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Prinsippene for samarbeid - forebygging og fjerning av ikke-tariffære handelshindringer . 58

O CRCB é uma instituição pública de administração direta da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e atualmente, tem a missão de oferecer à sua população moradora e comunidade atenção integral de qualidade em saúde mental, baseado no modelo de Reabilitação Psicossocial promovendo a desinstitucionalização, desospitalização e conseqüente ressocialização dos portadores de sofrimento psíquico reinserindo-os na comunidade.

Está situado no município de Casa Branca, na Região de São João da Boa Vista, estado de São Paulo. São João da Boa Vista encontra-se na Média Mogiana, junto à Serra da Mantiqueira, fazendo parte da 5ª Região Administrativa do Estado de São Paulo, sendo também sede de uma Mini-Região de Campinas. Situa-se a posição leste do Estado de São Paulo, não longe da divisa d o Estado de Minas Gerais, a 220 km da Capital paulista, a 113 km da cidade de Campinas e a 180 km de Ribeirão Preto, dois grandes pólos de tecnologia e produção agropecuária do estado e do país. A região possui aeroportos como o aeroporto internacional de Viracopos (Campinas), o de Ribeirão Preto, o de Poços de Caldas (MG) e o aeroporto de São João da Boa Vista (DRAGÃO e JERÔNIMO, 2006),

A cidade de Casa Branca pertence à Região da DIR-XIV que é composta pelas cidades de Aguaí, Águas da Prata, Caconde, Divinolândia, Espírito Santo do Pinhal, Itapira, Itobi, Mococa, Mogi-Guaçu, Moji-Mirim, Santa Cruz das Palmeiras,

Santo Antonio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.

Os dados referentes às características econômicas e sociais da região fundamentam-se em dados disponibilizados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE (2005) e do Ministério da Educação-MEC (2002).

A população de cada município concentra-se basicamente na região urbana. Conforme o IBGE 2005 a região não apresenta condições sub-humanas de moradia e as condições de saneamento básico tem recebido atenção especial de seus dirigentes. A população tem acesso a bibliotecas, museus, cinemas, clubes, estádios esportivos, livrarias e estações de rádio e TV. Portanto, há uma vida cultural e social ativa. As cidades são muito bem servidas em termos de rodovias. Segundo dados levantados pelo IBGE em 2004, a população de Casa Branca é de 27.735 habitantes.

Considerando dados sobre o Valor Adicionado (valor acrescentado é a

diferença entre as vendas da empresa e suas compras de matérias-primas e de serviços de outras empresas. O valor acrescentado é constituído pelos salários, juros e lucros acrescentados à produção pela empresa ou ramo de atividade,

SAMUELSON e NORDHANS, 1993, p. 487), compreendendo neste setor o comércio, existe certo equilíbrio nos valores adicionais nos três setores, havendo ligeira vantagem para o segmento de serviços/comércio.

No setor agropecuário Casa Branca faz parte dos quatorze municípios com maior valor adicionado no Brasil, ocupando terceiro lugar no país e o segundo lugar na região. A cultura é basicamente as mesmas em todos os demais municípios, como café e laranja (culturas permanentes); algodão, batata, cana-de-açúcar, milho, feijão soja e sorgo (culturas temporárias). Na pecuária, tem-se o gado bovino de corte, de leite, suínos e frangos (DRAGÃO e JERÔNIMO, 2006),

No setor industrial, Casa Branca ocupa o 10° lugar, pois a maior concentração se dá nas cidades de Mogi Guaçu e Mogi Mirim tendo como principais produtos fabricados a cerâmica, refratários, papel e celulose, embalagem, alimentação, metalurgia e máquinas agrícolas.

O comércio e a prestação de serviços guardam uma relação grande com o contingente populacional e há uma diversificação nas atividades. Segundo pesquisa realizada por (DRAGÃO e JERÔNIMO, 2006), há na região 17.605 estabelecimentos comerciais, 445 na construção civil, 2.576 estabelecimentos na atividade imobiliária, aluguéis e serviços prestados a empresas, 394 na área de educação e ainda, estabelecimentos prestadores de serviços nas áreas de transporte, armazenagem, comunicação, saúde e serviços sociais. Casa branca encontra-se em 7° lugar no que diz respeito ao valor adicionado no serviço.

O IBGE ressalta que o Produto Interno Bruto (PIB) com maior dispersão é a agropecuária, uma vez que os catorze maiores municípios produtores representavam 5% da produção total em 2002, estando Casa Branca em 4° lugar.

A região tem atividade intensa nas áreas da saúde e educação. No setor saúde, a região é bem servida com inúmeros estabelecimentos, como consultórios, clínicas, postos de saúde e unidades hospitalares. Casa Branca conta com 7 estabelecimentos de saúde e 475 leitos, sendo com Itapira os municípios com a melhor média habitantes/leitos. Importante ressaltar que as duas cidades mantêm unidades para abrigar pessoas com necessidades especiais.

Conta com várias instituições de ensino superior. Com base nos números de 2004, o ensino contava com cerca de 1/3de alunos matriculados no ensino médio e 1/3 dos alunos no ensino fundamental. O Brasil conta com 4.163.730 alunos matriculados no ensino superior, representa 2,26% da população. A cidade de São

João da Boa Vista apresenta 5.368 matrículas, sendo a cidade com maior número de alunos matriculados. Casa Branca possui 3.766 matrículas no ensino fundamental, 1.431 no ensino médio e 226 no ensino superior.

Na região apenas as cidades de Vargem Grande do Sul, São Sebastião da Grama, Águas da Prata e Santo Antônio do Jardim não oferecem curso superior (DRAGÃO e JERÔNIMO, 2006),

Assim, pode-se dizer que a região da DIR IVX é uma região onde a agropecuária, a indústria e o setor de serviços convivem harmoniosamente e numa proporção de certa igualdade, o que é positivo, pois não sofre grandes abalos em crises setoriais.

A partir de 1996, iniciou-se um processo de transformação da assistência com a contratação de funcionários, visando desenvolver o trabalho através de equipe multiprofissional. No entanto, com a composição das equipes observou-se a necessidade de planejamento das ações, pois os projetos desenvolvidos não avaliavam as necessidades da clientela, o que dificultava a sua execução.

Diante desta avaliação, “em maio de 1999 a Secretaria de Estado da Saúde, através da Coordenadoria de Saúde do Interior e da Diretoria Regional de Saúde de São João da Boa Vista, passou a envidar esforços no sentido de promover mudanças no modelo de atenção à saúde mental no Centro de Reabilitação de Casa Branca. Além de recursos financeiros para promover reformas nos espaços construídos e nos equipamentos de saneamento básico, foram também contratados serviços de intervenção nas rotinas e supervisão dos projetos terapêuticos”, tendo como base a Reforma Psiquiátrica, através dos marcos conceituais estabelecidos na Declaração de Caracas e na portaria MS/224/92 e MS/106/00.

A intervenção técnica abrangeu a elaboração de um instrumento, o PTI - Projeto Terapêutico Individual, (elaborado por Verônica Sanduvette), baseado numa pesquisa realizada com 377 pessoas, entre funcionários e pacientes, que permitiu avaliar cada paciente nos aspectos comportamentais, do seu cotidiano na instituição. A partir dessa pesquisa, as equipes puderam identificar necessidades individuais, o que ajudou a definir planos de ação a serem traçados na proposta terapêutica de cada paciente ou conjunto de pacientes, bem como identificar pontos críticos a serem trabalhados e, a partir deles, elaborar os projetos terapêuticos.

Assim, quando cheguei à instituição do Cocaes em 2004, senti a real e imediata necessidade do desenvolvimento de trabalhos gerontológicos entre os pacientes, motivo pelo qual resultou este trabalho.