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= Uromyces malvicola Spegazzini = Uromyces pavoniae Arthur

= Puccinia mikania-micranthae Viégas

Espermagônios, écios e uredínios não observados. Télios marrom-escuros a negros, numerosos, hipófilos, com at é 5 mm de diâmet ro, frequent ement e cinéreos na part e cent ral, devido a germinação de t eliósporos, circulares a irregulares, sem paráfises (Figuras 4 – A, B e C). Teliósporos 31 – 70

m × 18 x 23

m, maioria unicelulares (mesosporos), elipsóides a ovóides, rarament e bicelulares, adensados,

parede lisa, mais espessa no ápice. Pedicelos persist ent es, hialinos e lisos (Figuras 4 – D, E e F).

M aterial examinado: em folhas vivas de Sida sp. (M alvaceae). Brasil, Pernambuco, Pet rolina, Guaxuma; 12/ 04/ 1996; leg. M irt es F. Lima; UB (Col. M icol.) 11305.

Comentários: Trat a-se de uma espécie microcíclica, encont rada em várias regiões do Brasil sobre Abutilon P. M ill., Gaya L., Hibiscus L., Pseudabutilon L., Sida L.,

Wissadula M edik. e Triumfet t a L. (Hennen et al., 2005). Além das Américas, esse fungo já foi relat ado na África, Aust rália e Ásia (Farr et al., 2009).

Puccinia het erospora se assem elha a várias out ras espécies microcíclicas do gênero Puccinia que ocorrem dent ro da família M alvaceae. Chave elaborada por Lindquist (1982) permit e separá-las com base em caract eríst icas bem evident es:

Puccinia plat yspora (Speg.) H.S. Jacks. & Holw apresent a esporos em sua maioria unicelulares, oblongos a fusiformes, com parede pálida a ligeirament e avermelhada,

Puccinia lobat a Berk. & M .A. Curt is, Puccinia malvacearum Bert . e Puccinia anodae P. Syd. & Syd.t em em sua maioria t eliósporos bicelulares, elipsóides, fusiformes a oblongo fusiformes e ovóides a elipsóides, respect ivament e. Apenas P. modiolae

21 apresent a espermagônios. Já P. het erospora apresent a apenas t élios, com t eliósporos em sua maioria unicelulares est reit ament e elipsóides e parede pálida a amarronzada.

Esse fungo causador de ferrugem possui uma posição int ermediária ent re

Puccinia e Uromyces. Seus soros most ram predominant ement e t eliósporos unicelulares do t ipo Uromyces (mesosporos) e apenas alguns poucos bicelulares, do t ipo Puccinia.

22 Figuras 4 (A-F): Puccinia het erospora em folhas de Sida sp. (UB 11305): A– Télios pulverulent os hipófilos, marrom escuros. B– Det alhe do t élio em M EV. C– Cort e t ransversal de um t élio most rando os esporos pedicelados e unicelulares. D– Teliósporos lisos ao M EV. E e F– Teliósporos (mesosporos) em M L.

23 5. Puccinia lantanae Farlow

= Uromyces lant anae Spegazzini = Puccinia elyt rariae P. Hennings

= Puccinia accedens P. Sydow & H. Sydow = Uromyces privae P. Sydow & H. Sydow = Uromyces lippiae Spegazzini

Espermagônios, écios e uredínios não observados. Télios irrompent es, irregulares, amarronzados a negros, compactos, anfígenos, numerosos, com at é 0,6 mm de diâmet ro (Figuras 5 – A, B e C). Teliósporos formato irregular, maioria unicelular (mesosporos), 15 – 27

m × 17 – 24

m, amarronzados, lisos, piriformes, globosos, cilíndricos, elipsóides, esféricos; parede com at é 5

m de espessura (Figuras 5 – D e E); quando bicelulares 22 – 37

m × 17 – 25



m, com ligeira const rição no sept o, elípticos, pedicelados; pedicelos persist ent es, hialinos a ligeirament e pigment ados, por vezes sept ado, at é 110

m de compriment o (Figura 5 – F).

M aterial examinado: em folhas vivas de Lippia alba (M ill.) N. E. Brown (Verbenaceae); Brasil, Dist rit o Federal, Cruzeiro Velho; 27/ 03/ 2001; leg. Jean Kleber M at t os; UB (Col. M icol.) 18324.

Comentários: Puccinia lantanae t em uma caract eríst ica peculiar, ou seja, o fat o de parasit ar dois membros de famílias bot ânicas diferent es: Acanthaceae (Elyt raria

crenat a Vahl) e Verbenaceae (várias espécies dent ro do gênero Lant ana L., Priva L. e

Lippia L.). Puccinia lant anae já foi relat ada em diversas regiões da Ásia, África e das Américas (Hennen et al., 2005).

Barret o et al. (1995) demonst raram ser viável o cont role biológico de Lant ana

camara, uma import ant e erva daninha na Aust rália e em out ros países, int roduzindo- se no campo alt os níveis de t eliósporos de P. lantanae.

Duas espécies de Puccinia já foram descrit as para o gênero Lippia, P. lantanae e

P. maiae H. S. Jackson, no ent anto, apenas a primeira produz predominant ement e t eliósporos unicelulares, confirmando ser co-específica do espécime ora est udado.

24 Figuras 5 (A-F): Puccinia lant anae em folhas de Lippia alba (UB 18324): A– Télios hipófilos pulverulent os. B– Det alhe de um t élio em M EV. C– Cort e transversal da púst ula, most rando a relação parasit ária do fungo com a hospedeira. D– Teliósporos lisos em M EV. E– Teliósporo unicelular e pedicelado vist o ao M O. F– Teliósporo bicelular em microscopia de luz.

25 6. Puccinia lateritia Berkeley & Curt is

= Puccinia spermacoces Berkeley & Curt is. = Puccinia houst oniae P. Sydow & H. Sydow

Espermagônios, écios e uredínios não observados. Télios irrompent es, hipófilos, compactos, ás vezes, circulares, gregários, marrom-escuros, t ornando-se acinzent ados, at é 0,5 mm de diâmet ro (Figuras 6 – A e B). Teliósporos 23 – 33

m × 15 – 24

m elipsóides, alguns unicelulares, maioria bicelulares, sem const rição no sept o, lisos, poro germinat ivo no ápice da célula apical e out ro próximo ao pedicelo na basal, amarronzados a amarelados, parede com 3

m de espessura em m édia, pedicelados;

pedicelos persist ent es, hialinos em sua maioria, at é 70

m de compriment o e 5

m de largura (Figurass 6 – C, D e E).

M aterial examinado: em folhas vivas de Diodia t eres Walt . (Rubiaceae). Brasil, Dist rit o Federal, Planaltina, Reserva Ecológica das Águas Emendadas; 21/ 02/ 1995; leg. Alan de M elo e Silva M ont eiro; UB (Col. M icol.) 7289.

Comentários: Essa espécie já foi relat ada em membros da família Rubiaceae, pert encent es aos gêneros Borreria G. M ay, Diodia L., Hemidiodia K. Schum,

Spermacoce L. (Hennen et al., 2005) e t ambém em Coccocypselum lanceolat um (Ruiz e Pav.) Pers. (Silva & Pereira, 2008).

Puccinia lat erit ia est á present e no Brasil, Argent ina e Est ados Unidos, sendo aqui encont rada nos est ados de M inas Gerais, Pará, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá (Hennen et al., 2005; Farr et al., 2009).

Dois fungos causadores de ferrugem já foram relat ados em plant as do gênero

Diodia, Puccinia lat erit ia e Uromyces holmgerbii Spegazzini. A diferença nas duas espécies é baseada no ciclo de vida (as fases de écio, uredínio e t élio já foram descrit as em U. holmgerbii) e na morfologia do t élio e t eliósporos, unicelulares em U. holmgerbii (Hennen et al., 2005).

Assim como em Puccinia het erospora, esse fungo causador de ferrugem possui uma posição int ermediária ent re Puccinia e Uromyces, pois apresent a soros com

26 t eliósporos unicelulares do t ipo Uromyces (mesosporos) e bicelulares, do t ipo Puccinia (Figueiro & Passador, 2008). Arthur (1934) considerou Puccinia lat erit ia erroneament e sem elhant e à Uromyces spermococes (Schweinit z) Thuemen, uma espécie macrocíclica em Diodia spp., Spermococe sp. e Houst onia sp. (Rubiaceae), uma vez que as fases de espermagônio, écio e uredínio de Puccinia lat eritia não são produzidas, t rat ando-se de uma espécie microcíclica.

27 Figuras 6 (A-E): Puccinia lat eritia em folhas de Diodia t eres. (UB 7289): A– Télios hipófilos e compact os. B– Cort e t ransversal most rando t eliósporos. C– Teliósporos pedicelados em desenvolviment o. D– Vist a superficial do t eliósporo, most rando parede lisa. E – Teliósporos bicelulares pedicelados vist os ao M L.

28 7. Puccinia malvacearum Bert.

Espermagônios, écios e uredínios não observados. Télios hipófilos, marrom- claros, irrompent es, circulares, dispersos na folha, aparafisados, at é 1 mm de diâmet ro (Figuras 7 – A, B, C e D). Teliósporos bicelulares, com ligeira const rição no sept o, medindo 40-79



m × 15-23

m, fusiformes a elipsóide-fusiformes, lisos, marrom- claros, células apicais geralment e papiladas, paredes com at é 4

m de espessura, pedicelados; pedicelos hialinos, lisos, persist ent es, 69 - 157

m de comprimento (Figuras 7 – E e F).

M aterial examinado: em folhas vivas de Triumfet t a rhomboidea Jacq.

(M alvaceae). Brasil, São Paulo, Piracicaba, Jardim da ESALQ/ USP; 07/ 12/ 1995; leg. Elliot W. Kit ajima; UB (Col. M icol.) 10552.

Comentários: Os est ádios de espermagônio, écio e uredínio não são conhecidos ou produzidos, o que torna P. malvacearum uma espécie microcíclica.

Segundo Farr et al. (2009), há 26 espécies do gênero Puccinia na família M alvaceae (sin. Tiliaceae), dessas apenas uma espécie ocorre em Triumfet t a sp., a espécie Puccinia het erospora (Hennen et al., 2005). Nest a hospedeira t ambém são regist radas a ocorrência de out ros Pucciniales: Didymopsora t riumfet t ae Jack. & Holw. e Pucciniosira pallidula (Speg.) Lagerh. O espécime encont rado não pert ence aos gêneros m encionados acima, pois em Didymopsora sp. os t eliósporos são bicelulares, oblongos, hialinos, e ligeirament e verrugosos e em Pucciniosira sp. são rest rit ament e unicelulares, ovóides a oblongos e ligeirament e verrugosos.

De acordo com Hennen et al., (2005), a espécie Puccinia het erospora é sem elhant e a várias espécies microcíclicas do gênero Puccinia em diferent es hospedeiros da família M alvaceae.

Em 1982, Lindquist modificou uma chave para melhor alocar e ident ificar as espécies encont radas em m embros de M alvaceae. Seguindo os crit érios descrit os nest a chave o espécime é com ident ificado com precisão como P. malvacearum por possuir t eliósporos exclusivamente bicelulares, 41 – 70 × 14 –

25 μm, elips

óides a oblongo-fusiformes. Puccinia het erospora difere de P. malvacearum por formar

29 t ambém t eliósporos unicelulares de format o est rit ament e elipsóide além de serem um pouco mais escuros e t élios de coloração marrom-escuras a negras, enquant o que em

P. malvacearum são de coloração marrom-claros.

Essa espécie de Pucciniales infect a espécies de M alvaceae pert encent es aos gêneros Alcea L., Anoda Cav., Hibiscus L., M alva L., M alvast rum L. e Sida L. Ocorre na América do Sul, América do Nort e e em Port o Rico e provavelment e t em origem nos Andes.

Esse é o primeiro relat o desse fungo causador de ferrugem para a hospedeira em quest ão.

30 Figuras 7 (A-F): Puccinia malvacearum em folhas de Triumfet t a rhomboidea (UB 10552): A– Télio hipófilo, pulverulent o. B– Télio vist o em M EV. C– Teliósporos abundant es e lisos vist os ao M EV. D– Cort e t ransversal de um t élio. E– Teliósporos pedicelados. F– Superfície lisa de t eliósporo vist o em M EV.

31 8. Puccinia pipta A.A. Carvalho & J. F. Hennen

Écios 85

m – 120

m, hipófilos, amarelo dourados, pequenos, pulverulent os (Figuras 8.1 – A). Eciósporos 20 – 27

m × 17 – 22

m, circulares a ovóides, paredes 1 – 2

m, hialinas, equinuladas (Figuras 8.1 – B, C e D). Uredínios não observados. Télios numerosos, epífilos, dispersos amplament e na superfície da folha, negros, de diâmet ro pequeno (250

m, em média), sem paráfises himeniais ou periféricas, pulverulent os (Figuras 8.2 – A, B, C e D). Teliósporos 28 – 33

m × 16 – 20

m, bicelulares, ligeirament e const rict os no sept o, elípticos a subglobóides, pedicelados; pedicelos não persist ent es, hialinos; parede t ipicament e faveolada com fort es depressões e most rando-se ret iculada t anto em microscopia de luz como t ambém em microscopia elet rônica de varredura, 3 – 4

m de espessura, poro germinat ivo no ápice da célula apical (Figuras 8.2 – E, F e G).

M aterial examinado: em folhas vivas de Pipt ocarpha rot undifolia (Less.) Baker (Compost iae). Brasil, Dist rit o Federal, Parque Nacional de Brasília; 24/ 01/ 1996; leg. M ariza Sanchez; UB (Col. M icol.) 10906. 7 km da sede administrat iva; 07/ 02/ 1996; leg. Dinaélia Iva das Neves; UB (Col. M icol.) 11604. Planalt ina, Est ação Ecológica das Águas Emendadas; 02/ 07/ 1996; leg. M ariza Sanchez; UB (Col. M icol.) 11955. 14/ 09/ 1998; leg. Carlos Augusto Pinho de Souza; UB (Col. M icol.) 16967.

Comentários: Puccinia pipt a foi descrit a recent ement e por Carvalho Jr & Hennen (2011) em folhas de Pipt ocarpha sellowii (Sch. Bip.) Baker.

Em folhas de Pipt ocarpha rot undifolia foram encot radas Puccinia manuelensis A.A. Carvalho & J. F. Hennen e Puccinia calida A.A. Carvalho & J.F. Hennen, t ambém descrit as por Carvalho Jr & Hennen (2011). Ambas as espécies possuem t eliósporos faveolados, porém P. manuelensis possui urediniósporos equinulados, não há const rição no sept o dos t eliósporos, enquanto que P. calida possui urediniósporos verrugosos e P. pipt a é microcíclica. Possivelment e o espécime est udado pert ence a P.

pipta por ser t ambém microcíclico e morfologicament e muit o próxima dessa espécie. O holótipo de P. pipt a apresent a t élios epífilos, paráfises himeniais clavadas, amarelas

32 pálidas a hialinas, geralment e grossas e espessas no ápice, com 40 – 60 × 5 – 7(–10)

μm de tamanho e paredes com 0,5 

m de espessura, em média.

Os écios de P. pipt a são amarelado-amarronzados, cupulados e em pequenas infecções sist êmicas, com eciósporos 26 – 37

m × 19 – 22

m, elipsóides, ligeirament e amarelados e verrugosos. Os écios dos espécimes est udados são amarelo dourados, pulverulent os e pequenos, com eciósporos 20 – 27

m × 17 – 22

m, circulares a ovóides, parede hialina e equinulada. Apesar das diferenças, o mat erial est udado foi considerado como P. pipta, sendo necessários est udos mais det alhados, com comparação da espécie t ipo e t ambém com a realização de procedimentos moleculares, para que haja um melhor esclareciment o da posição t axonômica das duas espécies.

Esse é o primeiro relat o de P. pipt a em Pipt ocarpha rot undifolia, e t ambém o primeiro relato desse fungo no Brasil Cent ral.

33 Figuras 8.1 (A-D): Puccinia pipt a em folhas de Piptocarpha rot undifolia (UB 10906; 11604; 11955; 16967): A– Écios hipófilos, amarelo dourados e pulverulent os. B– Vist a superficial de um eciósporo, most rando parede equinulada. C– Eciósporos em vist a mediana, most rando espessura da parede. D– Eciósporos em vist a superficial.

34 Figuras 8.2 (A-G): Puccinia pipt a em folhas de Piptocarpha rot undifolia (UB 10906; 11604; 11955; 16967): A– Grupo de t élios epífilos recobert os por abundant e massa de t eliósporos pulverulent os de cor marrom escura. B– Télio aparafisado em M EV, most rando t eliósporos pedicelados faveolados, de aspect o ret iculado. C– Cort e t ransversal de um t élio, most rando t eliósporos pedicelados. D e E– Teliósporos bicelulares e pigment ados em M L. F– Teliósporo faveolado-ret iculado visto em M EV. G– Pedicelo (set a) em M L.

35 9. Puccinia arechavaletae Speg.

= Uromyces pervius Speg. = Uromyces aeruginosus Speg. = Puccinia serjaniae Ellis & Everhart = Puccinia anguriae Art hur & Cummins

Espermagônios, écios e uredínios não oberservados. Télios 150 – 280

m de diâmet ro, hipófilos, pulvurulent os, gregários, em conjuntos de at é 1 cm de diâmet ro, marrons a negros, aparafisados (Figuras 9 – A, B e C). Teliósporos unicelulares (mesósporos), predominat es, 16 – 28

m x 16 – 27

m, arredondados a elipsóides, pigment ados, parede lisa e grossa, com at é 3

m de espessura, pedicelados; pedicelos hialinos, longos, 120

m × 5

m, persist ent es, idênt icos aos dos t eliósporos bicelulares. Teliósporos bicelulares raros, ligeirament e maiores (20 – 32

m × 18 – 26

m), em geral elipsoides a oblongos, ligeirament e constrict os no sept o; paredes espessas, lisas e pigment adas, com at é 3

m de espessura próximo à base e 6

m no ápice. (Figuras 9 – D e E).

M aterial examinado: em folhas vivas de Serjania sp. (Sapindaceae). Brasil, Goiás, M ineiros, Km 18 da rodovia M ineiros, em direção ao Parque Nacional das Emas; 14/ 04/ 1997; leg. Ludwig Pfenning; UB (Col. M icol.) 14466.

Comentários: Puccinia arechavalet ae é semelhant e a duas out ras espécies microcíclicas, P. het erospora e P. lant anae. A primeira parasit a membros da família M alvaceae e a out ra est á associada a membros de Acanthaceae e Verbenaceae, respect ivam ent e. As t rês formam t élios hipófilos, normalment e em grupos, cor amarronzada t ornando-se acinzent ada com a germinação dos esporos, t eliósporos em sua maioria com uma célula (mesosporo), globóides a elipsóides, ou oblongos, lisos e com pedicelos hialinos e grandes (Hennen et al., 2005). Porém, a principal diferença ent re as espécies est á baseada nas suas hospedeiras e em diferenças morfomét ricas.

Puccinia arechavalet ae ocorre em vários gêneros dent ro da família Sapindaceae, dent re eles Cardiospermum L., Paullinia L., Serjania M iller, Thouinia Poit e Urvillea

36 Kunt h (Hennen et al., 2005; Farr et al., 2009). É um fungo muit o comum no Brasil, relat ado em vários est ados, sobret udo nas regiões de Cerrado. Além do Brasil, P.

arechavalet ae já foi encont rado em diversos países da América Lat ina e t ambém nos Est ados Unidos da América (Farr et al., 2009).

Figuras 9 (A-E): Puccinia arechavalet ae em folhas de Serjania sp. (UB 14466): A– Lesão hipófilas cont endo agregado de t élios. B– Det alhe da púst ula (set a), most rando um agrupament o de t élios. C– Télio em cort e t ransversal most rando um número maior de mesosporos em relação aos t eliósporos bicelulares. D– Teliósporos unicelular (mesosporo) e bicelular, vistos em M L. E– M esosporo de parede grossa e lisa, em M L.

37 10. Puccinia banisteriae P. Hennings

Espermagônios, écios e uredínios não observados. Soros com t amanhos variados, podendo chegar at é 3 cm de diâmet ro, hipófilos, em grupos irregulares, marrons, pulverulent os, cobrindo grande part e da folha (Figura 10 – A). Télios 140 – 380

m de diâmet ro, causam rupt ura da epiderme, possui perídio, aparafisados (Figuras 10 – B, C e D). Teliósporos 28 – 35

m × 13 – 20

m elipsóides, bicelulares, parede grossa, bilaminada, com at é 2

m de espessura, possui const rição no sept o, ret iculados, com espaços de at é 1

m ent re as depressões, poro germinat ivo apical nem sempre no ápice da célula apical, podendo ser levem ent e para a esquerda ou direit a, poro basal próximo ao hilo, pedicelos curtos, com at é 20



m de comprimento, de difícil percepção, lisos, hialinos e decíduos (Figuras 10 – E e F).

M aterial examinado: em folhas vivas de Banist eriopsis sp (Bignoniaceae). Brasil, Brasília, Dist rit o Federal, Reserva Ecológica do IBGE, M at a do Pit oco; 23/ 04/ 1999; leg. Zuleide M art ins Chaves; UB (Col. M icol.) 17716; Área próxima ao Riacho Fundo I; 26/ 09/ 1999; leg. Emanuel de A. F. Filho; UB (Col. M icol) 17883; Parque Nacional de Brasília; 19/ 01/ 1998; leg. M ariza Sanchez; UB (Col. M icol.) 15955.

Comentários: Há apenas um fungo causador de ferrugem descrit o para o gênero Banist eriopsis, Puccinia banist eriae P. Hennings, e 10 para a família Bignoniaceae (Hennen et al., 2005; Farr et al., 2009).

Hennen et al. (2005) separaram as espécies de acordo com o format o dos t eliósporos, pedicelos e urediniósporos, quando present es. Puccinia barbat ula Art hur & J. R. Johnston apresent a t eliósporos hialinos e lisos enquant o Puccinia barret oii,

Puccinia banist eriae, Puccinia het eropt eridis Thuemen e Puccinia sanguenolent a apresent am t eliósporos ret iculados com pedicelos sem bulbos globosos e inchados. P.

barret oii possui pedicelos fixados lat eralment e nos t eliósporos e em P. banist eriae são pela base. P. t rachyt ella possui t eliósporos sem const rição no sept o e são redondos no t opo, além de delicadament e ret iculados. P. het eropt eridis e P. sanguenolent a t ambém não possuem const rição no sept o e a parede é ext remam ent e grossa, com at é

38 5

m de espessura, com poros germinat ivos obscuros. Port anto, a espécie que mais se aproxima do espécime aqui est udado é P. banist eriae.

Puccinia banist eriae, segundo Hennings (1897), é caract erizado por apresent ar t eliósporos 40 – 50

m × 18 – 32

m, ret iculados, poro apical no ápice da célula e basal próximo ao hilo, com pedicelos longos, lisos e hialinos e que quebra próximo ao esporo, deixando um pequeno colar. P. banist eriae é uma espécie microcíclica, onde a fase de uredínico não é conhecida e já foi relat ada em vários est ados do Brasil Cent ral (Hennen et al., 2005).

39 Figuras 10 (A-F): Puccinia banist eriae em Banist eriopsis sp (UB 17716; 17883; 15955): A– Télios hipófilos. B– Det alhe dos t élios agrupados e amarronzados. C– Cort e t ransversal do fungo, most rando perídio (set a). D– Teliósporos bicelulares e pigment ados, vist os em M L. E– Teliósporo bicelular, com const rição no sept o, em M EV. F– Det alhe das ret iculações do t eliósporo em M EV.

40 Espécie do gênero Uromyces Unger

11. Uromyces myrsines Diet el