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A PPROACHES TO GENDER AND SECURITY IN A FGHANISTAN

6.   DISCUSSION

6.1 A PPROACHES TO GENDER AND SECURITY IN A FGHANISTAN

Neste ponto do capítulo apresentamos, por meio de um exemplo analítico, como se deu o procedimento de análise dos infográficos escolhidos.

Figura 19 ─ Infográfico sobre o trabalho no Brasil

Fonte: Folha de São Paulo (2014)

Temos um infográfico interativo da Folha de S. Paulo que retrata a situação do mercado de trabalho no Brasil e mostra os índices de cada região do país quanto ao emprego e desemprego (Figura 19).

O infográfico foi escolhido levando em consideração os elementos de uma produção webjornalística e de linguagem infográfica interativa. Ao clicar no botão do play o receptor tem acesso às informações em formato interativo.

A figura 20 traz a sequência do infográfico em que são apresentados os dados de empregados e desempregados no Brasil. Fazendo o paralelo dos brasileiros que estão na força de trabalho e os que estão fora deste quadro.

Figura 20 ─ Sequencia do infográfico trabalho no Brasil

Fonte: Folha de São Paulo (2014)

Os ícones representados por bonecos azuis são os números de pessoas que estão na força de trabalho. A cor laranja representa o número de desocupados e a cor vermelha o número de pessoas fora da força de trabalho. Esses dados são comparados ao número geral de pessoas em idade de trabalho no país.

Seguindo os dados abordados na produção temos na figura 21 as informações do total de desempregados e empregados por regiões e em porcentagem em relação aos números gerais. Nessa página ao invés de ícones foram utilizadas barras para comparar os números. Essas barras são interativas, possibilitando cruzar dados.

Figura 21 ─ Infográfico trabalho no Brasil

As informações traçam um perfil de cada região do Brasil em que podemos analisar qual concentra o maior número de desempregados e a que concentra o maior número de empregados, dando um panorama da melhor região para se trabalhar no país.

Dentro da classificação e características de uma infografia interativa webjornalística defendida na classificação de Ribas (2004), o infográfico pode ser classificado:

Tipo: autônomo, pois pode ser considerado como sendo a própria notícia.

Estado: de atualidade por tratar de um acontecimento atual, que está ocorrendo no cotidiano da sociedade brasileira em seus aspectos econômico, político e social.

Categoria: sequencial, pois explana o acontecimento em sequência. Precisando de acompanhamento sequencial para entender a totalidade da informação geral. Pode ser ainda ser ainda classificado em relação à categoria como relacional, pois admite escolhas de determinados passos, como a escolha das regiões do Brasil, no qual o receptor pode ter acesso à taxa de emprego de determinada região permitindo o entendimento entre as relações de causa e efeito do cenário trabalhista no país.

Construção jornalística: no que se refere aos parâmetros da Teoria Newsmaking, o infográfico traz abordagem de um fato importante, de relevância e atual. Obedece aos valores- notícia, pois trata de um fato que diz respeito ao interesse geral da população, tanto regionalmente como em âmbito nacional, ou seja, é de interesse humano.

Apresenta a fonte das informações que é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fornece os créditos de quem desenvolveu a infografia, que são o Gustavo Put e o Mario Kanno. E por fim traz procedimentos organizados dentro da lógica da produção jornalística, como sistematização de edição, pontos referenciados em noticiabiliade.

Podemos classificar esta produção como uma infonotícia, pois apresenta critérios de produção webjornalística infográfica interativa e tem construção com base nos parâmetros produtivos do jornalismo.

Desta forma se deu a análise dos infográficos escolhidos. Valendo salientar, mais uma vez, que todos os infográficos partiram de uma escolha nos quais foram observados pontos da construção webjornalística e da linguagem infográfica interativa.

4 ANÁLISE DOS INFOGRÁFICOS INTERATIVOS DA FOLHA DE SÃO PAULO

Este capítulo é dedicado à análise empírica da pesquisa e ao recorte do corpus que são seis infográficos do site da Folha de São Paulo. Na escolha dos infográficos foi levado em consideração os elementos de linguagem infográfica interativa e webjornalística. Outro ponto considerado importante foi o infográfico estar disponibilizado no site como notícia ou produção jornalística.

Foram escolhidos seis infográficos dentro da linha temporal disponibilizada pelo próprio jornal, ou seja, do ano de 2010 até o ano de 2015, um para cada ano. A escolha se deu por estes infográficos conterem elementos multimidiáticos ou interativos e estarem disponíveis como notícia ou material jornalístico, já que encontramos disponibilizado material apenas de construção gráfica.

Demonstrando o corpus da pesquisa, temos no primeiro infográfico analisado, uma produção do ano de 2010 sobre as eleições presidenciais do Brasil. Na sequencia, abordamos uma produção infográfica feita no ano 2011 sobre o acontecimento da tragédia em uma escola da cidade de realengo (RJ), em que um ex-aluno mata vários estudantes e posterior comete suicídio.

Referente ao ano de 2012, foi analisado um infográfico que trata do julgamento do Mensalão. Como se deu a ordem de votação, a montagem do plenário e os relatores do processo do julgamento são pontos trabalhados na produção. O quarto infográfico é do ano de 2013 e traz uma retrospectiva. São tratados assuntos de cunho social e político que foram destaque na impressa brasileira naquele ano.

O penúltimo a ser analisado foi uma produção de 2014, intitulada de Reforma ministerial. O infográfico faz um levantamento dos ministros escolhidos pela presidente Dilma Rousseff para seu segundo mandato. Fechamos a demarcação do corpus com um infográfico de 2015 sobre a crise da água em São Paulo, tratando como medidas simples podem mudar a situação da crise que afetara o estado.