2.1 Case Studies;
2.1.2 Profile of University of Education, Winneba
Segundo Emrouznejad, Parker e Tavares (2008) desde sua criação por meio do estudo realizado por Charnes et al. (1978), a utilização da metodologia DEA vem crescendo de maneira rápida e contínua tanto para o desenvolvimento teórico quanto para situações práticas. Na literatura internacional diversos trabalhos realizaram levantamentos bibliográficos para comprovar como a utilização e o desenvolvimento da técnica DEA cresceu de maneira quase que exponencial (GATTOUFI; ORAL; REISMAN, 2004; COOK; SEIFORD, 2009).
Dessa maneira, é considerável o número de publicações envolvendo a aplicação de DEA em relação à eficiência e produtividade tanto nos setores públicos quanto nos privados. Sua metodologia está emergindo como uma ferramenta essencial para um grande número de campos da ciência e da gestão, sendo aplicada principalmente nas áreas: bancárias, educacionais (principalmente no ensino superior), de assistência médica, hospitalares, de prestação de serviços e agricultura.
Há diversas aplicações desta metodologia na literatura internacional para a avaliação da eficiência de instituições de ensino superior comparando a eficiência entre instituições, comparando a eficiência entre diferentes departamentos de universidades, ou realizando comparações de eficiência entre instituições privadas e públicas. Entre as publicações internacionais podem-se citar: Çokgezen (2009) que aplicou DEA em faculdades de economia na Turquia, Kao e Pao (2009) que utilizaram DEA para avaliar o desempenho de universidades taiwanesas, Wilson (2005) e Afonso e Aubyn (2005) que aplicaram DEA para mensurar a eficiência na educação entre países por meio dos dados de proficiência do PISA, Abbott e Doucouliagos (2003) que utilizaram a metodologia DEA para medir a eficiência de universidades australianas e Johnes (2006) que aplicou DEA a partir de uma série de dados coletados de mais de cem instituições de ensino superior na Inglaterra para mensurar o nível de eficiência das universidades inglesas.
No Brasil, a análise de eficiência também tem se concentrado fortemente na avaliação de instituições de ensino superior, no entanto ainda são poucos os estudos sobre eficiência utilizando a DEA na educação brasileira.
Segundo Casado e Souza (2007), a metodologia DEA foi desenvolvida para avaliar a eficiência de organizações com atividades que não visam lucros ou para aquelas que não apresentam preços pré-fixados para todos os insumos e/ou todos os produtos, por esse motivo é uma técnica amplamente usada como uma alternativa para a realização de estudos de eficiência em instituições de ensino superior. Tal fato justifica o aumento do número de publicações utilizando a metodologia DEA no Brasil, já que o país carece de modelos quantitativos de avaliação da eficiência produtiva que abordem múltiplos fatores envolvidos na atividade universitária e considerem os princípios e as características que orientam as avalições institucionais.
É importante ressaltar as grandes possibilidades de exploração que a metodologia DEA disponibiliza como mecanismo permanente de avaliação comparativa de eficiência, já que entre outras razões, esta técnica apresenta características positivas como: a neutralidade, o incentivo a criação e aprimoramento de inventários de recursos e também por envolver participações de gestores e de agentes na avaliação, o que é essencial para a qualificação e determinação de possíveis caminhos para a fronteira de eficiência objetivando o monitoramento de objetivos (CASADO; SOUZA, 2007).
Oliveira, N. G. A. et al. (2011) realizaram uma revisão da utilização da metodologia DEA como ferramenta de avaliação de desempenho das instituições de ensino superior e como resultado encontraram 71 trabalhos publicados, dos quais 79,6% foram publicados em revistas e congressos, 29.6% em dissertações de Mestrado e 9,9% em teses de doutorado. Além disso, constataram que o curso de engenharia de produção é responsável pelo maior número de trabalhos que utilizam a técnica DEA, tanto em relação às dissertações de mestrado, como nas teses de doutorado analisadas.
Outro fato importante é que o Brasil também necessita de trabalhos quantitativos envolvendo o ensino básico, já que é pequeno o número de estudos brasileiros aplicando a metodologia DEA para medir a eficiência de escolas da educação básica. Dos trabalhos mais recentes publicados abordando este assunto podem-se citar: Delgado e Machado (2007) no qual determinaram a fronteira de eficiência das escolas públicas estaduais de Minas Gerais no ensino fundamental e médio e concluíram que as escolas situadas nas regiões centrais do estado têm maiores chances de serem mais eficientes e ofertarem um ensino de melhor qualidade principalmente por terem maior disponibilidade de recursos, Rosa (2008) utilizou
DEA para medir o desempenho do sistema de ensino público da cidade do Rio de Janeiro, Faria, Jannuzzi e Silva (2008) que aplicaram DEA na área de políticas públicas para verificar se os recursos orçamentários de municípios fluminenses estão sendo bem utilizados, de modo que os indicadores de saúde e educação reflitam esse desempenho, Sampaio e Guimarães (2009) que compararam a eficiência de escolas públicas com a de escolas privadas e constataram que os colégios privados são mais eficientes do que os colégios públicos, reafirmando mais uma vez a superioridade do ensino privado em relação ao ensino público, Barbosa e Wilhem (2009) que por meio da técnica DEA analisaram o desempenho das escolas de ensino fundamental e médio do Núcleo Regional de Educação de Paranavaí no Paraná e encontraram falhas na administração que procurava melhorar o desempenho de escolas ineficientes, Miranda e Rodrigues (2010) que utilizaram a técnica DEA para a avaliação do desempenho de escolas municipais e estaduais do ensino básico, Gramani e Duarte (2011) que estudaram a eficiência educacional das unidades federativas brasileiras por meio da metodologia DEA, associando o desempenho das instituições de educação básica com a qualidade obtida pelas instituições de ensino superior e Benega (2012) que utilizou o modelo DEA para realizar a avaliação da eficiência técnica do gasto público em educação básica nas unidades federativas do Brasil concluindo que a região sul apresenta o melhor sistema de ensino do país.