Várias fontes de antioxidantes naturais são conhecidas e algumas são amplamente encontradas no reino vegetal. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma intensa pesquisa sobre as propriedades antioxidantes de produtos naturais, que pode ser atribuído ao seu conteúdo de substâncias fenólicas. O conhecimento das importantes funções que os antioxidantes desempenham na inibição dos radicais livres resultantes do metabolismo celular, tem motivado o interesse pela análise destes compostos em diversos produtos alimentares. Os estudos realizados tem mostrado que os antioxidantes contribuem para a prevenção de doenças associadas ao envelhecimento, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e o aparecimento de câncer. Os antioxidantes atuam, também, como conservantes alimentares inibindo reações de oxidação responsáveis pela degradação dos alimentos (Angelo e Jorge, 2007).
Os compostos fenólicos têm despertado grande interesse devido ao seu alto teor nos vegetais e elevado poder antioxidante, capaz de remover radicais livres, quelar íons metálicos com atividade redox, modular a expressão gênica e interagir com mecanismos de sinalização celular; sendo atribuída grande parte de sua bioatividade a estas características. Porém os mecanismos de absorção e metabolismo e teores presentes na dieta podem afetar a eficiência da ação
antioxidante e estes aspectos não estão totalmente esclarecidos (Rhodes, 1996; Soobrattee et al., 2005).
A quantidade de compostos fenólicos totais avaliados com o reagente de Folin-Ciocalteu nas amostras do mel de jandaíra variaram de 1,1 a 1,3 mg GAE/g para as análises do mel puro. O teor de fenólicos totais estão apresentados na Tabela 5.4.
Tabela 5.4. Teor de fenólicos totais e testes antioxidantes em amostras de mel puro de
jandaíra. Mel Puro Fenólicos Totais (mgGAE/g ± SD) DPPH(EC50) mg/mL ABTS(EC50) mg/mL β-caroteno/ ác.linoléico (%O.I T=60min) 10 mg/mL Deoxirribose (EC50) mg/mL 1 1,2±0,0 11,1±0,1 7,1±0,0 54,6±3,2 2,1 ± 0,0 2 1,1±0,0 11,2±0,3 6,1±0,0 51,5±5,1 2,2 ± 0,0 3 1,1±0,1 12,9±0,3 7,0±0,1 58,3±0,5 2,2 ± 0,0 4 1,1±0,1 12,5±0,1 6,7±0,3 48,8±2,8 2,2 ± 0,0 5 1,3±0,3 10,6±0,6 8,1±0,1 55,2±1,5 2,1± 0,0 6 1,3±0,2 10,6±0,1 8,3±0,3 53,7±4,3 2,3 ± 0,0 7 1,3±0,1 10,7±0,3 9,7±0,1 55,3±2,5 2,2 ± 0,0 8 1,3±0,1 10,9±0,0 9,4±0,4 58,4±1,8 2,1 ± 0,0 9 1,2±0,1 12,1±0,0 8,3±0,0 74,6±4,3 2,1 ± 0,0
Análise de variância entre as médias mostraram que não existe diferença significativa entre a quantidade de fenólicos existentes nos méis. Estes méis mostraram 90% de composição do pólen da espécie Mimosa caesalpinifolia.
O conteúdo de fenólicos totais variou de 18 mg/100 g em mel monofloral (laranjeira) a 48 mg/100 g em mel heterofloral (silvestre) coletado pela abelha Apis
melifera. É importante destacar que os méis (silvestre) e (laranjeira) apresentaram
maiores teores de fenóis totais o que correlacionou com as maiores atividades antioxidantes (Lianda, 2009). Em outro trabalho foi analisado o teor de fenólicos totais em amostras de mel de Apis mellifera e Melipona interrupta, e constatou-se que amostra de mel de Apis mellifera apresentava um teor de 15,44 mg EAG/100g e 7,65 mg EAG/100g para o mel da M.interrupta. (Morais et al., 2008) Estes valores são bem menores que o teor de fenólicos apresentados neste estudo.
Quatro métodos diferentes foram utilizados para determinar as propriedades antioxidantes do mel de abelha jandaíra, permitindo-nos obter informações sobre a atividade nas diferentes etapas da reação de oxidação. Os métodos utilizados foram atividade antioxidante com sistema -caroteno/ácido linoléico, ensaio de DPPH,
ABTS•+ e deoxiribose. As amostras apresentaram diferentes graus de capacidade
antioxidante. Todas as amostras de mel exibiram atividade sequestradora de
radicais livres. Como mostrado na Tabela 6, os valores variaram de CE50 10,6-12,9
mg/mL para o mel puro no ensaio com o radical DPPH. Os resultados CE50 para o
ensaio ABTS•+ g/mL, variaram de 6,1 a 9,7 mg/mL.
Os méis analisados apresentaram correlação entre a quantidade de fenólicos totais (X) e a atividade antioxidante (Y) para os três testes. O mel puro apresenta um
coeficiente de correlação de Peason r2=0.62 (DPPH) e r2=0.71 (ABTS) (Figura 5.4).
1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 0.00 0.05 0.10 0.15 0.20 DPPH 1/CE50 (R2=0.62, p=0,012) ABTS 1/CE50(R2=0.72, p=0,004)
Teor de fenólicos totais (mg GAE/g)
1 /CE 50 (E n s a io D P P H e A B T S )
Figura 5.4 Correlação linear do teor de fenólicos totais em função dos valores de 1/CE50 do
ensaio ABTS e DPPH do mel puro de jandaira
Estes resultados sugerem que 62% e 71% da capacidade antioxidante é devido aos fenólicos existentes no mel. Não houve correlação no teste da deoxirribose com o teor de fenólicos, embora este ensaio tenha apresentado atividade antioxidante variando de 2,1 a 2,3 mg/mL. Estes dados estão de acordo com os observados para o pólen de abelhas em que foi verificada a ausência de
correlação entre a inibição da degradação da deoxiribose e a quantidade de fenólicos (Leja et al., 2005).
Pode-se concluir também que outros compostos presentes no mel puro como óleos voláteis, carotenóides, vitaminas e outros metabólitos contribuem para a atividade antioxidante. Estes resultados com o radical DPPH estão de acordo com Gheldof e Engeseth (2002) que mostrou uma contribuição significante entre a quantidade de fenólicos e a capacidade antioxidante dos méis, mas estes não são os únicos responsáveis. Em um estudo mais recente (Gheldof e Engeseth, 2003)
mostrou também que existe uma forte correlação (R2 = 0.963, p < 0.0001) entre a
capacidade antioxidante do mel e a concentração dos ácidos fenólicos totais.
Entretanto a capacidade antioxidante varia de acordo com a origem floral do mel, possivelmente devido às diferenças nas quantidades de metabólitos secundários e atividades das enzimas (Frankel et al., 1998). As diferenças podem estar relacionadas também com a origem entomologica do mel.
O teste antioxidante com o sistema -caroteno/ácido linoléico também apresentou resultados significativos variou de 48,8 a 74,6 mg/mL, para o mel puro (Tabela 5.4). A oxidação do ácido linoléico geram radicais livres peróxidos devido a abstração dos átomos de hidrogênios a partir dos grupos metilênicos dialílicos do ácido linoléico (Kumaran e Karunakaran, 2006). Os radicais livres então oxidam o - caroteno altamente insaturado. A presença de antioxidantes no mel miniminizam a oxidação do -caroteno pelos hidroperóxidos. Os hidroperóxidos formados neste sistema se decompoem. Entretanto, a velocidade de degradação do -caroteno depende da atividade antioxidante do mel.
Muitos estudos mostram que não existe correlação entre a quantidade de fenólicos e a degradação do -caroteno (Amarowicz et al.,1993; Mariod et al., 2006; Matthaüs, 2002). Esta falta de correlação entre a quantidade de fenólicos foi observada com o mel puro.
A capacidade antioxidante de mel venezuelano de Apis mellifera, Melipona
favosa e Trigona angustula, foi testado em três sistemas oxidativo para testar a
eficácia do mel na captura de ânion superóxido (O2● -), formação de hidroxila (OH ●)
e degradação do radical benzoato. Todas as amostras de mel verdadeiro mostraram maior capacidade antioxidante do que as de mel artificial e do ácido lipóico que foi usado como controle antioxidante leve (Rodriguez, et. al., 2007).
O mel tem um alto potencial como antioxidantes naturais para o potencial medicinal e nutricional. Embora a capacidade antioxidante do mel tem sido testado na maior parte in vitro, também foi encontrado que após o consumo de mel, aumenta a capacidade antioxidante do plasma (Schramm et al., 2003) e no soro sangüíneo (Gheldof et al., 2003). Contudo, esses autores afirmam que o mel pode proteger o homem contra o stress oxidativo sendo considerado um sistema de limpeza natural com uma bioatividade notável.
5.6 Caracterização química por ultravioleta e infravermelho
Os espectros de ultravioleta e infravermelho estão apresentados na Figura 5.5 e 5.6 respectivamente. As amostras de 1 a 8 apresentaram o mesmo perfil botânico, apresentando mais de 90% da espécie vegetal Mimosa caesalpiniifolia (Fabaceae/Mimosoideae). Estas amostras apresentaram perfis químicos similares nos espectros de IV e UV.
Figura 5.6 Espectros de absorção na região do infravermelho das amostras do mel de
jandaíra.
Figura 5.7 Gráfico dos escores obtido pela PCA aplicada aos espectros UV das nove
amostras (em triplicata) de mel.
A amostra 09, com perfil espectroscópico diferente, apresentou predominância da espécie Chamaecrista sp. A análise pela PCA dos dados obtidos por UV indicou que as amostras A1, A4, A6 e A8 possuem maior semelhança, enquanto a amostra A9 apresentou maior discrepância. O perfil dos compostos das amostras
apresentaram similaridade, exceto a amostra 9 que foi coletada em região geográfica diferente.
6 CONCLUSÃO
As análises melissopalinologicas do mel mostraram que a maioria dos méis de jandaíra analisados são monoflorais (a maioria apresentou a espécie Mimosa
caesalpinifolia como pólen dominante), sendo a abelha jandaíra forrageira
específica, muito importante para polinização de espécies nativas.
As análises físico-químicas dos méis mostraram que existe muita diferença entre os méis da jandaíra que é uma abelha nativa e a Apis (comparação com a literatura), principalmente nos dados da acidez e umidade, portanto, existe uma necessidade de se criar um código com os padrões de qualidade observados para o mel das meliponas. Os resultados obtidos contribuirão com a base de dados para definição das normas para o mel das abelhas sem ferrão.
As curvas TMDSC revelaram que as amostras apresentaram um perfil
semelhante, com pico endotérmico próximo a 0 0C que pode está relacionada à
fusão dos cristais de água, seguida de duas decomposições com dois eventos endotérmicos. As curvas TG do mel de jandaíra apresentaram perfis semelhantes com processo de decomposição que envolve quatro etapas que tem início a
temperatura ambiente e termina depois de 500 0C. A análise térmica é uma técnica
adequada para a caracterização térmica do comportamento de méis, podendo ser usada para detectar efeito de adulteração das amostras.
A análise dos espectros de absorção na região do infravermelho do mel in
natura mostrou absorções características de açucares e compostos fenólicos, já os
espectros de ultravioleta indicaram a presença de substâncias conjugadas que podem ser derivados fenólicos. Apenas a amostra 09 apresentou um perfil diferente. Na analise dos componentes principais (PCA) foi verificado uma correlação entre os dados de UV e a origem botânica das amostras. De acordo com os dados obtidos foi verificado que a técnica de infravermelho não é recomendada para caracterizar o mel in natura analisado, pois os mesmos apresentaram perfil espectroscópico semelhante.
Todas as amostras analisadas apresentaram atividade antioxidante em todos os ensaios. Além das atividades medicinais atribuídas para o mel da jandaíra, ainda
existe esta atividade que está associada ao combate de radicais livres causados pelo estresse e em várias outras doenças, incluindo as degenerativas.
Com este estudo foi possível assegurar um padrão de qualidade para o mel de jandaíra associado ao uso como alimento funcional, com propriedades benéficas ao organismo. O que pode conduzir uma valorização do produto junto ao consumidor em virtude do seu uso tradicional como adoçante constituir uma alternativa mais saudável.
7 REFERENCIAS
AHERNE, S.A.; O'BRIEN, N.M. Dietary flavonols: Chemistry, food content, and
metabolism. Utrition Reviews, v. 18, n. 1, p. 75-81, 2002.
ALJADI, A.M. & KAMARUDDIN, M.Y. Evaluation of the phenolic contents and
antioxidant capacities of two Malaysian floral honeys. Food Chemistry, 85, 513-
518, 2004.
ALMEIDA, D. de. Espécies de abelhas (Hymenoptera, Apoidea) e tipificação dos
méis por elas produzidos em área de cerrado do município de Pirassununga, Estado de São Paulo. 2002. 103 p. Dissertação (Mestrado em Entomologia) -
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2002.
ALMEIDA-ANACLETO, D. de. Recursos alimentares, desenvolvimento das
colônias e características físico-químicas, microbiológicas e polínicas de mel e cargas de pólen de meliponíneos, do município de Piracicaba, Estado de São Paulo. 133 p. Tese (Doutorado em Entomologia) - Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”, Universidadede São Paulo, Piracicaba, 2007.
ALMEIDA-MURADIAN, L.B. de; BARION, F. Physicochemical evaluation of
Brazilian honey from Jataí bee (Tetragonisca angustula). In: APIMONDIA
INTERNATIONAL APICULTURAL CONGRESS, 40., 2007, Melbourne. Proceedings Melbourne: IBRA, p. 90-91, 2007.
ALMEIDA-MURADIAN, L.B. de; MATSUDA, A.H.; BASTOS, D.H.M.
Physicochemical parameters of amazon Melipona honey. Química Nova, São
Paulo, v. 30, p. 707-708, 2007.
ALVES, R.M.O.; CARVALHO, C.A.L. de; SOUZA, B.A.; SODRÉ, G.S.; MARCHINI, L.C. Características físico-químicas de amostras de mel de Melipona
mandacaia Smith (Hymenoptera: Apidae). Ciência e Tecnologia de Alimentos,
Campinas, v. 25, p. 644-650, 2005.
ALVES, R.M.O., CARVALHO, C.A.L., & SOUZA, B.A. Espectro polínico de
amostras de mel de Melipona mandacaia Smith, 1863 (Hymenoptera: Apidae).
Acta Scientarum. Biological Sciences, 28, 65-70, 2006.
ALVES, R. E.; BRITO, E. S.; SAURA-CALIXTO, F. D.; RUFINO, M. S. M.; PÉREZ- JIMENEZ, J. Compostos com propriedades funcionais em frutas. II Simpósio
Brasileiro de Pós-Colheita, p. 179 – 187, 2007.
ALVES, C. Q.; DAVID, J. M.; DAVID, P. J.; BAHIA, M. V.; AGUIAR, R. M. Métodos
para determinação de atividade antioxidante in vitro em substratos orgânicos.
AMAROWICZ R., WANASUNDARA U. WANASUNDARA J., SHAHIDI F.
Antioxidant activity of flaxseed in a β-carotene-linoleate model system. Journal of Food Lipids, 1: 111–117, 1993.
AMES, B.N.; SHIGENAGA, M.K.; HAGEN, T.M. Oxidants, Antioxidants, and the
Degenerative Diseases of Aging. Proceedings of the national Academy of
Sciences of the United States of America, v. 90, n. 17, p. 7915-7922, 1993.
AMIOT, M.J.; SABATIER, S.; TACCHINI, M.; AUBERT, S. Identification of
Flavonoids in Sunflower Honey. Journal. Food Science, 57(3), 773-777, 1992.
ANACLETO, D.A.; SOUZA, B.A.; MARCHINI, L.C.; MORETI, A.C.C.C. Composição
de amostras de mel de abelha Jataí (Tetragonisca angustula latreille, 1811)
Ciência e Tecnologia de Alimentos. Campinas, 29(3): 535-541, jul.-set. 2009.
ANDRADE, P.; FERRERES, F.E.; AMARAL, M.T. Analysis of Honey phenolic
acids by HPLC, its application to honey botanical characterization. Journal
Liquid Chromatography & Related Technologies., 20 (14), 2281-2288, 1997.
ÂNGELO, P.M. E JORGE, N. Compostos fenólicos em alimentos – Uma breve
revisão. Revista Instituto Adolfo Lutz, 66(1): 232-240, 2007.
ANKLAM, E. A review of the analytical methods to determine the geographical
and botanical origin of honey. Food Chemistry, 63(4), 549-562, 1998.
ARAÚJO, J.M.A. Química de alimentos. 2 ed.Viçosa: UFV,1995.
ARNAO, M. B. Some methodological problems in the determination of
antioxidant activity using chromogen radicals: a pratical case. Trends in Food
Science & Technology, v. 11, p. 419-421, 2000.
ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official Methods of
Analysis of the Association of Official Analytical Chemists (method 958.06).
Arlington: A.O.A.C., chapter 39. p. 21, 1995.
AZEREDO, M. A. A.; AZEREDO, L. da C.; DAMASCENO, J. G. Características
físico-químicas dos méis do município de São Fidélis - RJ. Ciência e Tecnologia
de Alimentos, v. 19, n. 1, p. 3-7, 1999.
AZEREDO, L. da C.; AZEREDO, M. A. A.; SOUZA, S. R. de; DUTRA, V. M. L.
Protein contents and physicochemical properties in honey samples of Apis mellifera of different floral origins. Food Chemistry, v. 80, p. 249-254, 2003.
BAE, G. U.; SEO, D. W.; KWON, H. K.; LEE, H. Y.; HONG, S.; LEE, Z. W.; HA, K. S.; LEE, H. W.; HAN, J. W.; Hydrogen peroxide activates p70(S6k) signaling
pathway Journal of Biological. Chemistry. 274, 32596, 1999.
BARTH O.M. Melissopalynology in Brazil: a review of pollen analysis of honeys,
BAZLEN, K. Charakterisierung von Honigen Stachelloser Bienen aus
Brasilien.2000.
BIESMEIJER, J.C.; SLAA, J. The structure of eusocial bee assemblages in
Brazil. Apidologie, Versailles, v. 37, p. 240-258, 2006.
BLOCK, G. The Data Support a Role for Antioxidants in Reducing Cancer Risk. Utrition Reviews, v. 50, n. 7, p. 207-213, 1992.
BLOCK, G.; LANGSETH, L. Antioxidant Vitamins and Disease Prevention. Food Technology, v. 48, n. 7, p. 80-84, 1994.
BOBBIO, F.O.; BOBBIO, P.A. Química do processamento dos alimentos. São Paulo: Varela, 144 p, 2001.
BOGDANOV, S.; LULLMANN, C.; MARTIN, P.; OHE, W. von der; RUSSMANN, H.; VORWOHL, G.; PERSANO-ODDO, L.; SABATINI, A.G.; MARCAZZAN, G.L.; PIRO, R.; FLAMINI, C.; MORLOT, M.; LHÉRITIER, J.; BORNECK, R.; MARIOLEAS, P.; TSIGOURI, A.; KERKVLIET, J.; ORTIZ, A.; IVANOV, T.; D’ARCY, B.; MOSSEL, B.; VIT, P. Honey quality and international regulatory standards: review by the
International Honey Commission. Bee World, Bucks, v. 80, p. 61-69, 1999.
BOGDANOV, S.; MARTIN, P. LÜLLMANN, C. Harminised methods of the
European Honey Comission. Apidologie, Paris, Extra Issue, p. 1-59, 1997.
BOGDANOV, S.; VIT, P.; KILCHENMANN, V. Sugar profiles and conductivity of
stingless bee honeys from Venezuela. Apidologie, Versailles, v. 26, p. 445-450,
1996.
BORGES, R.L.B., LIMA, L.C.L., OLIVEIRA, P.P., SILVA, F.H.M., NOVAIS, J.S., DÓREA, M.C., & SANTOS, F.A.R. O pólen no mel do semi-árido brasileiro. In
Santos, F. A. R. (Ed.), Apium plantae (pp. 103–118). Recife, PE: IMSEAR, 2006.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa
11, de 20 de outubro de 2000, Regulamento técnico de identidade e qualidade do
mel.Disponível em:<http://www.agricultura.gov.br/sda/dipoa/anexo_intrnorm11.htm>. Acesso em: 17 mai. 2009.
CAIRNS, C.E. Effects of invasive Africanized honey bees (Apis mellifera
scutellata) on nativestingless bee populations (Meliponinae) and traditional
mayan beekeeping in Central Quintana Roo, Mexico. 2002. 111 p. Thesis (Master
of Science in Environmental Studies) -Florida International University, Miami, 2002. CAMPOS, G.; MODESTA, R. C. D. Diferenças sensoriais entre mel floral e mel
de melato. Revista do Instituto Adolfo Lutz, v. 59, n. 1-2, p. 7-14, 2000.
CANDEIA, R. A., Biodiesel de Soja: Síntese, Degradação e Misturas Binárias. João Pessoa, Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal da Paraíba, UFPB, Tese de Doutorado, 2008.
CECCHI, H. M. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos. Campinas: UNICAMP, 1999.
CHEYNIER, V. Polyphenols in foods are more complex than often thought American Jounal of Clinical Nutrition., v. 81, 0. 223S-229S, 2005.
CODEX ALIMENTARIUS COMMISSION. Official methods of analysis. Codex Alimentarius, Rome, v. 3, supl. 2, p. 1-390, 1990.
CORDELLA, C.; ANTINELLI, J. F.; AURIERES, C.; FAUCON, J. P.; CABROL- BASS, DANIEL,; SBIRRAZZUOLI, N. Use of Differential Scanning Calorimetry
(DSC) as a New Technique for Detection of Adulteration in Honeys. 1. Study of Adulteration Effect on Honey Thermal Behavior Journal of Agricultural and Food
Chemistry, 50, 203,208, 2002.
CORDELLA, C.; FAUCON, J. P., CABROL-BASS, D.; SBIRRAZZUOLI, N.
Application of DSC as a tool for honey floral species characterization and
adulteration detection. Journal of Thermal Analysis and Calorimetry, Vol. 71, 275–
286, 2003.
CORTOPASSI-LAURINO, M.; IMPERATRIZ-FONSECA, V.L.; ROUBIK, D.W.; DOLLIN, A.; HEARD, T.; AGUILAR, I.; VENTURIERI, G.C.; EARDLEY, C. & NOGUEIRA-NETO, P. Global meliponiculture: challenges and opportunities.
Apidologie 37: 275–292, 2006.
COULTATE, T.P. Alimentos : a química de seus componentes. 3ed. Porto Alegre: ARTMED, 2004.
CRANE, E. Honey: a comprehensive survey. London: Heinemann, 1975. 608 p. CRANE, E. Bees and beekeeping-science, practice and world resources. London: Neinemann Newnes, 614 p, 1990.
DAVIES, A. M. C.; RADOVIC, B.; FEARN, T.; ANKLAM, E. A preliminary study on
the characterisation of honey by near infrared spectroscopy. Journal of Near
Infrared Spectroscopy, v. 10, n. 2, p. 121-135, 2002.
DE MARIA, C.A. & MOREIRA, R.F.A. Compostos voláteis em méis florais. Química Nova, 26(1), 90-96, 2003.
DUSTMANN J.H. Honey quality and its control. American Bee Journal 133(9): 648-651, 1993.
DVASH, L.; AFIK, O.; SHAFIR, S.; SCHAFFER, A.; YESELSON, Y.; DAG, A.; LANDAU, S. Determination by near-infrared spectroscopy of perseitol used as a
marker for the botanical origin of avocado (Persea americana Mill.) honey.
Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 50, n. 19, p. 5283-5287, 2002.
EMMONS, C.L., PETERSON D.M., & PAUL, G.L. Antioxidant capacity of oat
phenolic and tocol antioxidants. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 47,
4894–4898, 1999.
ERDTMAN, G. The acetolysis method - a revised description. Svensk Botanisk
Tidskrift, 54, 561–564, 1960.
ETZOLD E., LICHTENBERG_KRAAG, B. Determination of the botanical origin of
honey by Fourier-transformed infrared spectroscopy: an approach for routine analysis, Eur. Food Res. Technol, DOI 10.1007/s00217-007-0759-9, 2007.
EVANGELISTA, J. Tecnologia de alimentos. 2 ed. SP: Atheneu, 2005.
EVANGELISTA–RODRIGUES, A.; SILVA, E. M. S. da; BESERRA, M.F.;
RODRIGUES, M. L. Análise físico – química de méis das abelhas Apis mellifera
e Melípona Scutellaris produzidos em duas regiões no Estado da Paraíba.
Ciência Rural, Santa Maria, v. 35, n. 5, p. 1166-1171, set- out, 2005.
FELSNER, M. L.; CANO, C. B.; MATOS J. R.,; ALMEIDA-MURADIAN, L. B.; BRUNS, R. E. Optimization of Thermogravimetric Analysis of Ash Content in
Honey. J. Braz. Chem. Soc., Vol. 15, No. 6, 797-802, 2004a.
FELSNER, M. L.; CANO, C. B.; BRUNS, R. E.; WATANABE, H. M.; ALMEIDAMURADIN, L. B.; MATOS, J. R. Characterization of monofloral honeys
by ash contents trtough a hierarchical design. Journal of Food Composition and
Analysis, v. 17, p. 737-747, 2004b.
FINOLA, M. S.; LASAGNO, M. C.; MARIOLI, J. M. Microbiological and chemical
characterization of honeys from central Argentina. Food Chemistry, Oxford, v.
100, n. 4, p. 1649-1653, 2006.
FRANKEL, S., ROBINSON, G.E., & BERENBAUM, M.R. Antioxidant capacity and
correlated characteristics of unifloral honeys. Journal of Apicultural Research, 37,
27-52, 1998.
GHELDOF, N.; ENGESETH, N. J. Antioxidant capacity of honeys from various
floral sources based on the determination of oxygen radical absorbance capacity and inibition of vitro lipoprotein oxidation in human serum samples.
Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 50, p. 3050-3055, 2002.
GHELDOF N, WANG X, ENGESETH N. Buckwheat honey increases serum
antioxidant capacity in humans. Journal of Agricultural and Food Chemistry,
51:1500-1505, 2003.
GLEITER, R.A.; HORN, H.; ISENGARD, H.D. Influence of type and state of
crystallisation onthe water activity of honey. Food Chemistry, London, v. 96, p.
441-445, 2006.
GULCIN, I.; SAT, I.G.; BEYDEMIR, S.; ELMASTAS, M.; KUFREVIOGLU, O.I.
and lavender (Lavandula stoechas L.). Food Chemistry, v. 87, n. 3, p. 393-400,
2004.
HARBORNE, J.B. Nature, distribution and function of plant flavonoids. In: CODY, B.; MIDDLETON, E.; HARBORNE, J.B. (Org.) Plant flavonoids in biology and
medicine, New York: Alan Liss, p. 15–24, 1986.
HUANG, D.J.; OU, B.X.; PRIOR, R.L. The chemistry behind antioxidant capacity
assays. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 53, n. 6, p. 1841-1856, 2005.
HUIDOBRO, J.F.; SUÁREZ-LUQUE, S.; MATO, I.; SIMAL-LOZANO, J.; SANCHO, M.T. Rapid determination of minority organic acids in honey by hig
performance liquid chromatography. Journal Chromatograph, 955, 207-214, 2002
INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz.
Métodos químicos e físicos para análise de alimentos, v. 1, 3. ed. São Paulo:
IMESP,p. 49-50, 1985.
IWAMA, S. & MELHEM, T. S. The pollen spectrum of the honey of Tetragonisca
angustula angustula Latreille (Apidae, Meliponinae). Apidologie, 10, 275-295,
1979.
KALABOVA, K., BORKOVCOVA, I., SMUTNA, M., & VECEREK, V.
Hydroxymethylfurfural in Czech honeys. Czechoslovak Journal of Animal Science,
48, 551–557, 2003.
KAMPA, M.; ALEXAKI, V.I.; NOTAS, G.; NIFLI, A.P.; NISTIKAKI, A.; HATZOGLOU, A.; BAKOGEORGOU, E.; KOUIMTZOGLOU, E.; BLEKAS, G.; BOSKOU, D.; GRAVANIS, A.; CASTANAS, E. Antiproliferative and apoptotic effects of
selective phenolic acids on T47D human breast cancer cells: potential mechanisms of action. Breast Cancer Res, 6, R63-R74, 2004.
KARABOURNIOTI, S.; ZERVALAKI, P. Efecto del calentamiento en el HMF y la
invertasa de la miel. Apiacta, Bucarest, v. 36, p. 177-181, 2001.
KELLY, J. F. D.; DOWNEY, G.; FOURATIER, V. Initial study of honey adulteration
by sugar solutions using midinfrared (MIR) spectroscopy and chemometrics.
Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 52, n. 1, p. 33-39, 2004.
KELLY J.D.; PETISCO C.; DOWNEY G.Potential of near infrared transflectance
spectroscopy to detect adulteration of Irish honey by beet invert syrup and high fructose corn syrup, J. Near Infrared Spectr., 14, 139-146, 2006.
KERR, W.E. Abelhas indígenas brasileiras (meliponíneos) na polinização e na
produção de mel, pólen, geoprópolis e cera. Informe Agropecuário, Belo
Horizonte, v. 13, p. 15-22, 1987.
KERR, W.E.; CARVALHO, G.A.; SILVA, A.C.S.; ASSIS, M.G.P. de. Aspectos
pouco mencionados da biodiversidade amazônica. Parcerias Estratégicas,
KÜHNAU, J. The flavonoids, a class of semi-essential food components: their
role in human nutrition. World review of nutrition and dietetics. v. 24, p. 117,
1976.
KUMARAN, A., & KARUNAKARAN, R.J. Antioxidant and free radical scavenging
activity of an aqueous extract of Coleus aromaticus. Food Chemistry, 97, 109-
114, 2006.
LABUZA, T.P. The effect of water activity on reactionkinetics of food
deterioration. Food Technology, Chicago, v.34, n.4, p.36-41, 1980.
LEJA, M.; MARECZEK, A.; WYŻGOLIK, G.; J. KLEPACZ-BANIAK, J. e Czekońska,
K. Antioxidative properties of bee pollen in selected plant species. Department