6.2.2 “Banana” ( ⾹蕉⼈)
7. Race in Chinese-Australian diaspora media
7.1 PRC-affiliated agents and media in Australia .1 Chinese embassy
O questionário como instrumento de coleta de dados, enviado aos assessores de ministro mais antigos do total de 30 gabinetes existentes no Tribunal, foi composto por 28 perguntas, com opções alternativas, incluindo quando necessária, a opção aberta de resposta, oportunizando a manifestação de opiniões, críticas e sugestões dos assessores de ministro. (Anexo 9). A estrutura das perguntas do questionário foi conduzida pelo modelo do questionário da Metodologia do IBICT, visando seguir os passos da Metodologia no processo de avaliação de um produto de informação, direcionada, entretanto, à realidade da Biblioteca do STJ.
No pré-teste do questionário aplicado aos assessores de ministro foram consultados os bibliotecários da Seção de Biblioteca Digital, BDJur, da Seção de Doutrina da BDJur e, duas bibliotecárias e a chefe da Seção de Pesquisa, devido à experiência que detém sobre os usuários da biblioteca, além de uma assessora de ministro que não participou da pesquisa, os quais examinaram o ajustamento necessário entre as questões formuladas e o problema estudado. O pré-teste do questionário possibilitou analisar a coerência e o conteúdo dos enunciados com a realidade do trabalho do assessor no gabinete de ministro, além da funcionalidade
161 como instrumento de coleta de dados; e, observar possíveis falhas na formulação das questões - perguntas ambíguas, duplicadas, precisão da terminologia usada - bem como verificar a congruência do instrumento em relação aos problemas e objetivos estabelecidos nesta pesquisa. O questionário foi estruturado conforme o modelo da Metodologia do IBICT no levantamento de dados e realização da primeira etapa com a abordagem quantitativa da avaliação, cujo objetivo é a mensuração da extensão do acesso, do uso e do grau de satisfação do usuário com o produto de informação:
a) identificação do perfil do usuário - as questões de n. 1 a 11 objetivaram a obtenção de dados para descrição do perfil do usuário da seguinte forma:
a.1) perfil demográfico do usuário - questões n. 1 a 5
- questões 1 e 2 - visaram apurar, respectivamente, a faixa etária e sexo;
- questão 3 - visou identificar o nível de graduação e pós-graduação na formação profissional;
- questão 4 - indicou o ano de conclusão do último nível de formação profissional; - questão 5 - identificou a(s) área(s) do conhecimento de formação profissional
indagando sobre a formação em outra área do conhecimento além do Direito. a.2) perfil profissional do usuário no gabinete de ministro - questões n. 6 a 9
- questão 6 - indagou sobre o tempo de exercício na função comissionada de assessor de ministro;
- questão 7 - identificou o tipo de vínculo empregatício do assessor no STJ, entre servidor público do quadro funcional do tribunal, cedido de outro órgão público, sem vínculo com a Administração Pública, acrescido de uma opção aberta de resposta para outra categoria de vínculo;
- questão 8 - visou identificar o gabinete de lotação funcional do assessor;
- questão 9 - teve por fim evidenciar o campo de atuação profissional do assessor em relação às áreas do Direito de competência de julgamento de cada Seção e Turma do STJ.
b) habilidade e experiência para acessar a informação jurídica na Web - questões n. 10 a 13
- questão 10 - possibilitou a auto-avaliação do usuário sobre o grau de experiência para realizar buscas em bases de dados de informação jurídica na internet;
- questão 11 - indagou sobre as bases de dados de informação jurídica na internet/intranet que o usuário utiliza para realização do trabalho como assessor de ministro;
- questão 12 - teve por finalidade evidenciar o conhecimento e uso da BDJur pelos assessores de ministro como produto de informação jurídica do STJ;
- questão 13 - buscou identificar os meios de divulgação e a forma que o usuário tomou conhecimento da BDJur como produto de informação jurídica;
c) uso proporcionado pelo produto ao usuário, quanto ao conteúdo, operacional e tempo de resposta - objetivou à obtenção de dados para descrição da BDJur como produto de informação jurídica - questões n. 14 a 25
c.1 Quanto ao conteúdo da informação jurídica: (questões n. 14,15,16, 18, 23, 24) - questão 14 - indagou sobre a tipologia de informação jurídica disponível na BDJur - entre atos normativos do STJ, doutrina, legislação, jurisprudência comentada publicada em livro e parecer - visando constatar o grau de frequência de busca para a realização do trabalho do assessor;
162 - questão 15 - teve por finalidade evidenciar o grau de importância atribuído pelo ususário a cada tipo de informação jurídica - doutrina, legislação, ato normativo e jurisprudência - disponível na BDJur, para o desempenho da sua atividade profissional;
- questão 16 - as alternativas de resposta visaram a constatação do uso, ou não, da informação jurídica disponível na BDJur, relacionado ao objetivo e ao grau de frequência deste uso, pelo assessor de ministro em várias etapas do trabalho na atividade judicante do tribunal, incluindo a análise e fundamentação da matéria do processo judicial; citação na redação do relatório ou de outra parte do processo judicial; sanar dúvida sobre questão específica do Direito; atualização sobre legislação específica; incluindo opção de resposta aberta para outra finalidade e frequência de uso.
- questão 18 - avaliou o conceito e grau de importância atribuído pelo assessor à BDJur em relação à necessidade de busca e uso da informação jurídica na execução do seu trabalho como parte da atividade judicante;
- questão 23 - teve como objetivo apurar o grau de satisfação em relação ao conteúdo disponibilizado nas páginas da BDJur;
- questão 24 - investigou se o teor dos textos explicativos nas páginas da BDJur direcionam a pesquisa no acesso à informação jurídica demandada pelo assessor; c.2 Quanto aos aspectos operacionais de utilização da BDJur pelo usuário - (17, 19, 20, 21,22)
- questão 17 - visou indicar com que periodicidade o assessor realiza buscas na BDJur;
- questão 19 - averigua a média de tentativas realizadas pelo assessor para localizar a informação jurídica no processo de busca na BDJur;
- questão 20 - examina a escala do grau de dificuldade necessário para a realização de buscas à informação jurídica pelo assessor e se a dificuldade está relacionada, ou não, ao número de tentativas de encontrar a informação demandada;
- questão 21 - foi questionado se o assessor buscou alguma informação jurídica na BDJur que não encontrou;
- questão 22 - visou descobrir as dificuldades encontradas no acesso à informação jurídica na BDJur, pelo assessor, com a opção de resposta individual aberta; c.3 Quanto ao tempo de resposta ao acesso à informação jurídica (questão 25) - questão 25 - investiga como o assessor considera o tempo de retorno da BDJur à pesquisa realizada.
O questionário eletrônico foi enviado duas vezes para o e-mail institucional dos assessores de ministros, havendo necessidade, em alguns casos, de um terceiro reenvio. O índice de resposta foi positivo, contudo, devido à proximidade do período de recesso forense, para que houvesse número efetivo de resposta, além do texto explicativo sobre a pesquisa enviado junto ao questionário, foram feitos contatos telefônicos com os assessores, solicitando a resposta do questionário.
Na segunda etapa da aplicação da Metodologia do IBICT, a coleta de dados para a abordagem qualitativa da avaliação da BDJur como produto de informação, buscou verificar, em relação ao usuário, aspectos de valor, cognição, movimentos e percursos de busca e uso da informação. Para tanto, considerou-se a acepção do termo “uso da informação” como acesso e apropriação de conteúdos informacionais de valor cognitivo ou prático, conforme a Metodologia do IBICT. Foi realizada com a aplicação de entrevista estruturada com assessores pertencentes a cada uma das três Seções de Julgamento do STJ. Estes assessores foram selecionados entre
163 aqueles que participaram da primeira etapa de coleta de dados com o questionário eletrônico de avaliação de dados quantitativos aplicado a todos os gabinetes de ministro e responderam informando que realizam busca frequentemente na BDJur, em período “semanal” ou “mensal”, além de ter atribuído os indicadores “muito alto” ou “alto” à BDJur em função da necessidade de busca de informação jurídica, para realização do trabalho de assessor.
Cabe acrescentar que, durante a realização da seleção dos assessores a serem entrevistados entre os respondentes do questionário eletrônico, seis assessores foram excluídos da seleção em função da desativação de quatro gabinetes devido à aposentadoria dos ministros, sendo então substituídos por novos ministros em novos gabinetes; ademais, dois gabinetes foram desativados porque um ministro foi eleito, passando a exercer o cargo de Presidente do STJ, e uma ministra foi eleita a Vice-Presidente do STJ, ambos em novos gabinetes com quadro funcional e funções diferentes do gabinete anterior. Também foram excluídos da entrevista dois assessores: um respondeu no questionário eletrônico que pouco utiliza e outro, que não utiliza a BDJur, totalizando, ao final o número de 14 gabinetes. Na etapa de escolha dos assessores para participar da entrevista, ocorreu dificuldade devido ao fato de alguns relatarem não recordar um caso específico de pesquisa na BDJUr, para fazer a descrição da vivência. Além disso, não foi possível contatar assessores que se encontravam em período de férias ou de licença médica; alguns estavam à disposição do ministro para a execução de suas atividades ou, nas sessões, não dispondo de horário disponível; e, outros não manifestaram interesse em participar da entrevista.
De acordo com parâmetros estabelecidos pela Metodologia do IBICT, a entrevista deve contemplar pessoas com notório saber ou formadores de opinião no seu segmento profissional, considerando-se como um dos critérios constante do rol recomendado por Rocha e Souza (2011, p. 37) o perfil de usuário: “servidores públicos que desenvolvam atividades que requerem a busca de informação para execução das suas atividades”, o qual corresponde ao perfil do assessor de ministro do tribunal. Acrescenta-se, ainda, o fator estabelecido na Metodologia do IBICT quanto ao perfil do usuário que “requer conhecimento do produto ou serviço a ser avaliado, estar envolvido em alguma situação que requeira a busca e uso da informação e que este ciclo tenha sido realizado, pelo menos uma vez, recentemente (no semestre ou no máximo, no ano corrente)”. (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 37). Estes requisitos da Metodologia do IBICT estão presentes na realidade de trabalho do assessor de ministro, sendo determinantes no processo que desencadeia o trinômio operacional do Sense-making, incluindo a situação, lacuna e uso da informação jurídica, uma vez que é imprescindível para o desempenho das atividades deste usuário, o envolvimento no processo de busca e uso da informação.
Na entrevista, procurou-se identificar, conforme a metáfora do Sense-making de Brenda Dervin, as manifestações dos assessores relacionadas ao micro momento do fato gerador que desencadeou a busca, segundo procedimento da Metodologia do IBICT de “mobilizar o entrevistado para que ele traga à tona sensações, sentimentos, emoções, frustações, incertezas, angústias e sucessos experimentados” (ROCHA e SOUZA, 2011, p. 38). Esta análise qualitativa levou em conta a percepção cognitiva e sensitiva do usuário que interferem no processo de busca de informação, abrangendo fatores comportamentais tais como as reações diante da necessidade de resolver problemas, a consciência de risco e recompensa em situações de dúvida ou incerteza, a preocupação com erros, ou a confiança de
164 possuir ou não, a informação na qualidade e quantidade necessárias para suprimento da necessidade gerada no ambiente de trabalho e, a atribuição de sentido ou de valor à informação encontrada.
Assim, após contato por telefone esclarecendo sobre o objetivo da entrevista e marcando a data de realização de cada uma, foi solicitado ao final desta a esses assessores que relatassem a vivência de uma busca de informação na BDJur, incluindo o momento particular de uma situação real de necessidade de informação jurídica, o processo de busca na BDJur como fonte de pesquisa e informação e, o uso da informação para realização do trabalho de assessor. O roteiro da entrevista fundamentou-se no modelo proposto na Metodologia do IBICT, com base no trinômio operacional (situação, lacuna e uso) da abordagem Sense-Making, de Brenda Dervin e, no Micro moment time line interview considerando-se, na condução da entrevista, a realidade organizacional do Tribunal, para alcançar a visão contextualizada das práticas informacionais dos assessores (Anexo 10). Para a análise dos resultados da entrevistas, utilizou-se a Técnica dos incidentes críticos de John C. Flanagan, identificando-se padrões positivos e negativos dos momentos situação, lacuna e uso (Anexo 11).
Na terceira etapa da aplicação da Metodologia do IBICT foi realizada a análise da usabilidade da BDJur como produto de informação jurídica disponível na Web, verificando-se ograu de interação homem-máquina, por meio de análises com nove heurísticas de Jacob Nielsen (1992, c2005a, c2005b, 2001) apud Rocha e Souza (2011, p. 25) compreendidas na questão n. 26 do questionário eletrônico enviado aos gabinetes de ministros. A pergunta do questionário incluiu aspectos das heurísticas ou princípios de usabilidade, possibiliando ao assessor expressar circunstâncias de interface de busca e navegação na BDJur. De acordo com Nielsen (2005a, 2005b) apud Rocha e Souza (2011, p. 26) “os próprios usuários” podem realizar esta análise, refletindo a participação destes conforme assinalado por Rocha e Souza (2011, p. 27): “nos três procedimentos o ator principal é o usuário”. Seguiu- se nos moldes da Metodologia do IBICT, o agrupamento de duas heurísticas que tratavam do mesmo tema, em uma só: controle de erros pelo usuário e previsão de erros, resultando no número de nove heurísticas, do total de dez.
Na parte final do questionário, a questão n. 27, tratou do processo de avaliação da BDJur levantado no pressuposto desta pesquisa: “a utilização de técnicas e metodologias adequadas para avaliar produtos de informação é fundamental para dar visibilidade à biblioteca”. Partindo-se do pensamento de que a aplicação de metodologias de avaliação de produtos de informação, com foco no usuário e não no produto, com abordagens que permitem estudos complexos e inovadores pode contribuir na forma como a Biblioteca do STJ é vista pelo assessor de ministro, indagou-se com esta questão sobre a interação do usuário com a BDJur para avaliação da interface, funcionalidade e conteúdo apresentado; além da importância da realização de avaliações periódicas da BDJur e, ainda, sobre a contribuição de um formulário eletrônico permanente de avaliação disponível na BDJur. Nesta pergunta foi incluída a opção de resposta aberta para possibilitar ao assessor expressar outro aspecto observado.
A questão n. 28, encerrou o questionário solicitando as recomendações dos assessores de ministro em relação à BDJur.
De acordo com os objetivos desta pesquisa com a aplicação da Metodologia do IBICT para Avaliação de Produtos de Informação, na coleta de dados foi exposto
165 ao assessor de ministro a importância do processo de avaliação da BDJur na realização da missão da Biblioteca do STJ, para que haja a necessária adequação dos produtos de informação jurídica fornecidos, às mudanças constantes no cenário da Web.
As abordagens da aplicação da Metodologia do IBICT na BDJur e, as funções e resultados proporcionados por cada uma, estão apresentados no Quadro 11: QUADRO 11 - As abordagens da aplicação da Metodologia do IBICT x Resultados proporcionados
ABORDAGEM/TÉCNICA/MÉTODO ANÁLISE
Avaliação qualitativa com base na abordagem
sense-making, de Brenda Dervin, com entrevistas estruturadas. análise dos resultados com aplicação da técnica dos incidentes críticos de John C. Flanagan.
Obter visão contextualizada das práticas informacionais dos usuários e as condições de uso do produto.
Avaliação quantitativa com uso de formulários eletrônicos disponibilizados aos usuários.
Conhecer o grau de satisfação dos usuários e a extensão do acesso e uso do produto Aplicação das heurísticas de Jakob Nielsen para
avaliação da usabilidade do produto na Web.
Avaliação da usabilidade do produto. interação homem-máquina.