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2. Metodikk og empiri

3.3 NATO – Comprehensive Approach

3.3.2 Praktiske forhold knyttet til comprehensive approach

A entrada do idoso no lar provoca na sua vida um forte impacto, pois representa uma grande mudança, que na maioria das vezes, está associada à separação do meio fami- liar, a uma rutura de hábitos e estilos de vida, que dão lugar a uma era de adaptação a um novo meio, a um novo ambiente.

Para Neves (2000) o homem é um ser que está constantemente em busca de si mesmo, de seus laços identificadores, ou seja, é um ser que está constantemente à procura da sua integração como sujeito do processo de construção da História. História que funci- ona como processo constituído por experiências, mesmo que muitas vezes sob a forma de conflitos. Torna-se igualmente importante falar da memória, pois esta é um dos fatores presentes no resgate da história compartilhada, ou seja, é a base da identidade do indiví- duo.

Para Dubar (1997) a identidade do indivíduo é entendida como o resultado de uma construção quer individual ou social, que deve estar em constante reestruturação e reela- boração. O mesmo será dizer que a identidade do indivíduo corresponde ao que ele possui de mais precioso na vida.

A sua perda, causará sentimentos de angústia e sofrimento, que na maioria das vezes, são muito difíceis de ultrapassar. Compreender e analisar o mundo construído pelo indivíduo a partir da sua experiência social é a base para também compreender e encarar o fenómeno identitário como um produto resultante da relação estabelecida com os ou- tros, uma vez que é na “compreensão interna das representações cognitivas e afetivas, percetíveis e operacionais, estratégicas e identitárias que reside a chave da construção operatória das identidades” (Dubar, 1997, p.101). Esta compreensão torna-se imprescin- dível, pois reflete todo o processo e percurso de socialização do indivíduo (Guedes, 2012).

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A insegurança sentida pela pessoa idosa em adotar a instituição como uma nova morada causa-lhe momentos de ansiedade, de insegurança, de solidão e de angústia, pois tudo aquilo que conquistou ao longo da sua história de vida, é algo que vai deixar para trás, independentemente de não o querer fazer (Pamplona, 2011).

Baseando-nos em Pimentel (2001), constatamos que a entrada para um lar, acarre- ta um conjunto de imagens negativas que representam para as pessoas idosas, o abando- no, a morte, a separação, o sofrimento, o “fim da linha”, levando-os a rejeitarem o pro- cesso de institucionalização. Esta fase é descrita por muitos como o último período da sua trajetória enquanto indivíduo ativo e vivo numa sociedade.

Nesta perspetiva, verificamos que o internamento deverá ser efetuado com o con- sentimento do idoso, (quando o mesmo possui faculdades mentais para tal), tornando-se assim inaceitável que essa decisão seja tomada sob pressão ou ameaça por parte de fami- liares ou cuidadores. Deste modo, os agentes que dão respostas sociais a esta valência, devem esclarecer os idosos com toda a veracidade, utilizando uma forma simples e clara, tendo como propósito, fornecer informações necessárias sobre a estrutura, funcionamento e quotidiano na instituição.

A fase do acolhimento, ou seja, o acolher e acompanhar o idoso na sua adaptação à instituição é essencial para que o mesmo se integre num meio social totalmente distinto, que acarreta consigo profundas modificações que provocam, em muitos casos, um impac- to emocional muito forte, tanto para a pessoa idosa como para a sua família. A instituição deve conhecer o seu utente, e isso implica que tenha capacidade para conhecer e compre- ender a sua história de vida, a personalidade, o relacionamento que aqueles estabelecem com a comunidade e, essencialmente com a sua família, os seus gostos e hábitos, dificul- dades e angústias.

Ao analisar aquilo que Pimentel (2001) estudou sobre a institucionalização da pessoa idosa, constatamos que a maioria dos lares não consideram relevantes para a sua prática profissional, os desejos e as motivações dos utentes. Limitando-se apenas a saciar as necessidades fisiológicas que os idosos apresentam, esquecendo-se da parte afetiva e social que merece também respostas sociais eficientes.

Acerca desta temática, Sousa (2006) acrescenta que os desejos e o direito à auto- nomia das pessoas idosas, são totalmente desvalorizados pelos cuidadores formais.

O que interessa é assegurar e manter as necessidades físicas da pessoa, assumir a responsabilidade pelo seu bem-estar, gerir sua vida pessoal e rotulá-la como um ser soci- almente dependente. Assim, verifica-se que a institucionalização tem um conjunto de riscos e perigos que em muitos casos, podem intervir de forma negativa na vivência do idoso num lar.

A falta de privacidade, o tratamento uniformizado a todos, a perda de responsabi- lidades sociais e pessoais, as rotinas rígidas, a própria desvinculação do núcleo familiar, da comunidade, dos amigos de uma vida, bem como, a ausência de estimulação intelectu- al e física, são segundo Fernandes (2000) alguns dos fatores que contribuem para este impacto negativo, que por sua vez contribui para uma baixa autoestima, causando uma regressão e desintegração social/ exclusão social num meio que deveria trabalhar em prol de uma inclusão social favorável a todos. Para isso é necessário que toda a equipa profis- sional tenha consciência que a individualidade e a identidade dos idosos devem ser res- peitadas e valorizadas.

Compete-lhes assim fazer uma análise e avaliação de todos os aspetos pertinentes a conhecer, nomeadamente, os aspetos físicos, emocionais, sociais, comportamentais, cognitivos, formativos, profissionais da pessoa idosa, bem como da sua saúde, para poste- riormente elaborar com a equipa multidisciplinar um projeto de vida que estimule as suas capacidades/potencialidade.