etterreformatoriske kulturminner
6.1 Prosesser og vern
Os principais macerais diagnósticos de fácies, segundo Marchioni (1980), Diessel (1982), Kalkreuth et al.(1991), são a telinita, colotelinita, fusinita, semifusinita, inertodetrinita, alginita e esporinita. Conforme Stach et al., (1982) (ver capítulo 5) os macerais dos grupos da vitrinita e inertinita originam-se das partes lenhosas dos vegetais, porém sob diferentes condições de umidade e oxigenação no meio. A formação dos constituintes do grupo da vitrinita é favorecida quando a turfeira está constantemente úmida e com baixos níveis de oxigenação, sendo as condições contrárias as melhores para a formação dos constituintes do grupo da inertinita (Lamberson et al., 1991).
A telinita e colotelinita derivam de tecidos gelificados em condições úmidas. A colotelinita é um material totalmente gelificado de origem variada, mas principalmente de vegetação rica em celulose (Calder et al. 1991). Na fase gel de formação, a colodetrinita incorpora outros constituintes orgânicos tendo como produto final uma vitrinita com inclusões de liptinitas e/ou inertinitas (Stach et al., 1982).
A fusinita e semifusinita tem a mesma origem dos macerais anteriores, porém em condições mais secas, propiciando desta forma, devido a maior oxigenação do meio, a ação de fungos e bactérias. Uma outra origem para esses constituintes seriam fragmentos oriundos de incêndios sobre a turfeira ou nos arredores devidos as condições muito secas. As inertodetrinitas são partículas com mesma origem das fusinitas, que sofreram um certo transporte, fragmentando em pequenas partículas o fragmento inicial.
o local de sepultamento. O crescimento e sepultamento de algas (alginita) ocorrem sempre em condições subaquáticas.
A partir dos trabalhos com macerais de Diessel (1982, 1986 e 1992), a análise de fácies da turfeira e ambientes deposicionais associados tomaram um novo impulso.
Com a associação de constituintes macerálicos, Diessel (1986) determinou quatro ambientes deposicionais e quatro fácies orgânicas com base em dois índices: Índice de Gelificação (IG) e Índice de Preservação de Tecidos (IPT) (fig 6.4), conforme equações abaixo:
IG = semifusinita + fusinita + inertodetrinitavitrinita + macrinita IPT = telinita + colotelinita + semifusinita + fusinitacolodetrinita + inertodetrinita + macrinita
Figura 6.4: Diagrama de Diessel (1986) mostrando as fácies e ambientes deposicionais baseados nos índices de Gelificação e Preservação dos Tecidos.
O IG indica o grau de gelificação que a matéria orgânica sofreu, o qual está intimamente relacionado às condições de umidade ou nível de água da turfeira. Quanto mais úmidas forem as condições ambientais mais gelificado será o conteúdo orgânico. O decréscimo nos valores de IG indicam um aumento na oxigenação ou decréscimo da umidade no ambiente. O IPT sugere o grau de preservação dos tecidos,através de uma relação entre a ocorrência de tecidos e a presença de detritos, bem como a proporção de plantas lenhosas na assembléia vegetal que habitavam a turfeira. Alta preservação de tecidos indica uma balanceada taxa de crescimento das plantas na acumulação da turfeira versus o aumento do nível freático. Conforme Diessel (1992) baixo IPT (<1) sugere predominância de plantas herbáceas ou uma destruição do lenho fruto da humificação e mineralização. Por outro lado, valores altos de IPT (>1) sugere tecidos de plantas bem preservadas, predomínio de vegetação arborescente e condições relativamente mais aeróbicas.
Posteriormente outros autores adaptaram a metodologia proposta por Diessel entre eles Lamberson et al.(1991),Pradier et al.(1994), Nicolas & Pradier (1997), Calder et al.(1991), Kalkreuth et al. (1991), Obaje et al.(1994) e Ade ( 1999, em carvões brasileiros).
Segundo Lamberson et al.(1991) a combinação de altos valores (>1) de IG e IPT indicam baixos índices de decomposição aeróbicos. Em casos de altos níveis de decomposição aeróbicas (perda da estrutura celular) sem produção abundante de inertinita, ou decomposição aeróbica limitada, são indícios de IG
maior 1 e IPT menor que 1. Os autores modificaram parcialmente os índices IG e IPT propostos por Diessel (1986), acrescentando alguns macerais nas fórmulas, ficando os índices assim definidos:
IG = inertinitatotal (exceto macrinita)vitrinita + macrinita e
IPT = telinita + colotelinita + pseudovitrinita + semifusinita + fusinitavitrodetrinita + colodetrinita + inertodetrinita
Figura 6.5: Diagrama de Lamberson et.al.(1991) adaptado de Diessel (1986).
Pradier et al.(1994) e Nicolas & Pradier (1997) reestruturaram o diagrama de Diessel (1986) (fig.6.5), porém mantendo os mesmos constituintes para o cálculo do IG e IPT.
Figura 6.6: Diagrama de Pradier et al.(1994) e Nicolas & Pradier(1997), adaptado de Diessel (1986).
Calder et al. (1991) baseando-se na nomenclatura proposta para pântanos por Moore (1987), comentada no íten 6.1, propuseram diagrama paleoambiental (Fig. 6.7) com base no regime hidrológico, subdividindo-o em três áreas denominadas Ombrotrófico, Mesotrófico (transicional) e o Reotrófico, através do índice de lençol freático (ILF) e índice de vegetação (IV). Neste sentido Calder et al. (1991) identificaram 4 tipos de pântanos
1. Banhado (Marsh) 2. Pântanos de Florestas (Swamp)
3. Pântanos Límnicos (Open Water) 4. Pântanos Arbustivos (Bog)
ILF = gelinita + corpogelinita + matéria mineraltelinita + colotelinita + colodetrinita e
IV = lipitodetrinita + colodetrinita + inertodetrinita + alginita + esporinita + cutinitatelinita + colotelinita + semifusinita + fusinita + suberinita + resinita
Figura 6.7: Diagrama paleoambiental segundo Calder et al.(1991)
Assim sendo
Ombrotróficos ILF < 0,5 Mesotróficos ILF entre 0,5 a 1 Reotrófico ILF entre 1 a 5 Áreas inundadas ILF > 5
Ade (1999) propõe adaptação aos constituintes dos índices propostos por Diessel (1986) para carvões gonduânicos brasileiros mantendo o mesmo diagrama. Estas adaptações dizem respeito a carvões ricos em matéria mineral e de fragmentos orgânicos (detrinita). Assim sendo foram caracterizados o Índice de Lâmina de Água (ILA) e o Índice de Preservação de Tecidos (IPT).
ILA = vitrinita + esporinita + matéria mineral
fusinita + semifusinita + inertodetrinita e
IPT = lipitodetrinita + colodetrinita + inertodetrinita + alginita + esporinita + cutinitatelinita + colotelinita + semifusinita + fusinita
No ILA foram adicionados os macerais esporinita, cutinita e a matéria mineral refletindo mais o nível de lâmina de água (umidade) do meio deposicional, no caso dos carvões brasileiros.
Segundo Stach et al. (1982), Diessel (1992) e Taylor et al.(1998) tanto a esporinita como a cutinita representam condições subaquáticas de deposição, reduzindo assim a fragmentação mecânica destes constituintes, principalmente para a cutinita devido a sua maior fragilidade.
A presença da fração mineral associada ao carvão está diretamente relacionada a: suprimento das áreas altas e a relação entre a taxa de crescimento dos vegetais versus a taxa de criação de espaço para acumulação de restos orgânicos no pântano que, por sua vez, está associado a oscilação da lâmina de
água. Quando a velocidade de subsidência ou criação de espaço da turfeira supera a taxa de crescimento ou aporte dos vegetais, há um aumento na espessura da lâmina de água e consequentemente maior espaço para acomodação de material orgânico e inorgânico. Quanto maior for esta diferença a favor da geração de espaço maior será a entrada de matéria mineral.
Segundo Diessel (1992) o afogamento da turfeira em muitos casos é responsável pelo aumento da fração mineral e dependendo da velocidade e intensidade deste afogamento pode haver deslocamento de fácies orgânico, isto é, depósitos de turfas podem gradar lateralmente e verticalmente para lamitos carbonosos extinguindo o desenvolvimento da turfeira.
As adaptações propostas ao modelo de Diessel (1986) estão associadas a uma série de características composicionais que variam de uma turfeira para outra. Assim nos índices IG e IPT de Diessel (1986) nem o grupo de macerais da liptinita nem a matéria mineral foram considerados nos cálculos de Diessel, possivelmente porque estes elementos ocorriam em percentuais muito baixos ou inexistentes nas camadas analisadas. Segundo estudos (Parry et al. 1981, Hart 1986 e Tyson 1995) o grupo da liptinita são importantes indicadores paleoambientais, bem como o maceral esclerotinita (funginita) do grupo da inertinita que sugerem condições de oxidação do meio.
Uma discussão sobre a aplicabilidade desses índices pode ser lida em Sahay (2011).