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Protection of the environment from chemotoxic substances and radionuclides in waste

2 Overview of objectives and derived criteria for human health and environmental protection

2.3 Protection of the environment from chemotoxic substances and radionuclides in waste

Analisando as narrativas ficcionais em formato tradicional linear ou nos formatos multilineares e, principalmente, as narrativas interativas e as construídas por lexias, identificam-se, nesta pesquisa, certos aspectos inovadores de manifestações dos elementos narrativos ficcionais e que fazem parte da evolução de uma reconhecível tecnologia da narrativa ficcional.

Tais aspectos foram introduzidos na composição literária pela intervenção do mundo virtual digital, conferindo outros desdobramentos técnicos para a produção da narrativa ficcional.

Realizado o estudo comparativo de narrativas ficcionais no capítulo anterior, passemos para a identificação específica do que se poderia denominar cibernarratologia.

Um conceito de cibernarratologia acrescentaria aos estudos da narrativa na contemporaneidade a constatação da influência das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e do ciberespaço na elaboração de novas formas de narrar ficcionalmente e, por sua vez, na leitura de tais textos e na sua apreciação.

Ao realizar um estudo de narrativas ficcionais com influência da cultura e da dinâmica do ciberespaço, parte-se da premissa que um texto só existe por causa da atuação de escritores, necessitando também de leitores, pois, sem eles, mesmo em sua existência empírica, a comunicação estético-narrativa não se realiza em seu fluxo.

Portanto, também é necessário refletir sobre os desenvolvimentos da habilidade de leitura, pois a narrativa ficcional criada com influências da interatividade do ciberespaço prevê envolvimento do usuário-leitor tanto de forma direta, no processo de compreensão do conteúdo digital, como também do processo crítico na interação com esse conteúdo no ciberespaço. Para essa afirmação, baseamo-nos em estudos como o desenvolvido por Tapscott (2000).

Isso, por sua vez, requer pensar em fornecer à geração digital o potencial da tecnologia da narrativa ficcional. A Net Generation (Geração Net) ou N-Gen precisa interagir com o cânone clássico para poder se apoderar dessa tecnologia, para que o fluxo de repasse cultural e do imaginário possa continuar.

150 A proposta de gerar conteúdo digital adaptado, formando o potencial de um romance interativo em que se possa conservar a riqueza da elaboração estético-estilística é essencial. Somente garantindo o repasse da cultura da narrativa é que se pode incentivar a geração digital para que ela possa contribuir para a elaboração de narrativas ficcionais fractais virtuais com qualidade, para compor um cânone especifico de obras geradas com influência direta das TICs.

A pesquisa se propôs tanto à identificação do desdobramento da narratologia para outra área de estudo especializada – aqui denominada cibernarratologia – que se fundamenta em um novo paradigma em formação, como também uma possibilidade de estudo da adaptação do cânone literário para a Geração Net. Essa escolha se fundamenta no caráter híbrido do próprio tema.

As citações dos teóricos escolhidos tornam-se essenciais devido a termos que adaptar alinhamentos teóricos diversos ao conceito de estudo de narrativas com influência do ciberespaço. Por sua vez, tal integração de textos e saberes compõe o caráter de rede de conhecimento identificado durante esta pesquisa, com a introdução de textos teóricos que fundamentam o entendimento da formação desse novo paradigma narrativo.

A N-Gen é uma geração de ação interativa e participativa constante na cultura da rede (internet) e, portanto, levará essa tendência para seu convívio com os textos literários, especificamente a dinâmica de comportamento no ciberespaço.

As narrativas multilineares em rede, mesmo não sendo narrativas interativas (jogos eletrônicos), revelam uma influência direta na sua composição, que remete à cultura da geração digital e por sua vez à cibercultura.

Um conceito para cibernarratologia deve considerar também o fluxo de comunicação e a estrutura escritor-texto-leitor. Igualmente, deve levar em consideração o seu desdobramento para o conceito de “interator”.

Tratando da estrutura textual da narração ficcional, durante a análise comparativa de textos no capítulo anterior, verifica-se que os componentes básicos da narrativa permanecem e podem ser identificados de maneira tradicional.

Porém, o aspecto digital e a cultura da rede potencializaram uma mudança nos elementos narrativos. Assim, surgiram versões customizadas virtualmente desses elementos, tais como o espaço, o tempo, o enredo e o surgimento da “modalidade narrativa episódica”.

151 Propp (1984) classifica como um dos possíveis modos narrativos o épico, que se fundamenta em uma estrutura compositiva textual narrativa elaborada por meio de uma sequência de eventos, ou seja, de episódios.

A virtualidade digital acresceu à essência do conceito do modo narrativo épico o de rede multiplicativa de eventos, seja pela predominância da teoria de encaixe de Todorov, seja pela multiplicação do enredo e de eventos por meio de links. Os mais comuns a usar o protocolo de variáveis de multiplicação de enredo são o espaço, o corpo, as memórias, as cartas, os personagens, entre outros observados. Podemos citar como exemplos a Odisséia, de Homero, Os Lusíadas, de Camões, e os romances epistolares.

Surge um modo narrativo singular com a hibridização de linguagens, que pode ser denominado como épico fractal multilinear. Alguns exemplos são: Patchwork Girl, de Shelley Jackson, onde a multiplicação ocorre pelos membros do corpo; O Castelo dos Destinos cruzados, de Ítalo Calvino, com a multiplicação pelas cartas de tarô; o enredo de aventuras de Warcraft, com multiplicação pela raça e pela ideologia da falange.

As narrativas analisadas demonstram o surgimento, com o advento do virtual, do espaço em fluxo, do tempo intemporal, da trama fractal e da modalidade de narrativa em rede integrada.

Identifica-se, pelo que foi observado nas narrativas ficcionais do corpus ao lidar com a perspectiva da virtualidade, alguns grupos básicos de classificação das narrativas. No que tange ao desdobramento do enredo, elas podem ser narrativas lineares e multilineares (plots e subplots integradas); no que tange à forma da estrutura textual, podem ser hipertextualizadas e unitextuais; e quanto ao discurso literário, podem ser modais e multimodais

Identifica-se, ainda, uma forma diversa de catarse, pois, comparativamente, o avatar gráfico substitui o avatar mental elaborado internamente pelo leitor durante a leitura da descrição pelo autor (narrador) da personagem de uma narrativa ficcional tradicional. É adicionado ou um fator sensório-motor ou um fator sensório-seletivo nos elementos de leitura e vivência dessas narrativas ficcionais. Mais do que isso, o personagem se transfigura de leitor e o leitor por vezes de personagem ao assumir os aspectos interativos da narrativa ficcional.

Há um aumento perceptível do grau de interatividade que envolve a narrativa, proporcionado pelo estabelecimento de um espaço, virtualizado e ficcionalizado, de escolhas para o leitor, por intermédio do mapeamento de links inferido ou explícito para

152 consulta das micronarrativas que compõem a narrativa, integradas em rede à trama-mestra ou trama-tronco.

Diante do exposto, já identificado no corpus da pesquisa consideramos haver elementos suficientes para a constituição de um paradigma próprio e característico das narrativas ficcionais em rede fractais.

A mudança e redimensionamento na composição de outras vertentes de elementos narrativos compositivos básicos textuais, tais como tempo, espaço, enredo, personagens, entre outros, já fundamenta a existência de elementos que comprovem e sustentem uma vertente narratológica específica que se pode denominar cibernarratologia.

A cibernarratologia objetiva descrever o funcionamento dessas novas formas de narrativas fundamentadas em enredos fractais, na composição do tempo intemporal e do espaço em fluxos, e de sistemas narrativos multidimensionais. Visa, ainda, a integrá-las na identificação de uma cultura tecnológica própria da composição de narrativas.

Uma proposta mais ousada seria integrar, por sua vez, as novas formas de produção da narrativa ficcional dentro da tradição de produção da narrativa ficcional clássica, tomando como base o repasse do imaginário e dos protocolos da narratividade e da ficcionalidade.

O conceito de cibernarratologia deve ser elaborado e fundamentado na(o):

compreensão do texto literário como uma unidade textual e na constituição de um sistema de comunicação de informação especializada;

reconhecimento de evoluções e desdobramentos de técnicas que advêm das narrativas tradicionais;

 consideração do caráter de palimpsesto da obra literária;

 apreensão da dimensão das estruturas multilineares e lineares;

correlação entre recursos midiáticos e ferramentas virtuais com a potencial manifestação do ápice de propostas estético-poéticas, como a sinestesia na busca do desenvolvimento de uma poiesis de linguagem hibridizada;

convergência de técnicas e protocolos narrativos ficcionais.

A cibernarratologia seria o estudo da narrativa ficcional e não-ficcional por meio de suas estruturas e elementos, de sua recepção de leitura, da identificação do hibridismo de linguagens, do grau de interatividade, do aspecto fractal e da convergência de recursos

153 midiáticos compositivos sob a influência direta das TICs na técnica compositiva já preexistente.

O estudo comparativo entre narrativas, semelhante ao que foi realizado no segundo capítulo, busca por paradigmas, estruturas e repetições entre as diferentes narrativas, tanto lineares como multilineares; hipertextuais como unitextuais; modais e multimodais.

Por sua vez, a cibernarratologia pode, em seus estudos, determinar protocolos, identificar estratégias compositivas e definir a familiaridade e as diferenças das narrativas produzidas no ciberespaço, definindo, assim, o potencial técnico para sofisticação da escrita ficcional para os séculos vindouros, a ser utilizado por futuros escritores.

Greimas (1972) estabeleceu o modelo actancial que parte do princípio, semelhante ao defendido por Propp (1984), que todas as narrativas, independente de sua diversidade, possuem uma estrutura comum.

Um dos fatores para poder se atribuir tal percepção de estrutura comum é que todas as personagens podem ser agrupadas em categorias comuns, conceituadas como actantes, que seriam forças ativas no enredo e que não se limitam apenas a personagens humanos, mas são elementos compositivos básicos de qualquer narrativa.

Tal modelo actancial também é possível de ser identificado nas narrativas ficcionais elaboradas em espaço digital ou de linguagem hibridizada em estrutura hipertextual multilinear, como é perceptível no estudo comparativo das narrativas em rede citadas no segundo capítulo desta tese.

Greimas (1972) afirma que a narrativa é um todo significante por poder ser entendido em termos de estrutura de relações entre actantes. As oposições binárias descrevem três padrões básicos que se encontram na narrativa: i) o desejo, a busca, o estabelecimento de encontro ou o ato de atingir um alvo (sujeito/objeto); ii) comunicação (locutor/emissor/destinatário); iii) aliados que auxiliam ou obstáculos (aliado/oponente). Tais oposições binárias são identificadas nas narrativas multilineares, multimodais e hipertextuais.

Assim, o ambiente virtual gera modificações em certos elementos e pode compor novas formas de elaboração narrativa, porém, o conjunto de elementos compositivos textuais tradicionais se mantém.

Uma hibridização de linguagens e culturas tais como a da imagem, do texto escrito e a cultura do jogo se fundem para criar novas vivências de narrativa ficcional e abrir as portas para o possível desenvolvimento, no futuro, de um romance interativo.

154 A narrativa ficcional possui uma tecnologia comunicativa baseada na escritura e na leitura que foi se desenvolvendo desde os primórdios da cultura acústica até os dias atuais, e também desenvolveu uma série de protocolos ligados à cultura da narrativa ficcional.

Partindo da premissa dos protocolos, a literatura pode ser vista como um sistema de comunicação complexo e específico onde a transferência do capital cultural e da memória sociocultural simbólica se tornam o enfoque do conteúdo comunicativo.

A narrativa ficcional comunica em uma linguagem estética e culturalmente especializada, e se fundamenta em repassar o conteúdo subjetivo-simbólico-cultural- reflexivo-estético agregado à memória do imaginário.

A mensagem da literatura é polimórfica. Abrange, em seu fluxo comunicativo, um repasse cultural, histórico, social, ideológico e, sobretudo, perpetuador da herança do imaginário humano. Dessa forma, também pode ser considerada uma mídia.

Portanto, a literatura também consiste em um meio de comunicação, segundo o conceito de Meyrowitz (1986): “Todos os canais e meios pelos quais a informação é transmitida entre pessoas, que não sejam modos de comunicação direta face a face.”

Lisa Gitelman (2006) teoriza sobre dois níveis de modelos de mídia: o primeiro seria o meio como tecnologia da comunicação; o segundo, o meio como um conjunto de protocolos associados ou práticas sociais e culturais que se desenvolveram em torno dessa tecnologia.

A literatura como mídia fundamenta-se em um conjunto de protocolos sociais culturais que se desenvolveu em torno da arte de contar histórias, ou seja, de compor narrativas ficcionais. Citando novamente Lisa Gitelman (2006): “Protocolos expressam uma grande variedade de relações sociais, econômicas e materiais”. Existem protocolos de escritura e de leitura dentro da tecnologia da narrativa ficcional.

Dessa forma, ao transpor a técnica da escritura tradicional da narrativa ficcional para o ambiente digital, podemos ver a integração de alguns aspectos a mais nos protocolos narrativos ficcionais.

Existe, no ambiente digital, um processo de convergência do fluxo de conteúdos de múltilplas mídias para a literatura. A convergência das mídias em ambiente virtualizado se potencializa como técnica compositiva textual narrativa ao integrar-se para compor novas formas de narrativa ficcional.

A cibercultura revela o surgimento de uma nova cultura que emerge da interação com o meio digital. A tecnologia muda a forma de lidar com os conteúdos e cria novas formas de comunicação e novas formas de acesso a antigas formas de comunicação,

155 proporcionando maior agilidade, conduzindo ao centro de uma cultura multimodal de convergência de mídias (JENKINS, 2008) baseada na extensão cultural humana prolongada no universo digital integrativamente.

Castells (1991) destaca o fato da construção de uma cultura da virtualidade real, que consiste em um sistema em que a própria realidade (experiência simbólico-material do indivíduo) “é inteiramente captada, totalmente imersa em uma composição de imagens virtuais no mundo de faz-de-conta, no qual as aparências não apenas se encontram na tela comunicadora da experiência, mas se transformam na experiência.” (CASTELLS, 1991, p. 395).

Segundo essa teoria, sustentada por Castells (1991) e aplicada ao tema proposto desta pesquisa, esse potencial do mundo diegético literário encontra-se com a cultura da virtualização do mundo digital e com a capacidade simulatória de padrões, experiências e conteúdos que são vivenciados pelos seus leitores-usuários durante o ato de ler uma narrativa ficcional.

O potencial preexistente da ampliação da cultura da narrativa ficcional perante os recursos dispostos pela TICs e a influência de hibridização e convergência do mundo digital se mostram promissores no que diz respeito à integração entre o mundo simbólico literário e a representação simbólica do universo digital.

Existe uma modificação considerável em aspectos como o tempo e o espaço gerada pela influência da cultura da sociedade em redes, e são as novas formas de entendimento dessas duas unidades básicas essenciais para a elaboração da narrativa ficcional que nos deteremos a analisar neste momento.

Castells (1991) aborda um novo paradigma que vem dominar nesse período da sociedade em rede – o tecnológico –, que consiste na transformação tecnológica da contemporaneidade e sua interação com a economia e a sociedade, e, desta última, também em suas manifestações culturais, frisando também que culturas “são formadas por processos de comunicação”.

Os aspectos principais desse novo paradigma seriam: i) a informação, como matéria-prima; ii) penetrabilidade dos efeitos das novas tecnologias, estas cada vez mais se tornando parte integral das atividades humanas tanto no âmbito individual quanto no coletivo; iii) a lógica das redes, que tem uma morfologia adaptável e que acompanha a demanda crescente da complexidade de interação; e iv) a variabilidade do poder desse processo interativo.

156 O teórico indica a grande tendência de convergência entre novas tecnologias específicas para um sistema altamente integrado. No caso da narrativa ficcional, tanto a cultura preexistente quanto as novas formas de narrar tendem para a elaboração de um sistema integrado de narrativa ficcional, que podemos teorizar como o que a cibernarratologia prevê identificar em seus estudos.

Citando Castell (1991) sobre a cultura da virtualidade e sobre a multimídia:

Finalmente, talvez a característica mais importante da multimídia seja que ela capta em seu domínio a maioria das expressões culturais em toda a sua diversidade. Seu advento é equivalente ao fim de separação e até da distinção entre mídia audiovisual e mídia impressa, cultura popular e cultura erudita, entretenimento e informação, educação e persuasão. Todas as expressões culturais, do pior à melhor, da mais elitista à mais popular, vêm juntas nesse universo digital que liga, em um supertexto histórico gigantesco, as manifestações passadas, presentes e futuras da mente comunicativa. Com isso, elas constroem um novo ambiente simbólico. Fazem da virtualidade nossa realidade. (p. 394)

Uma cibernarratologia deve prever a compreensão da identificação de um sistema lógico-racional estético-compositivo que possa ser remetido a uma possível lógica de programação existente durante a elaboração estética da narrativa ficcional, passível de ser computado por números, ou seja, passível de ser programado e virtualizado digitalmente.

Assim, deve considerar a integração dos sistemas de linguagem computacional envolvidos em uma narrativa interativa e a relação homem–máquina no processo de leitura e na escritura, e o impacto de tal relação na elaboração e na leitura de narrativas ficcionais.

Ao analisar o texto literário em uma proposta cibernarratológica é preciso, então, prever a lógica de programação, a lógica de composição, como também um sistema híbrido de linguagens compositivas, além de considerar as possibilidades de aumento da interatividade textual.

O importante em determinar a literatura como sistema de comunicação especializado é que, para a cibernarratologia, muitas vezes a leitura e a escritura sofrem um processo de hibridização, e a figura leitor-escritor surge devido às possibilidades de interação e participação.

Aguiar e Silva (1998) postula sobre a comunicação literária: “é uma comunicação de tipo disjuntivo e do tipo diferido, isto é, realiza-se in absentia de uma das instâncias designadas por emissor e receptor e com um lapso temporal de maior ou menor amplitude entre o momento de emissão e o(s) momentos(s) da recepção.” (p. 198)

157 Aguiar e Silva cita Lotman que, em seu livro La struttura del testo poético, afirma que: “a literatura tem um sistema seu de signos e de regras para a sintaxe de tais signos, sistema que lhe é próprio e que lhe serve para transmitir comunicações peculiares, não transmissíveis com outros meios” (LOTMAN apud AGUIAR E SILVA, 1998).

Ao estudar a influência do ciberespaço e das TICs na mutação sofrida por alguns elementos compositivos ficcionais e nas possibilidades de composição de novas formas narrativas ficcionais, considera-se que o intentio operis do autor e o mapeamento empírico da cibernarratologia já são projetados e elaborados a partir de um modelo de narrativa ficcional hipertextual fractal.

Isso demanda que a leitura, por sua vez, deva ser ergódica devido ao caráter metamórfico e de mobilidade de centros conferida ao mundo literário pelo ambiente digital, que demanda do leitor da geração digital a habilidade de recentramento temático constante e multifoco perceptivo.