Rammeavtale om gjennomføring av EØS-finansieringsordningen 2009–2014 mellom Island, Liechtenstein, Norge og Malta
Artikkel 11 Iverksetjing
Neste capítulo, apresentam-se os resultados obtidos através dos vários instrumentos de recolha de dados. Nesta análise privilegiaram-se, como fontes de dados as informações recolhidas no inquérito por questionário e por entrevista, as quais foram realizadas após a conclusão do projecto ”Calçada à Portuguesa”. A análise dos documentos permitiu a contextualização dos dados recolhidos. Procurou-se obter, a partir da informação recolhida, resposta às questões enunciadas para este estudo.
A discussão dos resultados foi organizada em cinco partes, representando as questões enunciadas para esta investigação:
- Que características têm os participantes neste projecto ao nível da participação na vida escolar e ao nível da experiência em trabalhos colaborativos?
- Qual a importância e as potencialidades das Comunidades de Prática pluridisciplinares em meio escolar?
- Quais as limitações de um trabalho de colaboração entre professores, alunos e membros de associações externas à escola organizados em CoP?
- Será que houve aprendizagem, ao nível dos participantes, resultante da comunidade de prática, no âmbito do projecto científico que relaciona as características geológicas do meio envolvente à escola e os conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano?
- Que características possui a comunidade criada para desenvolver um projecto de divulgação das ciências segundo o modelo estrutural das CoP, de Etienne Wenger?
A quinta parte encontra-se subdividida em três, cada uma representando um dos factores que influenciam o estabelecimento de uma Cop. Estes factores foram seleccionados de acordo com a literatura consultada, porque são os mais representativos do modelo estrutural proposto por Wenger, McDermott e Snyder (2002) e da proposta desta dissertação. Assim, os três factores escolhidos foram:
- Domínio – no qual se estabelecem as fronteiras e a identidade do grupo;
- Comunidade - constitui uma fábrica de aprendizagem, pois proporciona interacções entre os seus elementos e encoraja a partilha de ideias;
- Prática - conjunto da estrutura de trabalho, ideias, ferramentas, informações, estilos, linguagem, histórias e documentos que os membros da comunidade partilham. Representa o conhecimento que é desenvolvido, partilhado e mantido.
46 Características dos participantes no projecto, ao nível da participação na vida escolar e ao nível da experiência em trabalhos colaborativos.
As alunas consideravam que os alunos, no geral, têm capacidade de intervir na vida escolar caso isso conte para a sua avaliação, porque consideravam que, no Secundário, “eles apenas se preocupam com as notas e as médias”. Enquanto os professores, o Presidente da Associação de Exploradores da Calçada à Portuguesa (AECP) e o Presidente da Associação de Pais do Colégio S. Miguel (APCSM) consideravam que os alunos têm uma atitude muito passiva na vida escolar.
Quanto a sua própria participação na vida escolar, os professores achavam que participavam activamente na vida escolar, já as alunas consideravam-se “moderadamente activas na vida escolar”. O Presidente da AECP auto-avaliou-se com um nível de participação baixa, enquanto que o Presidente da Associação de Pais considerou que, como membro desta associação, tinha uma intervenção razoável, mas que poderia ser maior.
O Presidente da Associação de Pais também fazia parte de outra associação e considerou que “apesar do trabalho que dá, das chatices, do tempo que o ocupa, parece- lhe útil”, porque “as pessoas interessam-se mais, preocupam-se mais com o seu semelhante” e têm um nível de responsabilidade mais elevado. Estas pessoas são, de facto, mais interventivas e mais dinâmicas. Os professores, também, faziam parte doutras associações e consideravam que essa participação “desenvolve as competências sociais de trabalho em grupo”, o que facilita a participação em CoP.
As alunas consideravam que poderiam melhorar a intervenção na vida escolar através da participação nas actividades escolares e em projectos, apesar de uma das alunas considerar que “nem sempre essa participação depende dos alunos”. Isto está condicionada pela iniciativa dos professores mais activos, mas eram da opinião que deveria existir “uma relação mais próxima entre os alunos, os professores e a direcção da escola”. Os professores achavam que poderiam melhorar a intervenção na vida escolar através “da dinamização de projectos que envolvam os alunos e os motivem para as aulas”. Acrescentaram que poderiam melhorar a participação através do “trabalho conjunto entre professores na preparação de actividades práticas e de materiais pedagógicos”, assim como “na apresentação de sugestões nos órgãos de
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decisão da escola”. O Presidente da AECP referiu que deveria existir “uma maior cooperação entre as associações externas à escola e a escola” de forma a melhorar a qualidade do ensino, porque “há muitas coisas que estão mal e que talvez desta forma mudassem”. O Presidente da Associação de Pais achou que é sempre possível melhorar, essencialmente não desistindo, nunca baixando os braços perante as dificuldades.
Os alunos consideravam os professores da escola como sendo activos e participantes na vida escolar, já os professores consideravam os docentes da escola como sendo moderadamente activos. O Presidente da Associação dividiu os professores da escola em dois grupo: por um lado, aqueles que têm uma postura profissional adequada; por outro, os que poderiam ser melhores profissionais. Relativamente à Associação de Pais, os alunos consideravam-na muito activa enquanto os professores tinham uma opinião contrária. O Presidente da Associação considerava que ultimamente, tinha havido “um esforço desta Associação na dinamização de colóquios e na participação em projectos”. Quanto às associações externas à escola, existia unanimidade na opinião de que não havia participação na vida escolar.
O Presidente da Associação de Pais atribuiu nível 5 aos alunos e aos professores, numa escala de 1 a 6, mas achou que “é sempre possível fazer mais e melhor”, e é por isso que não atribuiu o nível 6. Sugeriu que continuem a desenvolver esses trabalhos, “o que é muito estimulante para os alunos e também para os professores”, e é sem sombra de dúvida, uma experiência muito enriquecedora, “da qual nunca mais se vão esquecer”, e que ajudou os alunos a serem mais interventivos e mais responsáveis e, no fundo, aprenderam muito mais desta forma.
No que diz respeito à opinião de que os encarregados de educação/associações externas à escola deveriam alterar/melhorar a sua intervenção na vida escolar, todos referiram que os encarregados de educação deveriam vir mais vezes à escola, mostrar mais interesse pelas actividades desenvolvidas pela escola, podendo sugerir “actividades e visitas de estudo de forma a melhorar o ensino”. Os professores acrescentaram que os pais poderiam promover actividades conjuntas de colaboração entre a Associação de Pais e a escola, assim como “a escola poderia convidar a Associação de Pais ou outras associações externas (tais como as associações desportivas) a estabelecer parcerias”.
O Presidente da AECP considerou que as associações externas não têm como missão estabelecer parcerias com a escola, tem de ser a escola a tomar a iniciativa. Mas, mesmo assim, faz sentido que estas associações participem na vida da escola de forma a
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divulgarem o conhecimento, porque “qualquer associação representa conhecimento” e assim pode contribuir para divulgar algo aos alunos sobre a vida profissional ou cultural.
Os alunos consideravam que quanto maior for a escolaridade dos pais, e desde que sejam pais empenhados, melhor acompanharão os alunos e melhor sucesso eles poderão ter. Mas o principal será o facto de “serem pais presentes e interessados”. Os alunos consideraram o trabalho colaborativo como sendo “um trabalho conjunto, de ajuda mútua em que todos os elementos estão a par do progresso do trabalho, têm iguais responsabilidades e têm um único fim/objectivo”. Os professores definiram o trabalho colaborativo como sendo “o trabalhar num projecto, com várias pessoas, em que todas participam de igual forma, que partilham as suas experiências e saberes na resolução do problema”. O Presidente da AECP referiu como sendo “um trabalho desenvolvido por várias pessoas ou instituições em que se pretende melhorar vários aspectos profissionais ou outros, de forma a atingir os objectivos desse grupo”. O Presidente da Associação de Pais considerou o trabalho colaborativo como sendo “um trabalho em conjunto (mais do que duas pessoas), no qual há uma interajuda, uma troca de experiências e de ideias”. Desta forma, “o resultado é mais produtivo, obtendo-se um produto final muito melhor”.
Relativamente ao número ideal de membros de um grupo colaborativo, todos consideravam que o número de elementos estará condicionado pelo tipo de trabalho a desenvolver e pelas pessoas que o constituem. Em especial pelas características e pelas capacidades de cada um, pela experiência de trabalhar em grupo e pela motivação. Mas, todos concordavam que, idealmente, deverá ser constituido por três ou quatro pessoas.
Importância e potencialidades das Comunidades de Prática pluridisciplinares em meio escolar.
Conhecer o entendimento que os participantes na CoP tinham acerca das Comunidades de Prática tornou-se fundamental como ponto de partida para poder responder a esta questão, assim, o conceito Comunidades de Prática (CoP) era conhecido pelos professores que o definiram como “um trabalho de colaboração entre vários intervenientes de forma a resolver um problema ou a desenvolver um
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projecto/trabalho, em que as pessoas aprendem umas com as outras, visto que cada uma delas tem experiências e conhecimentos diferentes” e por uma das alunas, como sendo “um grupo de pessoas, de diferentes áreas que se juntam na resolução/desenvolvimento de um projecto”, contudo, os restantes elementos não conheciam o conceito, mas relacionaram-no com trabalho em grupo.
De forma a justificar a importância do trabalho conjunto e pluridisciplinar, aos elementos da CoP foi pedido que tomassem posição quanto a algumas afirmações, recorrendo a uma escala qualitativa de seis níveis (1 como o mínimo de concordância e 6 o máximo de concordância). O quadro I apresenta estes resultados.
Quadro I - Importância do trabalho conjunto e pluridisciplinar.
Pr of es so r 1 Pr of es so r 2 A lu no 1 A lu no 2 Pr es id . P C SM Pr es id . A E C P
É importante ouvir a opinião dos alunos sobre a vida da escola. 5 6 6 6 5 6
É importante ouvir a opinião dos encarregados de educação sobre a
vida da escola. 4 4 4 6 5 5
A escola de hoje exige à comunidade escolar a capacidade de desenvolver práticas colaborativas, facilitadoras de uma evolução
profícua. 5 6 6 6 5 5
É útil haver reuniões para partilhar experiências e para desenvolver
projectos conjuntos. 5 5 6 6 6 5
É importante a constituição de equipas multidisciplinares para a
organização de projectos escolares. 6 6 6 5 6 5
A constituição pluridisciplinar desta comunidade favoreceu a partilha
de conhecimentos. 5 5 5 6 5 5
É importante o desenvolvimento de projectos escolares como forma de
motivação para os professores e alunos. 6 6 6 6 6 5
A participação em comunidades de prática é uma forma de fazer
formação profissional. 4 4 4 4 4 5
É de realçar que todas as alternativas apresentaram altos níveis de concordância, sendo a segunda, “É importante ouvir a opinião dos encarregados de educação sobre a vida da escola” e a última, “A participação em comunidades de prática é uma forma de fazer formação profissional” que obtiveram pontuações mais baixas.
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Os membros desta CoP consideravam essencial ouvir a opinião dos alunos e dos encarregados de educação sobre a vida escolar e não só ouvir os professores, o que leva à necessidade de constituir grupos multidisciplinares para trabalhar em conjunto, ideia reforçada pelo Presidente da Associação de Pais - “deverão ser de diferentes áreas”, como forma de responder às exigências da sociedade actual, a qual, segundo uma das alunas, exige “a necessidade de saber trabalhar com pessoas diferentes nas mais variadas situações” e não só, como forma de resolver problemas, no melhoramento dos resultados escolares dos alunos, na melhor preparação dos alunos ou para o desenvolvimento de projectos escolares. Uma das alunas desabafou dizendo “nada melhor do que ter experiências deste tipo, na escola, para que depois tenhamos maior à vontade e estejamos em vantagem na nossa vida profissional futura”.
Estas equipas deverão ser “constituídas por elementos que se identifiquem com o objectivo que levou à criação da CoP”, ideia apresentada pelo Presidente da Associação de Pais. Também, segundo uma das alunas, deverá ser dada autonomia a cada elemento para “participar, partilhar, defender as suas ideias e criticar aquelas com que não concordar”. Só assim é que a CoP funcionará e os seus membros se sentirão motivados e empenhados na partilha de conhecimentos. As CoP poderiam ser utilizadas como forma de fazer formação profissional, apesar da concordância dos membros, sobre esta afirmação, ficar pelo nível quatro, em seis possíveis.
Foi considerado, por todos, que a constituição pluridisciplinar, desta comunidade, favoreceu a partilha de conhecimentos e que, neste projecto, houve a possibilidade de cada um defender as suas ideias e criticar as ideias com que não concordavam.
Das respostas dadas, podemos concluir que, através das comunidades de prática em meio escolar, o resultado atingido é melhor, é uma forma mais motivante de trabalhar e todos os elementos tiram proveito dessa partilha de experiências e de conhecimentos. As CoP deverão ser constituídas por pessoas de diferentes áreas, que se reúnam periodicamente, para que, em conjunto, desenvolvam projectos, planeiem aulas, resolvam problemas ou façam formação profissional.
51 Limitações de um trabalho de colaboração entre professores, alunos e membros de associações externas à escola organizados em CoP
Da análise das respostas dadas podemos constatar que, apesar de todos gostarem e considerarem essencial o trabalho em colaboração, são apresentadas várias limitações ao trabalho colaborativo. As alunas referiram que, por vezes, demora-se mais tempo quando se trabalha em grupo, quando dizem “em certas ocasiões perde-se tempo”. Os professores consideraram que podem existir “dificuldades em pôr o grupo a funcionar”; o Presidente da AECP afirmou que “a mentalidade individualista dos professores” dificulta a implementação deste tipo de estratégias. A falta de trabalho colaborativo na formação inicial e na formação contínua de professores, também, foi apontada como limitação, por parte dos professores.
Como forma de ultrapassar estas limitações, foram apresentadas algumas ideias: as alunas sugeriram que a avaliação dos alunos, neste tipo de trabalho, seja “mais individualizada e cuidada”; também referiram que “existe necessidade de ensinar a trabalhar em conjunto”. Os professores consideravam que “os currículos escolares deveriam apostar mais nestas actividades”, para que assim, se crie o hábito de trabalhar em colaboração, os docentes também referem que os professores e os alunos deveriam ser avaliados neste parâmetro, assim como “terem mais tempo e turmas mais pequenas”. Os membros das associações externas mencionaram que a utilização das tecnologias pode facilitar “uma participação mais activa e empenhada” dos alunos e dos professores e acrescentaram que existia “ a necessidade de colocar as pessoas a interagir”, como forma de as habituar e as motivar para o trabalho colaborativo. O Presidente da AECP ainda referiu que “para ultrapassarmos estas limitações tem que existir um esforço do Ministério da Educação para fazer ver que desta forma facilitamos a partilha do conhecimento e assim a sociedade evolui” e desabafou dizendo que “os professores são um bom exemplo, porque existem professores que sabem, mas tentam ao máximo não partilhar o seu conhecimento”.
52 Ocorreu aprendizagem, ao nível dos participantes, resultante da comunidade de prática, no âmbito do projecto científico que relaciona as características geológicas do meio envolvente à escola e os conteúdos da disciplina de Biologia e Geologia do 11º ano.
Relativamente a este item, os alunos consideraram que, ao participarem neste projecto tiveram “aulas diferentes” trabalharam os conteúdos de uma forma “mais agradável” o que lhes proporcionou “conhecimentos mais sólidos”. Os professores destacaram a partilha de conhecimentos e a relação estabelecida entre os conteúdos abordados nas aulas com a realidade geológica, económica e ambiental da região o que “favoreceu o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento de várias competências por todos os elementos que participaram na CoP” em especial as competências sociais. Tudo isto culminou numa melhoria dos resultados escolares. Os representantes das associações externas à escola salientaram que, ao participarem neste projecto, tomaram consciência dos conhecimentos que os alunos, desta idade, têm sobre os recursos geológicos e económicos da região. Referiram, também, que foi proveitoso e que “ampliou os conhecimentos de todos” através da interacção que existiu nas reuniões da CoP e da participação das entidades externas, em especial, do Departamento de Geologia da Universidade de Aveiro e do PNSAC. Consideravam que era através “do ver, do mexer, do experimentar, do interagir que os alunos aprendem melhor” e que “desta interacção resultam aprendizagens mais consolidadas”.
De forma a justificar a aprendizagem resultante da Comunidade de Prática, aos elementos da CoP foi pedido que tomassem posição quanto a algumas afirmações, recorrendo a uma escala qualitativa de seis níveis (1 como o mínimo de concordância e 6 o máximo de concordância). O quadro II apresenta estes resultados.
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Quadro II - Aprendizagem resultante da Comunidade de Prática.
Pr of es so r 1 Pr of es so r 2 A lu no 1 A lu no 2 Pr es id . P C SM Pr es id . A E C P
A participação, neste projecto, desenvolveu competências que me
permitirão participar noutros projectos 5 5 5 4 4 4
As metodologias participativas criaram condições propícias à
aprendizagem 5 5 5 5 5 5
A metodologia participativa com intervenientes com conhecimentos
diferentes possibilitou atingir um resultado melhor 6 6 6 6 5 6 A participação neste projecto permitiu-me conhecer melhor as
características e os recursos geológicos da minha região, assim como
o impacto económico e cultural a nível local e nacional 4 5 6 5 5 4 Neste projecto pude pôr em prática os conhecimentos
adquiridos nas aulas de geologia/ adquiridos na minha vida
profissional 5 5 5 6 3 6
Neste projecto pude ampliar os conhecimentos:
adquiridos nas aulas de geologia / adquiridos na minha vida profissional
6 5 5 5 3 5
O contacto com instituições universitárias e associações, (em particular com a Associação de Pais, Associação de Exploradores de Calçada à Portuguesa, Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro e o Parque Natural das Serras de Aire e candeeiros) foi útil para a minha aprendizagem.
6 6 5 5 5 6
A realização de actividades experimentais e as visitas de estudo foram facilitadoras da aprendizagem e do desenvolvimento de competências
várias. 5 5 6 6 4 4
Todos os membros concordavam que a participação de pessoas de várias áreas e com conhecimentos diferentes facilitou e possibilitou atingir um resultado melhor e em especial pôr em prática os conhecimentos de cada um e desta forma ampliá-los, ficando assim, a conhecer-se melhor a realidade de cada membro, compreendendo-o melhor, tal como as características geológicas e económicas da região.
Os elementos considerados essenciais para facilitar a aprendizagem, foram: a partilha de conhecimentos entre os membros da CoP; o contacto com instituições externas à escola; as actividades experimentais e as visitas de estudo realizadas; a pesquisa bibliográfica; as entrevistas. Tudo isto feito em interacção através de trabalho colaborativo.
54 Que características possui a comunidade criada para desenvolver um projecto de divulgação das ciências segundo o modelo estrutural das CoP, de Etienne Wenger.
Característica 1 - Domínio - estabelece as fronteiras e a identidade do grupo.
As afirmações do Quadro III submetidas à comunidade, relativas ao factor Domínio, foram criadas tendo como base os factores identificados por McDermott (1999), Le Moult (2002) e McDermott (2000).
Quadro III – Fronteiras e a identidade do grupo.
Pr of es so r 1 Pr of es so r 2 A lu no 1 A lu no 2 Pr es id . P C SM Pr es id . A E C P
A presença de especialistas é fundamental para estimular, direccionar e
dar suporte aos interesses dos participantes. 5 6 5 5 6 6
A participação de elementos externos, bem como a participação dos membros da própria CoP em outros grupos, é extremamente útil para o
desenvolvimento da comunidade. 4 5 4 5 5 5
As comunidades de prática (em contexto escolar) devem ser
constituídas apenas por professores. 2 2 1 2 2 2
As comunidades de prática (em contexto escolar) devem ser
constituídas por professores e por alunos. 5 5 5 4 4 5
As Comunidades de Prática (em contexto escolar) devem ser constituídas por professores, alunos, pela associação de pais e por
associações externas à escola. 6 6 5 6 6 5
Este estudo mostra que os membros desta CoP participaram neste projecto por causa do tema tratado pela Comunidade. Isto é, os participantes desta comunidade consideraram que tiveram um objectivo comum: a ligação entre os conteúdos programáticos da disciplina de Biologia e Geologia e a divulgação de um produto característico da região. Cada membro esteve envolvido na comunidade, uma vez que contribuiu com os seus conhecimentos para o desenvolvimento da CoP.
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Foi considerado, por todos, quadro III, que uma CoP, em contexto escolar, deve ser constituída pelos vários intervenientes na vida escolar e, também deve envolver associações representativas do meio envolvente à escola. O Presidente AECP mencionou que “o apoio da Professora da Universidade de Aveiro e do Director do PNSAC foi fundamental para que os exploradores da calçada e os restantes participantes na visita de estudo e na palestra ficassem a conhecer as características geológicas da