DEL I KARTLEGGING
2. KARTLEGGING AV SAMARBEIDSFORMER MELLOM HVO OG SKULE- OG
2.1 P RAKSISSAMARBEID
Com absoluta certeza estava se iniciando um dos movimentos artísticos mais importantes da história da arte e um dos mais impressionantes e revolucionários também. A partir do termo Renascença já conseguimos ter uma noção do que esperar das obras desse período, o ressurgimento de valores clássicos e resultados tão bons ou até mesmo mais elaborados dos que os grandes mestres do passado. Realmente essas expectativas foram completamente atendidas: desde as descobertas de Giotto os apreciadores da arte consideravam que a estética antiga estava brotando novamente dos pincéis e cinzéis dos artistas e em qualidade tão boa quanto as dos famosos artífices gregos e romanos.
Essa noção de “Renascimento” coincidentemente também foi responsável pela denominação “Idade Média”, afinal, se existisse verdadeiramente esse novo nascimento, o período anterior seria um intermédio, um intervalo entre os dois movimentos com objetivos similares. Tal terminologia é utilizada até hoje, assim como o nome gótico que foi proveniente dos godos os quais, conforme os italianos, foram os responsáveis pela destruição do império romano. Portanto chamavam de gótica a arte que consideravam bárbara.
Os italianos acreditavam que as maiores descobertas e inovações tinham acontecido no período clássico e que desde então não havia existido uma era tão produtiva quanto os tempos antigos. Vinham de um período de muita destruição, conflitos e doenças, seus objetivos eram retomar o progresso do classicismo, através do auxílio da ciência e da pesquisa.
O primeiro grande nome do Renascimento foi Filippo Brunelleschi, um arquiteto que contribuiu imensamente para a evolução da arte renascentista, além de retomar formas clássicas nas construções. Afastando-se completamente do estilo gótico, sua largas janelas e espaços abertos, Brunelleschi voltou a utilizar os elementos clássicos como colunas, arcos e diferentes ornamentos para criar inéditos modelos de beleza e de composições harmônicas em suas edificações, o que proporcionou mais espaço para arte pictórica dentro das catedrais e igrejas, ampliando as possibilidades para novas experimentações artísticas.
Além disso, Brunelleschi dominou matematicamente a perspectiva, técnica que impressionou imensamente tanto artistas quando espectadores. Apesar de já existirem técnicas
para simular a profundidade ninguém havia descoberto uma maneira precisa de representar a distância entre objetos, assim como o olho humano vê. O ponto de fuga e suas linhas guias proporcionaram uma revolução na pintura do Renascimento, agora não existia ângulo que não pudesse ser retratado com exatidão.
A perspectiva foi uma das primeiras alianças entre a ciência a arte dentro desse movimento. Tal precisão fez com que as novas pinturas transmitissem sensações mais realistas para quem as vislumbrava, o sentimento de que as figuras estavam realmente presentes no recinto. Não só os personagens estavam dispostos de maneira calculada como o próprio cenário dos quadros servia como extensão arquitetônica da construção, como se fosse uma janela para um mundo sagrado. Porém, é um equívoco pensar que esse tipo de perspectiva fosse o ápice das técnicas para representação fiel do mundo como enxergamos. Arlindo Machado em seu livro “A Ilusão Especular: Introdução à fotografia” debate sobre esse pensamento, através da ótica de Francastel:
“Para o homem do Renascimento, a perspectiva artificialis significou o descobrimento de um sistema de representação “objetivo”, “científico” e portanto absolutamente “fiel” ao espaço real visto pelo homem; mas veremos logo a seguir que o que eles conquistavam era um espaço fictício, fruto da positividade científica e das reformas político-sociais em andamento nas imediações do século XV. “A perspectiva linear – de modo algum a única formula conhecida no Quattrocento – não é um sistema racional melhor adaptado que outro à estrutura do espírito humano; não corresponde a um progresso absoluto da humanidade na busca de uma representação sempre mais adequada do mundo exterior sobre a tela fixa de duas dimensões; é apenas um dos aspectos de um modo de expressão convencional, fundado sobre um certo estado das técnicas e da ordem social do mundo em dado momento “(Francastel, 1960: 9)” (Machado, 1984: 64)
Esses novos recursos foram utilizados com sabedoria, para servir a um propósito específico, trazer as mensagens e sensações cada vez mais próximas dos espectadores, a fim de transmitir com muito mais eficiência as histórias e ensinamentos que desejavam instruir. Mais uma vez, a arte se mostra instrumento de um objetivo maior, no qual nada é feito sem uma finalidade bem definida. Porém, os grandes mestres da Renascença não sentiam-se completos apenas dando continuidade ao estilo e técnicas vigentes na época, buscavam
sempre apurar seus trabalhos com novos métodos, para que suas obras apresentassem maior nível de realismo e consequentemente maior poder de convencimento através de ilusão.
Para tanto, recorreram aos ensinamentos dos antigos artistas gregos e romanos e retomaram o estudo de anatomia durante o dia-a-dia dentro de seus ateliês. Porém, não tomaram como verdade suprema as respostas prontas que encontravam estudando as metodologias clássicas; e, assim como não queriam apenas continuar aplicando os estilos anteriores, não aceitaram tampouco copiar os procedimentos antigos e seus dogmas. Aliaram- se à ciência para reformular os conhecimentos sobre o corpo humano, suas medidas, curvaturas, músculos, tendões e veias, aprimorando consideravelmente as noções nessa área. Nada mais natural, já que dispunham de mais tecnologia para analisar dados e coletar informações mais precisas, tornando suas obras cada vez mais convincentes e renovando a arte para atender seus objetivos.
Vivemos uma situação similar hoje em dia, na qual artistas com auxílio de softwares especializados em escultura ou pintura digital retomam o apreço pela estética clássica e renascentista a fim de aprimorar seus trabalhos. Porém, com a assistência da medicina atual, fotografias em ultrassom, raio x, scanners em três dimensões e muitos outros dispositivos, conseguiram apurar ainda mais os dados de pesquisas sobre o corpo humano, proporcionando aos artistas informações muito mais detalhadas e aprofundadas sobre cada parte de nosso corpo e suas diversas características, permitindo aumentar o grau de realismo aplicado sobre modelos 3D e pinturas, consequentemente impressionando e persuadindo cada vez mais seus espectadores, muitas vezes levando o cérebro humano a acreditar que está observando objetos reais, ao invés de uma mera simulação da natureza.
Muitos dos elementos que vemos em filmes cinematográficos, séries de televisão e até mesmo vídeos publicitários são compostos por modelos em três dimensões com texturas aplicadas e materiais configurados para simular objetos reais, mas na verdade não passam de linhas de códigos programados especificamente para atuar como ferramenta de persuasão. Da mesma maneira que camadas de tinta eram aplicadas nos mais diferentes meios para dissuadir as mentes de seu tempo.
Essa busca pela renovação pode ser percebida através de algumas características que as obras apresentavam, como por exemplo, o nível de realismo encontrado em retratos e personagens de quadros e esculturas. Estes não eram mais compostos de forma idealizada,
agora os artistas reproduziam com maior fidelidade e honestidade seus modelos, fator que para os mais tradicionais foi extremamente contestado no princípio, mas posteriormente aceito e muito admirado.
Os estudos de observação da natureza eram agora completamente aplicados em trabalhos encomendados, a atenção aos detalhes se fazia presente em todos os elementos compostos nas obras, parecia até mesmo uma transposição da vida real para um plano estático, uma representação fixa de um momento histórico ou fantástico. A quantidade de minúcias incluídas em cada centímetro fazia com que aquelas figuras parecessem ter vida, como se a qualquer momento pudessem sair das paredes e ganhar vida para conviver no mesmo plano que sua plateia.
Para atingir tal ponto a inclusão de detalhes por si só não era suficiente. As técnicas para reprodução de volume através de luz e sombra colaboraram muito para que pudessem solucionar esse problema e superar suas barreiras para continuar evoluindo à caminho de outros objetivos.
Duas vertentes surgiram no início da Renascença, os artistas italianos influenciados diretamente pelos conhecimentos e descobertas de Brunelleschi apresentavam em seus trabalhos elementos claramente posicionados conforme as regras da perspectiva e construídos levando em consideração os métodos para representações de corpos anatomicamente corretos; por outro lado os holandeses, que não se prendiam à exatidão científica das linhas guias da perspectiva e tampouco de padrões anatômicos, porém executavam a transcrição de detalhes com maior precisão, posicionando com extrema atenção as menores sutilezas e texturas.
Mais uma vez uma evolução técnica se fez necessária para que pudessem vislumbrar novos horizontes em relação à qualidade técnica de suas obras e consequentemente aumentar a eficácia da transmissão de suas mensagens. Haviam alcançado o limite quanto à inclusão de detalhes através das técnicas já existentes. Mas, como de costume, os artistas renascentistas não se contentavam em alcançar o limite, queriam superar os limites impostos pelos meios, portanto precisavam desenvolver novos métodos e soluções para realizar essas ideias, e foi exatamente o que fizeram. O autor não é exatamente conhecido, mas sabe-se que o artista Jan van Eyck foi um dos responsáveis pela invenção da
pintura a óleo e um dos pioneiros na utilização dessas tintas para realização de obras realmente incríveis proporcionadas por essa nova tecnologia.
“Para levar a termo sua intensão de espelhar a realidade em todos os pormenores, van Eyck teve que aperfeiçoar a técnica pictórica Foi ele o inventor da pintura a óleo. Existe muita discussão em torno do significado exato e da veracidade dessa asserção, mas os detalhes importam comparativamente pouco. A descoberta dele foi algo como a da perspectiva, que constituiu um evento inteiramente novo.” (Gombrich, 2012: 240)
Essa descoberta foi, realmente, outro marco de extraordinária importância para o aperfeiçoamento proposto pelos artistas da época, e, quando aliada a perspectiva, a tão esperada renovação estaria pronta para alçar voo. Na época não existiam tintas prontas para serem compradas em bisnagas nas lojas de suplementos artísticos. Os pigmentos eram preparados manualmente para que pudessem ser utilizados, geralmente a mistura era feita a partir de minerais e vegetais triturados e posteriormente mixados com extrato de ovo, processo conhecido como têmpera.
Esse procedimento funcionava muito bem, mas essas combinações secavam muito rápido, impedindo a realização de degrades suaves entre as cores, já que os artistas tinham pouco tempo para definir as transições antes que essas tintas secassem. Com o novo método de processamento essa limitação foi superada: ao invés de misturar as matérias-primas com ovo, misturavam com óleo, obtendo tintas com mais autonomia em relação ao tempo de secagem. Essa técnica permitia muito mais precisão e controle na mudança de tonalidades, aplicando camadas parcialmente transparentes para obter diferentes efeitos de luz, sombra, profundidade e relevo, proporcionando aos artistas um novo limiar ao espelhar a natureza em seus quadros. Mais uma vez os recursos pictóricos foram ampliados a fim de aperfeiçoar as representações do mundo como queriam transmitir.
Podemos observar tais características na obra “Os esponsais dos Arnolfini” do próprio van Eyck, a qual nos transporta para a residência da família retratada. Os detalhes inseridos são tão impressionantes que chegam a confundir nosso cérebro até mesmo hoje em dia, quando estamos acostumados a observar fotos e assistir filmes. Podemos por algum instante acreditar que essa pintura na verdade trata-se de uma cena de algum filme de época,
ou que é uma fotografia com modelos vestidos a caráter. Mas não, a realidade é ainda mais espantosa, a imagem é uma pintura a óleo realizada sobre madeira, feita completamente através de tinta, pincel e nada mais que isso. Se hoje ainda ficamos pasmos ao olhar esse quadro podemos imaginar o efeito do mesmo quando foi exposto pela primeira vez.
Imagem 08 – Os esponsais dos Arnolfini (1434). Óleo sobre madeira, produzido por Jan van Eyck,
Essas descobertas geraram fascínio em muitos artistas e observadores da arte, essa ideia de que a pintura podia ser explorada mais uma vez fez com que praticamente todos os
pintores buscassem desenvolver novas técnicas e métodos de pintura, para enriquecer mais ainda seus quadros com detalhamento e anatomia corretamente composta. Essa ânsia de superação e inovação causou a definitiva ruptura em relação à arte como era produzida anteriormente, consequentemente gerando uma evolução muito grande e consideravelmente rápida, quando analisamos os fatos dentro da história da arte.
Tal evolução foi seguida de perto por uma nova organização da classe de artistas. Verdadeiras corporações de talentos foram construídas nas principais cidades produtoras de arte, as quais tinham dificílimos processos de admissão nos quais os interessados deveriam mostrar grande aptidão para a profissão, além de demostrar sua capacidade artística mostrando conhecimento prévio dos padrões de beleza e estética desenvolvidas na época. Portanto cada uma dessas cidades passou a abrigar diferentes “escolas de arte”, com características distintas e bem definidas, a ponto de ser possível distinguir a cidade na qual um quadro foi produzido, apenas por analisar seus atributos.
Vale destacar que não eram escolas como conhecemos atualmente. Na época os jovens que apresentavam inclinações artísticas eram direcionados por seus pais a serem aprendizes destas organizações, os principiantes passavam então a vivenciar o dia-a-dia dos mestres da cidade e a auxiliá-los das mais variadas maneiras, desde entregar suas correspondências até a preparem suas tintas. Conforme fossem apresentando boa evolução e aprendizado começavam a realizar funções mais importantes como pintar a paisagem de fundo ou serem responsáveis por personagens secundários ou pelo acabamento em roupas e móveis. Através disso, os mestres podiam avaliar se seus discípulos estavam capturando a maneira com a qual executavam cada parte do processo pictórico, e se estavam conseguindo simular o estilo exercido pela “escola”.
Assim, algumas regiões priorizavam o detalhamento de texturas e materiais, outras buscavam aplicar objetos e personagens nas mais diferentes posições, seguindo as regras da perspectiva; e algumas aventuravam-se em unificar ambas as técnicas em suas produções, arriscando explorar ao máximo essas características. Naturalmente as pessoas que apreciavam esse tipo de arte tendiam a apreciar mais esses artistas e suas obras, as quais procuravam entregar o melhor que havia em artifícios pictóricos.
Não tardou muito até que mais uma inovação surgisse durante esse período, a inclusão da luz como elemento de apoio à perspectiva, auxiliando a diferenciar planos e
transmitir a sensação de profundidade, além de ajudar a tornar tridimensionais os objetos em cena, fazendo com que as pinturas se tornassem ainda mais realistas. Para aqueles que pensavam que todos os problemas podiam ser resolvidos através de estudos de observação da natureza, e pela matemática precisa da perspectiva, esse novo recurso acabou com tal ideia. Reafirmando que para a arte cada problema solucionado abre novas possibilidades, permitindo mais explorações e com isso dificuldades originais, abrindo ainda mais o leque de caminhos a serem seguidos e consequentemente renovando esse ciclo de resoluções e problemáticas.
As novas técnicas de iluminação proporcionaram aos artistas mais liberdade para acentuar a beleza de suas figuras. Quando o propósito não era retratar alguma figura pública, mas transformar personagens fictícios e históricos em representações realistas, poderiam ampliar ao máximo seus traços para que tentassem alcançar a perfeição segundo os padrões de beleza vigentes na época. Sendo assim, puderam utilizar esse novo recurso para adicionar graciosidade e harmonia em suas composições, criando seres que parecessem ter caído diretamente dos céus, retomando o conceito de idealização, clássico da arte grega.
Correndo um pouco mais no tempo encontramos outra inovação, essa ainda mais drástica em relação ao poder de mudança na arte e não somente no mundo artístico, mas com influência na sociedade como um todo: a criação da imprensa.
“Em meados do século XV, uma invenção decisiva surgira na Alemanha, a qual teve um tremendo efeito no futuro desenvolvimento da arte, e não só da arte: a invenção da imprensa. (...) Quando Gutemberg realizou sua grande invenção de usar letras móveis reunidas num caixilho, em vez de blocos inteiros, estes tornaram-se obsoletos. Mas logo foram encontrados métodos para combinar um texto impresso com a ilustração xilogravada, e muito livros da segunda metade do século XV foram ilustrados com xilogravuras.” (Gombrich, 2012: 281-282)
É verdade que já existia um processo de reprodução artística, a chamada xilogravura, na qual era utilizado um bloco de madeira desbastado nos pontos onde não desejava-se que a tinta fosse aplicada; depois, preenchia-se os espaços positivos com tinta e pressionava-se contra uma folha como se fosse um carimbo. Mas realmente, quando Gutemberg apresentou seu novo método de reunir letras separadas, que podiam ser
rearranjadas e reutilizadas diversas vezes antes de serem completamente gastas, o antigo processo foi superado, porém não completamente descartado. Como visto na citação acima, rapidamente o antigo processo foi inserido junto com as letras nos caixilhos para adicionar ilustrações para as páginas impressas através de nova tecnologia.
Assim como as técnicas pictóricas a xilogravura também não seria considerada como o método único e perfeito para reprodução em escala de ilustração, e da mesma maneira que a pintura esse processo poderia ser desenvolvido e aperfeiçoado a fim de suportar mais detalhamento e solucionar possíveis restrições. A gravura em cobre foi criada para atender a essas propósitos, consistia em raspar um pedaço do metal com uma ferramenta pontiaguda mais resistente que o minério de suporte, depois aplicar tinta sobre a superfície raspada e após limpar o excesso, para que os pigmentos fiquem somente nas cavidades determinadas pelo ilustrador, feito isso essa peça deve ser pressionada com maior força contra um papel para que a tinta seja repassada, apesar de exigir grande treinamento para raspar o cobre com precisão depois que dominada essa artifício admite muito mais detalhamento e transições mais sutis, solucionando as ressalvas da tecnologia anterior. A era da reprodutibilidade técnica estava oficialmente iniciada e com ela mais dificuldades e questionamentos surgiram e por consequência exigiram mais pesquisas e estudos para que fossem solucionadas.
De certo essa inovação tecnológica que foi a imprensa permitiu a dissipação de conceitos e ideias por todo o continente europeu e além, influenciando muitas culturas e conquistando mais apreciadores para o estilo de arte que estava sendo produzido na Itália renascentista. Consequentemente incitou em muitos artistas o desejo de seguir essa mentalidade e desenvolver obras com os mesmos objetivos e motivações.
O início do século XVI trouxe consigo a inauguração de uma das épocas mais famosas da história da arte e com certeza um dos períodos mais importantes, de extrema criatividade, inovação e precisão técnica, o chamado pelos italianos de il Cinquecento, era de grandes nomes como Rafael, Miguel Ângelo e Leonardo da Vinci.
Desde a fama de Giotto, os artistas começaram a conquistar mais espaço na sociedade e também mais respeito e admiração dentro de suas cidades. Estas se orgulhavam de ter grandes mestres projetando edifícios e obras que trariam fama e prosperidade para suas comunas. Depois de dominarem as técnicas da perspectiva e anatomia ganharam ainda mais reverência, porém, ainda tinham que lidar com pessoas que não os consideravam homens de
grande status. De acordo com Gombrich (2012: 287) devemos relembrar que a sociedade da época julgava quem ganhava a vida através de atividades manuais e não cerebrais, podiam aceitar poetas como pessoas bem instruídas, mas artistas que se sujavam de tinta e poeira para realizar suas funções ainda não eram bem vistos na alta sociedade, apesar de todas as conquistas e reconhecimentos que já haviam apropriado.
Resolveram combater isso da melhor maneira possível, trabalhando arduamente para realizar projetos cada vez mais impressionantes e complexos, fazendo deles homens de habilidades extremamente valiosas, conquistando seu posicionamento justo dentro da sociedade renascentista. Após certo tempo começaram a receber tantas propostas de trabalho que podiam escolher os projetos que consideravam interessantes para desenvolver, agora eram os artistas que prestavam o favor de executar obras para príncipes ou famílias renomadas, não