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Para testar a confiabilidade do questionário, utilizou-se o teste alfa de Cronbach que, segundo Pestana e Gageiro (2003, p.542-543), verifica a “consistência interna de um grupo de variáveis (itens), podendo defirnir-se como a correlação que se espera obter entre a escala usada e outras escalas hipotéticas do mesmo universo, com igual número de itens, que meçam a mesma característica”.

De acordo com os autores, o nível de consistência pode ser considerado da seguinte forma: a) Muito boa (alpha superior a 0,9); b) Boa (alpha entre 0,8 e 0,9); c) Razoável (alpha entre 0,7 e 0,8); d) Fraca (alpha entre 0,6 e 0,7) e e) Inadmissível (alpha menor que 0,6).

No teste de Cronbach obteve-se α= 0,149 o que pode ser classificado, segundo os autores, como inadmissível. Isso pode ter ocorrido em razão da ausência de um padrão de respostas dos coordenadores. No entanto, como o questionário não objetivava medir uma característica específica, sua confiabilidade não deverá ser medida por este alfa. Passa-se, então, à análise descritiva e qualitativa das respostas dos coordenadores às afirmativas feitas na escala Likert.

A primeira afirmativa buscou a informação se a implantação do processo contou com o auxílio de alguém que já havia vivenciado o Método. As respostas foram as seguintes:

Tabela 1 − Frequência Implantação com Auxilio

Sigla Resp Frequência Legenda

NCF 0 1 Não Concordo Fortemente

NC 1 0 Não Concordo

I 2 3 Indiferente

C 3 1 Concordo

CF 4 1 Concordo Fortemente Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Gráfico 3 − Processo de Implantação com Auxilio de Outras Pessoas Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Ao calcular-se a média e o desvio padrão obteve-se 2,166 e 1,329 respectivamente, indicando que a resposta escolhida foi “Indiferente”. Pode-se concluir que alguns contaram com o auxílio de pessoas experientes.

Na Dificuldade na Preparação de Casos, buscou-se com esta afirmativa verificar se a escassez de material (banco de casos) gerou dificuldades e as respostas foram as seguintes:

Tabela 2 − Frequência Dificuldade na Preparação de Casos.

Sigla

Resp

Frequência

Legenda

NCF

0

0

Não Concordo Fortemente

NC

1

1

Não Concordo

I

2

2

Indiferente

C

3

1

Concordo

CF

4

2

Concordo Fortemente

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados. 0 1 2 3 4 NCF NC I C CF

Gráfico 4 − Dificuldade na Preparação de Casos Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Em relação à dificuldade na elaboração de casos e em razão da escassez de material disponível verifica-se que há concordância dos respondentes. Para confirmação apurou-se a média e o desvio padrão e os resultados foram 2,66 e 1,21 respectivamente.

Com relação à Receptividade dos Alunos, é possível afirmar que os alunos receberam bem a nova metodologia empregada no ensino. Os resultados obtidos foram os seguintes:

Tabela 3 − Frequência Receptividade dos Alunos.

Sigla Resp Frequência Legenda

NCF 0 0 Não Concordo Fortemente

NC 1 0 Não Concordo

I 2 1 Indiferente

C 3 3 Concordo

CF 4 2 Concordo Fortemente

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados. 0 1 2 3 4 NCF NC I C CF

Gráfico 5 − Receptividade dos Alunos

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Nota-se que os alunos receberam bem o método, pois, na apuração da média das respostas obteve-se o valor de 3,166 e o desvio padrão é de 0,752. Nessa caso há concordância com a afirmação feita. Verifica-se, também, que em relação a este item não houve nenhuma resposta de discordância.

Com relação à Receptividade dos Professores, afirmou-se, também, que os professores receberam bem a nova metodologia empregada no ensino. Os resultados mostram-se diferentes do dos alunos:

Tabela 4 − Frequência Receptividade dos Professores.

Sigla Resp Frequência Legenda

NCF 0 1 Não Concordo Fortemente

NC 1 1 Não Concordo

I 2 3 Indiferente

C 3 1 Concordo

CF 4 0 Concordo Fortemente

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados. 0 1 2 3 4 NCF NC I C CF

Gráfico 6 − Receptividade dos Professores Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

De acordo com o cálculo da média e do desvio padrão, que foram respectivamente 1,666 e 1,032, nota-se que, estatísticamente, as respostas indicam indiferente. No entanto, percebe-se, visualmente no gráfico, que há a presença de discordância, o que indica que há uma tendência maior para discordar do que para concordar com a afirmação proposta. O fato dos professores aparentemente não receberem bem a utilização do Método de Casos pode estar ligado a alguns fatores já mencionados ao longo do referencial teórico do presente trabalho, como: mudança de postura, mais trabalho, cuidado na preparação das aulas, etc.

No Desenvolvimento de Habilidades, procurou-se saber sobre o desenvolvimento dessas habilidades pelos alunos e a afirmação foi feita com base na proposta de resultados do método de ensino. A afirmativa foi: “A utilização do método proporcionou ao aluno um melhor desenvolvimento, estimulando-o a um papel mais ativo na aprendizagem, fazendo com que desenvolvesse o raciocínio crítico e a capacidade de julgamento”. Os resultados obtidos foram os seguintes:

Tabela 5 − Frequência Desenvolvimento de Habilidades. Sigla Resp Frequência Legenda

NCF 0 0 Não Concordo Fortemente

NC 1 0 Não Concordo

I 2 1 Indiferente

C 3 3 Concordo

CF 4 2 Concordo Fortemente

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados. 0 1 2 3 4 NCF NC I C CF

Gráfico 7 − Desenvolvimento de Habilidades Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Verifica-se que há concordância com a afirmativa feita aos coordenadores. De acordo com eles os alunos desenvolveram habilidades de raciocínio crítico e a capacidade de julgamento, além da mudança de postura, passando a ser o sujeito ativo do ensino, como é a proposta do método em estudo. A média foi 3,166 e o desvio padrão calculado foi de 0,7527, isso indica que o intervalo de resposta está entre 2,41 e 3,92 ou seja indicando concordância.

Com relação ao Debate e Reflexões, que é outra proposta do Método de Casos, afirmou-se: “A aplicação do método proporcionou o debate em grupo e estimulou o pensamento reflexivo dos alunos”. Apresentam-se as respostas, como segue:

Tabela 6 − Frequência Debate e Reflexões. Sigla Resp Frequência Legenda

NCF 0 0 Não Concordo Fortemente

NC 1 0 Não Concordo

I 2 1 Indiferente

C 3 2 Concordo

CF 4 3 Concordo Fortemente

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados. 0 1 2 3 4 NCF NC I C CF

Gráfico 8 − Dados e Reflexões

Fonte: Elaborado pelo Autor com base nos Dados Coletados.

Nessa afirmativa verifica-se que também há concordância e que, se comparada à afirmativa anterior, ela leva a uma tendência ligeiramente maior de concordância (concordo fortemente). Isso significa que as Instituições respondentes, que aplicaram o Método de Casos, notaram o debate em grupo e o estímulo ao pensamento reflexivo dos alunos. A média foi 3,333 e o desvio padrão calculado foi de 0,8164, isso indica que o intervalo de resposta está entre 2,52 e 4,15 (nesse caso, concordo fortemente).