2 Protesekirurgi i ekstremiteter
2.2 Proksimal femur protese
A Figura 6-11 ilustra a média do número de NC verificadas em cada espaço, ao longo dos 5 meses em que decorreram as supervisões.
Figura 6-11: Média do número de NC registadas por quinta, para cada mês. 0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 7 N úm er o de n ão c on fo rm id ad es Espaço Abril Maio Junho Julho Agosto
Na Figura 6-11, o espaço E1 apresenta uma diminuição constante do número de NC ao longo dos meses. Salienta-se que este espaço foi o único que realizou registos de todos os fins-de-semana, no decorrer das supervisões. De todos os espaços avaliados, a nível de infraestruturas, este era o que apresentava menos NC. A boa formação dos colaboradores aliada a uma constante supervisão, uma boa aceitação das recomendações feitas pelas técnicas de HACCP e o esforço continuo verificado por parte dos colaboradores, permitiu diminuir gradualmente o número de NC registadas neste espaço. È de destacar que no último mês (agosto) não foram observadas NC referentes à exposição de alimentos à temperatura ambiente, manipulação de alimentos em áreas não distintas, acumulação de lixo em locais onde era efetuada a manipulação de alimentos e a falta de proteção nos alimentos foi observada apenas 2 vezes nos 5 fins-de-semana supervisionados, revelando uma clara melhoria no que se refere às NC que, possivelmente, representam maior perigo na contaminação de alimentos. Por último, a desorganização de bancadas e mesas era uma prática comum, nos momentos mais preenchidos. Não obstante, esta situação foi sendo corrigida com o tempo, tendo-se verificado no mês de agosto, melhorias bastante significativas.
No que concerne ao espaço E2, pela observação da Figura 6-11 denota-se que possui o menor número de NC na maioria dos meses avaliados, relativamente aos outros espaços. Estes resultados devem-se, possivelmente, ao facto de se tratar de um espaço que geralmente recebia um número mais reduzido de pessoas e os eventos eram menos elaborados, facilitando o trabalho dos operadores de cozinha e dos serventes, ao nível do cumprimento do código de boas práticas. Para além disso, à semelhança do espaço E1, os operadores deste espaço possuíam uma boa formação, comparativamente aos operadores de outros espaços que irão ser mencionados posteriormente. Estes eram operadores permanentes, tanto neste espaço como nos outros, o que permitia uma constante atualização relativamente aos requisitos exigidos. Segundo, Martins, Hogg, 2012, certas características do setor decateringem Portugal acentuam a inerente dificuldade de manter uma equipa bem treinada, para manuseamento de géneros alimentícios, com adequado conhecimento e capacidades de adequação de boas práticas de higiene. Dado que este setor, dentro da UE, emprega grande número de trabalhadores com baixo nível de escolaridade. A formação e a experiência no setor são essenciais para que os trabalhadores possuam conhecimentos indispensáveis para cumprir com as boas práticas de higiene dos alimentos. A UE e as organizações internacionais, tais como a OMS, reconhecem a necessidade de formação dos manipuladores de alimentos, sendo que esta é uma parte essencial do conceito HACCP.
Também neste espaço se verificou um esforço contínuo, por parte dos colaboradores, permitindo diminuir gradualmente o número de NC registadas. Porém, excecionalmente no mês de julho observou-se um aumento significativo no número de NC. Este facto deve-se ao excesso de trabalho verificado neste mês, à semelhança de outros espaços, à falta de colaboradores ou à falta de espaço para acondicionamento de matérias-primas e produtos.
No espaço E3, observou-se a mesma tendência do espaço E1, contudo o mês de maio apresentou um número de NC significativamente superior em relação aos restantes espaços. A justificação para este decréscimo contínuo do número de NC (são as mesmo que para o espaço 1).
Os espaços E4, E5 e E6, não possuem uma tendência verificando-se continuamente aumentos e descidas no número de NC. Destaca-se o mês de agosto com uma descida significativa no número de NC em todos eles. No caso dos espaços E4 e E5 esta diminuição é justificada por uma reorganização geral realizada neste espaço, (fruto da mudança de chefe de cozinha) e por o chefe de cozinha se tratar de uma pessoa com alto grau de formação e organização. Verificou-se que o espaço E5 era o que apresentava, a nível de infraestruturas, maiores problemas. Assim, o número elevado de NC que se observou continuamente prende-se com necessidade de obras e remodelação, devido à falta de espaço que, continuamente, levou a um aumento de NC relacionadas com áreas distintas de manipulação de alimentos, a exposição à temperatura ambiente. Por outro lado, o reduzido número de colaboradores em eventos de maior dimensão, bem como o cansaço e a acumulação de funções traduzia-se num aumento de erros e por conseguinte um acréscimo do número de NC. No caso do espaço E7, a redução do número de NC referente ao mês de julho e agosto prende-se com o facto de neste 2 meses só terem sido realizadas 2 supervisões em cada um dos meses, reduzindo assim o número de NC. No mês 6 a descida gradual do número de NC é justificada, possivelmente, com melhorias de organização por parte dos colaboradores aliada as contantes supervisões realizadas.
A Figura 6-12 representa o erro referente à média de todos os espaços avaliados ao longo dos 5 meses com o respetivo erro padrão associado.
Figura 6-12: Erro relativo à média por espaço.
Como é possível observar na Figura 6-12, o desvio em relação à média de NC é superior no E7 (desvio padrão de 5.499) e inferior no E6 (desvio padrão de 2.927), valor justificado pelo facto de no E7 o número de NC variar entre 8 e 23 e no E6 variar entre 9 e 17 NC. Observa-se que no E4 e E6, a média do número de NC é idêntica. O E4 apresenta maior erro, traduzindo-se numa maior discrepância das NC em relação à média, todavia o número de supervisões também foi inferior em relação ao espaço 6. É de realçar que o número de observações, em cada espaço não é coincidente em todos os meses, o que pode distorcer a análise de resultados. Assim, a análise da variância (ANOVA) realizada também a um nível de significância de 5% verificou a evidência de uma diferença estatística significativa para o número de NC avaliadas por espaço (P=0.0001 eF>Fcrítico).
0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 7 N úm er o de n ão c on fo rm id ad es Espaço Média
Capítulo 7
CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS
Considerando que a preparação, confeção e empratamento inadequado de alimentos pode resultar no desenvolvimento de microrganismos patogénicos, causando o aparecimento de surtos e doenças provocadas por alimentos e que os cuidados apresentados pelos manipuladores são de suma importância para a prevenção dos surtos/doenças, concluiu-se, pelo estudo realizado durante os 5 meses de trabalho em ambiente empresarial, que as principais não conformidades (NC) são semelhantes em todos os espaços e são referentes à falta de identificação, errado acondicionamento e falta de registos. Contudo, a exposição à temperatura ambiente, manipulação em áreas não distintas, acumulação de lixo são NC registadas pouco frequentes, contribuindo para uma melhor segurança dos alimentos servidos ao consumidor.
Os resultados obtidos, aquando da supervisão, mostraram que nem todos os espaços supervisionados cumpriam alguns critérios estabelecidos no regulamento (CE) nº 852/2004 referente às infraestruturas. Contudo, os espaços E1 e E7 destacaram-se, a este nível, apresentando uma avaliação quantitativa de muito bom. Os espaços E5 e E6 apresentaram uma avaliação de bom e os restantes espaços E3, E4 e E6 apresentaram avaliação de aceitável.
Da análise dos dados recolhidos conclui-se que no mês de agosto se verificou a ocorrência de uma média de NC menor em todos os espaços. Sendo que a média de NC nos espaços E1 e E3 diminui gradualmente, ao longo dos 5 meses e nos espaços E6 e E7 sofreram um acréscimo da média de NC, no mês de junho, contudo, vão diminuindo gradualmente. Estas melhorias prendem-se, essencialmente, com a boa formação e vontade de melhorar dos colaboradores, uma supervisão constante, maior atenção e melhoria a nível de organização. Os restantes meses oscilaram no número de NC verificadas, não apresentando um padrão. O valor mais elevado do número médio de NC registado nos meses de junho e julho, em relação ao mês de maio e mês de agosto deve-se, possivelmente, ao aumento da carga de trabalho, por parte dos colaboradores, maior cansaço, provocando um maior número de NC, à falta de pessoal e, consequente, acumulação de funções e à falta de formação de alguns colaboradores adicionais. Porém, o empenho e dedicação dos colaboradores, concomitantemente a constantes supervisões das NC, permitiu observar um
decréscimo nas NC. Pelo que se verificou que a média de NC, no mês de agosto foi a mais baixa em relação aos restantes meses.
No que concerne à análise de cada espaço, o E2 destacou-se, ao longo dos 5 meses, por ser o espaço com uma menor média de NC, contrariamente o E3, no mês de maio, destacou-se negativamente, pelo número médio de NC registadas.
Em síntese, verificou-se que a média do número de NC diminuiu ao longo dos meses, apresentando um balanço positivo de todo trabalho realizado pela equipa envolvente e os objetivos foram, de uma forma geral, cumpridos, na sua maioria.
Como trabalhos futuros recomenda-se:
- A supervisão mais sistemática dos diferentes espaços permitiria uma análise estatística mais fiável; -Uniformização da observação das NC de modo a melhorar a qualidade da análise estatística.
- Realização de supervisões em espaços pertencentes a diferentes entidades de modo a percecionar se as NC registadas são uniformes;
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