127 Fonte: IASD. Comunhão e Ação. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, Nov. 2009, Ano 7 - Nº 17, p. 21.
128 Nossa Herança: História da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Ministério Jovem. Trad. Itamar Padrão de Siqueira. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004, p. 153.
As primeiras ações da IASD no Estado de São Paulo acusam do final do séc. XIX e início do XX. O contexto histórico paulista nessa época era marcado por um fluxo econômico agroindustrial, principalmente relacionado ao café, produto cultivado inicialmente no vale do Paraíba e depois no Oeste Paulista. O Estado inseria-se na economia nacional como região econômica promissora, de geração de riqueza e progresso político-social.
O ciclo do café deslocou as atividades mercantis nacionais para o Sudeste do país e contribuiu para a extinção do trabalho escravo, motivando a vinda de imigrantes italianos, alemãs, espanhóis e japoneses, designados às atividades das lavouras. Do ponto de vista social, e especificamente no Oeste Paulista, a burguesia cafeeira aparecia no cenário como nova classe, detida de poderes persuasivos. Uma classe bastante ativa politicamente no país. Assim, a economia do café implicou mudanças culturais, econômicas e políticas no Estado. O contexto paulista dizia da região que se transformava e buscava acumulação de capital. Segundo o historiador Boris Fausto:
A economia do Oeste Paulista deu origem a uma nova classe que se costuma denominar burguesia do café. A expressão indica que, a partir das últimas décadas do séc. XIX, a região de São Paulo entrou em um processo de transformações no sentido da constituição de uma economia capitalista. Isso não ocorreu de um momento para outro. Sob certos aspectos, a introdução do capitalismo só se completou em anos recentes. Ao longo de várias décadas ocorreu um processo de acumulação de capitais, diversificação da economia, de formação de um mercado de terras, de produção e consumo.129
O cultivo do café nas grandes fazendas paulistas motivou também o desenvolvimento urbano e demográfico, o desbravamento dos sertões e a construção de estradas de ferro, tanto para o transporte humano como para escoamento de produtos agrícolas no Estado. As frentes de colonização do Oeste, chegando até as margens do Rio Paraná com a fundação de cidades e vilas, acompanhou assim o fluxo de produção e transporte do café.
129 FAUSTO, Boris. História do Brasil. 13ª. Ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, p. 203.
Podemos perceber também, que o contexto religioso do Estado de São Paulo, no geral ao que diz respeito ao protestantismo e ao catolicismo, esteve diretamente ligado a esse desenvolvimento econômico e demográfico proporcionado pelo cultivo do café. E as décadas finais do séc. XIX, ainda eram marcadas pelo catolicismo como religião oficial no país, o que passou a mudar depois da constituição de 1891 e o fim do padroado no Brasil. Assim, a presença da Igreja Católica era majoritária no Estado de São Paulo.
Ademais, pode-se dizer que o fluxo de imigração e a intensificação das missões protestantes, também viabilizaram a presença dos evangélicos - protestantes históricos - batistas, metodistas e presbiterianos no Estado, que passaram a se instalar em cidades como Campinas, Piracicaba, Rio Claro e Santa Bárbara D’Oeste. Antônio G. Mendonça propõe argumentos, embora ainda necessitados de maior estudo, para acreditarmos que o protestantismo também acompanhou o ciclo do café no Estado de São Paulo:
No último quartel do século XIX, período em que a ocupação da província de São Paulo seguiu na direção norte e noroeste, famílias inteiras de protestantes se deslocavam, e onde paravam espalhavam a nova religião, havendo lugares que se protestantizaram quase que inteiramente, formando bairros protestantes constituídos pelas famílias extensas e agregados. Se olharmos o mapa do estado de São Paulo, incluindo nele as regiões fronteiriças do Estado de Minas, acompanhando a linha da Mantiqueira, poderemos ver que as áreas atingidas, povoadas no período das bandeiras e dos caminhos das tropas, têm presença protestante muito pequena, ao passo que nas zonas de expansão do café ela aparece com muito mais vigor. Essa expansão do café, que se iniciou no terceiro quartel do século XIX, já foi acompanhada de uma progressiva redução de mão-de-obra escrava, que foi se extinguindo com a lavoura cafeeira do Vale do Paraíba. Embora a mão-de-obra escrava tenha sido substituída pela do imigrante, o trabalhador livre autóctone começou a ter uma participação cada vez maior, especialmente no deslocamento sucessivo da lavoura para as frentes pioneiras. Suas condições se ajustavam às novas exigências. Aparentemente o trabalhador imigrante, por causa de hábitos de agricultura tradicional sedentária e por força de contratos com o fazendeiro, não tinha disposição e nem liberdade para deslocamentos constantes. Daí, embora esta hipótese requeira maior verificação, creio poder-se dizer que o trabalho autóctone, entre eles os protestantes, foi o pioneiro na expansão do café. É surpreendente a mobilidade do
trabalhador rural, mudando sempre de local em busca de plantações novas.130
Além dos fatores atrelados ao cultivo do café, sabe-se que após a constituição de 1891, com a ampliação da liberdade religiosa e dos direitos do cidadão, as denominações evangélicas passaram a atuar com mais afinco no Estado de São Paulo e no Brasil todo. Como resultado dessa liberdade de crença, fazendo frente à antiga Religião oficial do Brasil, a produção de textos religiosos cresceu; bem como a distribuição de Bíblias e demais livros, através dos colportores, obreiros e agentes. Assim, os evangélicos passaram então a disputar mais espaço com os católicos - massivamente presentes no Estado de São Paulo. A IASD, portanto, chegou ao calor desse momento.
O primeiro colportor da IASD no Brasil foi Albert B. Stauffer. Antes disso, Stauffer havia realizado alguns trabalhos de colportagem na Argentina e no Uruguai, com seu grupo formado por outros dois colportores, Elwin W. Snyder e Clair A. Nowlen. Stauffer falava bem somente o idioma alemão e o inglês. Não sabia falar espanhol, nem português. Entretanto, assim como fez no Uruguai e na Argentina, trabalhou no Brasil diretamente com as colônias alemãs, com literatura direcionada apenas para imigrantes.
Em 1894, juntou-se a Stauffer o colportor alemão chamado Alberto Bachmeyer, designado às obras literárias. Os dois colportores chegaram ao Estado de São Paulo nesse mesmo ano, passando a evangelizar colonos alemães nas cidades de Indaiatuba, Piracicaba e Rio Claro. Assim dava-se início à obra adventista em território paulista:
Em maio de 1893, Stauffer foi o primeiro colportor adventista em solo brasileiro. No interior Paulista, trabalhou com colônias alemãs, deixando como resultado pequenos núcleos de fiéis nas cidades de Indaiatuba, Piracicaba e Rio Claro. Em 1894, Alberto Bachmeyer, um marinheiro alemão recém-converso, juntou-se a Stauffer na colportagem. Em Piracicaba, venderam o livro O Grande Conflito, em alemão, para Margarida Krahenbuhl. Esse livro despertou em Guilherme
130 MENDONÇA, Antônio Gouvêa. O Celeste Porvir: A Inserção do Protestantismo no Brasil. 3ª Ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008, pp. 234 e 235.
Stein Jr., casado com Margarida, o desejo de conhecer melhor a mensagem adventista.131
Gulherme Stein Jr. tornou-se amigo de outro colportor que havia chegado ao Brasil naquele ano (de 1894), William H. Thurston (o responsável pela administração de um posto de distribuição e armazenagem de literatura adventista no Estado do Rio de Janeiro), com quem comprou muitos livros e revistas. Stein Jr. foi o primeiro adventista do sétimo dia oficialmente batizado no Brasil. O batismo aconteceu em 1895, no Rio Piracicaba. O pastor que o batizou foi Frank Westphal, primeiro pastor credenciado a chegar ao país.
Depois de batizar Stein em Piracicaba, Westphal dirigiu-se para as cidades Rio Claro e Indaiatuba, nas quais realizou batismos e organizou os primeiros grupos de adventistas do sétimo dia do Brasil. Em seguida, seguiu para o Sul, mais especificamente Brusque, Estado de Santa Catarina, batizar os primeiros crentes convertidos pela literatura que havia chegado através do Porto de Itajaí em 1884. No Estado de São Paulo, Gulherme Stein Jr., depois de batizado, juntou-se à obra adventista, tornando-se o primeiro tradutor das mensagens adventistas do idioma alemão para o português. Ele trabalhou como colportor, escritor e professor nos primeiros colégios da IASD no Brasil.
Em 1900, o trabalho evangelístico adventista estava submetido à sede administrativa da Associação Brasileira, departamento da IASD que na época ainda correspondia a todo o território nacional, dirigido por Frederico Weber Spies, presidente da Associação. Em 1903, o pastor Spies, que vivia no Rio de Janeiro, cidade sede da Associação Brasileira, visitou o Estado de São Paulo, batizando pessoas na Capital, na cidade de Santos e na cidade de Itararé. Assim, as cidades de Rio Claro, Indaiatuba, Piracicaba, Itararé, Santos e São Paulo, concentravam as primeiras comunidades adventistas do sétimo dia no Estado. Em 1906, em uma assembleia realizada na Argentina, a Associação Geral da IASD decidiu criar a Missão Paulista, com sede em Rio Claro, cidade da primeira Igreja organizada em território paulista.
131 IASD/UCB – União Central Brasileira. (1906-206) Conduzindo Vidas em São Paulo: Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006, p. 18. Livro comemorativo do centenário da Igreja no Estado de São Paulo.
Em época de desafios contínuos, uma assembleia administrativa, em 1906, foi realizada num barracão no meio da cidade de Paraná, na província de Entre Rios, na Argentina. Nessa assembleia se definiram os “novos” rumos da Igreja na América do Sul. Sob a orientação dos líderes adventistas mundiais, representados pelo secretário da Associação Geral, William Ambrose Spicer, o território nacional, denominado de Associação Brasileira, foi reorganizado em quatro regiões administrativas. Assim, surgiram a Associação Sul-Riograndense, a Associação Santa Catarina-Paraná, a Missão Paulista e a Missão Norte – esta última, com o território estendendo-se do Rio de Janeiro ao extremo Norte. Durante a assembleia, Emílio Hoelze foi indicado presidente da Missão Paulista. Rio Claro, escolhida como cidade sede, teve a primeira igreja organizada no Estado. O total de membros da Missão era de apenas 22.132
A partir de 1910, já com uma sede administrativa definida, a IASD intensificou os trabalhos de evangelismo e expansão no Estado. O objetivo inicial foi atingir um desenvolvimento nas grandes cidades, como São Paulo e Santos. Com sua gráfica, CPB – Casa Publicadora Brasileira, estabelecida na região de São Bernardo, atual Santo André, transferida para a cidade de Tatuí, interior do Estado, em 1985, a disseminação da mensagem adventista através do eixo Sudeste, tronou-se mais dinâmica. O fluxo da implantação de colégios e templos aumentou significativamente. As estratégias de ensino, colportagem e formação de grupos foram fundamentais. Assim, na década de 1920, a Missão Paulista elevou-se num status de maior representatividade na hierarquia administrativa. Tornou-se a Associação Paulista:
Com as bênçãos de Deus e seguindo as orientações da liderança superior, o campo paulista sempre apresentou crescimento consistente em membros e finanças. Em 1920, ocupava o primeiro lugar no Brasil em ofertas destinadas para missões mundiais. Diante dos bons resultados, constatou-se que havia chegado o momento do campo paulista passar de Missão para Associação, assumindo assim, maiores responsabilidade diante da Igreja Mundial. Em uma reunião realizada em 12 de dezembro de 1922, foi organizada a Associação Paulista, contando com 750 membros e cinco igrejas organizadas.133
132 Idem, p. 23.
A Associação Paulista, no ano da organização, em 1922, passou a ter sede estrategicamente estabelecida em São Bernardo, atual Santo André, juntamente com a CPB. Acompanhando o desenvolvimento econômico do Estado, a IASD deu início então, aos trabalhos industriais, com a empresa
Superbom na década de 1930. E a partir de 1940, a Associação Paulista viu
os projetos em Educação, Saúde e Comunicação progredirem no Estado. O primeiro hospital adventista no Estado de São Paulo, Casa de
Saúde Liberdade, foi construído na Capital em 1942. O CAB – Colégio Adventista Brasileiro, atual UNASP / Campus São Paulo, funcionando como seminário, preparava pastores, obreiros e líderes missionários. Foi época na
qual o evangelismo adventista passou a ganhar espaço na mídia radiofônica brasileira através do programa A Voz da Profecia, apresentado pelo pastor Roberto Rabello, ao som das vozes do quarteto Arautos do Rei.
Aliás, a década de 1950 marca um período de intenso evangelismo adventista no território paulista. O objetivo da Associação era atingir de forma mais incisiva as regiões interioranas. Foi assim que teve origem o programa de expansão da IASD, viabilizado pela realização de grandes conferências e pregações persuasivas em municípios afastados dos grandes centros.
O plano evangelístico da IASD, portanto, acompanhava fluxo do desenvolvimento demográfico e econômico paulista, rumo ao Oeste. Nesse tempo, a extensão da linha férrea havia chegado às margens do Rio Paraná e limites com o Estado do Mato Grosso do Sul, o que deu origem a vilarejos e cidades à sua margem, como veremos no caso de Ourinhos-SP. Assim, a IASD precisava atingir com estudos e conferências esses lugares afastados.
Durante os anos de 1950, o programa de expansão da Igreja atingiu regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Foi também nesse período que a Igreja no Oeste do Estado entrou em fase de crescimento. Passando por Votuporanga, Fernandópolis e Catanduva, os líderes trouxeram boas notícias: O avanço dessa região é potente, especialmente agora que a estrada de ferro vai até as barrancas do Rio Paraná. Na região denominada de Alta Paulista, de Adamantina até a divisa com Mato Grosso, foi inaugurada em
1957 a primeira Igreja Adventista, em Junqueirópolis. Muitas séries de conferências foram realizadas ali.134
Para atingir algumas cidades e vilas, inseridas no sertão paulista e longe das vias de transporte terrestre, a IASD realizou o projeto da lancha
Samaritana, navegando o Rio Ribeira de Iguape, levando assistência médica
e literatura religiosa às famílias ribeirinhas. A IASD foi uma das pioneiras nesse estilo de evangelismo no Brasil. Na época, a Igreja mantinha também outras lanchas nos rios Amazonas, Araguaia, São Francisco e Parnaíba.
Nos anos 1960, o evangelismo adventista manteve a mesma força. Tanto que nessa época, atingiu a mídia televisiva com o programa Fé Para
Hoje, transmitido pela TV Tupi (atual Rede Globo) e apresentado pelo pastor
Alcides Campolongo. O projeto deu à Igreja, status de primeira denominação evangélica presente na televisão brasileira. Além do evangelismo midiático, a IASD contava também com o auxílio daquilo que chamam de evangelismo
leigo, ou seja, estudos ministrados por membros e obreiros qualificados para
desempenhar essa função. Os próprios fiéis - e não os pastores - convertiam outras pessoas, preparando-as para o batismo através do estudo bíblico, e quando isso acontecia, os pastores credenciados da IASD chegavam até as cidades nas quais o grupo de conversos se formava, e as batizavam.
Na década de 1970, a IASD havia se desenvolvido tanto, que até achou necessário dividir a obra administrativamente no Estado. A Associação
Paulista passou a não dar conta de administrar o número tão grande de fiéis
e de cidades, com seus grupos e templos organizados.
De 1970 a 1979, apoiada pelo evangelismo leigo, a Igreja Adventista apresentou um crescimento de 118%, passando de 16.200 membros para 35.680, apenas na região metropolitana. Em 1979, somavam-se mais de 52 mil adventistas em todo o Estado. Para fortalecer o adventismo, no interior, estudava-se desde 1971 a possibilidade de reorganização do território paulista em duas regiões administrativas. A recomendação das organizações superiores era para que, ao atingir o número de 30 mil membros, a Igreja se reorganizasse em duas regiões administrativas, prestando assim melhor atendimento às
134 Ibidem, p. 55.
congregações. Passando dos 50 mil membros e caminhando a passos largos para 60 mil, a organização territorial era uma urgência inadiável.135
Nesse período a Associação Paulista adotou o lema “dividir para multiplicar”. Isso significava que, dividindo, a Igreja aumentaria seus pontos de administração e evangelismo pelo Estado, convertendo mais pessoas e potencializando o crescimento da Igreja. Veremos, mais adiante, que o lema “dividir para multiplicar” também teve efeitos diretos na IASD em Ourinhos, correspondendo a um momento importantíssimo da obra local. Mas, voltando à temática da divisão da Associação Paulista, isso ocorreu no ano de 1977, em São Carlos, após uma assembléia realizada pela liderança.
Sendo assim, nos dias 18 e 19 de setembro de 1977, em São Carlos, uma Assembléia Geral Extraordinária, sob a liderança do pastor Floriano Xavier dos Santos, votou-se a divisão do território em duas regiões: de um lado ficou a Associação Paulista Leste, com sede em São Paulo, e de outro a Associação Paulista Oeste (com sede em Campinas)136. Como presidente do campo recém-criado (Campinas)137, foi eleito o pastor Ítalo Manzolli e, como secretário e tesoureiro, o pastor Sérgio Octaviano. A Associação Paulista Leste ficou sob a liderança dos pastores Floriano Xavier dos Santos, presidente; Osmundo Graciliano dos Santos Junior, secretário; e Horácio Targas, tesoureiro.138
Dos anos 1980 em diante, com o avanço evangelístico pelo interior paulista, a estrutura institucional administrativa da IASD no Estado, acabou passando por outros cinco processos de reorganização. Até o ano de 1985 as Associações que compunham o cenário adventista paulista, faziam parte da União Sul Brasileira (um campo missionário que abrangia uma área do Estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul). Nesse mesmo ano, houve a divisão da União Sul Brasileira, que passou a representar geograficamente o espaço correspondido: do Paraná até o Rio Grande do Sul. O Estado de São
135 Ibidem, p. 63. 136 Grifo nosso. 137 Grifo nosso.
138 IASD/UCB – União Central Brasileira. (1906-206) Conduzindo Vidas em São Paulo: Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006, p. 66. Livro comemorativo do centenário da Igreja no Estado de São Paulo.
Paulo foi desmembrado da área Sul. Dele surgiu uma nova União, chamada
União Central Brasileira.139 A UCB corresponde exatamente a todo o território do Estado de São Paulo. Hoje, ela é composta por 7 (sete) Associações, que subdividem o território em áreas geográficas menores e mais controláveis.
As Associações que compõem a União Central Brasileira são as seguintes: Associação Paulistana - AP140, com sede no Bairro Brooklin, São Paulo, Capital; Associação Paulista Leste - APL141, com sede na Vila Matilde, São Paulo Capital; Associação Paulista Sul - APS142, também com sede na cidade de São Paulo; Associação Paulista Oeste - APO143, com sede em São José do Rio Preto; Associação Paulista Central - APaC144, com sede em Campinas; Associação Paulista do Vale - APV145, com sede em São José dos Campos; e Associação Paulista Sudoeste - APSo146, com sede em Sorocaba. Quatro delas (Associação Paulistana, Paulista Leste, Paulista Sul
e Associação Paulista do Vale) abarcam parte da região metropolitana de
São Paulo, os vales do Ribeira e do Paraíba.
A última Associação criada no Estado de São Paulo (fruto de outro desmembramento regional) ocorreu no ano de 2010, quando então surgiu a
Associação Paulista Sudoeste (APSo). Isso foi fruto de uma fragmentação da Associação Paulista Central – APaC, que pelo mesmo motivo do crescimento
do número de fiéis e congregações, sentiu a necessidade de dividir-se. A APSo, corresponde a um campo de evangelismo composto por 101 cidades, dentre elas, Ourinhos. A respeito de sua constituição e abrangência, a APSo informa o seguinte texto em seu site institucional:
A Associação Paulista Sudoeste (APSo) é uma das 39 sedes administrativas regionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. Sediada na cidade de Sorocaba, em SP, a APSo
139 As informações da União Central Brasileira da IASD podem ser acessadas pelo site: http://www.ucb.org.br/portal/
140 A Associação Paulistana da IASD pode ser acessada pelo site: www.paulistana.org.br 141 A Associação Paulista Leste da IASD pode ser acessada pelo site: www.apl.org.br 142 A Associação Paulista Sul da IASD pode ser acessada pelo site: www.paulistasul.org.br 143 A Associação Paulista Oeste da IASD pode ser acessada pelo site: www.apo.org.br 144 A Associação Paulista Central da IASD pode ser acessada pelo site: www.apac.org.br 145 A Associação Paulista do Vale da IASD pode ser acessada pelo site: www.paulistadovale.org.br
administra as atividades eclesiásticas numa região que engloba 101 municípios (sendo 57 com congregações, 10 com a presença de membros e 34 sem membros). Estas cidades, cuja população totaliza aproximadamente 4 milhões de habitantes, estão distribuídas em 31 distritos pastorais, totalizando 114 igrejas e 81 grupos organizados, somando 23.098 membros.147
A cidade de Ourinhos é ponto distrital, ou seja, é um dentre os 31(trinta e um) distritos pastorais administrativos que compõem a Associação