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Praktiske løsninger og mulige veier videre

A seguir serão exploradas relações entre o trabalho e o envelhecimento funcional levando à perda da capacidade de trabalho e conseqüentemente à aposentadoria precoce.

Como aponta ILMARINEN et al (1994)...“o principal problema do envelhecimento e trabalho é o desequilíbrio entre as capacidades funcionais e as exigências do trabalho. O envelhecimento é usualmente combinado com um declínio na capacidade funcional. Por outro lado, as exigências do trabalho não diminuem com a idade, pelo contrário, tendem a aumentar as exigências mentais para os trabalhadores com maior experiência (em ocupações com maiores demandas mentais) ”.

O Brasil e o mundo enfrentam hore um processo de transição demográfica que é caracterizado pelo aumento do número de pessoas que estão envelhecendo, o que leva ao envelhecimento da população em idade produtiva e da força de trabalho (ANDRADE, 2002).

Um dos fatores que está associado ao processo do envelhecimento populacional é a diminuição na taxa de fertilidade. Na América Latina espera=se que esta taxa se estabilize até 2030, sendo proretada uma queda de 2,4 (1975=1980) para 1,01 em 2070 (VERAS, 1994).

Refletir sobre o processo envelhecimento=trabalho é indispensável para que possam ser planeradas e implantadas medidas de promoção à saúde, que visem à preservação da capacidade para o trabalho da população que está em idade produtiva.

A conservação da capacidade para o trabalho adequada está associada às boas condições de saúde e de vida, incluindo hábitos e estilos de vida praticados. As condições adequadas de trabalho e estilos de vida saudáveis, podem proporcionar melhor qualidade de vida, maior produtividade e um tempo de aposentadoria mais proveitoso, com um menor custo médico e social tanto para o indivíduo como para a sociedade (COSTA,2001).

No Brasil, assim como em outros países em desenvolvimento, deve ser lembrado que a inserção na força de trabalho ocorre precocemente, principalmente por motivos sócio=econômicos, o que pode levar a um desgaste precoce da saúde (DANTAS, 2005).

Em países em desenvolvimento, a definição de trabalhador em envelhecimento poderia ser aplicada àqueles mais rovens que 45 anos de idade (TUOMI et al, 1997; ILMARINEN, 1999 e 2005) e, a promoção da capacidade para o trabalho deve começar entre 30=35 anos de idade (ILMARINEN, 1997; MONTEIRO, 1999).

As más condições de trabalho e de vida, associadas ao envelhecimento da população em idade produtiva, às mudanças na legislação previdenciária, além de transformações no mercado de trabalho, trazem repercussões negativas à saúde, em especial à saúde dos trabalhadores mais velhos (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, USA, 2004; NIOSH, 2002b).

Associado ao processo de envelhecimento biológico do organismo humano é necessário adequar as exigências do trabalho em turnos às condições de saúde dos trabalhadores à medida que esse processo ocorre (TUOMI et al, 1997).

Muitos pesquisadores em todo o mundo realizaram trabalhos sobre o efeito do trabalho em turnos na saúde dos trabalhadores da área de enfermagem, sugerindo que a perda de capacidade para o trabalho e o conseqüente envelhecimento funcional são decorrentes de múltiplos fatores.

CREMER (1996), estudando enfermeiras em um hospital público da Holanda comparando grupos de diferentes faixas etárias, o autor verificou que a perda de capacidade para o trabalho possui uma relação direta com a idade. O autor verificou que esta relação também se faz presente quando são investigados os sintomas e doenças referidas, isto é, quanto mais velho o trabalhador maior o número de sintomas referidos. Estes resultados foram recentemente corroborados por COSTA et al (2005), estudando trabalhadores da área da saúde na Itália e NACHIAPPAN & HARRISON (2005), estudando enfermeiras na Inglaterra.

Em pesquisa realizada por BELLUSCI et al (1999), em um hospital filantrópico da cidade de São Paulo, que obretivava determinar a capacidade de trabalho de profissionais de diversas áreas ligadas à saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas) foi observado que a equipe de enfermagem apresentava a razão de chance de perder a capacidade trabalho aumentada em aproximadamente duas vezes, quando comparada com as demais categorias de funcionários.

Em trabalho realizado com enfermeiras e auxiliares de enfermagem na França por ESTRYN=BEHAR et al (2005) apontam como fatores associados à perda de capacidade para o trabalho: as demandas de trabalho, o baixo apoio dos colegas de trabalho e a insatisfação com o apoio psicológico. Estes fatores também são relacionados à perda de capacidade de trabalho em outros países europeus. (HASSELHORN et al, 2005).

HASSELHORN et al (2005), através do NEXT=Study (Nurses’ Early Exit Study) também relatam que os fatores associados à perda de capacidade de trabalho, e a conseqüente aposentadoria precoce estão interrelacionados e são um problema global. Portanto são necessários estudos para que possam ser desenvolvidas políticas de saúde no trabalho voltadas especialmente a esta população.

RAFFONE & HENNINGTON (2005), estudaram trabalhadores exercendo as funções de auxiliares, técnicos e enfermeiros, distribuídos em sete hospitais que compõem um complexo hospitalar. A capacidade para o trabalho foi considerada boa em mais de 80% dos trabalhadores. As análises estatísticas mostraram que aqueles trabalhadores com maior escolaridade e que praticam algum tipo de esporte ou atividade física têm maiores chances de apresentar boa capacidade para o trabalho. No grupo com reduzida capacidade para o trabalho verificou=se alta prevalência de doenças músculo=esqueléticas.

SALERNO et al (2005), em um estudo longitudinal realizado durante 10 anos em um hospital universitário de Roma, Itália, apresentam resultados que mostram que as mulheres têm o envelhecimento funcional acelerado quando as demandas familiares aumentam.

Os trabalhos mencionados anteriormente descrevem importantes estresssores aos quais os trabalhadores da área de enfermagem estão submetidos. Estes estressores podem ter como conseqüência o envelhecimento funcional precoce. Este estudo visa colher informações para que possam ser alcançados possíveis

diagnósticos e intervenções na organização do trabalho que permitirão melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores.