7.2 Typologi og gjenstandstyper
7.2.5 Primær- og sekundæravslag: innledende produksjon og bruk av strandflint?
Escolar na Construção e Aplicação do PPP na Escola
O quarto objetivo do estudo foi detectar os aspectos facilitadores e inibidores da participação da comunidade escolar na construção e aplicação do PPP na escola. Foi feita
pergunta aberta para as supervisoras e diretores.
Os diretores classificam como aspectos inibidores, justamente a falta de acompanhamento da família no desenvolvimento do aluno. Para o Diretor “B”, o desinteresse dos pais acaba contribuindo para a indisciplina do aluno, deixando a escola sem alternativas para resolver o problema, pois “são pouquíssimos pais que vêem à escola pra saber como está o filho. A gente, às vezes, precisa descobrir o que fazer com o aluno em relação à disciplina”. A Supervisora “C” afirma que a participação “deixa a desejar, uma vez que os pais não têm muito compromisso com a escola dos filhos. Temos encontrado dificuldades em envolver a participação dos pais em todos as atividades”.
O Diretor “D” justifica “por mais que os funcionários queiram fazer um trabalho muito bom, se não tiver uma parceria muito grande da família e da escola, o seu projeto não vai surtir efeito, não vai ter o resultado esperado”. Para o diretor “C”, a maior dificuldade encontrada é conseguir a participação efetiva dos pais na escola, “eles só participam quando são convidados pra festa. Aquela participação que deveria ser de integração escola e comunidade a gente não tem respaldo ainda da comunidade, apesar das portas da escola ser totalmente aberta à família à comunidade”.
São apontados pelas supervisoras como dificuldades encontradas para efetivar a participação da comunidade os problemas de violência na escola, o abandono dos filhos na escola pelos pais, a falta de investimento, assistência e apoio na escola pelo poder público e a falta de perspectivas tanto dos profissionais que atuam na escola, quantos dos alunos. Os diretores classificam, entre aspectos inibidores, justamente a falta de acompanhamento da família no desenvolvimento do aluno. Colocam, ainda, como maior dificuldade conseguir a participação efetiva dos pais na escola e falta compromisso por parte dos professores. Para incentivar a participação passaram a marcar reuniões de pais/responsáveis por turma e as reuniões de funcionários e professores por turno. Uma abordagem importante é feita por
Spósito (2001) quando cita que mais do que “integração da escola com a família e a comunidade” ou “colaboração dos pais”, é preciso entender essa presença como mecanismo de representação e participação política. É necessário os pais e responsáveis entenderem que não há gestão democrática sem a participação deles na construção e aplicação do PPP.
Para incentivar a participação dos pais e responsáveis na construção do PPP, o diretor “B”, resolveu marcar as reuniões por turma, "nós temos que ta marcando a reunião com os pais por turma. Não funciona uma reunião geral de pais, fica muito solta”.
Segundo o diretor “A”, “os professores têm muita dificuldade em participarem das reuniões por terem outros cargos em outros horários. Então a dificuldade de participação em reuniões é imensa”. O Diretor “C” concorda ao dizer que “é mais difícil a participação dos professores do que a própria comunidade”. Denuncia que existe uma resistência muito grande de professores e funcionários de participarem do Colegiado, “no dia da eleição é um jogo de empurra-empurra. Eu não posso por isso, eu não posso por aquilo, eu não tenho tempo”.
Para resolver a questão resolveram reunir os profissionais por turno. O Diretor “A”, esclarece, “nós fazemos reuniões em cada turno na impossibilidade de fazer em um turno só”. O Diretor “C” confirma, “às vezes a reunião acontece num horário que o profissional não tenha que sair da escola”.
Para o diretor “A” falta compromisso por parte dos professores,
“então a escola hoje está precisando mesmo é de maior envolvimento dos professores, falta ainda compromisso de algumas pessoas”; e o diretor “C”, “o problema de horário vago só resolverá quando o professor tiver mais compromisso, não faltar aula por qualquer motivo”.
Um diretor, que tem formação no curso de matemática, admite que tem encontrado dificuldade de tratar com o aspecto pedagógico, revelando o surgimento de um novo perfil exigido hoje para a função. A principal função do administrador escolar é realizar
uma liderança política, cultural e pedagógica, sem perder de vista a competência técnica para administrar a instituição que dirige. O diretor deve usar sua criatividade e colocar o processo administrativo a serviço do pedagógico e, assim, facilitar a elaboração de projetos educacionais que sejam resultantes de uma construção coletiva dos componentes da escola (HORA, 1997). O diretor é o responsável pela direção geral da escola, não podendo omitir-se, delegando sua autoridade total aos especialistas, que teriam a palavra final. Pelo contrário, cabe-lhe integrar a contribuição dos vários especialistas com que conta na escola ou no sistema, e definir os modos de ação mais ajustados àquela realidade. O grande desafio para o diretor está justamente em alcançar resultados por meio de outros e não pela sua própria realização pessoal, o que nem sempre produz satisfação (ALONSO, 1988).
É vital para o processo democrático que o ambiente escolar tenha um bom clima de trabalho, em que a direção contribua para conseguir o empenho de todos, em que os professores aceitem aprender com a experiência dos colegas, trocando as qualidades entre si, em busca do ensino de qualidade na escola (LIBÂNEO, 2003). Trabalhar participativamente significa estar em um grupo num processo de construção de suas idéias e de sua prática, de tal modo que todos estejam caminhando no mesmo rumo, com cada pessoa e cada conjunto menor de pessoas realizando suas tarefas próprias. Isto quer dizer que cada um traz suas idéias, sua paixão, seus anseios e suas dificuldades e todos juntos vão organizando e decidindo a cada momento (GANDIN, 2001).
Os diretores acreditam que falta de autonomia tem prejudicado o trabalho no sentido de envolver a família na construção e aplicação do PPP da escola. Eles se sentem presos, sem ação, principalmente sem autonomia financeira. Ora, a autonomia não significa independência ou liberdade absoluta. Mesmo tratando-se de instituição escolar pública, a autonomia é sempre relativa. Como instituição social, a escola existe para atender aos objetivos estabelecidos pela sociedade e está exposta ao jogo de pressões que resulta das
relações sociais que a perpassam (TEIXEIRA, 2002). Os diretores precisam estar seguros do fato de que é responsabilidade deles transferir para os membros do grupo a autonomia, propiciar a formação de indivíduos autônomos e responsáveis. O verdadeiro educador cria autonomia, pois acredita que um dos mais importantes papéis do educador é criar condições para o exercício dessa autonomia, que será uma condição real para a democracia. Uma escola autônoma é aquela que busca, de modo próprio, inserir-se na sociedade a que serve (CARVALHO, 1979).