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Prioritering av produsenter og produsentland

Maior, em que se vê: a) em primeiro plano, a Reitoria, a Biblioteca Central e a ala norte do ICC (Minhocão); b) em segundo plano, o edifício da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados (que abriga ainda a Faculdade de Direito e o Instituto de Ciência Política e Relações Internacionais) e o conjunto dos edifícios de habitação multifamiliar da Colina; e c) trecho do final da Asa Norte do Plano Piloto de Brasília.

Nessa área central do Campus, com seus jardins e passeios generosos, pode-se perceber a suave declividade do terreno na direção do Lago Paranoá (quase todo oculto à esquerda da foto, embora se possa ver um pequeno trecho no alto, à esquerda, contra o início da Península Norte). A ocupação da Praça Maior foi objeto de várias propostas, desde a década de 60, mas as decisões tomadas nos anos 70, de construção da Biblioteca Central, e da Reitoria, impuseram uma configuração até então inesperada para o amplo espaço adiante do

ICC (Minhocão), a já denominada Praça Maior da universidade. Hoje esses edifícios compõem um forçoso conjunto, em que se somam arquiteturas afilhadas do brutalismo corbusiano (denominação dada à exposição de maciços e peças monumentais em concreto armado, conspicuamente exposto). A coleção de edifícios isolados em meio a jardins caracteriza um tipo de espaço público comum na arquitetura inicial de Brasília e do modernismo brasileiro, mas que é objeto de crítica por seu relativo isolamento e desproteção dos usuários em seus percursos nas amplas áreas do Campus. A discussão da escala gregária, nesse conjunto, é fundamental para o resgate de sua urbanidade, para a valorização do contato e do convívio, para a promoção do conforto e da segurança do usuário.

PARTE II - DIRETRIZES DE PROJETO E OCUPAÇÃO / A PAISAGEM CRIADA

Foto 5: vista do Instituto Central de Ciências (Minhocão), desde o Setor Sul do Campus. Este grande edifício, que teve o arquiteto Oscar Niemeyer à frente da equipe de projeto – contando, em especial, com a colaboração do arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé -, representa um importante experimento brasileiro com a pré- fabricação pesada em concreto armado. Tem cerca de 700 metros de extensão e aproximadamente 180.000 m2 de área construída. Desde a sua construção, mantém- se como a maior realização desse gênero no continente.

O Minhocão deve ter seus pa

es ços parcialmente remanejados, num primeiro momento do processo de ocupação do Campus: a construção de novas instalações para as áreas acadêmicas de Biologia, Física e Ciências da Terra, em especial, deverá possibilitar a reorganização de áreas acadêmicas existentes e ainda mal-alojadas.

É edifício modulado, com sistema construtivo que permite o acesso e

a modificação de suas instalações, sem dificuldades. Essas características arquitetônicas, associadas à sua área construída, permitem fazer do ICC um local de experimento permanente – até mesmo como espaço de recepção de áreas acadêmicas emergentes. Pode ser definido, na perspectiva atual, como um berçário de novas unidades acadêmicas (sentido que já se realizou no passado, dado que praticamente todas as atuais áreas acadêmicas da Universidade já estiveram total ou parcialmente sediadas no ICC, transferindo-se desse espaço para novas sedes, quando adquiriram sua maturidade como organizações universitárias). O ICC deve merecer plano de ocupação específico, incidindo ainda sobre a sua recuperação e a definição de seu conjunto – incompleto em muitos aspectos, até o momento.

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA / GABINETE DO REITOR / PREFEITURA DO CAMPUS

PLANO DIRETOR FÍSICO DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DARCY RIBEIRO

PARTE II - DIRETRIZES DE PROJETO E OCUPAÇÃO / A PAISAGEM CRIADA

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Foto 6: vista de trecho do Setor Sul do Campus, mostrando, ao centro, a sede da FINATEC (fundação privada de fomento à pesquisa); à direita a sede da AUTOTRAC (empresa privada de propriedade do empresário Nelson Piquet) e, abaixo, o CEFTRHU (entidade formada por convênio entre diversos órgãos de pesquisa e fomento na área de transportes urbanos). Essa apropriação de espaços do Campus, por entidades não- governamentais que trabalham em colaboração com a Universidade de Brasília, iniciada há cerca de quatro anos, é objeto de cuidadoso acompanhamento e avaliação institucional. O esforço de colaboração, quando implicar implante físico das entidades nos espaços do Campus, deve estar associado a um padrão de atividades mais amplo, em uma gama de ações em colaboração efetiva, que possa ser comparável às organizações universitárias já existentes.

Observa-se que a FINATEC desenvolveu projeto próprio de implantação, introduzindo modificações provisórias no sistema viário (estacionamentos e acessos). A urbanização do Setor Norte do Campus não deve admitir esse tipo de alteração.

(CRÉDITO DA FOTO: PREFEITURA DO CAMPUS. maio de 1998)

Foto 7: vista de trecho do Setor Sul do Campus, em sobrevôo desde a via L4 Norte, mostrando a área desocupada da Unidade Física SS-12 (ver Capítulo 15, Proposta de Setorização e Zoneamento). No centro da Foto, tem-se vista lateral da Faculdade de Ciências da Saúde; ao fundo, o centro urbano do Plano Piloto de Brasília e, à esquerda, uma vista lateral da Esplanada dos Ministérios.

O Setor Sul do Campus é área em estudo para a implantação de novas edificações de caráter acadêmico, em médio prazo. A Unidade Física SS-12 é provável sítio de implantação de Unidades Acadêmicas das áreas de Ciências da Terra, da Vida e Exatas, articulando-se ao ICC (Minhocão, cujo estacionamento sul pode ser visto à direita da Foto). A topografia suave permite a execução de galerias técnicas para a rede de sistemas de infra-estrutura sem dificuldades; como sítio físico para a intervenção paisagística e para o desenho de percursos estruturados para os pedestres, o Setor Sul deve colocar em evidência uma importante face do Campus, criando uma nova imagem para o trecho próximo da orla do Lago Paranoá.