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Rammeområde 2 (Familie og forbruker), under familie-, kultur- og administrasjonskomiteen .1 S AMMENDRAG

3. STATSBUDSJETTET MEDREGNET FOL- FOL-KETRYGDEN FOR 2003

3.2 Gjennomgang av forslaget til statsbudsjett for 2003 etter den vedtatte inndelingen i rammeområder .1 Rammeområde 1 (Statsforvaltning) under familie-, kultur- og administrasjonskomiteen

3.2.2 Rammeområde 2 (Familie og forbruker), under familie-, kultur- og administrasjonskomiteen .1 S AMMENDRAG

A formação é dos cuidadores formais na área de apoio aos idosos tem vindo a ser assumida como um aspeto essencial da qualidade desse mesmo apoio. Segundo as diretoras técnicas, os dois centros de dia realizam formação para cuidadores de idosos, mas nenhum deles realiza formação específica na área da demência, não obstante terem ao seu cuidado, idosos com demência. Apesar de ambas as entrevistadas terem demonstrado vontade em oferecer essa formação aos seus cuidadores de idosos, entendem que tal não foi ainda possível, não apenas devido à escassez de formação nesta área na região, mas também, segundo uma das entrevistadas, devido aos custos das que existem.

“Não, porque não há formações específicas na área da demência. (…)” (Diretora técnica A; anexo 3)

“Não, porque não há formação nesta área, as que existem são caras (…)” (Diretora técnica B; anexo 3)

Jacob (2002) afirma que formação profissional é essencial para cuidadores, pois um ato de transmissão de conhecimentos teóricos, prático e relacionais, por parte de um especialista, permite-lhes iniciar ou evoluir numa determinada profissão ou função. Só com formação coerente e coordenada é possível atingir os patamares de qualidade e competitividade atualmente exigidos (Batista, 2012).

Embora não disponham de formação específica para o cuidado a idosos com demência e de considerar que os cuidadores necessitam de mais informação, uma das entrevistadas entende que existem no seu centro de dia recursos humanos qualificados, apesar de cuidadores necessitarem de mais formação. Já a outra entrevistada afirma que não têm recursos humanos qualificados, e salienta a falta de formação na área da demência.

Um centro de dia realiza ações destinadas às famílias na área da saúde metabólica e prevenção de quedas, mas não na área da demência, alegando que não existe formação na área. No outro Centro de dia não realizam ações destinadas às famílias, só prestam apoio informal às famílias dos idosos.

“Ações ao nível da saúde metabólica (hipertensão, diabetes, colesterol,) prevenção de quedas (…)” “ (…) Não (..)não facultem este tipo de formação específica sobre a demência.”

(Diretora técnica A; anexo 3)

“Não, só no sentido de alertar os familiares em relação alguma alteração no estado dos idosos com demência (…) ” (Diretora técnica B ; anexo 3)

Uma das estratégias a desenvolver para melhorar a qualidade dos cuidados formais (institucionais) a pessoas com demência passa por um programa de formação centrado em conhecimentos e competências dos cuidadores formais, com objetivo de prevenir ou reduzir a ocorrência dos comportamentos desafiantes, e melhorar a sua interação com pacientes. A componente educativa é muito importante para cuidadores formais e informais, já que lhes permite ter informação sobre a doença (sintomas, curso esperado, prevenção), sobre os cuidados a ter com doente e lhes ensina a lidar com doença. (Figueiredo, Guerra, Marques e Sousa, 2012). A não existência de formação deste tipo em ambos os centros não permite que os cuidadores possam desenvolver competências específicas ao cuidado dos idosos com demência, competências essas que são importantes não apenas no desempenho da sua função, mas também para melhorar a qualidade de vida destes idosos.

1.2. Apoio da Instituição

Constatamos que os dois centros de dia recebem e admitem idosos com demência, mas um centro de dia enuncia uma limitação na admissão destes idosos, que é o estado avançado da doença, que coloca exigências em termos de condições físicas e recursos humanos a que não podem responder. Coloca-se aqui a questão da desigualdade de critérios, sendo que o facto de morar na zona de ação de um ou de outro centro de dia poder fazer a diferença para um idoso com demência em estado avançado, e sua família.

“ (…)se o idoso a admitir na Instituição estiver com demência no estado muito avançado e já tenham limitações motoras (…)neste caso temos de recusar a sua admissão (…)Na maior parte

dos casos nunca recusamos (…)” (Diretora técnica A; anexo 3)

“Não, aceitamos sempre idosos com demência.” (Diretora técnica B; anexo 3)

Relativamente às necessidades específicas que são colocadas pelo cuidado aos idosos com demência foram enunciadas as seguintes: acompanhamento regular aos níveis do cuidado da higiene, assistência medicamentosa, alimentação, haver vigilância, criar rotinas nos idosos com demência. De salientar que as dificuldades que são aqui descritas resultam, muito provavelmente, da experiência quotidiana do cuidado a idosos com demência, sendo que a formação nesta área poderia ajudar a elencar outro tipo de necessidades que não serão tão visíveis, nem tão identificáveis pela experiência do cuidado. Ambas as diretoras técnicas consideraram que os respetivos centros de dia têm condições para responder às necessidades ao nível dos recursos humanos, mas não têm condições ao nível das infra-estruturas.

“Muita atenção por parte dos cuidadores formais, mais tempo, acompanhamento regular ao nível do cuidado da higiene, assistência medicamentosa (…) Por parte das colaboradoras tem

de ter uma sensibilidade diferente com idosos com demência (…) (Diretora técnica A, anexo 3)

“(…)vigilância, criar rotinas nestes idosos com demência.” (Diretora técnica B, anexo 3)

O tipo de relacionamento que existe entre os idosos com demência e os outros idosos que se encontram no centro de dia foi descrito pelas entrevistadas como sendo conflituoso, pois idosos que não têm demência não entendem os comportamentos e atitudes dos idosos que têm demência. As técnicas procuram gerir estes conflitos apelando à compreensão dos idosos e explicando as atitudes menos esperadas dos outros idosos que sofrem de demência.

“É conflituosa, porque os idosos que não têm esta patologia não entendem e muitas vezes pensam que idosos com demência estão fingir as suas atitudes e comportamentos (…)”

(Diretora técnica A; anexo 3)

“Muito má, porque os idosos que não têm demência não percebem a doença que têm idosos dementes (…) A instituição gere os conflitos falando com idosos que não têm esta doença e

mostra-lhe que aqueles idosos têm aquela doença, de vez em quando têm atitudes inesperadas (…)” (Diretora técnica B; anexo 3)

Em relação às dificuldades que os idosos com demência colocam ao cuidado do centro de dia, foram enunciadas as seguintes: nível da segurança, falta de apoio financeiro, impossibilidade de contratação de pessoal qualificado para cuidar de idosos com demência, infraestruturas

adaptadas a estes idosos com demência; falta de formação específica na área da demência. Provavelmente algumas destas dificuldades serão comuns ao cuidado de idosos, em geral, mas ganham uma acuidade particular no cuidado a idosos com demência.

“(…)falta de apoio financeiro que limita na admissão de pessoal qualificado para cuidar destes idosos, ao nível das infra-estruturas que poderiam ser mais adaptadas a estes idosos com demência(…)de formação específica na área da demência.” (Diretora técnica A; anexo 3)

“(..) dificuldades são a segurança, requerem muita atenção da nossa parte.” (Diretora técnica B; anexo 3)

2. Análise das categorias da entrevista aos Cuidadores