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Kapittel 6 - Drøfting

6.1 Praksisarkitekturene i en relasjonell praksis

O presente estudo abrange como população as empreendedoras de Santa Catarina. A unidade de análise utilizada para compreender o fenômeno empreendedor é a individual, partindo-se da análise da atuação das empreendedoras, seu histórico pessoal até a constituição da empresa e condução da mesma.

A amostragem em pesquisas qualitativas não segue regras formais, normalmente, não adotando amostras probabilísticas, aleatórias ou por meio de cotas ou estratificações. Porém, busca-se estabelecer uma amostra representativa que possa fazer dos resultados significativos para o entendimento da realidade, podendo-se, assim, generalizar os achados para a população. Outra questão importante na definição da amostra é quanto à diversidade dos sujeitos analisados, dos lugares, situações e realidades, devendo-se optar por maior diversificação (FLICK, 2009).

A seleção da amostra nesta pesquisa foi intencional, ou seja, definida propositadamente, baseando-se na conveniência e acessibilidade do pesquisador aos dados (FLICK, 2009).

Desta forma, a amostra compreende o grupo de mulheres participantes do Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios de Santa Catarina no ano de 2010, a qual contempla as participantes da modalidade proprietária de micro e pequenas empresas e membros de grupos de produção formais (cooperativas e associações). A amostra definida é composta por uma repetição do sujeito típico, o qual possui as características que o fazem representativo da população, ou seja, todas as participantes do prêmio são mulheres, catarinenses e empreendedoras (RICHARDSON, 1999).

A escolha pela utilização das histórias do Prêmio SEBRAE Mulheres de Negócios se deu em virtude do reconhecimento que a instituição possui e pela tradição do prêmio, que acontece desde 2002, passando por correções e reformulações. Acrescenta-se a isso o trabalho de divulgação feito em todo o país, que engrandece o projeto e consegue um alto índice de participação.

Para melhor compreensão do fenômeno, a pesquisa tem caráter longitudinal, contemplando empreendedoras que se iniciaram em épocas distintas no processo empreendedor. Considera-se com isso obter uma representatividade para o

alcance dos objetivos do estudo e diversidade na amostra, pois as empreendedoras são de diferentes regiões do estado e realidades distintas.

No estudo são abrangidas 86 participantes inscritas no prêmio, que realizaram inicialmente a inscrição no site do SEBRAE e posteriormente enviaram sua história.

O uso das histórias das empreendedoras como fonte de dados, é possibilitado pela cláusula no regulamento que permite ao SEBRAE o direito ao uso dos relatos:

§ 2º - as candidatas e as vencedoras de qualquer etapa cedem sem ônus para os realizadores e promotores do Prêmio o direito de uso e a divulgação de suas histórias, imagens, sons e qualquer material complementar ou ilustrativo entregues para concorrer a este Prêmio, ou dele oriundos, em eventos; palestras; feiras; seminários; cursos presenciais; cursos virtuais; tradução para outros idiomas; assim como veiculação em todas as mídias disponíveis utilizadas pelo Sistema SEBRAE e instituições parceiras; para distribuição em bibliotecas, escolas, organizações não governamentais e quaisquer instituições que queiram fazer uso educacional, ou para promover ou disseminar o empreendedorismo, sem quaisquer restrições ou pagamentos (SEBRAE, 2010, p.7).

A pesquisa teve como foco compreender a história das empreendedoras catarinenses a partir dos relatos livres que essas escreveram, onde não são estabelecidos os limites sociais, culturais e pessoais dos seus relatos. Ao descrever sua história de vida, as mulheres buscaram reconstruir os passos que deram na caminhada rumo ao sucesso, relembrando os fatos marcantes e suas interpretações sobre as experiências vividas.

Como nas histórias as empreendedoras relatam os fatos de sua vida que tiveram maior impacto na construção do seu eu empreendedor, nem todas descrevem os mesmos pontos, o que se torna interessante para a análise permitindo uma visão ampla do fenômeno, porém, por vezes impossibilitando generalizações. Acrescenta-se que as características da amostra trazem uma posição longitudinal quanto ao fenômeno empreendedor.

3.2.1. Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios

Com o intuito de valorizar a trajetória das mulheres empreendedoras do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE)

com o apoio de instituições como a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), criou em outubro de 2004 o Prêmio SEBRAE Mulher de Negócio (PSMN).

O prêmio é destinado ao reconhecimento das mulheres de sucesso por meio de suas histórias de vida. São mulheres batalhadoras que transformaram sonhos em realidade.

O prêmio é voltado a mulheres proprietárias de micro ou pequenas empresas ou participantes de negócios coletivos, sendo estas as duas modalidades de participação. A primeira modalidade abrange donas de empresas que figurem como indústrias, comércio ou serviços. Já na modalidade negócios coletivos são abrangidas as cooperativas ou associações.

O objetivo do prêmio é, além de evidenciar o espírito empreendedor, valorizar a história destas mulheres e, ainda, incentivar outras mulheres que sonham empreender que se inspirem pelo exemplo. Neste intento, o SEBRAE utiliza os relatos das participantes como fonte de informação para o trabalho que realiza de educação empreendedora, ensinando pelo exemplo (SEBRAE, 2010).

A prospecção de participantes no prêmio se dá pelo trabalho realizado por todas as agências regionais do SEBRAE, também junto aos comitês femininos nas associações de empresas em cada cidade. O prêmio é nacional, com organização estadual.

As empreendedoras inscritas (ver modelo da ficha de inscrição no Anexo I) devem elaborar sua história, que pode conter até 100 linhas (incluindo título). O SEBRAE ainda oferece oficinas para auxílio na confecção da história, com relação ao método que pode ser usado pela escritora.

As inscrições são feitas no estado onde a empresa está localizada, no qual ocorre a premiação das finalistas estaduais, posteriormente são premiadas em nível regional e por fim, na final nacional, que ocorre em Brasília onde são premiadas as ganhadoras nacionais em ambas as categorias. Todas as modalidades são premiadas na forma de reconhecimento e apoio educacional para continuidade de sua trajetória empreendedora.

O relato das empreendedoras é em forma de redação livre, porém segue direcionamento visto padronizar as histórias, no qual três são os focos solicitados pela organização do PSMN:

a) Relato sobre a criação do negócio: surgimento da ideia, inspiração, dificuldades encontradas, dificuldades por ser mulher, superação dos desafios, valores pessoais envolvidos no negócio e diferenciais do produto oferecido.

b) Relato do estado atual do negócio: Planejamento, questões éticas e gerenciamento da empresa.

c) Geração de valor: impacto social do empreendimento, visão do sucesso, planos futuros, dentre outras informações (no anexo II segue a lista completa).