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KAPITTEL 7 – ANALYSE

7.3. Navn og historiefortelling

7.3.1. Prosessen rundt navnet Austmann

O polo morfológico é a instância que se relaciona com os outros três polos (epistemológico, teórico e técnico), estabelecendo as regras de estruturação e formação do objeto científico. Mostra-se na Tabela 9 o percentual consolidado das concepções estruturadas para o polo morfológico das pesquisas analisadas no período compreendido entre 2001 e 2010.

Tabela 9 - Percentual das concepções do polo morfológico.

DIMENSÕES CATEGORIAS SUBCATEGORIAS SIM PARCIAL NÃO

Características Fundamentais

Exposição

Há rigor formal e coerência interna (semântica, sintática, pragmática e estilo) do objeto na

pesquisa científica? 53% 44% 3%

Há uma articulação entre a estruturação das

teorias e as problemáticas da pesquisa? 89% 10% 1%

Os conceitos identificados apresentam uma variação de extensão e de compreensão relacionados ao objeto de pesquisa e a sua problemática?

45% 53% 2%

O objeto do conhecimento é exposto com uma forma de estilo do pesquisador, por meio da teoria, dos conceitos, dos desenvolvimentos e dos resultados da pesquisa?

88% 9% 3%

O objeto do conhecimento é exposto mediante a elaboração de modelos, que podem ser lineares

ou tabulares, de tipo simbólico ou icônico? 37% 3% 60%

Causação

Há um relacionamento dos fatos ou fenômenos

pesquisados, variáveis, proposições entre si? 50% 49% 1%

Há uma causalidade explicativa ou externa entre variáveis e fenômenos pesquisados, na qual a

finalidade, o objetivo, é a causa determinante? 61% 0% 38%

Há uma causalidade compreensiva ou interna entre variáveis e fenômenos pesquisados, que se

refere à significação dos fenômenos

compreendidos como totalidades por um sujeito?

39% 0% 62%

Objetivação

Os resultados da pesquisa são apresentados de

forma objetiva? 95% 5% 0%

O delineamento da problemática é exposto com

um aspecto configurativo (cópia da

problemática) de forma detalhada e

pormenorizada da realidade, os modelos-ícones, ou como um aspecto arquitetônico (simulacro da problemática), os modelos-fantasias?

42% 1% 57%

Fonte: Elaboração própria.

Para este polo, a principal concepção está nas características fundamentais, divididas em exposição, causação e objetivação, conforme demonstrado na Tabela 9. O rigor formal e a coerência interna do objeto na pesquisa científica foram evidenciados em 53% dos trabalhos. Enquanto isso, os conceitos identificados demonstraram uma variação de extensão e de compreensão relacionados ao objeto de pesquisa e a sua problemática em apenas 45% dos artigos, demonstrando que os pesquisadores ainda falham na identificação e explicitação das características dos conceitos, vinculados ao objeto de estudo nos trabalhos.

Por outro lado, existe uma articulação entre a estruturação das teorias e as problemáticas da pesquisa em 89% das pesquisas. E o objeto do conhecimento é exposto com uma forma de estilo do pesquisador, por meio da teoria, dos conceitos, dos desenvolvimentos e dos resultados da pesquisa em 88% dos trabalhos. Já o objeto do conhecimento é exposto por intermédio da elaboração de modelos em 37% dos artigos, corroborando com os resultados encontrados no polo teórico em relação ao quadro de referência estruturalista, na qual, se baseia na identificação ou elaboração de modelos estruturais.

Para a categoria causação, observou-se que existe um relacionamento dos fenômenos pesquisados, das variáveis e das proposições entre si em 50% dos trabalhos. E em 61% das pesquisas, apresentou-se uma causalidade externa (explicativa) e em 39% dos artigos, uma causalidade interna (compreensiva) entre as variáveis e fenômenos pesquisados. Martins e Theóphilo (2007) destacam que as causalidades compreensiva e explicativa são complementares, assim, “a explicação é impossível sem uma certa compreensão do fenômeno global; por outro lado, a compreensão não garantirá, sozinha, a validade de uma ciência empírica”.

Em relação à objetivação, os resultados da pesquisa são apresentados de forma objetiva em 95% dos trabalhos, demonstrando que os periódicos selecionados seguem critérios uniformes de apresentação dos artigos. E o delineamento da problemática é exposto como modelos- ícones ou modelos-fantasias em 42% dos trabalhos, corroborando com a existência de estudos com enfoques funcionalista ou estruturalistas.

Apresenta-se na Tabela 10 o percentual da distribuição por ano da publicação da utilização pelos pesquisadores dos quadros de análise para a amostra em estudo.

Tabela 10 - Percentual do quadro de análise, por ano da publicação.

Quadro de Análise /

Ano da Publicação 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total

Tipologia 6% 2% 4% 3% 5% 2% 3% 1% 11% 37% Tipo Ideal 1% 1% 2% 4% Sistemas 4% 2% 2% 1% 3% 3% 4% 2% 2% 23% Modelos Estruturais 3% 2% 4% 5% 3% 3% 5% 2% 3% 5% 35% Outra 1% 1% Total Geral 8% 11% 8% 11% 9% 8% 12% 9% 6% 18% 100%

Os resultados encontrados, conforme Tabela 10, em relação aos quadros de análise apresentados nos trabalhos pesquisados foram distribuídos em 37% de tipologia, 35% de modelos estruturais e 23% de sistemas. Esses dados corroboram com os resultados do polo teórico, pois segundo Bruyne, Herman e Schouth (1982), os estudos positivistas, funcionalistas e estruturalistas estão vinculados aos quadros de análise de tipologia, sistemas e modelos estruturais, respectivamente.

Verificam-se, no Gráfico 10, os resultados consolidados da distribuição, por ano, dos quadros de análise utilizados nas pesquisas.

Gráfico 10 – Distribuição, por ano, dos quadros de análise.

Fonte: Elaboração própria.

De acordo com o Gráfico 10, a tipologia foi o quadro de análise mais utilizado nos trabalhos pesquisados, ao longo do tempo, seguidos dos modelos estruturais e dos sistemas. Observa-se uma tendência à homogeneização para a tipologia no período compreendido entre 2001 e 2010.

No Gráfico 11, exibe-se a consolidação dos quadros de análises utilizados nas pesquisas por país de origem da instituição acadêmica para o período analisado.

Verifica-se, conforme o Gráfico 11, que EUA, Reino Unido e Austrália são os países mais evidentes da amostra, utilizando-se de pelo menos quatro tipos de quadros de análise para os trabalhos pesquisados oriundos das instituições acadêmicas vinculadas a esses Países. Observa-se, ainda, que a tipologia foi o quadro de análise mais adotado para o período enfocado.

Gráfico 11 - Quadro de análise, por país da instituição acadêmica.

Fonte: Elaboração própria.

As principais caraterísticas consideradas para o enquadramento dos trabalhos na tipologia foram: a análise da pesquisa é baseada na identificação de ordenação, classificação e criação de tipos numa unidade de atributos; existe justificativa da tipologia criada e inserida na pesquisa com base num sistema teórico que a integre plenamente no contexto do objeto de estudo.

Evidencia-se, no Gráfico 12, a consolidação dos resultados dos quadros de análise utilizados nas pesquisas, por instituição acadêmica, no período compreendido entre 2001 e 2010.

Gráfico 12 - Quadro de análise, por instituição acadêmica.

Fonte: Elaboração própria.

A tipologia foi o quadro de análise mais adotado nas pesquisas estudadas, ao longo do tempo, conforme demonstrado no Gráfico 12, nas diversas instituições acadêmicas vinculadas à amostra.

Portanto, as diferentes culturas e/ou tradições de pesquisa científica das instituições acadêmicas pertencentes a distintos países influenciaram na diversidade dos quadros de análise adotados nas pesquisas, mas, ao longo do tempo, ocorreu uma tendência à homogeneização para a tipologia como o quadro de análise mais utilizado nos estudos.

Por fim, das análises efetuadas, verificou-se o percentual de atendimento aos critérios de cientificidade das pesquisas para o polo morfológico para o período compreendido entre 2001 e 2010, conforme demonstrado na Tabela 11.

Tabela 11 - Atendimento aos critérios de cientificidade para o polo morfológico, por ano da publicação.

Critérios / Ano da Publicação 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total

Não 1% 1%

Parcial 7% 8% 5% 7% 6% 1% 5% 5% 3% 11% 58%

Sim 1% 2% 3% 4% 3% 7% 7% 4% 3% 7% 41%

Total Geral 8% 11% 8% 11% 9% 8% 12% 9% 6% 18% 100%

Fonte: Elaboração própria.

Para este polo, observou-se que 58% dos trabalhos atenderam parcialmente aos critérios de cientificidade das pesquisas em Contabilidade internacional no período consolidado. Esses resultados foram influenciados, principalmente, pelos estudos oriundos de instituições acadêmicas vinculadas aos EUA, Reino Unido, Austrália e China. Verificou-se, ainda, que as instituições acadêmicas pertencentes aos Continentes Europeu, Asiático e Oceania atenderam em parte aos critérios de cientificidade em pelo menos 70% de seus trabalhos.