2.2 I NFORMASJONSPLIKTEN
2.2.5 K RAVET TIL KORREKT , KLAR OG IKKE VILLEDENDE INFORMASJON
No que se refere aos solos da área, conforme estudo da EMBRAPA realizado por Mota et al (2004) e Mota (2006) e levantados nos trabalhos de Casseti (1981) e Neto et Al (2009), foram identificados Latossolos, Cambissolos, Gleissolos e Neossolos . Os latossolos por sua vez apresentam variações, sendo encontrados na área de estudo: latossolos vermelho ácrico, latossolo vermelho distrófico, latossolo vermelho-amarelo distrófico e latossolo vermelho- amarelo distroférrico. A partir dos mapas de solos e aptidão da terra da EMBRAPA, se tornou viável gerar produtos cartográficos, onde o mapa 11 apresenta os tipos de solo e o mapa 12 a aptidão da terra.
O latossolo vermelho ácrico localiza-se na área corresponde as superfícies suaves entre os córregos Feio e Preto, área do grupo Canastra. Mota (2006) considera os solos desta área portadores de boa aptidão a diversos tipos de manejos, são muito intemperizados, apresentando textura de argilosa a muito argilosa. Apresentam hipodistrófismo, isto é ácidos, álicos, com poucos nutrientes abaixo da camada arável, o horizonte A com cor bruno- avermelhado-escuro (5YR 3/4), Mota (2004).
A Planície aluvionar apresenta alguns setores com Latossolo vermelho distrófico junto aos patamares estruturais, com leve inclinação das rampas coluviais, por onde passam os cursos do Taquara, Cava e Estiva. Este tipo de solo tende a se formar justamente em superfícies planas ou suavemente onduladas, pouco comum em ambientes acidentados. É considerado por Mota (2006) um solo com boa aptidão para diversos cultivos, permitindo desde o uso de técnicas tradicionais a ações de mecanização. Existem texturas desde médias, passando por argilosas, até muito argilosas. São geralmente bem drenados e tem sua origem do desgaste físico das rochas in situ. Segundo a EMBRAPA, esta é uma classe de solos utilizada com
maior frequência por lavouras de arroz, café, cana-de-açúcar, milho, soja, além dos usos com pastagens e reflorestamento com eucalipto.
Os chamados latossolos vermelho-amarelo são encontrados na área em duas tipologias, o distrófico e o distroférrico. O latossolo vermelho-amarelo distrófico, esta presente em trechos da planície aluvionar, nos setores onde o córrego Taquara meandra e apresenta alguns terraços fluviais. Apresenta textura de média a muito argilosa, são solos minerais e bem drenados. (MOTA et al 2004).
O latossolo vemelho-amarelo distroférrico, apresenta baixa fertilidade e altos teores de ferro nos horizontes subsuperficiais, se localiza em setores mais elevados na nascente do Taquara (cobrindo a maior parte da cimeira de Serra Negra) e também do chapadão Coromandel. Em comum, as duas áreas possuem a presença de carapaça ferruginosa como indicou Machado (2001). Estas concreções levam estes setores a serem classificados como aptos a práticas agrícolas que disponham de meios e técnicas modernas (MOTA, 2006). São solos de altitudes superiores aos 1100 metros. Sua textura varia de argilosa a muito argilosa, possui tendência à existência de horizonte A moderado ou proeminente, podendo ser álico ou epiálico.
Os chamados cambissolos háplicos compreendem solos mineralógicos, apresentam horizonte B incipiente, não são hidromórficos. Por se tratarem de solos jovens, são pouco desenvolvidos, pois os processos pedogenéticos ainda são iniciais, assim não apresentam horizonte A úmico (Mota et al 2004). Na área de estudo foram identificados setores com cambissolo háplico Tb Distrófico nos patamares estruturais, no vale do córrego Feio, ao longo dos baixios do Chapadão Coromandel e das Serras do Gavião e Cruzeiro, e parte do vale do Rio Dourados (mais especificamente da confluência do Córrego Estiva até o encontro das águas do Dourados com o Feio).
Estas são áreas consideradas pela Embrapa inaptas para atividades agrícolas e que são ideais para a preservação de fauna e flora. Não por acaso, boa parte da bacia do córrego Feio, que abastece a cidade de Patrocínio, se encontra neste tipo de solo. Nas áreas dos folhelhos Paranoá, nos vales ortoclinais entre as cristas Monoclinais é possível que a presença de materiais oriundos do topo de Serra Negra, como os pertencentes a rocha dunito, tenham favorecido aqueles solos a uma fertilidade maior, como aponta Casseti (1981).
Quanto aos Gleissolos, estes se encontram próximos a alguns cursos fluviais nos ambientes planos. Assim é possível notar esta tipologia na área de confluência do Ponte Alta com o Preto e a jusante deste setor, ainda no córrego Preto no encontro deste com o Rio Dourados. Também na confluência dos córregos Taquara, Cava e Lavrinha formadores do Rio Dourados e nos setores que se estendem das margens deste ponto seguindo na direção montante ao longo do Lavrinha até as suas nascentes deste e acima na direção do córrego Estiva.
Os Gleissolos, para Mota et al (2004), correspondem aos solos hidromórficos, apresentam excesso de água e são comuns de ambientes alagadiços com vegetações higrófilas. Possuem horizonte glei sob o horizonte H hístico, são horizontes ricos em matéria orgânica, resultado do deposito de resíduos vegetais, de modo especial nas camadas superiores. Na área de estudo foi identificado o Gleissolo Melânico Distrófico. Este solo apresenta baixa saturação por bases nas camadas mais próximas a superfície, são geralmente encontrados em áreas de surgente, junto a bordas de chapadas e também em superfícies aplainadas, com ligação ao ciclo Velhas e aos depósitos sedimentares do holoceno e quaternário. Neste caso apresentam horizonte A proeminente textura média.
Quanto ao uso agrícola, a água em excesso, que é parte fundamental da definição destes solos, acaba por contribuir para a baixa oferta de oxigênio, existindo a pouca disponibilidade de nutrientes. Evidencia-se ainda a fragilidade destes ambientes que não são favoráveis ao uso de
maquinário agrícola. No passado estes solos foram utilizados, na região de estudo, para o cultivo de arroz e a formação de pastagens. Atualmente perdura apenas a pecuária e em alguns setores os campos higrófilos foram abandonados. (SILVA; ALLAN SILVA 2012)
Os Topos das serras do Cruzeiro e Gavião apresentam em sua cobertura Neossolos litólicos distróficos (MOTA, 2004). Este solo possui características minerais, com horizontes A, C e R ou somente A e R, em alguns casos, como nas serras do Gavião e Cruzeiro, se observa o inicio de horizonte B. Em relação ao horizonte A, ocorre diretamente sobre a rocha ou quando existe sobre o horizonte C, este último não apresenta grande desenvolvimento, o que lhe confere pequena espessura de camada. As texturas nestes casos apresentam desde média à argilosa (argilas apresentam baixa atividade), cascalhos são comumente encontrados. A acidez, os fragmentos rochosos, a susceptibilidade a erosão e a presença de ambientes acidentados, conferem a estes solos franca limitação ao uso agrícola e de forma especial a mecanização. O cenário de desenvolvimento destes solos são aqueles marcados pelas rochas do Pré-cambriano, diz-se neste caso os xistos, quartzitos entre outros.