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Presentasjon av de private høgskolene og utdanningene

In document Rekruttering til private høgskoler (sider 13-17)

2 Fem private høgskoler og syv studier

2.1 Presentasjon av de private høgskolene og utdanningene

Após a publicação na Adersen-Editores, em 1932, Menino de engenho foi reeditado pela José Olympio, em 1934, com uma tiragem de 5.000 exemplares, ao mesmo tempo em que era lançado Banguê (1934), com uma tiragem de 10.000 exemplares (SOARES, 2006). Entre a primeira publicação pela Adersen-Editores e a reedição de sua primeira obra pela José Olympio, o autor foi publicado pela editora Ariel, que lançou, em 1933, Doidinho (SOARES, 2006). De 1934 em diante, a José Olympio publicaria todos os romances do escritor.

O romance Menino de engenho foi ainda lançado por uma terceira editora. Depois de 50 anos na José Olympio, foi publicado pela editora Nova Fronteira entre 1984 e 1988; após esse período, voltou a ser editado pela José Olympio (FIGUEIREDO JÚNIOR, 2002).

A Adersen-Editores era, segundo Hallewell (1985, p. 353), "uma das novas editoras surgidas graças às novas oportunidades criadas pela revolução de 1930". Fundada em 1931, a editora tinha publicado Poemas escolhidos de Jorge de Lima e propunha a José Lins uma edição de 2.000 exemplares para Menino de engenho. Ainda segundo Hallewell (1985), o livro chamou a atenção do escritor e editor Gastão Cruls, que publicou no Boletim de Ariel (revista literária da editora Ariel) um comentário favorável à obra e ao novo escritor. Juntaram-se a ele os críticos João Ribeiro e Augusto Frederico Schmidt, que elogiaram o romance e, como resultado das críticas, em três meses Menino de engenho encontrava-se esgotado.

A editora Ariel, criada pelos escritores Gastão Cruls e Agripino Grieco, além de publicar livros, também publicava a revista literária Boletim de Ariel, que contribuía tanto como fonte de renda como na divulgação das obras publicadas (HALLEWELL, 1985). A Ariel publicaria Doidinho, em 1933, com uma tiragem aproximadamente igual a de Menino de engenho pela Adersen-Editores, segundo Hallewell. Dentre os autores que a Ariel publicou, estavam Jorge Amado, Raul Bopp e Graciliano Ramos.

Hallewell (1985, p. 346) atribui a José Olympio o declínio da editora Ariel:

O declínio da Ariel data de 1934, ano em que José Olympio transferiu-se de São Paulo para o Rio de Janeiro. Parece não haver dúvida de que a Ariel não estava à altura de competir com o jovem paulista que rapidamente se tornou o editor literário mais importante do Brasil e o nome mais prestigioso no negócio livreiro do país.

A Ariel encerraria suas atividades em 1939, tendo o seu estoque sido adquirido pela Civilização Brasileira (HALLEWELL, 1985).

3.2.1 A LIVRARIA JOSÉ OLYMPIO EDITORA

A José Olympio, editora que publicou o terceiro romance de José Lins do Rego (Banguê, 1934) e reeditou Menino de engenho, foi criada em 1931 em São Paulo; em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro. O editor José Olympio telegrafou ao autor oferecendo-se para publicar uma segunda edição de Menino de engenho de 5.000 exemplares e uma edição de 10.000 exemplares de Banguê (HALLEWELL, 1985). Se a tiragem para um autor novo era, normalmente, de 1.000 exemplares, José Lins estreou em uma de 2.000 exemplares, manteve o número na segunda obra e, para a publicação do terceiro romance e uma reedição do primeiro, as tiragens oferecidas por José Olympio eram muito altas para as impressões da época. José Lins comunicou a Gastão Cruls a proposta de José Olympio, afirmando que, em igualdade de condições, ele teria a preferência na publicação. Os dois romances saíram em 23 de junho de 1934, com capas do pintor pernambucano Cícero Dias, pela José Olympio (HALLEWELL, 1985).

A José Olympio, segundo Soares (2006, p. 11), "marcou época na literatura brasileira e também no tratamento gráfico dado às edições, com capas, ilustrações e vinhetas encomendadas a grandes artistas plásticos brasileiros". Entre os autores que a José Olympio publicou nesse período, estão: Jorge Amado, Amando Fontes, Gilberto

Freyre, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida e Sérgio Buarque de Holanda (HALLEWELL, 1985).

Em 1935, José Lins mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu a função de agente fiscal do imposto de consumo (o mesmo cargo que exerceu em Maceió, em 1933), a transferência oficial ocorreu em 1938 através de um decreto de Getúlio Vargas (FIGUEIREDO JÚNIOR, 2001a). Ao trocar Maceió pelo Rio de Janeiro, José Lins do Rego passou a comparecer diariamente à Livraria José Olympio, assim como Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz (SOARES, 2006). No Rio de Janeiro, conviveu com Manuel Bandeira, Rodrigo Mello Franco de Andrade, Prudente de Moraes Neto, Sérgio Buarque de Holanda, Augusto Frederico Schmidt, Octávio Tarquínio de Souza, Ruy Coutinho, entre outros nomes da história cultural (FIGUEIREDO JÚNIOR, 2001a, p. 23). Em 1939, segundo Hallewell (1985, p. 359), "todos os prêmios literários oferecidos no Brasil, que não fossem ligados a uma editora, foram conquistados por autores da José Olympio".

Em depoimento publicado na Tribuna dos Livros em 1957, o editor José Olympio (apud FIGUEIREDO JÚNIOR, 2002), afirma que "José Lins do Rego é a história da minha livraria editora". A sua relação com o editor não se restringiu à esfera profissional, ambos tendo-se tornado grandes amigos. José Lins, ao falar de José Olympio, afirma que ele "é o amigo de todos os instantes e em todas as horas, em todas as circunstâncias" (HALLEWELL, 1985, p. 363).

De 1932 a 1939, José Lins do Rego publicaria um romance por ano (QUADRO 3).

Quadro 3 - Romances de José Lins do Rego publicados por ano

ROMANCE ANO DA PUBLICAÇÃO EDITORA

Menino de engenho 1932 Adersen-Editores

Doidinho 1933 Ariel

Banguê 1934 José Olympio

O moleque Ricardo 1935 José Olympio

Usina 1936 José Olympio

Pureza 1937 José Olympio

Pedra bonita 1938 José Olympio

Riacho Doce 1939 José Olympio

Água-mãe 1941 José Olympio

Fogo morto 1943 José Olympio

Eurídice 1947 José Olympio

Cangaceiros 1953 José Olympio

A editora foi integrada ao Grupo Record em 2001 e, com o seu selo preservado, publica novas edições das obras de José Lins do Rego até os dias de hoje. Em 2012, com os 80 anos da publicação da obra, a editora lançou a 104ª edição de Menino de engenho. Além dos romances, outras obras do autor também seriam publicadas pela José Olympio. No gênero infantil, Histórias da velha Totônia (1936); no gênero biografia/memórias, Meus verdes anos (1956); no gênero ensaio, O cravo de Mozart é eterno (2004), e no gênero contos/crônicas, Flamengo é puro amor (2002) e Ligeiros traços: escritos da juventude (2007).

3.3 JOSÉ LINS E SUAS RELAÇÕES NO EXTERIOR: INTERMEDIÁRIOS E

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