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Produksjon og lager av smør, ost og mysost:

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4. Produksjon og lager av smør, ost og mysost:

Nos anos 90, algumas empresas atuantes no segmento de desenvolvimento de software passaram a disponibilizar ao mercado sistemas integrados, denominados ERP (Enterprise Resources Planning) ou Planejamento de Recursos Empresariais, com a proposta de atender às necessidades das atividades das empresas, concentrando2se no apoio aos processos empresariais no lugar das funções organizacionais, conforme O’Brien (2001,

p.173): “ # #

$ # # O processo empresarial

de venda, por exemplo, inicia2se com o registro do pedido feito na função Vendas e, continua, consultando a função Crédito, para investigar a existência, ou não, de restrições com relação ao cliente, verificar o estoque disponível junto a função Controle de Estoques, confirmar se a função Expedição pode cuidar do despacho da mercadoria e, existindo algum empecilho, em alguma função, procurar, dentro do próprio processo, resolver a questão e, não existindo

restrições, efetuar a venda, imediatamente registrada como venda efetuada, provocando a atualização do crédito do cliente e a conseqüente emissão de duplicata e, no estoque, a baixa da mercadoria vendida, além de providenciadar a sua embalagem e entrega. A partir desse momento, essa operação estará registrada e disponível no Banco de Dados e, em muitos casos, poderá disparar outros processos empresariais como, por exemplo, reposição do material se o estoque do vendido atingir o ponto do pedido (ADAIR e MURRAY, 1996).

Os sistemas ERP foram desenvolvidos a partir dos sistemas denominados MRP (Material Requirement Plan) ou Planejamento dos Recursos Matérias – cuja finalidade principal, num horizonte temporal determinado (dias, semanas, ou meses), é calcular quando, quanto e quais componentes ou materiais serão necessários comprar ou fabricar para atender às necessidades de venda de produtos acabados de uma empresa. Evoluíram para os MRP II (Manufacturing Resources Planning) ou Planejamento dos Recursos de Manufatura, os quais têm, por incumbência, além de atender ao equacionamento das necessidades de materiais típicas do MRP, auxiliar a resolver a questão de como efetuar a produção dos itens que uma empresa pretende vender, levando em consideração as restrições de recursos produtivos disponíveis.

A evolução dos sistemas MRP, passando pelos MRP II e chegando, atualmente, aos ERP, sugere algo semelhante ao processo de fagocitose, da biologia celular, no qual, gradualmente, na medida em que situações eram atendidas, outras, até então presentes na periferia, mas colaterais, tomavam corpo e, em novas versões dos sistemas, eram também resolvidas e assim por diante. Os Sistemas MRP, para planejar e controlar os itens de demanda dependente39, requerem informações como as quantidades de produtos acabados,

39Demanda dependente – são itens cuja demanda dependem da demanda de outros itens. Por exemplo, numa

fábrica de carros os pneus (4 por carro – sem considerar o estepe) são itens cuja demanda é dependente da demanda de carros a serem fabricados. Se a fabrica pretende fabricar 600 carros ela precisará de 3000 rodas (4 por carro), precisará também de 3000 pneus (1 para dada roda) assim como precisará de 12.000 parafusos para fixar as rodas (4 por roda) nos carros. Todos, rodas, pneus e parafusos são itens de demanda dependente dos

necessários para atender as vendas projetadas – os de demanda independente40, os estoques disponíveis desses produtos acabados, a lista dos materiais com as quantidades que compõem cada um desses produtos. Precisa, também, conhecer as quantidades de produtos que estão em processo assim como as quantidades, embora não recebidas, já compradas. Em suma, na medida em que se pretendia aprimorar o sistema, levando em consideração outras variáveis, mais o sistema se ampliava, passando a incorporar outras variáveis. Nesse desenvolvimento, vez ou outra, existem saltos qualitativos (quase quânticos), nos quais os sistemas mudam de patamar e podemos dizer que isso ocorreu, de uma certa forma, quando o MRP evoluiu para o MRP II.

O MRP II, além de atender às funções do MRP, passou a incorporar outras funcionalidades, de acordo com Laurindo (2000, p. 325), como

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e de análise de capacidade produtiva, permitindo considerar os recursos humanos e orçamentários no Planejamento e Controle da Produção. Gradualmente, também, a exemplo do ocorrido com os MRP, e sempre facilitado com incorporação de novos recursos proporcionados pela contínua evolução da tecnologia de hardware, a qual disponibilizou dispositivos automáticos de coleta de dados diretamente nos locais, e no exato momento de sua geração, o modelo MRP II foi sendo ampliado. Passou a atuar em atividades como o controle de fábrica 2 (ibidem, p. 326) “0 1 6,. >>

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A e, adicionalmente, dilatou o horizonte de planejamento da produção, superando as limitações do curto prazo, incorporando facilidades para o planejamento a

carros. Os carros, por sua vez, são itens de demanda independente – cuja quantidade é estabelecida pelo mercado.

médio prazo com (ibidem, p. 326) D+ E . +E . $

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sistemas MRP II, de acordo com o mesmo autor (ibidem, 329), 0 1 #

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Como dito anteriormente, nos anos 90, a exemplo do que ocorrera com os MRP II, com seu centro focal na Produção, novo salto foi dado, desta vez com os sistemas ERP. Esses sistemas buscaram atender, além da Produção/Operações – Previsão da Produção; Programação da Produção; Planejamento das necessidades de materiais; planejamento de capacidade; controle de custos de produção, de qualidade, de programação e controle de chão de fábrica; controle de máquinas, de processo, de estoques, compras etc. 2 outras áreas empresariais como Marketing – gestão da força de vendas; promoção e propaganda; pesquisa de mercado; marketing interativo etc. 2, na de Recursos Humanos, a análise de remuneração; inventários de qualificação de funcionários; gestão de benefícios; previsão de necessidades de pessoal; treinamento e desenvolvimento de pessoal; folha de pagamento etc., na Divisão Financeira, a administração de caixa, de contas à receber e à pagar, de crédito; gestão de investimentos; gestão de capital; previsão financeira etc. No setor Contábil, Livro razão geral; Planos de contas; Livros contábeis auxiliares como os de contas à receber, à pagar, estoques, ativo fixo; etc. Na Engenharia, projeto assistido por computador; Planejamento de Processos assistido por computador; simulação de produtos e prototipagem etc. 2 e outros

41 Planejamento agregado – Modelo utilizado no Planejamento da Produção, a médio prazo. Denomina2se

agregado por agrupar a demanda de produtos em equivalentes, de forma que esses os representem. Esse modelo visa compatibilizar a demanda agregada com os recursos produtivos da empresa, de três formas distintas: buscando atender à demanda com os recursos disponíveis (admissões/demissões de mão de obra, horas extras, subcontratações, estoques), buscando atuar na demanda de modo a ajustá2la aos recursos produtivos disponíveis (preço de venda, promoção, atraso na entrega) ou utilizando uma combinação dessas duas anteriores. (MARTINS e LAUGENI, 1998).

mais na tentativa de suprir as empresas de ferramental baseado na tecnologia da informação, para a administração de seus negócios.

Os sistemas ERP utilizam os denominados processos empresariais para cumprir suas funcionalidades. Sendo pacotes de software padronizados, voltados para comercialização, para conseguirem vantagens competitivas sobre seus concorrentes, seus fornecedores procuram disponibilizar, nesses aplicativos, teoricamente, o melhor da tecnologia de gestão. Conforme Souza (2000, p.3)

Outro apelo dos sistemas ERP é a disponibilização de conhecimentos acumulados a respeito de diferentes maneiras de se realizar processos. Isso decorre do fato de as empresas fornecedoras utilizarem2se de modelos de processos obtidos através de estudo e comparação em diversas empresas (benchmarking), as chamadas ‘melhores práticas’. Este é o conhecimento agregado à empresa no processo de implementação.

Brancoft, Seip e Sprengel (1998 apud Souza 2000, p.14), discutindo os procedimentos utilizados no desenvolvimento do pacote R/3 da SAP42, afirmam:

[...] os desenvolvedores da SAP recolheram os requisitos de diferentes empresas dentro de uma mesma indústria e os combinaram com resultados de estudos das principais empresas de pesquisa. Essa compilação tornou2se a base para o desenvolvimento de cada módulo dentro do R/3. Dentro deste contexto, o termo melhores práticas é usado para representar o sucesso dos processos de negócio padronizados implementados.

Dessa forma, pelo menos aparentemente, os ERP, cada um a sua maneira, conforme o fornecedor, são constituídos pelos processos empresariais de maior sucesso, ou, pelo menos, mais usuais, embora seja necessário considerar essa questão com certa reserva, pois isso pode ser verdadeiro ou não.

Segundo Davenport (1998 apud ibidem, p. 14), " #

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É importante, entretanto, atentar para as observações de Laurindo (2000, p.333)2

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# 0 1 Nesse sentido, é interessante fazer a correlação das expressões utilizadas, no caso, sistemas transacionais e sistemas de informações gerenciais com os níveis usuais presentes nas organizações, a saber, o nível operacional, o nível tático ou gerencial e o estratégico ou diretivo. Gomes (1998, p. 117) apresenta as características de cada um desses níveis organizacionais, sob o ponto de vista dos sistemas de informação:

No NÍVEL OPERACIONAL, os sistemas necessitam ser capazes de agir localmente, onde a operação está ocorrendo, interagindo nas atividades, apoiando2as e registrando passo a passo os eventos ocorridos. Necessitam ser dedicados e especializados às tarefas as quais se destinam e com capacidade interativa, preferencialmente em tempo real, com alta capacidade de comunicação e baixo nível de complexidade, dada sua natureza Transacional. No NÍVEL CONTROLE, os sistemas devem possibilitar a síntese das informações; com freqüência definida ou quando requerida, de modo a possibilitar balizamento do nível operacional, bem como indicar desvios e tendências para que ações corretivas existam, uma vez que tratam de Informações Gerenciais.

No NÍVEL DIREÇÃO, devem, os sistemas, ter capacidade de exercitar simulações, realizar inferências, dotados de recursos de inteligência artificial, utilizando informações do nível controle e outras colhidas no ecossistema. Com isso, diretrizes, políticas e decisões estratégicas podem ser melhor formuladas, visto objetivarem o Apoio aos Executivos/Decisões.

Os elementos acima apresentados são úteis para reforçar o conceito, no qual se apóia este pesquisador, de que os Sistemas integrados de gestão, por estarem “impregnados” de conhecimentos de administração, ao serem usados pedagogicamente, num curso de Administração, podem contribuir significativamente para o aprendizado, desde que sejam utilizados recursos metodológicos adequados, valendo2se de projetos estimulantes da pesquisa e da reflexão por parte dos estudantes.

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