É solicitada para você, por seus
professores, a produção de quais gêneros
discursivos?
0 1 2 3 4 5 6 7 Gêneros discursivos Cartas Relatórios Cartazes Jornais e boletins informativos RedaçõesGráfico 8 – Produção de gêneros discursivos
De acordo com o gráfico 8, vemos que a ‘redação’ ainda se constitui no gênero mais explorado em sala de aula, seguido do gênero relatório. Apesar de a produção do gênero redação ser específica do ambiente escolar, vemos que na esfera do Seminário, ela continua a assumir um papel de relevo. Inferimos que essa escolha ocorre porque, tanto para o professor quanto para o aluno, essa produção textual assume um caráter de praticidade técnica, já que para a maioria dos alunos, bastaria seguir a regra que pede uma composição estrutural composta de introdução, desenvolvimento e conclusão.
Para a produção desse gênero, cabe ao aluno aprender a desenvolver competências discursivas como, por exemplo, ser capaz de organizar ideias de seu texto no sentido de posicionar-se contra ou a favor de um determinado assunto e argumentar em defesa de seu posicionamento. Além disso, na visão dos alunos, esse é um gênero de fácil elaboração, pois muitos acreditam tratar-se de uma produção textual, na qual eles podem discorrer livremente sobre qualquer assunto. No contexto do Seminário, essas produções textuais têm como propósito capacitar esses alunos para a produção de suas monografias ao final dos cursos de Filosofia e Teologia.
É interessante observar a ocorrência de produção dos gêneros cartazes e jornais. Essa prática se explica pelo fato de serem os próprios seminaristas os responsáveis pela divulgação dos eventos realizados pela Diocese, daí ser destinada àqueles com maiores aptidões linguísticas e técnicas (letramento digital) a incumbência por esses tipos de atividades.
Quanto à competência relativa ao letramento digital, conforme o gráfico 9, inferimos que o Seminário fornece condições para os seminaristas terem acesso à inclusão digital. Na atualidade, essa competência, entre outras, passa a ser uma condição necessária para a agência religiosa. Conforme sabemos, vivemos um momento especial na história da humanidade no qual o processo de modernização, entendido como resultado do progresso baseado na atividade65, oferece a todos nós oportunidades de dinamizar nossas ações, proporcionar novos modelos de interações e facilitar nossa agência pessoal e social. As relações humanas, entendidas em sua plenitude, encontram-se dependentes da tecnologia, a qual controla e organiza, a partir de uma rede complexa de interligações, nossas ações no mundo. Imersos nesse contexto tecnológico, saboreamos os frutos de um processo que exige compromisso social, criatividade e agência construtiva.
Quais equipamentos você utiliza ou utilizava em
sua última função no Seminário?Equipamentos 4 4 7 4 7 7 Calculadora Copiadora
Computador Retroprojetor ou projetor multimídia Aparelho de som e CD-Player TV, Vídeo e DVD
Gráfico 9 – Equipamentos utilizados na esfera do Seminário
Observando-se esse contexto social cada vez mais dependente da técnica computacional, podemos nos perguntar como e de que forma é possível garantir seu acesso àqueles pertencentes a camadas sociais desfavorecidas. Essa é uma questão que aponta para o problema da exclusão digital, fato que contribui para acentuar a distância entre os que têm acesso à informação e os que continuaram marginalizados. Na esfera do Seminário e, principalmente, no contexto religioso como um todo, vemos diariamente o uso da tecnologia a serviço da Evangelização. Muitos dos sites e blogs de caráter evangelizador são ‘criados e mantidos’ pelos próprios religiosos e leigos ligados à catequese.
O meio eletrônico digital, desde muito tempo, já revelou sua grande vocação de divulgador de informação e, percebendo os benefícios proporcionados pelas praticidades da velocidade de informação e grande poder de abrangência, as instituições religiosas aderiram ao uso de equipamentos em seus domínios. Essa medida garante, em parte, que o acesso à tecnologia e ao vasto conhecimento veiculado pelas páginas da web possa estar ao alcance daqueles que, de alguma forma, encontravam-se na condição de ‘excluído digital’.
É interessante observar que o simples acesso às páginas virtuais proporciona aos seminaristas novas práticas leitoras, conduzindo-os a desenvolver e ampliar suas competências discursivas. Temos, nesse aspecto, leitores frequentes de conteúdos virtuais diversos, fato que contrasta com as informações apresentadas no gráfico10, quando a prática da leitura está centrada no livro impresso.
De modo a complementar as informações apresentadas, veremos no gráfico 10, apresentado a seguir, que as práticas leitoras de nossos colaboradores parecem atender a necessidades de exigências pessoais. Nessa resposta não está contemplada a leitura da Bíblia e de texto bíblicos. Observamos que a formação leitora do seminarista obedece a critérios puramente pessoais. Há aqueles que encontram na leitura o prazer da descoberta e, por isso mesmo, estão sempre buscando informações novas, e há aqueles que apresentam mais dificuldades de concentração e se conformam em realizar apenas as leituras obrigatórias.
Quando o foco da leitura passa a ser o livro impresso, chama a atenção o fato de haver tão poucas leituras anuais nas práticas de nossos colaboradores. Uma possível explicação se daria pelo fato de eles levarem uma rotina regrada, na qual cada hora do dia corresponde a uma atividade pré-definida e de suas obrigações leitoras serem voltadas para leituras de textos religiosos de modo a não sobrar muito tempo para a leitura de textos de outras esferas discursivas.