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PPTs rolle i skolens arbeid

4.4 Sammenhengen mellom vanlig undervisning og spesialundervisning samt indre og

4.4.3 PPTs rolle i skolens arbeid

A temperatura varia de forma sazonal ao longo do dia e ao longo do ano, definindo-se amplitudes de variação diurna e anual de temperatura.

A temperatura do ar varia durante o dia apresentando um mínimo pouco antes do nascer do sol, e um máximo cerca de uma a duas horas depois do meio-dia solar.

Segundo Faria (1990) para o concelho de Alcácer do Sal a característica mais saliente do clima regional é a nítida influência mediterrânica, traduzida por um Verão pronunciado e seco e um Inverno relativamente ameno, reflectido por um risco de geada fraco a moderado.

Quadro 3: Temperaturas Mínima, Média e Máxima (1958-1988)

Temperaturas máxima, média e mínima

Fig. 15: Temperaturas Mínima, Média e Máxima (1958-1988)

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Ano

Temp. Mínima 5,2 6,3 7,6 8,9 11,0 13,6 15,3 15,4 14,3 11,4 8,3 5,0 10,2

Temp. Média 10,3 11,4 12,8 14,6 17,2 20,1 22,6 23,0 21,0 17,5 13,6 10,5 16,2

Temperaturas máxima, média e mínima em 2007

Fig. 16: Temperaturas Mínima, Média e Máxima (2007)

As normais de temperatura da região, referentes ao período de 1958 a 1988, e nos meses em que decorre o ciclo cultural do arroz, Maio a Setembro, apresentam a média das máximas entre 23 e 31ºC, enquanto a média das mínimas varia entre os 11 e os 15ºC (Fig. 15).

Como podemos verificar pela observação das figuras 15 e 16, o ano em que decorreu o acompanhamento da cultura, 2007, foi um ano típico da região embora com temperaturas ligeiramente superiores.

Com o intuito de comprovar a adaptação da cultura àquela região iremos comparar as temperaturas ao longo do ciclo cultural com as exigências da cultura descritas anteriormente (2.2.1).

Na fase de emergência e estabelecimento o crescimento é muito sensível à temperatura. Em Alcácer do Sal a temperatura média nesta fase (Maio) é aproximadamente 17ºC. Uma vez que a sementeira é normalmente realizada entre fins de Abril e início de Maio, a fase de germinação, emergência e pós-emergência decorre até finais de Maio. Este valor encontra- se abaixo dos valores considerados óptimos mas acima dos mínimos, sendo no entanto a média da temperatura mínima mensal do mês de Maio de 11ºC, valor dentro dos limites mínimos necessários (Quadro 2).

As maiores exigências em calor verificam-se durante o afilhamento. No entanto nesta região, a temperatura média mensal do mês de Junho, mês em que decorre o afilhamento, é de 20ºC, valor inferior mas próximo do óptimo necessário para esta fase (Quadro 2), que se prolonga ate ao inicio do mês de Julho, com temperaturas médias superiores.

A fase de iniciação da panícula é muito sensível às temperaturas baixas, como foi descrito anteriormente. Ora a temperatura média mensal do mês de Julho, período em que a meiose pode ter ocorrido, é de 23ºC, sendo a média das mínimas de 15ºC. Estes valores estão dentro dos limites admissíveis para esta fase.

Relativamente à fase de maturação, as temperaturas encontradas no arrozal em Alcácer do Sal encontram-se dentro do intervalo óptimo necessário, no entanto a média da temperatura máxima, para este período está acima do limite máximo admitido para esta fase do desenvolvimento da planta (30ºC) no mês de Agosto e praticamente no limite máximo no mês de Setembro (Quadro 2)

4.1.2.3 Precipitação

Quanto à precipitação (Fig. 17) claramente se verifica que o ano se divide em dois períodos distintos: i) um chuvoso que é também frio; ii) um período seco que, corresponde à estação quente, com maior número de horas de insolação mensal. Em termos de temperatura e insolação é este o período mais adequado ao cultivo do arroz nesta região, sendo evidente a necessidade de recorrer à rega para suprir a insuficiência de precipitação (e em parte, controlar a temperatura) (Pereira, 1989).

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 P re c ip it a ç ã o m é d ia t o ta l (m m ) Meses

Evolução da Precipitação média total ao longo do ano

Fig. 17: Evolução da Precipitação Média Total

A realização da sementeira no mês de Abril pode ter inconvenientes devido às baixas temperaturas que ainda ocorrem neste mês, levando a elevadas perdas na germinação e emergência e prolongamento desta fase. No entanto, o atraso da sementeira para o mês de Maio poderá vir a prolongar a colheita para o mês de Outubro, o que traz novamente inconvenientes devido à frequente existência de precipitação neste mês, o que torna difícil a colheita.

4.1.2.4 Insolação

Para a nossa região foi registado o valor de 3019,8 horas de insolação real anual, e a sua distribuição anual apresenta-se na figura 18.

Insolação Real 0 100 200 300 400

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

N º d e h o ra s d e s o l (h )

Fig. 18: Insolação Real

Como é possível observar na figura anterior, é durante o período que a cultura se encontra no campo que o número de horas de insolação mensal é mais elevado, dai este não ser um factor limitante em Portugal, e consequentemente em Alcácer do Sal.

4.1.3. Caracterização edáfica

O solo da exploração agrícola estudada é hidromórfico que se caracteriza por estar sujeito ao encharcamento temporário ou permanente devido a movimentos ascendentes de água que provocam intensos fenómenos de redução em todo, ou parte do seu perfil. Os solos onde foram efectuadas as produções de arroz acompanhadas neste trabalho contêm baixo teor de matéria orgânica e textura grosseira responsável por uma elevada permeabilidade. Relativamente ao pH não é necessário preocupar-nos devido ao alagamento permanente da cultura, o que torna o pH do solo próximo da neutralidade, tal como foi referido anteriormente (2.4.2).

4.1.4. O material vegetal

A escolha da cultivar a usar é função da sua capacidade produtiva, da qualidade do grão (dependentes por sua vez de outras características como a precocidade, resistência à acama, resistência ao desgranamento, resistência ao frio e à salinidade, e bom comportamento em relação à brança) e das condições climáticas.

Durante o período experimental foi utilizada a cultivar “Euro” (Anexo 2), cultivar do tipo japónica. Comercialmente este arroz é do tipo longo A e apresenta um ciclo vegetativo de aproximadamente 143 dias, sendo por isso considerada semi-precoce.

Variedade Euro Classificação comercial: Longo A (Carolino). Ciclo vegetativo: ± 143 dias.

Período Sementeira/Espigamento: ± 90 dias. Período Espigamento/Maturação: ± 53 dias. Altura da planta: ± 56 cm (Muito Baixa) Afilhamento: 2 filhos (Fraco)

Comportamento da panícula: semi-erecto Aristamento da panícula: mútica

Comprimento do grão: 6,2 mm Largura do grão: 2,4 mm

Forma do grão (comprimento/largura): 2,6 Peso de 1000 grãos: 27,5 g

Resistência à acama: moderadamente resistente

Resistência à helmintosporiose: moderadamente resistente Resistência à piriculária: resistente

Resistência à fusariose: moderadamente resistente Resistência ao desgranamento: regular

Teor em amilose: 17%

Produção: 6 400 Kg/ha (Muito alta) Rendimento industrial: 68,2%

4.1.5. Delineamento experimental

4.1.5.1 Modalidades de ensaio

As sequências de operações culturais e máquinas agrícolas usadas na produção de arroz, no Monte de Gaxa, estão representadas nos seguintes quadros.

Quadro 4: Sequência de operações culturais e máquinas agrícolas utilizadas no Monte de Gaxa.

SEMENTEIRA CONVENCIONAL SEMENTEIRA DIRECTA

LAVOURA

Tractor 150 Cv + Charrua de aivecas 4F-13"-180H (25 cm)

QUEIMA DA PALHA

PASSAGEM COM ROLO

GRADAGEM

Tractor 150 Cv – 4 RM + Grade de discos offset 32 discos – 26"

NIVELAMENTO

Tractor 100 Cv - 4 RM + Lâmina niveladora / Sistema laser

1ª APLICAÇÃO DO HERBICIDA

Tractor 150 Cv com rodas de borracha + Pulverizador (1200 l)

SEMENTEIRA EM SECO

Tractor de 150 Cv + Semeador 750 A (Jonh Deere)

2ª APLICAÇÃO DO HERBICIDA

Tractor de 65 Cv com rodas em cunha + Pulverizador (1200 l)

ADUBAÇÃO DE COBERTURA

Tractor de 65 Cv com rodas em cunha + Distribuidor centrífigo (1 disco)

Quadro 5: Datas de aplicação e doses de alguns factores de produção utilizados no Monte de Gaxa SEMENTEIRA CONVENCIONAL SEMENTEIRA DIRECTA

1ª aplicação de herbicida 30/04/2007 6 l/ha (glifosato) 30/04/2007 6 l/ha (glifosato) data quantidade subst. activa Sementeira 1/05/2007 176 Kg/ha Cult. Euro 1/05/2007 176 Kg/ha Cult. Euro data quantidade variedade 1ª adubação de cobertura 29//05/2007 350 kg/ha 21:8:10 29/05/2007 350 kg/ha 21:8:10 data Quantidade Tipo de adubo 2ª aplicação de herbicida 30/05/2007 2 l/ha (penoxsulame) 30/05/2007 2 l/ha (penoxsulame) data Quantidade s. a. 2ª adubação de cobertura 2/07/2007 180 Kg/ha Sulfamido (40%N) 2/07/2007 180 Kg/ha Sulfamido (40%N) data quantidade tipo de adubo 4.1.5.2. Preparação do solo

A preparação do terreno (sementeira convencional) foi feita de forma a se obterem as melhores condições para a germinação e desenvolvimento das plantas, compreendendo as seguintes operações: lavoura, gradagem e nivelamento do terreno.

A lavoura, realizada no mês de Abril, foi feita com o objectivo de descompactar o solo até uma profundidade de 25 cm aproximadamente (a existência de um imperme a esta profundidade permitirá reduzir o consumo de água de rega), visando facilitar o desenvolvimento radicular e, ainda, incorporar as infestantes e os resíduos vegetais no terreno provenientes da campanha anterior.

As gradagens seguintes têm como objectivo promover o destorroamento, nivelamento e esmiuçamento do solo lavrado.

Devido ao sistema de rega empregue na cultura do arroz, descrito anteriormente em 2.4, o nivelamento do solo representa uma das principais operações, permitindo o correcto controlo da água, reduzindo o seu consumo, e melhora o controlo das infestantes. Segundo Datta (1986) um nivelamento preciso, orientado por raios laser, permite ainda melhorar a germinação e o desenvolvimento da plântula.

Ainda, com o intuito de homogeneizar a distribuição de água no canteiro, uma vez que o canteiro tinha uma área elevada (13 ha) e apenas continha uma entrada de água, foram feitos um rego no alinhamento da boca de água do canteiro e dois perpendiculares a este. Relativamente a isto, não sei até que ponto os regos junto aos muros seria benéfico uma vez que apesar de realizarem o mesmo efeito dos existentes e a dificuldade de secagem dos canteiros existirem de igual modo, ajudariam a combater o aparecimento de determinadas infestantes que surgem predominantemente nessa zona, como é o caso do escalracho.

Relativamente à sementeira directa, a primeira operação realizada foi a queima da palha da campanha anterior deixada nos canteiros uma vez que esta constitui uma barreira para a passagem de luz e para a emergência do arroz. Esta operação foi feita logo assim que acabou a campanha anterior. Só alguns dias antecedentes à sementeira, procedeu-se à passagem de um rolo para atenuar os sulcos deixados pelos rodados da ceifeira na colheita anterior.

4.1.5.3 Adubação

A adubação deveria ser feita de acordo com uma análise de terra realizada antes de qualquer técnica cultural efectuada, pois assim esta seria realizada com maior rigor. No entanto a exploração em estudo não recorreu a esta análise.

Relativamente à adubação, não se utilizou adubação de fundo, apenas sendo realizada a primeira adubação de cobertura 28 dias após a sementeira. Esta decisão poderá ter prejudicado o desenvolvimento das plantas uma vez que se encontravam em solos de textura mediana, e portanto não muito férteis (com baixos teores em matéria orgânica) e onde ocorrem lixiviações devido ao permanente alagamento dos canteiros, e durante esse período as plantas necessitam de alimento. Esta afirmação foi confirmada na campanha seguinte, pois com a realização de adubação de fundo obteve-se melhores resultados em relação à germinação, afilhamento e produção final.

A adubação de cobertura foi realizada em duas aplicações tendo sido a primeira na fase de afilhamento do arroz, a 29 de Maio. Nesta aplicação foram aplicados 350Kg/ha de adubo composto 21:8:10, ou seja, foram adicionados cerca de 73,5Kg/ha de azoto, 28Kg/ha de fósforo e 35Kg/ha de potássio. Relativamente à segunda aplicação de adubo de cobertura, foram aplicados no solo 180Kg/ha de Sulfamido (40% de azoto amoniacal), ou seja, 72Kg/ha de azoto. No total de adubação azotada foram aplicados cerca de 145 Kg/ha de azoto, valor indicado para a obtenção de 7 toneladas por hectare (cerca de 20 kg de N por tonelada de grão produzido).

4.1.5.4 Sementeira

A sementeira, quer a convencional quer a directa, foram realizadas no dia 1 de Maio, em linhas, com uma distância de 16,6 cm na entrelinha e com uma profundidade de sementeira de 2-3 cm. O semeador (Anexo 3) utilizado foi um semeador de linhas pneumático possuindo uma largura de trabalho de 4 m (24 linhas). Os corpos de sementeira permitem uma localização perfeita da semente e um excelente contacto com a terra. Este semeador pode ser utilizado quer em sementeira directa, obtendo todos os benefícios económicos e agronómicos desta, quer após uma preparação do terreno aproveitando a enorme precisão deste semeador.

4.1.5.5 Monda Química

São várias as substâncias activas utilizadas no arroz, mas apenas limitamo-nos a descrever neste trabalho o tratamento que foi efectuado durante este ciclo cultural.

Inicialmente foi aplicado glifosato antes da sementeira, tendo como objectivo matar qualquer tipo de plantas. Posteriormente, na fase de afilhamento da cultura, foi aplicado um novo herbicida selectivo (s.a. penoxsulame) para o arroz, sendo este um herbicida de pós-

1- Luta contra as infestantes

o Glifosato – herbicida pós-emergente classificado como não selectivo e de acção sistémica. Apresenta um largo espectro de acção, o que possibilita um excelente controlo de ervas daninhas anuais ou perenes, tanto de folhas largas como estreitas. Este herbicida foi aplicado através de um pulverizador, montado no tractor, imediatamente antes da sementeira. No entanto, é conveniente referir que o herbicida só foi aplicado na sementeira convencional uma vez que a mobilização do solo foi efectuada cerca de 20 dias antes da sementeira e, por isso, já haviam infestantes à superfície.

o penoxsulame – herbicida selectivo para tratamento de pós-emergência, sistémico e residual.

O penoxsulame é um herbicida, aplicado em pós-emergência, com elevada eficácia contra as echinochloas, ciperáceas e infestantes de folha larga. Este herbicida foi aplicado através de um pulverizador associado ao tractor. No entanto para melhorar a sua eficiência foi necessário baixar o nível de água da parcela a tratar ao máximo de forma a que este, o herbicida, entre em contacto com todas as infestantes (gramíneas e dicotiledóneas).

È conveniente salientar que será benéfico regular o pulverizador, pelo menos de 2 em 2 anos, de forma a aplicar-se a quantidade de herbicida pretendida.

4.2. Colheita

A época da colheita tem a maior importância na valorização final do produto, sendo esta influenciada em grande parte pela oportunidade da ceifa e preparação para o descasque. Quando o arroz atinge a fase de maturação, ocorre uma acumulação de reservas no fruto juntamente com uma diminuição ou mesmo paragem da função radicular. O grão do arroz passa do estado leitoso inicial às fases pastosa, semi-dura e dura, quando a maturação está definitivamente completa. Com o decorrer da maturação diminui a percentagem de humidade contida nas cariopses.

À medida que a fase de maturação vai avançando, diminui a percentagem de grãos verdes e gessados. No entanto, a melhor época da colheita não corresponde necessariamente a uma maturação intensa uma vez que esta conduz frequentemente a baixos rendimentos industriais e elevada percentagem de partidos. Rendimento industrial é a quantidade de arroz branco obtido nas operações de descasque e branqueamento, com a intensidade de desgaste estabelecida para a cultivar.

A colheita do arroz deve ser feita quando a humidade do bago oscilar entre os 18% e os 22%, porque para valores abaixo deste intervalo obtêm-se uma elevada percentagem de trinca (bago que não pode ser considerado perfeito, ou seja, bago partido), e acima deste a percentagem de impurezas vai ser muito elevada, nomeadamente a de arroz em estado leitoso (maturação incompleta), que afecta o rendimento industrial global e, consequentemente, o comportamento industrial correspondente.

Na exploração acompanhada neste estudo, a ceifa foi realizada mecanicamente através de uma ceifeira debulhadora quando o arroz estava, sensivelmente, entre os 18 e os 22% de humidade.

4.3. Análise da Produção e suas Componentes