2 Oceanography
2.1 Hydrochemical characteristic
Por norma é falado que o gosto pela Matemática não é muito frequente, pois foram criados paradigmas em torno da mesma que levam os alunos, desde muito cedo, a criar uma visão negativa em relação à mesma.
A Associação de Professores de Matemática-APM (2003) menciona que para existir um ensino de qualidade a nível da matemática é essencial que os alunos experienciem diversas formas de aprendizagem. Assim sendo dão alguns exemplos como a resolução de problemas, atividades de investigação, uso de materiais manuseáveis, jogos, preferencialmente os de estratégia, de observação e memorização, pois só assim será desenvolvida a capacidade de raciocínio matemático e as competências sociais, contribuindo também para o aumento do gosto pela disciplina.
É ao professor que cabe a tarefa de estruturar ambientes e arranjar maneiras que proporcionem a concretização do programa. Desta forma a aprendizagem da Matemática permitirá que as crianças sejam ativas, criativas e formulem questões. Neste sentido a disciplina tornar-se-á numa ferramenta de evolução para todas as crianças (Ministério da Educação, 2004).
Na tentativa de combater os pensamentos negativos em torno da Matemática, tentou-se sempre estimular a curiosidade e a motivação das crianças para que as mesmas desenvolvessem as suas capacidades de raciocínio e de resolução de pequenos problemas. Assim foram utilizados diversificados materiais como lápis de cor, palhinhas, laços, entre outros de forma a facilitar a compreensão das diferentes problemáticas que fossem surgindo. Tal como afirma a APM (2003) o uso de materiais que deem para manipular não são um fim, mas sim um meio que permitirá a evolução da “atividade intelectual dos alunos” (p.36).
Neste sentido foram desenvolvidas atividades de acordo com o Programa e Metas de Matemática para o 1.º CEB em consonância com as propostas feitas pela professora titular de turma, tendo sempre em atenção as necessidades do grupo. Mais uma vez, como não é possível descrever todas as atividades efetuadas, apenas farei a descrição de duas, sendo possível visualizar as restantes nos apêndices do CD-ROM, que acompanha o relatório.
Lagarta dos números
Sabe-se que atualmente as crianças no pré-escolar já aprendem a contar, pelo menos até dez, no entanto o programa para o 1.º CEB exige que abordemos os números partindo do zero.
Para que os alunos não se sentissem desmotivados ao ouvir conteúdos que já tinham adquirido, teve-se que arranjar uma maneira de os manter interessados. Neste sentido, durante a aprendizagem do número sete, esconderam-se sete lacinhos, uns rosa e outros azuis, pela sala, enquanto os alunos estavam no recreio. Após voltarem do intervalo, pediu-se que procurassem os laços à volta da sala.
Verificou-se que esta era uma boa estratégia para manter o interesse do grupo. Posto isto, começou-se a adotá-la para a aprendizagem dos seguintes números.
Na semana seguinte, e uma vez que por semana era abordado um novo número, os alunos após o recreio já vinham entusiasmados para a sala à procura de outros laços. No entanto desta vez, eram bolas com patinhas e com números escritos, voltados para a parede. Instalou-se o burburinho, pois estavam muito curiosos para saberem do que se tratava. Dado que não dava para esperar mais, iniciou-se a procura das bolinhas, mas desta vez eram dez.
Visto que, tudo é motivo para os alunos se distraírem, esta podia ser uma atividade que levasse à confusão dentro da sala. Assim sendo, foi pedido que procurassem os laços sentados nos seus lugares e só após encontrarem um, levantavam o braço e iam lá buscá-lo com a autorização do professor.
Figura 12 – Exemplos de esconderijos das bolas
Após terem encontrados os círculos, fez-se a criação de uma lagarta com todos eles e ainda trabalhou-se a ordem crescente e decrescente, uma vez que, algumas crianças deslocaram-se à frente para colocá-los na ordem pedida.
Figura 13 – Lagarta dos números
o Concluindo…
A lagarta dos números manteve-se na sala durante muito mais tempo, para ser acrescentada com os números em falta, mesmo despois do estágio terminar. A partir destes pequenos momentos, percebe-se que as crianças não necessitam de muito para se entregar a uma atividade, pois com algo tão simples, percebeu-se nos seus olhares um entusiasmo incomparável.
Construção de sólidos geométricos
Antes de iniciarmos a construção dos sólidos propriamente ditos, tiveram que ser realizadas outras atividades de suporte.
Neste sentido foram demonstradas algumas imagens de objetos conhecidos, como uma bola, um cone de gelado e duas caixas, uma quadrada e uma retangular, para que os alunos pudessem identificar os objetos e posteriormente assemelhá-los a figuras geométricas indicando-as. Numa segunda fase, explicou-se que quando as figuras
geométricas passam a ter volume, mudam de nome passando a ser chamadas de sólidos geométricos. Assim sendo, e de maneira a entender se todos tinham compreendido, foi pedido que procurassem na sala exemplos reais.
Quando todos os alunos conseguiram relacionar bem os conceitos anteriores, seguiu-se a realização de uma atividade, mais concretamente, a construção de sólidos geométricos.
Para o efeito foram distribuídos envelopes com o nome de um sólido escrito à frente e com palhinhas no interior, cortadas em diferentes tamanhos (consoante o sólido), e plasticina que iria servir para juntar as palhinhas. Para a realização da tarefa, apenas tinham que saber o que estava escrito em cada um dos envelopes e iniciar a montagem. Note-se que à frente, tinham diferentes sólidos montados em cartolina, para servir de apoio visual aos alunos.
Figura 14 – Construção dos sólidos geométricos
Durante a atividade, algumas crianças estavam com dificuldades em construir o sólido que lhes tinha calhado, no entanto, e para minha surpresa, os que conseguiram terminar mais cedo, levantaram-se e dirigiram-se para junto dos colegas para ajudá-los. Tornou-se interessante observar o sentimento de entreajuda, pois mesmo sem pedir autorização para tal, existiu uma maturidade por parte dos alunos, uma vez que, podiam fazê-lo só para brincarem, mas a verdade é que se mantiveram em silêncio.
o Concluindo…
A atividade correu melhor do que o esperado, pois previa-se maiores dificuldades nas construções. Tal como já mencionei ocorreu um momento inesperado, mas positivo, pois é bom observar que crianças tão jovens têm a capacidade e a noção que se deve sempre ajudar o outro. Pode-se concluir que os alunos ficaram a conhecer bem todos os sólidos abordados e que através das suas construções, ainda enriqueceram o seu vocabulário ao apreenderem os nomes de vértice, aresta e face.