Parliamentarisation and Presidentialisation from Amsterdam to Barroso
4.1 Aquis Conferencielle: change as intergovernmental negotiations
4.1.2 Negotiating the Treaty of Nice
A dosimetria em radioterapia requer alguma especificidade para redução de erros na dose, aplicada ao paciente, no final do processo. As doses utilizadas em tratamentos são consideradas altas em termos de efeitos das radiações e depende de vários fatores o que as tornam imprecisas quando aplicadas ao paciente. Estes fatores são a calibração do feixe, a homogeneidade do feixe, o uso de acessórios e colimações no paciente, as heterogeneidade do paciente, a precisão na aplicação da dose à região pretendida e a reprodutibilidade diária. A dosimetria, portanto, tem o papel de reduzir o erro no feixe radioativo e consequentemente o erro sistemático.
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4.3.1 - Dosímetros
Um dosímetro é um instrumento ou sistema que possibilita medir-se, diretamente ou indiretamente, grandezas físicas tais como exposição, kerma, dose absorvida ou taxas destas grandezas 61 .
Na radioterapia a principal necessidade é a determinação da dose absorvida pelo paciente, assim são necessárias as medidas de taxas de dose em perfis, em profundidade e calibração da dose dos equipamentos. O principal dosímetro utilizado é a câmara de ionização, seguido por diodos, filmes e dosímetros termoluminescentes.
4.3.1.1 - Câmara de Ionização
As câmaras de ionização são utilizadas para a medida da dose absorvida por ser um sistema de medida da grandeza carga elétrica, diretamente envolvida na interação da radiação com a matéria. Isto torna o dosímetro rastreável e de medida absoluta, pois pode ser calibrado em laboratório padrão em termos de dose absorvida.
Uma câmara de ionização constitui-se basicamente de uma cavidade cercada de uma parede de material condutor e um eletrodo central coletor 61, 62 . A parede e
o eletrodo estão separados por um isolante para reduzir a corrente de fuga da tensão de polarização. Em geral são câmaras abertas onde o ar é o mesmo do meio e sofrem os mesmos efeitos das grandezas de influência devido a pressão atmosférica, temperatura ambiente e umidade.
A câmara de ionização mais popular utilizada em radioterapia é a tipo Farmer, com volume sensível de 0,6 cm3, utilizadas para calibração e medidas de campos
convencionais de radioterapia.
Para medidas mais pontuais, como medidas de perfis de campos são necessárias câmaras de resolução espacial mais restritas pois as medidas requerem precisão de cerca de 1 a 5 milímetros no espaço. Também para medidas de calibração e dose em campos pequenos as câmaras tipo Farmer são espacialmente muito grandes. Desta forma, outras câmaras denominadas mini ou micro câmaras
têm sido utilizadas em radioterapia, especialmente radiocirurgia e recentemente em IMRT para medidas pontuais 72 .
4.3.1.2 – Filme dosimétrico
Os filmes radiográficos servem como detector de radiação através da propriedade de enegrecimento de sua película pela exposição à radiação. São construídos sobre uma base fina de plástico contendo uma emulsão sensível à radiação (grãos de brometo de prata (AgBr) suspensos em base gelatinosa) que reveste uniformemente um ou ambos os lados da base. Da interação da radiação com os grãos do AgBr é formada uma imagem latente. Quando o filme é revelado obtém-se a imagem visível pela redução dos grãos em prata metálica, a seguir faz-se a fixação através de solução que dissolve o brometo de prata e a gelatina não expostos.
A luz transmitida é função da opacidade do filme e pode ser medida em termos de densidade óptica (OD) em densitômetro, sendo esta definida como:
Onde é o quociente entre a intensidade de luz inicial, sem o filme, e a intensidade transmitida através do filme.
Em radioterapia são utilizados filmes de exposição direta para aplicação dosimétrica em dosimetria relativa e controle de qualidade dos equipamentos. A relação de densidade óptica é relacionada com a dose obtendo a curva de calibração do filme dosimétrico. Esta relação não é constante, pois depende da dependência energética devido a presença da prata (Z=45), que pode variar em concentração de filme para filme, densidade óptica da base do filme (“fog”), tipo da radiação e processamento químico (revelação da película).
4.3.2 - Calibração de um feixe clínico e medida da dose absorvida com câmara de ionização
Na prática clínica um feixe radioativo deve ser calibrado em termos de dose absorvida no tecido, em geral tecido mole simulado na água.
Os protocolos de dosimetria fornecem o formalismo apropriado para a rastreabilidade em termos de padrões internacionais da grandeza dose absorvida.
Em geral os hospitais e clínicas são obrigados a possuírem uma câmara de ionização calibrada em laboratório secundário em termos de dose absorvida na água. Esta câmara padrão é então utilizada no feixe clínico do hospital e, utilizando- se fatores específicos do feixe medido no local e fatores padronizados pelo protocolo de dosimetria utilizado, obtém-se a medida, na água, da dose do feixe em termos das unidades monitoras do equipamento, isto é a calibração.
O protocolo atualmente adotado no Brasil como padrão é o da Agência Internacional de energia Atômica, TRS-398 30 , o qual assegura com alto nível de consistência a determinação da dose com estimativa de erro de 0,5%, rastreável em dosimetria absoluta.
O fator de calibração da câmara no laboratório é fornecido em termos de dose absorvida na água para o feixe de Cobalto-60 feita a correção com base no índice de qualidade do feixe local em função da curva de PDP que fornece a razão de energia do mesmo.
A primeira etapa na utilização do protocolo é a medida do sinal da câmara, corrigida para todas as grandezas de infuência (fuga, pressão, temperatura, umidade, polaridade e recombinação) por unidade de volume da câmara, , onde
denota o feixe de qualidade da energia de referência. Este valor multiplicado pelo fator de calibração da câmara para o feixe resultará na dose absorvida para as condições de campo medida:
40 Se a leitura for feita em nC (nano Coulomb) e o fator de calibração em (Gray por nano-Coulomb) a dose absorvida resultará diretamente em Gray.
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5- MATERIAIS E MÉTODOS
Para a aquisição dos dados deste trabalho foram utilizados os equipamentos e materiais do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, no período de agosto de 2001 a dezembro de 2005 e do Centro Infantil Boldrini, de Campinas, no período de agosto de 2007 a maio de 2008.