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3.2 Procedures for a change in mean

3.2.2 Projection procedures

Nesta seção, procurou-se agrupar temas voltados especialmente para a gestão das atividades internas da APEERJ. Para fins de análise, optou-se classificar esse conjunto de temas como integrantes do campo administrativo-organizacional. Este se constitui de elementos de natureza distinta, abrangendo, por exemplo, temas como informes financeiros à definição da sede da entidade.

Apresentam-se, à continuação, tabela que sistematiza a incidência dos temas que constituem o campo administrativo organizacional nos dois recortes temporais estudados nesta investigação. CAMPO ADMINISTRATIVO ORGANIZACIONAL 1981 -1983 1983 -1985 1985 -1987 1987 -1989 Tota l 2006 -20 08 2008 -2010 Tota l TEMAS Estatuto 4 3 0 1 8 3 0 3

Eleição / afastamento de membros da diretoria

8 2 1 4 15 2 4 6

Filiação de novos associados 0 1 3 11 15 4 3 7

Informes financeiros 5 8 13 9 35 14 6 20

Definição de sede 2 2 8 3 15 1 0 1

Aprovação / registro de ata 5 5 10 9 24 1 1 2

Definição de tarefas da APEERJ 1 0 0 0 1 2 0 2 Planejamento das reuniões da

APEERJ

3 0 6 1 10 0 0 0

Material de consumo da APEERJ 1 1 0 0 2 0 0 0

Declarações, certificados e diplomas 0 1 1 0 0 0 0 0 Exclusão de sócios inadimplentes 0 1 0 0 1 0 0 0

Logotipo/ símbolo da APEERJ 0 1 0 0 1 1 0 1

Voto de louvor a membros da APEERJ

0 1 1 2 4 0 0 0

Boletim hispânico 0 1 3 4 8 0 0 0

Criação da Casa do Professor 0 0 1 0 1 0 0 0

Concessão de títulos de sócios honorários e de presidentes de honra

0 2 2 1 3 1 0 1

Carteirinha para associados 0 1 0 0 1 2 0 2

Registro no Cadastro Geral dos Contribuintes 0 1 2 0 3 0 0 0 Divulgação da APEERJ 1 1 0 1 3 3 0 3 Comunicado de falecimento/ pêsames 0 1 1 0 2 0 0 0 Envio de congratulações 0 0 1 0 1 0 0 0

Interação com associados 0 0 0 0 0 4 3 7

Site da APEERJ 0 0 0 0 0 3 1 4

Estagiário da APEERJ 0 0 0 0 0 1 0 1

Confecção de panfletos, banner, camisetas e brindes diversos

0 0 0 0 0 3 0 3

Seguro saúde 0 0 0 0 0 0 1 0 Tabela no5: Temas no campo administrativo organizacional

A tabela anterior mostra que os informes financeiros predominam nas atas da APEERJ concernentes aos dois períodos em análise. Consideram-se como pertencentes a esse tema os ajustes da taxa semestral cobrada aos associados, a situação de inadimplência de alguns deles e, ainda, questões relativas à conta bancária da associação.

Nos primeiros mandatos da APEERJ, nota-se um relativo equilíbrio nos enunciados que tratam das finanças nas atas da associação. No ano de 2006, no entanto, verifica-se, na tabela, que esse tema ocupou lugar privilegiado nas discussões da entidade destacando-se entre os demais. Compreende-se que o interesse pela questão financeira da APEERJ, nesse ano, vincula-se a um projeto mais amplo de reorganização dessa associação inaugurado a partir desse período. Registra-se nas atas do biênio 2006-2008, além da discussão ordinária sobre pendências relativas ao trâmite bancário da APEERJ, o empenho dos diretores em conseguir subsídios para o crescimento dessa entidade.

Em consonância à proposta de crescimento da APEERJ, a partir de 2006, registra- se em ata, pela primeira vez na história dessa entidade, a proposta de confeccionar camisetas e brindes diversos para os seus associados a fim de arrecadar fundos e, ao mesmo tempo, divulgar a associação. Concebe-se a recorrência frequente a temas do âmbito financeiro como índice de um movimento expansionista que se inaugura nessa fase54. Manifesta-se, nas práticas da associação, a preocupação com a sua imagem pública e com a maior interação com os associados. Registra-se na ata do dia 10 de agosto de 2006:

seria imprescindível: (1) divulgar nossas propostas e informações sobre eventos por e-mail – responsabilidade de todas as Diretoras, a princípio; (2) construir um panfleto no qual se observariam as contribuições da APEERJ e nossas metas de trabalho – tarefa de todas as Diretoras; transformar o panfleto em banner e realizar a primeira tentativa de organização dos dados dos associados – a cargo da Vice-Presidente, Luciana Maria Almeida de Freitas e da 1ª diretora Secretária, Viviane Conceição Antunes Lima; (3) comprar um celular para que se possa estabelecer um outro tipo de contato com os sócios – o mencionado

54

No mandato de 2006, a quantidade de associados quintuplicou em relação ao mandato anterior. Segue o número de associados da APEERJ no período de 2003 a 2008: 110 associados em 2003; 45 em 2004, 47 em 2005, 238 em 2006, 266 em 2007 e 340 em 2008.

aparelho estaria aos cuidados da 2ª Diretora Secretária, Flávia Augusto Severino; (4) reformular a ficha cadastral a fim de simplificá-la e procurar alguém que confeccione brindes para a APEERJ– tarefa a ser realizada pela 1ª diretora Secretária, Viviane Conceição Antunes Lima; (6) pensar em citações para a confecção de camisas – incumbência da 1ª Diretora Cultural, Elda Firmo; (7) entrar em contato com o possível confeccionador das mesmas – tarefa a cargo da 1ª Diretora Financeira, Aline Machado.55

Ata do dia 10 de agosto de 2006

Quanto à filiação de novos associados, também existem distinções entre os dois períodos. Na década de 1980, o processo se dava durante as reuniões da APEERJ passando necessariamente pela aprovação dos seus membros, conforme o registro em diversas atas. Posteriormente, embora não saibamos identificar com precisão o ano dessa mudança, a filiação passa a ser feita, praticamente de forma automática, através do preenchimento de fichas de filiação distribuídas pela diretoria da associação ou encaminhadas via email aos professores. Ao desvincular-se do ritual periódico de aprovação coletiva realizado nas reuniões, a inscrição do tema filiação diminui da materialidade das atas a APEERJ, pois deixa ser assunto recorrente nas pautas das assembleias.

Contudo, a diminuição desse tema nas atas não deve ser compreendida como índice de um possível desinteresse em angariar sócios. Ao contrário, os associados passam a ser aceitos automaticamente pela associação sem que se julgasse necessário uma seleção e uma autorização para a inserção de novos membros. A preservação de um processo mais democrático de filiação, oriunda do mandato que antecede o ano de 2006, rompe com o procedimento historicamente consolidado nessa associação que exigia dos professores candidatos a sócios, além da aprovação em assembleia, indicação por meio de carta de apresentação de sócios efetivos da APEERJ.

Nos últimos mandatos da APEERJ, a discussão sobre as filiações está atrelada ao interesse de promover a divulgação da entidade. Para tanto, lança-se mão de diferentes meios para alcançar os seus interlocutores. A utilização de homepage, email institucional,

folders, newsletter, panfletos e cartazes é citada nas atas das reuniões da APEERJ durante esse período.

55 A fim de distingui-los das demais citações, os fragmentos do corpus transcritos neste trabalho serão apresentados emoldurados.

O investimento da APEERJ nos meios virtuais de comunicação, a partir de 2006, exerce papel significativo na trajetória dessa entidade, especialmente, no que diz respeito ao tipo de interação que passa a ser estabelecida com os seus associados e com outras entidades. Possibilita-se, assim, a ampliação dos espaços discursivos de interação. Enunciados passam, então, a circular com maior dinamicidade e extensão nos gêneros usuais da internet, que se mostram mais produtivos no andamento das atividades da associação em relação a outros espaços de interação antes mais utilizados como as reuniões presenciais e os tradicionais boletins.

A título de exemplificação, reproduz-se, à continuação, o primeiro boletim da APEERJ, publicado em 1986. É importante observar que a associação opta pelo uso da língua espanhola para estabelecer contato com os professores, embora se trate de entidade de nacional, cujos membros são majoritariamente falantes nativos da língua portuguesa. Do ponto de vista político educacional, a escolha do uso do espanhol na comunicação entre os professores em uma situação discursiva que não seja precisamente acadêmica institui-se como um traço identitário da APEERJ naquele momento, que enaltecesse o emprego da língua espanhola em detrimento do português dentro e fora da sala de aula. Entende-se essa opção como um fator limitador das condições de engajamento discursivo dos professores, cuja língua materna era o português.

Figura no 17: Primeira edição do Boletim Hispânico em tamanho reduzido

Na ata de 31 de outubro de 1985, encontra-se menção a críticas feitas ao I Congresso Brasileiro de Professores de Espanhol pelo fato de algumas comunicações terem sido apresentadas em português. Nessa ocasião, porém, uma segunda voz se opõe a essa posição pautando-se no argumento de que em todo congresso existe mais de uma língua oficial.

O emprego predominante da língua portuguesa nos escritos mais recentes da APEERJ é igualmente entendido como um traço do seu projeto identitário, que se opõe a uma posição historicamente construída nos discursos concernentes ao ensino de línguas em consonância aos enfoques de base estruturalista, segundo os quais se deve anular ou reduzir ao máximo o uso da língua materna. Nesse sentido, a ampliação do uso da língua portuguesa em situações de interação com os seus associados é mais um dos índices do processo de transformação da APEERJ.

Dentre os temas mais recorrentes da primeira fase dessa entidade, destaca-se a menção à produção das atas. Deve-se levar em consideração que, durante muitos anos, em cada reunião da APEERJ, lia-se a ata da reunião anterior com o propósito de corrigi-la, ajustá-la ou aprová-la pela coletividade presente. Esse procedimento, realizado rotineiramente nos primeiros mandatos, não foi mantido pela associação, que passou a lançar mão dos emails para agilizar esse processo.

Deve-se levar mais uma vez em consideração a ampliação do uso dos meios de comunicação virtuais, que possibilitou a expansão dos tipos de interação entre os sócios em outros espaços, que, supostamente, abarcaram grande parte dos temas contemplados outrora nas reuniões presenciais promovidas pela diretoria56. Nesse contexto, ditas reuniões e, consequentemente, as suas respectivas atas tiveram, nos últimos anos, os seus papeis redimensionados e ganharam novo papel na historia da APEERJ.

Cabe ressaltar que as condições favoráveis à agilidade da comunicação entre os membros da APEERJ também viabilizaram a ampliação da comunicação da APEERJ com os seus associados, que antes se dava predominantemente por meio do Boletín Hispánico. Nos seus últimos mandatos, algumas das reuniões da APEERJ inclusive passaram a ser feitas virtualmente, conforme as atas das reuniões de 23 de agosto de 2007 e de 11 de fevereiro de 2010 e 06 de abril de 2010, acarretando a adequação desse gênero ao veículo utilizado.

O terceiro tema mais abordado nas atas da APEERJ em sua fase inicial, juntamente com os temas eleição e filiação, gira em torno da sua sede. No segundo capítulo deste trabalho, fez-se menção à questão da definição da sede que, durante os primeiros mandatos da associação, foi alvo de repetidas discussões entre seus diretores. Contudo, nenhum deles obteve êxito em conseguir um lugar definitivo para sediar essa entidade. Todas as sedes da

56 Em virtude das limitações impostas a esta investigação, a materialidade discursiva resultante da interação virtual entre os membros da APEERJ não foi contemplada.

APEERJ tiveram caráter provisório, conforme inscrição nos seus estatutos, que atribuíam a sede à residência dos diretores presidentes de cada mandato.

Sem ter conquistado uma sede oficial, a APEERJ se instalou provisoriamente em diferentes espaços durante a sua história. Dentre os lugares utilizados pela associação na sua fase fundadora, tal como antecipado no segundo capítulo deste trabalho, predomina a recorrência às instalações da Casa de Espanha57. Esse acontecimento é concebido nesta pesquisa como um dos índices do poder da governamentalidade espanhola sobre a organização o professorado.

Conforme mencionado no terceiro capítulo deste trabalho, a expressão governamentalidade espanhola remete ao conceito foucaultiano (2004), segundo o qual a arte de governar não seria apenas exercer o poder sobre o território e seus habitantes, mas implicaria o acionamento de forças múltiplas na arte de governar homens e coisas. Nesta pesquisa, utiliza-se o conceito de Foucault para referenciar o poder que exercem os valores intrínsecos à política de línguas do governo espanhol nas práticas da APEERJ.

Deslocando para um plano secundário os elementos de ordem factual que justificariam a escolha da Casa de España como espaço da maioria das reuniões da APEERJ, a ocupação do referido lugar para sediar esses encontros atribuem, a nosso ver, sentidos à identidade da APEERJ. Outro fator a ser considerado é que, embora tradicionalmente tenha oferecido cursos de espanhol, esse espaço não é originalmente um espaço educacional, mas se trata de um clube sócio-cultural e esportivo58. O fragmento à continuação, compilado da ata do dia 11 de novembro de 1983, mostra o posicionamento dessa instituição acerca do uso de suas instalações pela APEERJ:

Figura no 19: Ata XXII, 12 de novembro de 1983 (assembleia geral)

57 A APEERJ também lançou mãos durante toda a sua história da residência dos membros da diretoria para a realização de reuniões.

58

Apresentam-se, a seguir, os principais objetivos da Casa de Espanha: • Servir de vínculos entre os membros da coletividade espanhola, a fim de manter as características dos costumes, cultura, idioma, arte,

folclore, arte e tradição da Espanha. • Promover reuniões sociais, culturais e recreativo-esportivas entre seus associados e aproximar as relações entre espanhóis e brasileiros. • Promover atividade de caráter assistencial, educacional e filantrópico. • Promover e incentivar atividades culturais, tais como: Institutos de cultura,

cinema, vídeo clube, cursos de idiomas, de música, de dança e outros que contribuam para o desenvolvimento cultural (CASA DE ESPAÑA, 2012).

Subjaz ao enunciado “observando-se que só fossem tratados assuntos culturais durante as mesmas” o enunciado de que a APEERJ poderia tratar de assuntos de outra natureza que não fossem estritamente culturais. Levando-se em consideração o contexto político da época, identifica-se nesse posicionamento a proibição aos professores de usarem o espaço da Casa de Espanha para ser organizarem politicamente. Nota-se nas atas que, a referida proibição não provoca nenhum tipo de reação dos membros da APEERJ. Com o silêncio, configura-se textualmente uma espécie de aceitação da imagem atribuída à APEERJ: uma entidade cuja finalidade é tratar restritamente de assuntos culturais.

Nas atas da APEERJ evidencia-se a disponibilidade apresentada por instituições diversas vinculadas de alguma forma ao Estado espanhol em relação às demandas da associação em sua fase fundacional. Destaca-se nesse cenário, a receptividade da Embaixada da Espanha, que se apresenta como um dos principais interlocutores dos professores de espanhol ao longo dos anos. Em outras palavras, pode-se afirmar que a representação diplomática espanhola geralmente mostrou interesse nessa aproximação.

Ainda no que concerne à discussão entorno da sede da associação, o campus da UERJ- Maracanã sediou a maior parte das reuniões da APEERJ nos seus últimos mandatos. Diferentemente da Casa de Espanha, trata-se de um local público da esfera estadual do governo voltado primordialmente para atividades de ensino e pesquisa. O Instituto de Letras, especificamente, é um espaço cuja função principal é a formação de professores de línguas. Portanto, compreende-se a realização de reuniões de professores de espanhol nas instalações desse local como uma espécie de fortalecimento dos laços da APEERJ com o espaço público e com a universidade. Ao mesmo tempo, a partir da promoção de reuniões de uma associação docente na UERJ, ampliam-se os sentidos atribuídos ao próprio campus universitário, então tratado não apenas como espaço de formação de profissionais, mas também como espaço propicio para a articulação e troca entre professores interessados em discutir assuntos pertinentes ao seu oficio que vão além dos saberes disciplinares.

Incluem-se ainda no grupo dos temas mais recorrentes nas atas da APEERJ em sua fase embrionária, discussões sobre o estatuto da APEERJ e sobre a eleição de novas diretorias. No que diz respeito particularmente aos estatutos, a necessidade de fazer alterações nesse documento é reafirmada repetidamente na história da APEERJ59. A análise dos estatutos mostra, entretanto, que a maior parte dessas alterações diz respeito à

59 No arquivo da associação, foram encontrados quatro estatutos referentes aos anos de 1982, 1992 e 2003 (anexo 26).

composição dos membros da diretoria e a tentativas de viabilizar as votações em assembleias, levando em consideração o baixo índice de presença dos associados. A participação escassa dos associados nas reuniões da APEERJ é demonstrada na aceitação de votos por meio de procurações dos sócios, a partir do segundo estatuto da APEERJ.

A eleição de membros da diretoria também se institui diversas vezes nas atas da APEERJ, que, a cada dois anos, conforme estabelecido em seus estatutos, promove nova eleição de diretores, permitindo-se nesse processo condições para abertura de novas chapas. Em toda a trajetória eleitoral da APEERJ, não consta a concorrência entre candidatos ao cargo de presidente. É também uma prática comum a reeleição de membros das diretorias anteriores nos mandatos subsequentes. Nota-se, em determinados períodos, profunda desmobilização dos professores, inviabilizando, inclusive, em certas ocasiões, a realização de eleições por falta de quorum nas assembleias.

A partir de 2006, entretanto, registra-se, nas atas da APEERJ, o interesse de estimular a participação dos associados nas decisões concernentes à associação. Para tanto, como mencionado anteriormente, investe-se na divulgação da APEERJ e em campanhas de filiação durante os eventos organizados pela associação. No fragmento da ata de 28 de março de 2008, a diretoria da APEERJ, ao resumir as atividades realizadas durante o biênio de 2006-2008, apresenta como mérito desse biênio o expressivo crescimento do número de associados da APEERJ:

pagantes. Como relação aos pagantes, eles foram 108 em 2001, 110 em 2002, 60 em 2003, 35 em 2004, 23 em 2005, 224 em 2006, 176 em 2007 e 44 em 2008, até o fim de março. O número de associados é diferente porque, lembrou Luciana Freitas, que somente é desligado da Associação o professor que está com uma anuidade em atraso: 110 em 2003, 75 em 2004, 47 em 2005, 238 em 2006, 266 em 2007, 340 em 2008, até o mês de março.

Ata do dia 28 de março de 2008

A eleição de sócios honorários da APEERJ na sua fase fundacional também é responsável pela instituição de sentidos ao tipo de relação estabelecida entre a APEERJ e os órgãos diplomáticos, visto que uma parte expressiva dos eleitos a esse cargo são representantes dessas entidades. Compreende-se que, nessa ação, conferem-se sentidos de contentamento, reconhecimento e gratidão a respeito da atuação empreendida por essas instituições em relação à APEERJ. Consta em ata:

Figura no 20: Ata XXII, de 31 de agosto de 1985 (reunião específica da diretoria)

A prática de concessão de títulos na história da APEERJ não se restringiu, contudo, à representação diplomática espanhola. Foram concedidos títulos de sócios honorários aos principais colaborados dessa entidade, incluindo-se nessa categoria alguns reitores de universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro, professores renomados da área de Letras, dentre outros. Insistimos, porém, no fato de que os gestos de contentamento, no que tange à relação entre à APEERJ e a Embaixada da Espanha, é uma característica definidora da fase fundacional dessa associação docente.

Segue à continuação a sistematização dos temas concernentes ao campo acadêmico pedagógico.