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Presentasjon av de fire virksomhetene

In document Utsetting av arbeidsoppgaver (sider 27-41)

O Brasil apresentou em 2008 um total de 22.797 grupos de pesquisas cadastrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, um aumento de 50,40% em relação a 2002, dos quais apenas 2.726 grupos se relacionaram com o setor produtivo, caracterizando assim um grau de interação no país de 11,96%, que é o maior índice dos quatro períodos apresentados, porém ainda é considerado relativamente baixo. Estes grupos se relacionam com 4.518 empresas, cuja densidade de interação foi de 1,66 empresas por grupo, voltando ao mesmo índice apresentado em 2002, após ligeira queda

As duas regiões brasileiras, Sudeste e Sul, concentraram 71,98% do total dos grupos de pesquisas e 71,68% do total dos grupos que interagem com o setor produtivo em 2008. Na Região Sudeste o destaque foi para o Estado de SP que apresentou 5.938 grupos de pesquisas, portanto, 26,05% do total dos grupos no Brasil, dos quais 576 interagiram com empresas e instituições, representando 21,13% do total nacional. Logo após estão os Estados do RJ e MG que ocupam a segunda e a quarta posição no Brasil, respectivamente. Assim, esta Região detém 48,78% dos grupos de pesquisa e 43,40% dos grupos de pesquisa que se relacionam com o setor produtivo do total nacional. No entanto, na Região Sul, os três Estados são destaque, RS (3° posição no Brasil), PR (5°) e SC (7°) possuem juntos 23,20% do total dos g rupos de pesquisa e 28,28% do total dos grupos de pesquisa com interação do país.

O Brasil apresentou o grau de interação dos grupos de pesquisas, agregados por UF relativamente baixo, com 11,96%. Os Estados que possuem grau de interação maior que a média nacional são respectivamente, SC (17,20%), Goiás (16,47%), RS (14,97%) e outros, além de Estados como Rondônia e Amapá que possui grau de interação acima da média nacional (16,67%), mas com pouca representatividade, uma vez que ocupam o 25° e 27° no ranking nacional.

A média nacional da densidade da interação dos grupos distribuídos por Estado é de 1,66, restringindo-se a pouco mais de uma empresa por grupo de pesquisa com relacionamento. Os Estados com número mais reduzido de grupos e menor número de empresas com interação com estes grupos, apresentam maiores densidades, como por exemplo, Acre (8,00) e Piauí (2,18). Por outro lado, Estados com maior número de grupos que interagem com o setor produtivo apresentam grau de densidade em torno da média brasileira tais como SP (1,92), SC (1,87) e RS (1,75)

No censo de 2008 do CNPq, foram listadas 467 universidade e instituições que englobavam os 22.797 grupos de pesquisa, mas somente 295 destas universidades e instituições informaram possuir algum tipo de relacionamento com o setor produtivo. Deste total de 22.797 grupos de pesquisa, 44,45% estão concentrados em apenas 20 universidades e instituições, o que demonstra um elevado nível de concentração.

A USP é a universidade brasileira com o maior número de grupos de pesquisa, 1.839 grupos, mais do que o dobro da segunda colocada, representando 8,06% de todos os grupos de pesquisa do país. Além da USP, o Estado de SP possui mais quatro universidades dentre as 20 maiores em grupo de pesquisa, duas estaduais (UNESP em 3ª e UNICAMP em 4ª colocação) e duas federais (UFSCAR em 15ª e UNIFESP em 18ª colocação). As cinco universidades juntas são responsáveis por 65,90% dos grupos de pesquisa em SP e 17,16% dos grupos de pesquisa no Brasil, ressaltando a importância dessas instituições. O RJ é outro importante Estado da Região Sudeste que possui três universidades, responsáveis por 6,50% do total dos grupos de pesquisa neste ranking. Somando estas 8 instituições paulistas e cariocas e a UFMG, localizada em MG, os representantes da Região Sudeste concentra 26,44% do total dos grupos de pesquisa no Brasil. Portanto, as nove representantes da Região Sudeste nestas 20 instituições com maior número de grupos de pesquisa do Brasil representam mais de 1/4 dos grupos de pesquisa do país.

As instituições da Região Sul também apresentam destaque com 2.667 grupos de pesquisa, sendo o RS (UFGRS em 6ª, PUC-RS em 13ª e UFSM em 20ª), o PR (UEL em 11ª, UFPR em 12ª e UEM em 16ª) e SC (UFSC em 8ª) dentre as 20 maiores instituições brasileiras, concentram 11,70% do total dos grupos de pesquisa no Brasil.

No que se refere aos grupos de pesquisa com interação, os Estados que possuem os maiores números de grupos de pesquisa, RJ e SP, apresentam um grau de interação abaixo da média nacional. Nas principais instituições da Região Sudeste, apenas a UFMG apresentou o grau de interação acima da média nacional (11,96%), sendo 12,54%. Na Região Sul estão localizadas as 3 universidades com maior grau de interação do Brasil a UFPR (19,62%), a UFGRS (18,08%) e a UFSC (17,77%), todas públicas federais. Outras instituições que merecem destaque são UFPE (16,38%), localizado na Região Nordeste, e a UNB (16,38%), localizadas na Região Centro-Oeste, a UFBA (14,04%), localizada na Região Nordeste.

Em relação à densidade das interações, a maioria das universidades e instituições apresentaram densidade de interação superior a média nacional. Merecem destaques as cinco instituições que tiveram uma densidade superior a 2, tais como a

UFSCAR (7,48), UFSC (2,57), UFSM (2,26), UFGRS (2,24) e a USP (2,08), todas localizadas nas Regiões Sul e Sudeste.

Das 20 universidades e instituições de pesquisa com maior número de grupos de pesquisa, apenas uma universidade é particular, a PUC-RS, que ocupa a 12ª posição no que se refere ao número de grupos de pesquisa com interação com o setor produtivo, revelando o importante e fundamental papel das instituições públicas na rede de conhecimento nacional. As outras 19 universidades são entidades públicas federais, em sua maioria, e estaduais.

A distribuição e interação dos grupos de pesquisa de acordo com as áreas do conhecimento constituem importante referência para análise do processo interativo no campo acadêmico e empresarial. No Brasil, estas distribuições dos grupos de pesquisa nas áreas do conhecimento apontam a existência de certa homogeneidade na distribuição do número de grupos de pesquisa pelas grandes áreas do conhecimento. As Ciências Humanas possuem o maior número de grupos em 2008, com 4.219 grupos de pesquisa, seguidas pelas Ciências da Saúde (3.961) e as Engenharias (3.027).

Ao avaliar a quantidade de grupos com interação verifica-se um cenário bastante diferente. Primeiramente o grau de interação das Ciências Sociais Aplicadas (7,99%), Ciências Humanas (4,29%) e Lingüística, Letras e Artes (2,07%) tornam esta média ainda mais baixa (11,96%). Em segundo lugar, algumas áreas possuem um elevado grau de interação, como as Engenharias (29,07%) que é a área do conhecimento que mais interage com o setor produtivo, destacando-se desde 2002. As Ciências Agrárias também apresentam elevado grau de interação (23,93%). Engenharias e Ciências Agrárias juntas representam 51,39% dos grupos de pesquisa com relacionamento.

Dentre as grandes áreas do conhecimento as Engenharias apresentaram o maior número de empresas e instituições (1.738), bem como tem a melhor densidade de interação (1,98), destacam-se como a única área em 2008 que possui este índice acima da média brasileira (1,66). As Ciências Agrárias ocupam a segunda colocação com 860 empresas e instituições e com uma densidade de interação de 1,65, bem próxima a média. Curiosamente as Ciências da Saúde são a terceira grande área do conhecimento em número de empresas e instituições com relacionamento (430), porém, possuem a pior densidade de interação, ocupando a última colocação com apenas 1,30 de densidade.

Tais números retratam os setores de inovação de cada área do conhecimento, onde há setores baseados em ciências e intensivos em escala, nas Engenharias e

Ciências Agrárias, que demandam uma maior interação entre Universidades e Empresas.

Pode-se observar também que a grande concentração dos pesquisadores na Região Sudeste (46,92%) e Sul (22,25%), e que a maioria dos pesquisadores (66,04%) possui doutorado. Se comparado a quantidade de pesquisadores doutores (73.356) com o total de grupos de pesquisa (22.797) obtêm uma média de 3,22 doutores por grupo de pesquisa. Os mestres também têm destaque, uma vez que juntamente com os doutores formam 90,70% dos pesquisadores nos grupos de pesquisa, demonstrando assim um elevado grau de qualificação dos recursos humanos dos grupos.

Em média, em 2008, cada autor apresentou mais de 18 produções bibliográficas entre artigos em periódicos especializados, trabalhos em anais e eventos, livros e/ou capítulos e outras produções, além da produção técnica média de 9 trabalhos, tais como, softwares e melhoria de processos tecnológicos. A produção C, T&A regional reflete a desigualdade na distribuição dos grupos de pesquisa e pesquisadores nas regiões, ficando o Sudeste e o Sul com mais de 74% de toda a produção nacional.

Ao analisar os dados da produção científica brasileira ao longo dos anos de 1998 a 2008, observa-se um expressivo aumento nas publicações de autores vinculados a instituições pertencentes às regiões Centro-Oeste (crescimento de 368%) e Norte (crescimento de 383%) superiores a média nacional (crescimento de 294,46%) como um todo. Dentro deste crescimento, as grandes áreas que mais se destacaram pelo aumento de suas publicações bibliográficas no Brasil, de 1998 a 2008, foram às áreas relacionadas às Ciências Sociais Aplicadas (com aumento de 275,97%), Lingüística, Letras e Artes (com aumento de 222,49%) e as Ciências Humanas (com aumento de 208,18%). As áreas em destaque com mais publicações em 2008 são as Ciências da Saúde (613.483), Ciências Agrárias (469.752) e Ciências Biológicas (455.693).

Dentre as publicações bibliográficas em 2008, as concentrações mais intensas são os resumos de trabalhos publicados em anais de eventos (1.027.004), com 35% das publicações principalmente as áreas das Ciências da Saúde e Ciências Biológicas, outras publicações bibliográficas (523.652), com 18% das publicações com destaque para as Ciências Agrárias e Ciências Humanas, e trabalhos completos publicados em anais de eventos (504.892), com 17% do total das publicações, sobretudo nas Engenharias.

Ao verificar a composição das publicações técnicas, constata-se que 47% do total estão concentradas nas grandes áreas das Ciências Humanas (26%) e das

Ciências da Saúde (21%), em 2008. Ao observar a atuação das produções técnicas em relação ao número de patentes depositadas no país, verifica-se que mais de 90% da produção de software ainda não possuem registro ou patente, porém verifica-se que este percentual vem reduzindo gradativamente. Em 2002, 4,17% da produção de

software era realizada com registro ou patente, em 2008 este percentual se eleva para

8,52%. Esta tendência fica evidente quando analisado os produtos tecnológicos. Em 2002, 20,29% destes produtos tecnológicos possuíam registro ou patente, contra 79,71% sem registro ou patente. No entanto, em 2008, 40,04% dos produtos tecnológicos possuem registro ou patente, e uma redução para 59,95% dos produtos sem registros e patentes. Os processos ou técnicas seguem a mesma tendência do período, com o aumento dos registros ou patentes de 17,02%, em 2002, para 38,73%, em 2008. E, a redução desta produção sem registro ou patente, de 82,98%, em 2002, para 61,27%, em 2008. As tendências é que a produção tecnológica tenha em sua totalidade registro ou patente.

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