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Preliminary results of the research on capelin feeding in the Barents Sea

4 Capelin

4.3 Preliminary results of the research on capelin feeding in the Barents Sea

O programa de Estudo do Meio encontra-se estruturado por blocos que seguem uma sequência, o que não implica que sejam abordados pela mesma ordem na sala de aula. Esta é uma área que interseta todas as outras áreas do programa, devendo por isso ser interligada com todas as aprendizagens (Ministério da Educação, 2004).

Neste sentido as atividades foram planeadas de acordo com o que a professora titular da turma ia indicando, bem como com as OCP1CEB (Organização Curricular e Programas do 1.º Ciclo do Ensino Básico).

Dado que é no 1.º ano que as crianças exploram conceitos como as suas origens, a família, o conhecimento da instituição que frequentam, entre outros, é importante adequar as estratégias utilizadas aos contextos reais, pois tudo o que tenha a ver com o mundo que as rodeia tem extrema importância e significado nas suas vidas.

De acordo com Sá (2003), ainda está a ser ensaiada a passagem das Ciências do currículo para a prática, pois apesar de constar nos programas “recomendações de natureza construtivista e experimental” (p. 45) o que se pode observar na realidade é que não dadas muitas oportunidades de exploração às crianças, apesar destas contribuírem para a sua evolução intelectual, pessoal e social.

Experiência com argila

Salienta-se que a promoção da aprendizagem experimental nas escolas requer custos, no entanto, muitos dos materiais não custam dinheiro ou então podem ser adquiridos por baixos valores. (Sá, 2003)

A experiência realizada estava proposta no manual de Estudo do Meio, do 1º ano, questionando os alunos da seguinte forma: “O que será que acontece à argila, quando lhe juntamos água?”.

Inicialmente perguntou-se aos alunos se sabiam o que era argila, ao qual responderam que nunca tinham ouvido falar. De forma a dar um exemplo, referiu-se os tratamentos de beleza em que as senhoras que vão ao spa colocam uma máscara facial com duas rodelas de pepino nos olhos, a partir deste momento obteve-se respostas positivas a dizer que já sabiam o que era e que já tinham visto.

De seguida, para que os alunos tivessem uma maior noção deste material, foi passado um saco transparente, que continha argila, para terem a oportunidade de tocar e sentir a textura da mesma.

Todo este processo foi realizado com o objetivo de se elaborar um cartaz com as três fases da experiência, sendo que numa primeira fase criaram-se as hipóteses, seguindo-se a realização da experiência e por fim a observação dos resultados obtidos. Note-se que o procedimento foi feito em três dias distintos, com o intuito de se perceber e de ficar bem assente todas as fases inerentes a uma experiência.

No segundo dia procedeu-se à realização da experiência. Para dar início, selecionou-se duas crianças para irem à frente, colocou-se a argila dentro da banheira, a menina deitou a água em cima e o menino mexeu a mistura com uma colher de pau até se obter uma pasta densa. Após a sua conclusão, passou-se por todos os alunos, para que pudessem observar de perto o resultado da experiência e tirar as suas próprias conclusões que seriam imprescindíveis para a concretização da terceira fase. As atitudes face ao observado, foram iguais, o grupo todo respondeu “parece cimento”. Salienta-se que o professor terminou de mexer, uma vez que, as crianças no fim tiveram alguma dificuldade

Foi muito engraçada a reação do grupo, pois a partir do momento em que referi as rodelas de pepino, as atenções redobraram e criou- se um ambiente de descontração e ao mesmo tempo de maior participação.

Diário de Bordo, 3 de novembro de 2014

O grupo gostou de observar a argila e por sua vez de senti-la. Começaram todos a rir e a referir que era muito fofinho e que parecia pó.

em misturar tudo muito bem. Enquanto isto, os alunos sentaram-se e fizeram o desenho da experiência.

Figura 15 – Realização da experiência e observação dos resultados

Por fim, no terceiro dia, de modo a concluir o nosso cartaz, foram colados os desenhos realizados no dia anterior e questionou-se sobre quais as conclusões retiradas de todo o processo efetuado. Os alunos não sabiam bem o que responder, daí ter-se dado algum apoio com outra questão, “o que foi que aconteceu à argila?” e aí facilitou o raciocínio deles, à qual me responderam “ficou mole” e “fica como uma pasta/massa de moldar”. Pode-se visualizar o resultado final do cartaz na figura 16.

o Concluindo…

De um modo geral esta atividade correu como o esperado, pois foi realizada dentro do tempo calculado e sem nenhum imprevisto. Foi percetível o interesse dos alunos pela concretização de experiências, dado que é uma turma extrovertida e a interação era maior. No fim o cartaz da experiência ficou afixado na porta da sala e quando algum professor ou adulto aparecia, gostavam muito de demonstrar o que tinham executado.

Jogo da mímica

O programa de Estudo do Meio apresenta um bloco (5) que se intitula “À descoberta dos materiais e objetos”, no qual teve que ser trabalhado um tópico que se baseava no manusear de objetos em situações concretas.

É afirmado pelo Ministério da Educação (2004), que no decorrer da sua vida, os alunos vão adquirindo uma panóplia de experiências e de novos conhecimentos, conforme o seu contato com o meio. Assim sendo, a escola apresenta um papel fundamental na medida em que tem que “valorizar, reforçar, ampliar e iniciar a sistematização dessas experiências e saberes” (p. 101) para que possam ser aprofundadas e consequentemente se tornem mais complexas.

A partir disto, iniciou-se o tema com duas questões “Será que todos os objetos têm a mesma função?” e “Porquê?”. Os alunos responderam rapidamente às duas questões, referindo logo que não tinham todos as mesmas funções, porque uns serviam para cortar, outros para afiar, entre outras respostas.

O ME (2004) menciona que proceder à exploração dos objetos, significa observar as suas propriedades, manipulá-los, reconhecer os cuidados a ter e valorizar o seu uso.

Dado que na primeira parte não existiram dúvidas, prosseguiu-se a aula, fazendo a demonstração de diversos materiais, nomeadamente uma palete, um compasso, uma régua, pincéis, um agrafador, uma tesoura, um furador, um martelo, um lápis, um afia lápis, uma borracha e uma impressora, note-se que esta última apenas foi mostrada através de uma imagem, visto que, não houve possibilidade de levar uma para dentro da sala. A partir da demonstração de objetos, pediu-se aos alunos que ajudassem a referir a função de cada um deles, ficando assim a compreendê-las melhor. Mais uma vez tiveram facilidade em responder a tudo.

Uma vez que parecia estar a matéria bem assente, fez-se um jogo, o “Jogo da Mímica”. Para tal os alunos vinham, um de cada vez, à frente, retirar um dos cartões que se encontrava no interior de um saco. Cada cartão continha uma imagem dos objetos

abordados anteriormente e o objetivo era que cada criança fosse à frente representar o objeto que lhe tivesse saído apenas por gestos. O restante grupo apenas tinha que prestar atenção e adivinhar o objeto em questão.

o Concluindo…

Pode-se referir que este não era um tema muito difícil de abordar e que para isso teve que ser arranjada uma estratégia que mantivesse os alunos interessados. Acabou por ser um momento de descontração, em que nos rimos ao mesmo tempo que o programa estava a ser dado. Toda esta situação veio provar que a educação pode se tornar muito interessante, desde que utilizemos as estratégias adequadas, para que todos se sintam bem e com motivação para querer saber cada vez mais.

4.4 Estratégias de Intervenção para o Desenvolvimento da Motricidade Fina da