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innovasjonsprosesser som skjer i samarbeid med eksterne aktører?

5.5 Prosessmodell for vellykket samarbeid i radikale innovasjonsprosesser

Além das oito aulas apresentadas, em oito semanas, aconteceu também no final do curso uma revisão que tratou dos conhecimentos e dos conteúdos anteriores. Essa revisão não tinha o formato de videoaula, mas era composta de um arquivo PDF com formato de slides, que retomavam as dúvidas cruciais dos cursistas a fim de rever os conceitos já apresentados.

Essa revisão foi elaborada no sentido de que os PrCs pudessem imprimir e ler o material, pois ela versava sobre as principais questões e dúvidas mais frequentes. Essa aula final partia do pressuposto que seria muito provável que boa parcela dos professores cursistas tivesse deixado de acompanhar o curso em alguma semana. A revisão era então um estímulo para que o cursista retomasse a vídeoaula perdida, ou mesmo revisse alguma onde ainda persistissem dúvidas, vez que todas se mantinham disponíveis. O material da aula 9, em si, reunia dúvidas e comentários, alguns deles já compartilhados durante o curso, outros não.

Por exemplo, a dúvida da cursista Rosalina, foi alvo de discussão na semana de veiculação da aula 1 e foi reproduzida no material da revisão da aula 9:

“Olá! >

> Professor,

> gostei muito da primeira aula, mas ficou uma dúvida: > obesidade é considerada doença?

> Também gostaria de saber, quais procedimentos legais adotar > quando encontrar um produto nos supermercados com prazo de > validade vencido.

> um grande abraço > Rosalina (São Paulo, SP) Cara Rosalina,

A obesidade, como você viu na aula, pode comportar diferentes graus. Na tabela fornecida não aparece a obesidade mórbida. Esta é considerada doença. Os diversos graus de obesidade não-mórbida aumentam o risco de ocorrência de certas doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares.

O risco cardiovascular depende do tipo de obesidade. Na década de 1940 a obesidade masculina (aumento da adiposidade na região abdominal) era considerada mais grave do que a feminina (chamada “ginóide”, ou “corpo em forma de pêra”). Atualmente sabe-se que existe uma relação entre o risco cardiovascular e o volume de gordura intraabdominal.

O método mais simples para avaliar esse volume é o perímetro: quando o adulto tem mais de 102 cm (homem) ou 88 cm (mulher) há indicação de aumento do risco cardiovascular.

Atualmente os médicos relacionam a obesidade não-mórbida a uma síndrome (portanto, não é uma doença), a chamada Síndrome Metabólica (SM). O conjunto de fatores que a configura permite prever riscos aumentados para outras doenças e longevidade menor.

1- Acúmulo de gordura abdominal (perímetro maior do que 102 cm nos homens e 88 cm nas mulheres);

2- Colesterol “bom” (HDL) inferior a 40 mg/dL (homens) ou 50 mg/dL (mulheres); 3- Triglicérides superiores a 149 mg/dL

4- Pressão arterial maior do que 134/84 mmHg 5- Glicemia elevada (superior a 110 mg/dL

Quando três ou mais desses fatores estão presentes, os médicos diagnosticam SM. Um em cada cinco adultos nos Estados Unidos tem SM, com maior incidência em hispânicos (os brasileiros brancos são incluídos nesse grupo) negros e asiáticos. Um dos fatores em comum aos afetados é a vida sedentária. Embora a SM não apresente sintomas, o risco de infarto do miocárdio e diabetes é aumentado.

Os médicos normalmente recomendam, para o tratamento da SM, exercício físico e controle alimentar. Este último item será estudado em detalhe em nosso curso! Sobre o prazo vencido do alimento, creio que a vigilância sanitária deve ser acionada. Associações de consumidores podem realizar ações em estabelecimentos que mantenham essa prática de forma contumaz. O fundamento legal está no Código Sanitário e no Código do Consumidor.

Abraço fraterno,

Nelio” (Revisão: 2007, p.02-03).

Algumas sugestões e comentários que já tinham sido compartilhados na semana da aula 2 apareceram novamente sistematizados no material de revisão. Foi o caso da sugestão da cursista Lucia do Rio de Janeiro tendo em vista a aula 2:

Caro professor,

Após assistir a aula fiquei muito interessada em saber como está a situação das hortaliças no meu município (Rio de Janeiro), pois adoro comer saladas. Assim quando fui baixar os textos da bibliografia, fiz um busca de artigos sobre o tema no site do Scielo. Achei vários textos sobre o tema, e é impressionante que em todos os resultados são bem semelhantes, alto percentual de hortaliças contaminadas por enteroparasitas ou outros contaminantes. Em especial um artigo me chamou atenção, que se referia a contaminação em hortaliças consumidas cruas comercializadas nas cidades de Niterói e Rio de Janeiro (1). O estudo mostrou que não só as hortaliças vendidas em feiras e supermercados estão contaminadas, mas também aquelas servidas em restaurantes tipo self-services (96,1% das amostras analisadas). Este resultado deve servir de alerta do perigo de se comer hortaliças nesses estabelecimentos, e também da necessidade de se exigir maior ação da Vigilância Sanitária, fiscalizando as condições de higiene e manipulação desse tipo de alimento tão sujeito a contaminação.

Lucia (Rio de Janeiro)

(1) MESQUITA, VCL; SERRA, CMB; BASTO, OMP & UCHOA, CMA ? Contaminação por enteroparasitas em hortaliças comercializados nas cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 32(4):363-366, jul-ago, 1999.

O link é: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037- 86821999000400005&lng=pt&nrm=iso.” (Revisão: 2007, p.06).

Algumas questões, por se referirem a elementos muito específicos, não tinham sido compartilhadas com todos os demais cursistas, mas apenas respondidas pontualmente ao

próprio PrCs. No material de revisão, no entanto, elas foram incluídas. Por exemplo, a questão do cursista Ocimar de Cabo Frio aprofundava conceitos da aula 6:

“Caro professor Nélio:

Estive lendo o material sobre o colesterol e, pelo que entendi, a excreção do colesterol se dá por via fecal, através de sais biliares. Também seus derivados (hormônios sexuais, vitamina D etc) são excretados por via urinária. Então, todo o colesterol que necessitamos ingerir (25% do utilizado) mais o que produzimos em células específicas, não são necessariamente utilizados? Ou seja, se não estão incorporados nas membranas celulares, hormônios etc., são captados da corrente sangüínea e excretados pelo fígado?

Se entendi corretamente, então seria interessante observar que a derradeira ação bioquímica de uma parte desse colesterol produzido, é participar na emulsificação das gorduras na luz intestinal para possibilitar a digestão das mesmas pela lipase pancreática, e antes de ser eliminado pelo organismo? Logo, é imprescindível que haja “excedentes de colesterol” para que tal ação possa ocorrer?

Espero que tenha sido claro em minha dúvida. Estou impressionado com a possibilidade dessa ação do colesterol, o que, definitivamente, me levaria a não considerá-lo tão “maligno” como o tenho julgado e apresentado em minhas aulas. Um abraço

Ocimar (Cabo Frio, RJ) Caro Ocimar,

Suas observações são muito pertinentes! O colesterol é a base para a confecção de todos os hormônios produzidos pelo córtex da glândula adrenal, os chamados esteróides adrenocorticais, como a família do cortisol (glicocorticóides da zona fascicular), aldosterona (e demais mineralocorticóides da zona glomerular), e os hormônios sexuais fabricados tanto na zona reticular do córtex da adrenal quanto nas gônadas, sejam os androgênios ou estrogênios. Não há dúvida que o colesterol é a matéria-prima utilizada para fabricar um grande número de hormônios. Ele não pode ser considerado um vilão, de forma alguma!

O problema é seu acúmulo.

Suas observações devem ser retificadas apenas em alguns detalhes. A vitamina D pode ter como precursor uma forma de colesterol, mas pode também ter como base a chamada pró-vitamina D (o colecalciferol) da dieta. De todo modo, sua ativação ocorrerá no rim, dependendo dos níveis de cálcio do sangue.

Nosso fígado pode produzir todo o colesterol de que necessitamos e de fato produz cerca de 70%. As células animais têm colesterol em suas membranas e, assim, é impossível ingerir carne vermelha, carne branca, peixe ou ovos sem ingerir uma quantidade considerável de colesterol. Apenas a ingestão excessiva é prejudicial. E, como cerca de 300 mg saem pela bile (pela via fecal), esse é o limite da ingesta diária. Mas lembre-se: ingerir calorias demais, ou gordura saturada demais, também contribui para o desequilíbrio do colesterol do sangue.

Abraço,

Nelio” (Revisão: 2007, p.16-17).

A dúvida da cursista Alessandra de São Paulo elucidou os conhecimentos da aula 7 na revisão:

“Caro professor,

em relação ao consumo de ferro e a dificuldade de absorção causada pelo leite: fui aluna da Universidade de São Paulo entre os anos de 1991 e 1994. Na época (não sei se continua assim) durante o almoço servido nos restaurantes universitários era uma prática comum servir leite como acompanhamento. Naquela época a informação da

incompatibilidade do leite com o ferro já era conhecida? Mais uma vez obrigada, Profª Alessandra (São Paulo, SP).

Cara Alessandra,

Os trabalhos conclusivos sobre a associação de alimentos, no caso do ferro, datam do final dos anos 80 e início dos anos 90, mas creio que até dez anos atrás ainda não havia conseqüências práticas maiores. O leite sempre foi considerado um alimento quase "sagrado" para combate à anemia protêica, por conta da alta qualidade nutricional de suas proteínas, da quantidade de cálcio, do valor calórico e do conteúdo vitamínico.

Muitos estudos, recentes inclusive, foram feitos com enriquecimento de leite e diferentes formas de ferro.

De maneira geral, no entanto, a prática médica recomenda espaçar a ingestão de leite e as refeições principais, onde boas fontes de ferro são consumidas. A associação positiva com a vitamina C é mais antiga, mas há trabalhos recentes mostrando a vantagem de associar bebidas ricas em vitamina C com o consumo de feijão. Um trabalho científico (em português) sobre a biodisponiblidade do ferro no feijão e interações pode ser encontrado no link:

http://www.scielo.br/pdf/cta/v26n2/30172.pdf

Um bom trabalho de revisão (em inglês) pode ser encontrado no link: http://www.informaworld.com/smpp/content~content=a713995075~db=all Abraço,

Nelio” (Revisão:2007, p.19-20)