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Parliamentarisation and Presidentialisation from Amsterdam to Barroso

5. The Commission between integration and organisational dynamics

5.2 Presidentialisation and Parliamentarisation as institution driven

5.2.1 Presidentialisation as rational action

O controle de qualidade das câmaras de ionização calibradas em Laboratório Secundário de Calibração segue os procedimentos de medidas de fuga, linearidade e resposta com fonte de Estrôncio-90. Estas câmaras de ionização são calibradas em Laboratório Secundário que fornecem o certificado de calibração em termos de

63 dose absorvida na água, a cada dois anos ou quando ocorre algum dano na câmara, cabo ou no eletrômetro.

As câmaras que não são calibradas em laboratórios de calibração e utilizadas em campo também passam por testes com Estrôncio-90 citados anteriormente. Estas câmaras são utilizadas em campo para o controle de qualidade de IMRT e medida da dose absorvida de campos de pacientes sendo calibradas no próprio serviço, pois, em geral, são câmaras com características diferentes das câmaras para calibração de feixes do acelerador, ou por serem pequenas ou não estarem tabelas no protocolo TRS-398.

A calibração cruzada é realizada através da comparação da dose absorvida obtida com as câmaras calibrada e medida, nas mesmas condições geométricas, de meio e ponto efetivo de medida com as câmaras sem fator de calibração, obtendo-se através da igualdade das equações de dose absoluta do protocolo TRS-398, o fator de calibração das câmaras desejadas.

Para o procedimento realiza-se a calibração do feixe com a câmara calibrada. Obtêm-se os fatores de polarização e recombinação para a câmara desejada. A seguir, com base na dose verdadeira obtida com a CI calibrada obtém-se o fator de calibração da câmara desejada. Em casos em que a câmara possui os parâmetros de KQ, bem conhecidos, pode-se obter o valor do ND,W(CROSS).

Para a câmara de ionização RK083, os valores de KQ foram calculados com

base nas dimensões e materiais da câmara 73 e comparado com a calibração

cruzada, obtendo-se um fator ND,W e KQ para 6MV e 15MV calculados com base em

extrapolação. Para a micro câmara A16, foram calculados com base no fator calibração cruzado total, ou seja, o produto do KQ e fator de calibração ND,W para os

Tabela 03: Valores de fator de qualidade do feixe (KQ), fator de calibração em termos

de dose absorvida em água (ND,W) nos feixes de 6 MV e 15 MV utilizados para a

determinação de doses em CQ de IMRT para as várias CI. KQ Câmara de ionização 6 MV 15 MV ND,W (cGy/ue) para 6 MV e 15 MV Tipo de calibração PTW1 0,992 0,977 0,05203 IPEN – Co-60 PTW2 0,992 0,977 0,05336 IPEN – Co-60

NE01 0,994 0,982 0,04643 IPEN – Co-60

NE02 0,994 0,982 0,0464 Cruzada

RK01 0,994 0,982 0,28866 Cruzada

RK02 0,992 0,977 0,02806 Cruzada

A16 0,997 0,982 3,915 Cruzada

Com relação ao controle de qualidade do objeto simulador sólido, utilizado em substituição à água, foi levado em consideração o fato de que as diferentes câmaras de ionização possuem além de resposta em cargas e volumes de cavidades diferentes, também dimensões externas diversas. Para tal, utilizando simulação com radiografias e alinhamento dos pontos efetivos de medidas, foram criados para cada uma, um suporte de forma a garantir a perfeita adequação das mesmas no objeto simulador.

Cada câmara é cuidadosamente alinhada no raio central do feixe para a posição de seu ponto efetivo de medida no objeto simulador sólido.

3 2 1

Figura 19: Alinhamento das CI no OS para leituras no raio central. 1- CI tipo farmer, 2- CI RK083 e 3- CI micro Exradin A16.

A placa original de água sólida encaixa perfeitamente uma câmara de ionização do tipo Farmer e, portanto, as câmaras de fabricação da PTW e NE.

65

B

A C

Figura 20: Placa de encaixe da câmara tipo Farmer. Centrada em uma placa de 2,0 cm de espessura. A: Esquema da centralização da câmara tipo Farmer vista no plano horizontal da placa e alinhada ao raio central. B: Esquema sagital do encaixe da câmara tipo Farmer alinhada ao raio central possui 1,0 cm de profundidade, contado desde o ponto central do eletrodo. C: Radiografia do OS com a câmara tipo Farmer.

Para o alinhamento das câmaras de ionização RK083 confeccionou-se um adaptador de mesmo material adaptando a RK na cavidade, sem espaços de ar. Alinhou-se então a câmara de forma a que o plano central do eletrodo mantivesse a espessura do centro da placa semelhante às câmaras tipo Farmer (PTW e NE), conforme figura 21.

Figura 21: Placa de encaixe das câmaras RK083. Centrada na mesma placa de 2,0 cm de espessura das câmaras tipo Farmer. A: Esquema da centralização da CI RK083 vista no plano horizontal da placa e alinhada ao raio central. B: Esquema sagital do encaixe da CI RK083 alinhada ao raio central possui 1,0 cm de profundidade, contado desde o ponto central do eletrodo. C: Esquema do objeto simulador com a CI RK083 já com o adaptador e alinhamento idêntico ao obtido para as câmaras tipo Farmer.

A

Para o alinhamento da micro-câmara de ionização Exradin A-16 também foi criada uma camada de cera e, posteriormente, construído uma placa de material semelhante ao objeto simulador de forma a adaptar-se perfeitamente às dimensões da câmara. Alinhou-se então a câmara de forma a que o plano central do eletrodo mantivesse a espessura do centro da placa semelhante às câmaras tipo Farmer e as RK083, conforme figura 22.

B

C A

Figura 22: Placa de encaixe da câmara A-16. Centrada na placa própria mantendo o ponto efetivo com as câmaras tipo Farmer centralizados. A: Esquema da centralização da câmara A-16 vista no plano horizontal da placa e alinhada ao raio central. B: Esquema sagital do encaixe da câmara de ionização A-16 alinhada ao raio central distante 1,0 cm de cada superfície, contado desde o ponto central do eletrodo. C: Esquema do objeto simulador com a câmara A-16 em relação às demais.

6.7 Preparo e aquisição das imagens do objeto simulador para cálculos dos