Memorandum of Understanding on the implementation of the Norwegian Financial Mechanism 2009–2014 between the Kingdom of Norway and the
D. Programme Area: Capacity-building and Institutional Cooperation between Beneficiary State and Norwegian Public Institutions, Local and Regional Authorities
A utilidade do presente trabalho de investigação, decorre da construção de um modelo teórico fruto de uma revisão aprofundada, quer da literatura de carácter conceptual quer de estudos empíricos, reside fundamentalmente no facto de introduzir uma melhor visão e compreensão das diferentes matérias objecto do estudo.
Na actualidade o sucesso das empresas decorre das vantagens competitivas e capacidade em implementar estratégias para entender e comunicar com o mercado. Todos os dias o mercado cresce, o que significa uma maior concorrência na medida em que o mercado adquire dimensão e passa a estar mais esclarecido. Esta realidade é tanto mais evidente quanto mais desenvolvidos forem os países. As empresas que aportam os seus serviços no sector do turismo apresentam inúmeras contrariedades não só pela facilidade com que os serviços se reproduzem e se imitam como ainda pela dificuldade na diferenciação da oferta no longo prazo.
Em Portugal e de acordo com o INE - Instituto Nacional de Estatística, no ano de 2008 o sector do turismo contribui com cerca de (11%) para o PIB Nacional, sendo ainda responsável por grande parte das exportações; cumulativamente foi um dos sectores que mais emprego criou representando cerca de (10%) da população activa em 2008.
É também no turismo que todos os anos se identificam novas oportunidades de emprego. Este dado reverte da elevada taxa de crescimento do sector e ainda pela desajustada relação entre o número de profissionais formados e disponíveis e a efectiva necessidade do sector. De facto o turismo, pelo seu elevado grau de sustentabilidade apresenta-se como uma actividade de significativa importância para os territórios, especialmente os do interior, onde frequentemente se assiste a múltiplos processos de deslocalização das empresas para outros países, agudizando o problema do desemprego.
Por outro lado o turismo natureza, fruto de um posicionamento recente do turismo e que se afigura como um importante eixo de desenvolvimento económico dentro do próprio turismo, acaba por ser uma interessante estratégia que permite contrariar de forma muito interessante a tendência de alguns destinos, que em muitos casos se apresentam maduros, saturados e que caminham a passos largos para o declínio.
Este paradigma é de tal forma evidente que nalguns destinos maduros e até de alguma notoriedade, tal como o Algarve, tudo tem sido feito para que o PENT - Plano Estratégico Nacional do Turismo seja alterado. Os responsáveis locais pretendem dessa forma que o turismo natureza surja como eixo estratégico e prioritário nessas regiões criando a médio prazo uma inquestionável sustentabilidade.
Segundo a OMT - Organização Mundial do Turismo (2009), o mercado europeu do turismo natureza tem crescido de forma admirável. Na Europa, no ano de 2004, realizaram-se 22 milhões de viagens cuja principal motivação foi o turismo natureza. Este valor corresponde a (9%) do total de viagens realizadas pelos europeus. Segundo a mesma fonte e para que entendamos o peso de tal motivação basta referir que o golfe na Europa representa apenas 1 milhão de viagens por ano (motivação primária).
Na Europa os principais mercados emissores para o turismo natureza são a Alemanha e a Holanda com respectivamente (25%) e (21%) desse mercado. Em 2015 é expectável que este produto atinja os 43,3 milhões de viagens o que significará um crescimento anual de (7%).
Em Portugal no ano de 2004 e segundo o INE - Instituto Nacional de Estatística o turismo natureza significou (6%) das motivações primárias dos turistas. De acordo com os elementos anteriormente expostos o turismo natureza será o grande responsável para, num futuro próximo, se inverter a actual tendência de desertificação dos territórios mais afastados do litoral.
Apesar de (21%) do território nacional ser área protegida o turismo natureza está ainda muito aquém do que deve e poderá significar para as populações, especialmente as rurais. Actualmente o território português não só denota um elevado défice de infra-estruturas como patenteia um insuficiente know-how, não conseguindo oferecer produtos turísticos competitivos. No que concerne à qualidade e quantidade dos alojamentos turísticos a presente oferta exibe graves carências que são maiores quando se caminha do litoral para o interior do território. Esta realidade conduz à diminuição da capacidade competitiva dos destinos nacionais face a outros destinos, nomeadamente Espanha.
Torna-se assim imprescindível dotar as organizações com ferramentas de marketing para que possam identificar as necessidades dos clientes, aumentar a capacidade de comunicação e ampliar a dimensão da procura diminuindo a sazonalidade. Inequivocamente se tal for conseguido as empresas dilatarão as suas margens comerciais e terão certamente melhores resultados de exploração.
De acordo com os resultados publicados na 28ª edição, de Junho de 2009, do barómetro da “Academia do Turismo”4, e relativamente à importância do marketing relacional, (96,4%) dos inquiridos (especialistas do turismo) considera “ser muito pertinente” a criação de um sistema ou ferramenta de marketing que permita fidelizar os clientes nacionais.
Estas são algumas das razões que projectam a actual investigação para um patamar de elevada importância. Com a presente tese de investigação pretende-se desenhar e colocar à disposição das empresas de alojamento turístico em espaços de turismo natureza um modelo de gestão que certamente permitirá a obtenção de vantagens competitivas. Esta ferramenta pretende também proporcionar uma solução para que as microempresas de alojamento em turismo natureza
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Estudo elaborado no período de 9 a 18 de Junho de 2009 com a participação 134 especialistas, o tratamento dos dados foi realizado pelo IPDT (Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo de Portugal).
consigam contrariar as inúmeras dificuldades resultantes da pequena dimensão empresarial e dos escassos e inadequados apoios estatais.
Após pesquisa exploratória constatou-se não existir qualquer trabalho de investigação científica na área do marketing relacional relacionado com o turismo natureza. Apenas se identificaram alguns trabalhos de investigação em áreas distintas como “os destinos” ou a “visitação das áreas protegidas”.
A escolha do presente tema prende-se não só com a actualidade do assunto, marketing relacional, mas também pela importância que o marketing relacional deve representar para a obtenção de sustentabilidade nas empresas de alojamento turístico em turismo natureza. Esta questão veio assim aumentar a pertinência do desenvolvimento do presente trabalho de investigação.