projeto de vida (planejamento, acompanhamento, avaliação e julgamento). No 3º ano, esta disciplina cederia lugar às disciplinas técnicas profissionalizantes. A segunda disciplina versava sobre temáticas sociais diversas e conscientização acerca dos valores humanos. O tema ficaria sob responsabilidade dos três professores predefinidos para cada sala. Os três atuariam em conjunto na escolha do tema, metodologia, didática e produção do material didático. Vale frisar que os temas a serem abordados pela primeira disciplina eram predefinidos.

Os professores entrevistados em nenhum momento falaram negativamente sobre estas disciplinas. Alguns até se identificavam tanto que diziam “é nesses dias que me realizo como professora, mesmo que alguns alunos não tão nem aí, os que querem é que me estimula a procurar algo novo a quebrar cabeça” (professora da área de linguagens e códigos). O que marcava e estressava os professores era a falta de apoio à realização das mesmas, visto que

não tinham sido formados para lecionarem tais disciplinas que, embora os gestores considerassem fáceis de se trabalhar com os alunos, requereriam como qualquer disciplina um planejamento e preparação qualitativos no tocante à metodologia, avaliação e materiais a serem utilizados em sala de aula. Entretanto os professores deixaram claro que não adiantava reclamar, pois “se sair bem nessas disciplinas como na sua titular, era uma das formas da gestão avaliar o seu desempenho, se você é realmente líder e se aderiu ao projeto da escola” (professor da área de humanas).

Dentre as várias semelhanças que poderiam ser descritas entre os Centros e a EEEP de Sobral, duas merecem ênfase: a consideração de que todos que trabalham na escola ou Centro são educadores e como tais devem possuir seu programa de ação refletindo o compromisso com a educação dos alunos; e a constante avaliação de todos, além dos alunos, acerca da efetivação de seus programas, e no caso dos professores, com relação aos índices de aprovação em todas as avaliações que sua sala é submetida a fim de classificá-los e premiá- los, típico da configuração neoliberal vigente. Porém no caso de Sobral até o término da pesquisa ainda não tinha sido aprovada as gratificações por desempenho aos professores. O que não pode deixar de ser enfatizado e constitui um promissor objeto de estudo é a interiorização dos termos que são utilizados por esta filosofia educacional sem resistência qualquer. Por exemplo, o programa de ação tem como itens a serem completados: 1- negócio – o objetivo a ser alcançado dentro da referida função; 2- filosofia do negócio – domínio, enfoque e postura; 3- resultados combinados e esperados. Isso sem analisar os termos que são utilizados nas reuniões de planejamento que não passam de uma transparente e não mais velada, se é que um dia foi, invasão das políticas neoliberais na educação pública. A título de análise segue algumas sentenças muito sugestivas:

Temos que alinhar todos pela construção de um novo jeito de ver e sentir o jovem, se o seu negócio não vai bem alguma coisa você não está fazendo bem ou é a forma de vender, ou é atratividade do seu negócio, ninguém compra algo que não goste ou se sinta atraído, temos que sentar e analisar o que eu estou fazendo de errado, será que estou me doando para mudar a realidade dos