1.4 Definisjon av enkelte faguttrykk
1.4.3 Postning
Os benefícios do trabalho com poemas e rimas na alfabetização foram evidenciados e mostraram-se relevantes na sua abordagem psicolinguística para o processo de aprendizagem. Os caminhos para que este tema seja valorizado na escola, no entanto, não são assim tão simples de serem implementados, pois os conhecimentos sobre consciência fonológica e demais níveis linguísticos não costumam fazer parte da formação dos professores. O enriquecimento teórico-
prático sobre o desenvolvimento da linguagem para o trabalho do alfabetizador mostra-se importante e buscou-se então um caminho para respaldá-lo na prática em sala de aula. A fim de tornar mais concretos e evidenciados os comportamentos de consciência fonológica e linguística das crianças, elaborou-se o instrumento proposto nesta pesquisa, sendo delineado um perfil com dados qualitativos dos sujeitos avaliados. Este perfil não visa quantificar e medir resultados, com fins terapêuticos, mas sim auxiliar num entendimento do percurso percorrido pela criança no desenvolvimento da sua consciência linguística, a partir de atividades com poemas, evidenciando possíveis comportamentos de reflexão detectados na pesquisa sobre os diferentes níveis da linguagem. Sua base foi a da consciência fonológica, proeminente processo tanto no texto poético, enquanto ingrediente linguístico, quanto na alfabetização, como necessidade de reflexão fundamental para o domínio do sistema alfabético de escrita. Avaliado pelos especialistas, o teste elaborado mostrou-se claro na sua linguagem e propostas, porém ainda trabalhoso na sua marcação na tabela. Foi reconhecido seu valor para o professor dispor de um instrumento dessa ordem, que permita compreender melhor o processo vivenciado pelas crianças na sua conscientização linguística, como apoio ao processo de alfabetização. A tabela foi reformulada e facilitada em sua marcação, mas tem-se a consciência de que ainda demanda um tempo significativo do educador, já que é aplicado individualmente. Pode ser usado, então, com um grupo representativo da turma, a fim de que se tenha um parâmetro da base do grupo para o desenvolvimento do plano de aula. As crianças avaliadas e que avaliaram o teste, por sua vez, encorajaram o uso do instrumento, pois se mostraram bastante dispostas a percorrê-lo nas suas questões e envolvidas para respondê-lo, empenhando-se nas respostas, não se sentindo pressionadas ou desqualificadas (não pareciam sentir a angústia do “acertar” ou “errar”), pois todo o tipo de resposta dado por elas foi considerado e valorizado enquanto esforço realizado. A interação foi preservada, bem como o aspecto lúdico. O gênero textual poético foi mantido na situação de pesquisa de respostas das crianças, suscitando suas reflexões, bem como manteve a coerência com a proposta que se segue de trabalho com poemas em sala de aula.
As crianças relataram gostar muito das rimas, ao responderem a questão pós- teste: “vocês gostou de fazer todas essas brincadeiras com poemas?” - “gostei porque gosto de rima!”; “gostei porque fica fazendo poema”; “adoro rima!”, foram
exemplos do que foi dito. Suas respostas validaram graus de esforço cognitivo realizado, com variações quanto ao que predominava no seu conceito de base evidenciado ao responder.
A elaboração da primeira versão do instrumento já trouxe o questionamento sobre a validade de criar-se um perfil do aluno: para que serviria ao professor, se não é do seu domínio diário transitar pelos aspectos de consciência linguística e muitas vezes no trabalho com poemas; como ele poderia utilizar os dados gerados nessa testagem de forma efetiva? Então foi sentida a necessidade de proporem-se os parâmetros de trabalho com poemas em sala de aula, no enfoque psicolinguístico, integrado também à proposta do instrumento. Com base em tudo o que foi observado a partir das oficinas registradas e transcritas, da formação de tabelas de categorias linguísticas, do confronto teórico, e do instrumento formulado, procurou-se selecionar o cerne do que pode ser útil como informação e referência ao professor para o desenvolvimento deste tipo de trabalho, sem a rigidez de planos prontos e acabados, deixando espaço para a criação do professor. Pensou-se nos critérios, mas não em uma proposta fechada, pois diferentes grupos pedem diferentes propostas de trabalho no seu dia a dia, em termos de temáticas e do caráter mais agitado ou tranquilo de atividades, por exemplo, devendo estas ser adaptadas e incrementadas de acordo com a situação de interação que exista com a turma. Ainda assim, existem os referenciais de oficinas já desenvolvidas, que podem corresponder a um modelo inicial para o professor que se propõe a este tipo de intervenção em sala de aula. Compreendendo o fundamento e o benefício dessas atividades para a alfabetização, o professor tem condições de aprimorar-se em seu conhecimento para reconhecer e auxiliar o aluno a transformar aquilo que é manifesto em termos de sensibilidade em um passo a mais rumo à conscientização linguística, base fundamental de aprendizagem de leitura.
Na proposta feita a partir desta pesquisa, aplica-se em sala de aula este conceito mais alargado de consciência fonológica, propondo-se atividades com os segmentos da palavra a partir das palavras do texto poético, podendo visualizar os benefícios para os demais níveis linguísticos que estão integrados nesse processo de leitura. Isso permite olhar a linguagem de forma menos reduzida e facetada, respeitando o necessário trabalho com a palavra, mas com o movimento de ir e vir do texto à palavra, encontrando bases linguísticas para que se produzam inferências mais ricas de sentido em todos os planos linguísticos.