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Race in PRC narratives

In document The Long Umbilical Cord (sider 33-38)

5.2.3 “Diaspora engagement” and “political influence”

6. Race in PRC narratives

Segundo Trujillo (1974, p. 144), “variável é um valor que pode ser dado por uma quantidade, qualidade, característica, magnitude, traço etc., variando em cada caso individual”. Em função disso, a definição das variáveis a serem utilizadas é de particular importância em um trabalho de pesquisa, buscando apresentar da maneira mais precisa possível, o objeto a ser estudado. Para tanto, realiza-se a definição conceitual e operacional das variáveis. Este processo é definido por Tull e Hawkings (1976, p. 214) da seguinte forma:

A ‘definição conceitual’ define um conceito em termos de outros conceitos. Ela especifica a ideia central ou essência do conceito. Muito frequentemente é o equivalente a uma definição encontrada num dicionário. [Por sua vez], uma ‘definição operacional’ descreve as atividades que o pesquisador deve completar para associar um valor a um conceito em estudo em um determinado caso. Conceitos são abstrações; tanto que não são observáveis. As definições operacionais traduzem o conceito em um ou mais eventos observáveis.

Segundo Kerlinger (2003, p. 48-49), a definição operacional atribui significado a uma variável ou constructo, especificando as atividades ou “operações” necessárias para medi-lo ou manipulá-lo. Marconi e Lakatos (2003, p. 175-176), com base em Kerlinger (1980, p. 48), representa o universo da ciência constituído de três níveis: no primeiro ocorrem as observações dos fatos, fenômenos, comportamentos e atividades reais; no segundo, encontram-se os conceitos ou constructos em forma

145 de hipóteses; finalmente, no terceiro surgem teorias, hipóteses válidas e sustentáveis, compostas de constructos e termos teóricos. O trabalho do pesquisador é a passagem do segundo para o primeiro nível, o que ocorre mediante a definição operacional, com a delimitação das variáveis, conforme ilustrado na figura 2:

Fig. 2- Definição operacional das variáveis. (Adaptado de MARCONI e LAKATOS, 2003, p. 176)

Portanto, é a definição operacional, por intermédio das variáveis, que torna possível passar do nível constructo-hipótese (II) para o nível de observação (I), fazendo o pesquisador se locomover entre os dois níveis, ou seja, a definição operacional liga os dados observáveis com as variáveis, conforme demonstrado na figura 3.

Fig. 3 - Constructos definidos operacionalmente(Adaptado de MARCONI e LAKATOS (2003, p. 174)

5.1 Variável Independente

- Oferta de produtos de informação disponível na Web.

5.2 Variáveis Dependentes

a) Tipologia dos produtos de informação jurídica

A.1 Produto de informação

A.1.1 Produto disponibilizado na Web - Biblioteca Digital Jurídica - BDJur; Conceito: envolve a determinação dos tipos de produtos que a unidade de informação deve possuir e oferecer para proporcionar acesso à informação através

[II] Constructos Hipóteses Definição Operacional, Variáveis [I] Observações

146 da Web. Segundo Miranda, (2003) é a capacidade da unidade de informação oferecer produtos por meio do site, permitindo acesso à informação registrada em meio eletrônico e de forma impressa, dependendo da disponibilidade documentária, baseada em registros organizados, fisicamente disponíveis em alguma parte da rede. Físico no sentido de sua materialidade, tanto se referindo à existência de um livro ou periódico na estante, ou de um conjunto de dados depositados numa base de dados institucional. Só está acessível o que existir no ciberespaço e que, necessariamente, possui base física geograficamente determinada. (MIRANDA, 2003).

Operacionalização: foi considerado o produto de informação na Web que fornece maior suporte ao acesso à informação jurídica.

b) Tipo de usuário do produto de informação jurídica

B.1 Assessor de Ministro

Conceito: Conforme classificação de Alonso (1998) é o operador do direito e advogado integrante da comunidade jurídica, que no STJ exerce função relacionada à atividade judicante nos gabinetes de ministro do Tribunal.

Operacionalização: Descrição do perfil do assessor de ministro mais antigo do Gabinete exercendo a função comissionada CJ-3, Assessor de Gabinete, identificando aqueles que possuem conhecimento do produto e serviço de informação a ser avaliado; tenham envolvimento em alguma situação que requeira a busca e uso de informação; e, que esse ciclo tenha sido realizado, pelo menos uma vez, recentemente. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 37)

c) Avaliação de produto de informação jurídica

Conceito - Capacidade da unidade de informação de analisar produtos de informação na Web, para verificar se a oferta de produtos de informação está de acordo com as necessidades de informação dos usuários. Segundo Rocha e Souza (2011, p. 16) as características do processo de avaliação remetem ao estudo quantitativo, em que se busca observar o conhecimento do grau de satisfação dos usuários; ao estudo qualitativo sobre o comportamento de busca e uso da informação pelo usuário e o atendimento de suas reais necessidades; e ao grau de interação homem-máquina a partir da disponibilização dos produtos em ambiente Web.

Operacionalização: avaliação qualitativa e quantitativa com a Metodologia do IBICT para Avaliação de Produtos de Informação.

C.1 Avaliação qualitativa de produtos de informação

Conceito: Foi considerado um conjunto formado de três aspectos denominados trinômio operacional do sense-making como sendo fundamentais para a avaliação dos produtos de informação. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 20). Segundo estas autoras toda necessidade de informação gera uma situação, que por sua vez produz uma lacuna – cuja supressão é constituída pelos elementos, busca da informação necessária e as respectivas fontes de informação. Enquanto o terceiro aspecto característico é o uso, que consiste na supressão da lacuna e utilização ou aplicação da informação obtida. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 20).

147 Operacionalização: A avaliação qualitativa é realizada por meio de entrevista onde o usuário descreve em profundidade no tempo e espaço as características da real necessidade de informação, narrando o momento mais recente de necessidade de informação, os caminhos percorridos na obtenção da informação, incluindo os piores e melhores momentos na busca, a eficácia da fonte utilizada e o consequente uso da informação obtida no processo da construção do conhecimento. Serão seguidos os roteiros para realização da entrevista com aplicação do método Micro moment time line interview e abordagem Sense-Making, para questionamentos sobre a situação, lacuna e uso.

Posteriormente, será aplicado o roteiro de entrevista com a marcação dos incidentes críticos (positivos e negativos) pelos usuários, conforme Metodologia do IBICT, considerando alterações necessárias para a realidade peculiar do STJ. A padronização das situações individuais e diferenciadas de busca a informação pelo usuário, ou micromomentos, é feita pela aplicação do método de Incidentes críticos de Flanagan (1973, p. 99) que na Metodologia do IBICT visa à obtenção de padrões positivos e negativos de cada componente do trinômio composto de situação, lacuna e uso. Isto permite em relação ao produto avaliado, elaborar um instrumento consolidado incluindo os incidentes críticos do total de entrevistas realizadas com os usuários. Este procedimento permite obter o padrão de comportamento dos usuários na busca e uso do produto de informação. (ROCHA SOUZA, 2011, p. 22-23, 48). C.1.1- Situação

Conceito: É o fato gerador da necessidade de informação. Conforme Rocha e Souza (2011, p. 20) não existe necessidade de informação sem motivo aparente, ou seja, a informação é decorrente da ação do homem, a partir de determinado comportamento, permeado por eventos que caracterizam causalidade, situacionalidade e temporalidade.

Operacionalização: Verificar a causa da necessidade de informação em relação à situação geradora desta necessidade, numa determinada fração de tempo.

C.1.2 - Lacuna ou necessidade de informação

Conceito: Segundo Rocha e Souza (2011, p. 20) refere-se a um déficit, conflito ou desordem enfrentado por um agente que gera necessidade de informação. Tais questões e necessidades de informação estão sempre relacionadas ao contexto de práticas e atividades dos agentes, sendo que as relações entre situação e lacuna são reconstruídas nas narrativas dos entrevistados. Na descrição da lacuna, as perguntas devem ser dirigidas também para responder às questões quem, o quê, quando, onde, por que ou como o usuário está buscando a informação ou o acesso ao documento. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 20)

Operacionalização: Verificar a experiência vivenciada pelo usuário em relação ao modo de busca por uma informação especializada, para a fundamentação de uma atividade judicante específica, num deterninado momento.

C.1.3 Uso

Conceito – Refere-se à utilidade das informações no processo de supressão da lacuna, os impactos decorrentes, as consequências observadas e os reflexos deste evento em situações diversas. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 20)

Operacionalização – identificar processos cognitivos ou mapa mental dos usuários no comportamento de busca e uso da informação e, na atribuição de sentido da informação encontrada, para o seu trabalho.

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C.2 Avaliação quantitativa de produto de informação

Conceito - Análise da mensuração da extensão do acesso, do uso e do grau de satisfação de produtos de informação. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 15)

Operacionalização – Definição da amostra para levantamentos e dados e realização do levantamento de dados quantitativos sobre os usuários. Nos formulários eletrônicos de avaliação do produto e serviço, disponíveis para os usuários, constam questões sobre o perfil demográfico e profissional destes. O conteúdo do formulário de avaliação inclui peculiaridades e diferenças próprias do produto e do serviço de informação jurídica avaliados, referentes a como é disponibilizado na Web e os fatores que interfiriram positivamente ou não nos resultados obtidos na busca de informação e uma questão aberta para que os usuários proponham recomendações para melhoria do produto (ver Anexo 4).

- Levantamento de dados quantitativos – (ver Anexo 1) - perfil demográfico do usuário;

- perfil profissional do usuário;

- habilidades e facilidades para acessar informação jurídica na Web;

- respostas que o resultado do uso do produto proporciona ao usuário, quanto ao operacional, qualidade do conteúdo e tempo de resposta.

- Definição da amostra para levantamento de dados – identificação do assessor de ministro mais antigo dos 30 gabinetes do tribunal. O formulário eletrônico para levantamento de dados quantitativos sobre o produto enviado por e-mail possibilitou a participação equânima dos assessores de ministro.

- Uso de software Zoomerang, utilizado na Metodologia do IBICT, apropriado para implantação de formulário eletrônico para coleta de dados em página Web ou por e- mail, geração de tabelas estatísticas, quantificação dos dados e representação em gráficos e tabelas.

- Análise das recomendações dos usuários na questão aberta do formulário eletrônico e categorização conforme o conteúdo. (ver Anexo 5)

C.3 Avaliação da usabilidade de produtos de informação

Conceito - Identificação do grau de interatividade entre homem-computador nos produtos avaliados (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 15). Método de engenharia de usabilidade utilizado na detecção de problemas de usabilidade no design de interface de usuário. (NIELSEN apud ROCHA e SOUZA, 2011, p. 26). Avalia a gravidade do problema em relação à frequência, impacto (grau de dificuldade do usuário em contornar o problema) e persistência (sem possibilidade de ser contornado). Segundo Rocha e Souza (2011, p. 26) os usuários dos produtos de informação podem fazer esta avaliação, com base em dez heurísiticas de interação entre usuário e interface do produto e serviço de informação. (ver Anexo 7)

Operacionalização - Aplicação do método de análises heurísticas em testes de usabilidade de Jakob Nielsen (1992, c2005a, c2005b, 2001). Na Metodologia do IBICT a Heurística 5 (Prevenção de erros) e a Heurística 9 (Ajuda ao usuário no reconhecimento, diagnóstico e correção de erros) foram reunidas em uma única heurísitca por tratarem de erros, resultando em nove heurísticas a serem analisadas, com o envio para o usuário de um checklist estruturado nas dez heurísticas de Nielsen:

149 - H1 - Clareza e visibilidade do status do sistema ou site - O sistema deve informar o que ele oferece, quais as suas características temporais, especiais e temáticas, para não criar falsas expectativas.

- H2 - Linguagem - A linguagem do sistema deve ser clara, objetiva, utilizando conceitos, palavras e frases familiares para o usuário, não utilizando jargões de sistema.

- H3 - Autonomia e controle do usuário - o sistema deve permitir que o usuário tenha autonomia para iniciar, interromper, continuar, desfazer, corrigir as ações por ele comandadas.

- H4 - Padronização e consistência - Os elementos de interface de um sistema ou portal devem seguir o mesmo padrão de localização, formato e estética em suas diversas páginas.

- H5 - Prevenção de erros - O sistema deve ser desenvolvido para evitar ou reduzir o número de erros no uso de uma interface. Quando ocorrerem, o sistema deve emitir mensagens de erros claras informando onde ocorre o problema orientando o usuário como reparar o erro.

- H6 - Reconhecimento em lugar de lembrança - o sistema deve minimizar a sobrecarga de memória do usuário, desenvolvendo a interface Web com relações de uma tela para outra facilmente reconhecíveis.

- H7 - Flexibilidade e eficiência - O sistema deve ser desenvolvido de forma a atender os diversos níveis de experiência dos usuários.

- H8 - Estética e minimalismo - Os elementos apresentados devem ser realmente necessários para atender a finalidade da interface, utilizando-se cores apenas para categorizar, diferenciar e destacar, e não para dar informação, especialmente a informação quantitativa, observando-se o uso máximo de 5 a 7 cores diferentes, com o objetivo de melhorar a acuidade visual do usuário.

- H9 - Ajuda e documentação - A operacionalização do sistema deve ser autoexplicativa, sem necessidade do auxílio de documentação ou do sistema de ajuda, utilizando os recursos de interface gráfica, como balões de ajuda, para explicar como realizar uma operação.

d) Tipologia de avaliação do produto de informação realizada pela Biblioteca do STJ

Conceito – Trata da avaliação da BDJur, realizada anteriormente pela Biblioteca do STJ.

Operacionalização – Averiguação de metodologias, abordagens e técnicas utilizadas pela Biblioteca do STJ para avaliação da BDJur.

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